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'HOW?'

(School of Reparar)

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Escola do Reparar

School of Reparar

Fernanda Eugenio, Coletivo AND e diferentes colaboradores a cada edição

Desde 2020 (edição piloto da Escola do Reparar)

O Programa Continuado de Formação Artístico-Política do AND Lab



Posicionando-se no seio de uma tarefa paradoxal e urgente, entre a irreparabilidade do mundo-como-É e o compromisso ético com a sua reparação, a Escola do Reparar é um programa anual continuado de investigação-criação expandida e formação artístico-política, que abriga quatro interfaces de encontro e se desenrola no eixo Portugal-Brasil. Propõe conjugar o Modo Operativo AND com outras proposições artístico-políticas encarnadas, ferramentas de composição colaborativa e práticas somáticas, num programa transdisciplinar e indisciplinado, dedicado à articulação corporeidade-comunalidade e ao re-conhecimento e à re(e)nunciação de táticas para o (des)aprendizado das violências arraigadas e desigualmente distribuídas em cada ume de nós. 


A proposta toma corpo a partir de um sólido trabalho de investigação artística das políticas da convivência, que vem acumulando experiência e tecendo redes há duas décadas, entre Portugal e Brasil, através de uma programação periódica consistente de workshops, escolas de verão, laboratórios e residências. Instalando-se enquanto plataforma transversal, no campo vivo de lutas político-afetivas que temos habitado, a Escola do Reparar assenta-se no "entre", enquanto instância perene de experimentação e reimaginação do que queremos e podemos enquanto comunidades. Faz-se, assim, gesto de sustentação do sonho e de performação possível de um território de firmação comum, procurando contemplar a amplitude da rede AND e constituir coletividade através da conexão-deslocação geográfica, duracional e sensível, juntando forças, saberes e afetos dos dois lados do oceano para lidar com a questão ética da reparação.


A Escola do Reparar emerge do desejo de contribuir para um processo que se dispara pelo reconhecimento de que já não é possível reiterar um mundo insustentável, apoiado em lógicas predatórias-extrativistas. Ao propor uma escola multilocalizada, transversal e baseada em saberes praticados, a conectar realidades e corpas diversamente afetadas pelo Irreparável, pretendemos criar um espaço-brecha dedicado a coletivizar o ato de pesquisar-criar, tornando-o coincidente com os atos de viver-habitar e relacionar-performar. Um espaço para o entre-ter - o termo-nos reciprocamente umes a outres, em comunidade -, no qual possamos exercitar modos de sermos íntimes sem sermos/estarmos próximes, e nutrir, juntes, possibilidades de refazer sensibilidades e mundos.


Apoiada na criação sempre em processo de Fernanda Eugenio com o Modo Operativo AND, em colaboração com a rede multilocalizada de artistas do Coletivo AND e com diferentes artistas convidades a cada vez, a Escola do Reparar toma, a partir da constelação prático-teórica do MO_AND, uma questão-tema por ano como mote para a criação de novos dispositivos performativos de encontro, proposições vivenciais, jogos e ferramentas de composição-criação coletiva, adotando a estrutura duracional da viagem para convidar à habitação e à persistência no trabalho íntimo-político da trans-forma-ação


O programa tem, portanto, edições temáticas anuais e toma lugar em diferentes localidades afastadas de centros urbanos e na cidade, entre Portugal e Brasil, apoiado também por uma plataforma digital de comunidade-acervo, salas virtuais de partilha e ações online, compondo-se como paisagem coletiva, ao mesmo tempo imersiva e expandida. Conjugando tanto o modo retiro intensivo - deslocado da cidade para o campo e focado em (re)ativar uma relação atenta com a Terra-Soma através da experiência sensível da inseparabilidade aquém-além do humano - quanto o modo extensivo -  focado em como infiltrar e sustentar um modo comunitário no cotidiano urbano e digital, aliando (auto)cuidado e comparecimento co-responsivo - a programação anual da Escola do Reparar desdobra-se nas cinco instâncias de encontro apresentadas na coluna ao lado, que compõem a estrutura da escola e se distribuem de modo singular a cada edição, atravessadas pela questão-tema comum do ano.



As suas quatro linhas de atividades estão desenhadas de modo a propiciar às pessoas participantes um percurso gradual e amparado de navegação na questão-tema do ano:





hANDling | stANDing | Estudos Indóceis | LANDscape

As Modulações da Escola do Reparar



As nomenclaturas Escola do Reparar, hANDling, stANDing e LANDscape foram criadas no âmbito da investigação em processo do MO_AND e, pela sua importância transversal, recorrem, tendo já sido empregues em programas anteriores do AND Lab.


A ferramenta-conceito hANDling refere-se ao exercício do manuseamento atento e da entrega/rendição ao acontecimento, ao passo que stANDing nomeia a possibilidade da comparência consistente, que prescinde do entendimento ou da identificação para se implicar. LANDscape, por sua vez, remete ao "entre" do plano comum, que (per)faz todes que nele estão implicados, ao mesmo tempo em é feito por elus. Aponta, ainda, para o movimento de re-membração e de des-cisão com a Terra proposto pelo MO_AND.





Começamos sempre pelo hANDling, dedicado a oferecer as bases de sustentação da jornada anual, através da introdução e do desdobramento das ferramentas-conceito e princípios centrais do Modo Operativo AND, aliado a outras ferramentas encarnadas, como as práticas corporais do Coletivo AND. 





Em paralelo, a viagem é assistida e nutrida pelo stANDing, programa de investigação continuada e de criação de artefatos por Fernanda Eugenio em colaboração com o Coletivo AND. Inicia-se a gestão da escola enquanto acontece, composta por trabalhos presenciais no Atelier AND Lab em Lisboa, encontros online e pelas Residências de Criação LAND, e que se abrirá ao exterior através de sessões de partilha e mostra informal de processos algumas vezes por ano, além dos próprios artefatos resultantes.




A seguir entramos nos Estudos Indóceis, grupo de estudos praticados e experimentais dedicado a uma primeira aproximação à questão-tema e a partilhar a filosofia habitada à volta dos conceitos em foco a cada ano.




Chegamos então ao LANDscape, Programa-paisagem duracional, que desdobra a questão-tema do ano e toma a forma de um só (per)curso prático e reflexivo, reunindo em seu 'relevo acidentado' diferentes interfaces de relação, explorando os formatos intensivos e extensivos, imersivos e regulares, presenciais e online, urbanos e rurais, e convocando outras práticas e ferramentas em conversa com o MO_AND.



Construída sob a forma de jornada-ritual de trans-forma-ação, na qual o Modo Operativo AND se multiplica num conjunto de proposições político-afetivas encarnadas mais complexas, que convocam diferentes modulações de jogo da constelação AND lado a lado a peças-rituais especialmente criadas, a cada vez, para propiciar a experiência sensível e vivencial da questão-tema. Esta atividade é, ao mesmo tempo, fim e começo: uma culminância da jornada de cada ano, todos os meses de julho, que, ao se repetir em janeiro, opera também a pré-paração para o ano seguinte, e para uma nova questão-tema prestes a emergir.
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