METÁLOGO#6

Na série Metálogos, iniciada em 2015, Fernanda Eugenio e Ana Dinger coleccionam conversas-performance situadas, experimentando com o público diferentes gradações da participação. Como uma conversa usual, os metálogos são irrepetíveis e ingovernáveis. Comportam o risco do encontro porque os seus percursos, meios e tons emergem no próprio fazer. Diferentemente de uma conversa usual, os metálogos recuperam uma operação avançada por Gregory Bateson: o compromisso de tentar que o modo de conversar materialize aquilo que está a ser conversado. No metálogo, procura fazer-se com conceitos ou, se possível, fazer os próprios conceitos, performando modos intensivos de pensar em relação. O esforço é o de presentação e não de representação, no sentido de superar, através do uso, tensões como estrutura/matéria e forma/conteúdo Ensaiando um modo operativo perspectivista, o metálogo percorre a paisagem do problema através de uma tática da dádiva: o problema ganha corpo através do receber e retribuir de cada tomada de posição recíproca. Insiste-se no metálogo até que a questão inaugural se reformule, por desdobramento, numa outra ou mais questões.

 

As edições já realizadas são: Metálogo #1 - os modos da situação (Atenas, Setembro de 2015); Metálogo #2 - o artista etnográfo & o etnográfo artista (Lisboa, Novembro de 2015); Metálogo #3 - os modos da superfície (Porto, Abril de 2016); Metálogo #4 - histórias & geografias da performance (Lisboa, Julho de 2016) e Metálogo #5 – os modos do público (Curitiba, Novembro de 2017).

 

Em 2019, o Metálogo#6 parte da questão-problema – o IRREPARÁVEL – que atravessa todo o projecto “Do Irreparável: o que pode uma ética de reparação?”

ONDE & QUANDO

Lisboa: Rua das Gaivotas 6, 7 a 21 de Dezembro de 2019, 14 às 19h (em conjunto com a Exposição-Ocupação AND#2 | Lisboa).

Porto: Mira Artes Performativas, Dezembro de 2019

COM QUEM:

Fernanda Eugenio e Ana Dinger

Projecto AND Lab 2019

DO IRREPARÁVEL: O QUE PODE UMA ÉTICA DE REPARAÇÃO?