AND-LAB

Centro de Investigação em Arte-Pensamento & Políticas da Convivência

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O AND Lab | Centro de Investigação em Arte-Pensamento & Políticas da Convivência, com direcção de Fernanda Eugenio, é uma plataforma de pesquisa praticada, sediada em Lisboa (Portugal) e com núcleos em Madrid (Espanha) e em Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo (Brasil). Através das nossas linhas de actuação AND | Investigação e Criação, HOW | Formação e Cuidado e WITH | Colaboração e Parceria, acolhemos pesquisadores, provenientes de qualquer área, com interesse nas questões transversais da reciprocidade e do comum aplicadas aos modos do fazer corpo-mundo, sejam práticas artísticas, práticas de mediação e de cuidado ou manifestações e tensões quotidianas do viver-juntos. A plataforma AND Lab é também um lugar de encontro para praticantes do Modo Operativo AND - conjunto de ferramentas ético-estéticas para a investigação experiencial dos funcionamentos e modulações do Acontecimento, que atravessa e alinhava todas as nossas actividades. O MO_AND, sigla pela qual é referido, tem vindo a ser desdobrado pela antropóloga e artista Fernanda Eugenio ao longo dos últimos quinze  anos, numa trajetória que derivou lentamente do quadro da estrita pesquisa académica, rumo à construção de um território intervalar de actuação e de uma abordagem singular aos usos artísticos e políticos da etnografia enquanto ferramenta circunscritiva e performativa.

December 27, 2018

No último dia 15 de dezembro aconteceu em Lisboa, no espaço Alkantara, o lançamento público do projecto de investigação-criação AND Lab 2019 'Do Irreparável: o que pode uma ética de reparação?', que conta com o apoio da DG-Artes/República Portuguesa. 

A sessão inaugural...

November 21, 2018

No fim de semana de 10 e 11 de novembro de 2018 aconteceu em Lisboa, no espaço Roundabout.Lx, a segunda oficina das Práticas de Des-imunização, uma pesquisa colaborativa entre as artistas Fernanda Eugenio e Dani d'Emilia, que têm colocado em conversa elementos do Modo...

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O CONECTIVO “E”: UMA FILOSOFIA HABITADA

 

 

O conectivo E (AND), que dá nome ao centro e ao modo operativo com o qual trabalhamos, sintetiza uma abordagem que não se baseia nem no saber (a lógica do É) nem no achar (a lógica do OU), mas no sabor e no encontrar (a lógica do E).

Funcionando como lugar comum para a investigação colaborativa da convergência entre arte e pensamento, teoria e prática, ética e estética, modos de existência e modos de criação, o AND Lab opera no encontro entre as duas inquietações transversais – como viver juntos? e como não ter uma ideia? – que resumem a filosofia habitada do Modo Operativo AND, simultaneamente uma ética do viver-juntos, uma prática de com-posição-com e um modo de vida.

Enquanto pensacção, o Modo Operativo AND atravessa todas as actividades do AND Lab, de uma dimensão estrutural à gestão do quotidiano; das práticas de investigação às práticas de partilha; dos modos de transmissão aos modos de convivência.

A aplicabilidade transversal do Modo Operativo AND, aliada ao compromisso de praticar os conceitos, devolvendo-os ao uso de uma forma muito direta e no terreno, é o que imprime a esta prática o seu carácter ao mesmo tempo singular e amplo. Trabalhando com recursos vindos da arte e do pensamento – e não sobre eles – o AND Lab contribui, de forma concreta, para o encontro de modos de viver-juntos, situados no plano da suficiência, da sustentabilidade e da reciprocidade entre diferenças.

O AND Lab oferece várias possibilidades de encontro e partilha de procedimentos: escolas (de Verão e outras), laboratórios, oficinas de transmissão e aplicação do Modo Operativo AND,  espaços de encontro regular e prática continuada, residências de investigação assistida e circuitos de colaboração abertos a pesquisadores, residentes e/ou visitantes.

ANTROPOLOGIA & PERFORMANCE DO ENCONTRO

A topografia das inquietações como viver juntos? e como não ter uma ideia?, que movem todo o projeto do AND Lab, emerge do encontro entre dois modos de fazer- problema, vindos da antropologia e da performance – ou, mais precisamente, das relações-tensão com cada um desses campos.

O ponto de encontro entre antropologia e  performance é a singular sensibilidade à relação que partilham de modo fundador, e que lhes confere uma espécie de impossibilidade congénita de pacificarem, de modo definitivo, a questão do encontro, do entorno e da alteridade. Por um lado – e por operarem de modo fundador na impureza relacional -, antropologia e performance são dois campos de saber-fazer que nunca se encaixaram por completo no projeto ocidental mais amplo de produção de certezas. Por outro lado, ao longo das suas fases modernas e pós-modernas, ambos os campos tenderam a organizar este lugar deslocado como voz de resistência, deixando diversas vezes escapar a precisão com que poderiam inventar-se enquanto um potente Fora, capaz de operar, para além de um continuado loop no continuum resistência-desistência, como plano de re-existência.

Esta percepção tem-se espalhado de um modo cada vez mais agudo e desdobrado, em consequência da - cada vez mais omnipresente - crítica do privilégio da ontologia e da representação na partilha moderna do sensível.

Este primado funcionou, no pensamento antropológico, como argumento tanto das abordagens universalistas como das abordagens relativistas e interpretativas; e, na performance, sustentou tanto as estéticas modernas como as pós-modernas.

Tanto a antropologia como a performance habitam uma clara exaustão do seguir funcionando como lugares de mera resistência à cinética moderna da conquista da verdade. Este limite tem levado os dois campos, por caminhos variados mas subtilmente afinados, a interrogar-se sobre a suficiência das práticas modernas e pós-modernas na efectivação da colaboração criativa e da convivência.

É este potente estado de duvidação das próprias práticas que faz, da antropologia e da performance, hoje, perspectivas privilegiadas para pensar e operacionalizar ferramentas conceptuais e práticas mais precisas para visibilizar uma ética do comum, investigar formas de criatividade já não assentes na identidade radical do autor ou do artista, e lidar, francamente, com a questão do viver-juntos – inquietações que afectam tanto o plano (teórico, metodológico e analítico) das ciências sociais como a reflexão e a operacionalização da criação artística. Ambos os campos partilham uma mesma paisagem de inquietações acerca do problema da representação e da interpretação, assim como têm vindo a ensaiar/experimentar/tentar paragens da lógica do produto em prol de uma permanência no processo. Parar para reparar no intervalo da relação e do encontro: trabalho pela apresentação em detrimento da representação, pelo encaixe em detrimento do espectacular, pelo sentido-direção em detrimento do sentido-significado.

A colocação em conversa dos dois campos marcou a formulação do Modo Operativo AND. Ainda no âmbito da vida académica mais estrita, durante a escrita da tese de doutoramento, entre 2002 e 2006, Fernanda Eugenio formulou, pela primeira vez, aquilo que viria a ser o MO_AND: um modo de fazer frente a uma crescente inquietação relativa à omnipresença do interpretativismo relativista nas práticas académicas de produção discursiva e àquilo que começou, cada vez mais, a parecer uma neutralização da vivência etnográfica na coerência explicativa do texto e na função-autor assumida pelo investigador. Esta neutralização processa-se pela maneira como se operacionaliza, no procedimento académico, a transferência da experiência vivida durante a investigação – uma performance situada do encontro – para a reflexão escrita – um diagnóstico ou uma interpretação que fixa o Outro numa representação. Uma cisão profunda separa a potência do procedimento etnográfico no modo como o concreto do encontro trafega para o plano analítico textual, filtrado pelo vocabulário conceptual entitário da sociedade, da cultura, ou do grupo, bem como através dos seus pares perfeitos em nível micro: os conceitos de indivíduo e de identidade.

Enquanto procedimento, a etnografia é eminentemente relacional: é um encontro. E só se viabiliza numa negociação presencial impura e vivamente incoerente: é de convivência continuada e imersiva que se trata, de deslocamento não apenas geográfico, mas fundamentalmente subjetivo, de disponibilização ao outro como acidente e de uma invenção recíproca processual.

Levada a sério na sua dimensão de produção colectiva, a etnografia deveria tornar a antropologia num pensar indissociável do seu fazer, uma espécie de filosofia-com gente-dentro. Mas, na cristalização analítica do Outro, a experiência tende a não sobreviver aos automatismos conceptuais, reduzindo-se a uma regularidade domesticada, a uma caricatura mais ou menos grosseira.

A antropologia, tendo-se estabelecido na paisagem do pensamento ocidental moderno como um contra-discurso de resistência, criticou com veemência o cientificismo objectivista e universalista dominante, mas, sem notar, incorreu, com seu relativismo cultural, no mesmo pressuposto do Ser e da representação: o exercício interpretativista de ‘ler o significado’ das experiências vividas reconduzia, ele próprio, à restauração do que se julgava superar. Por um lado, a neutralização da concretude da vivência etnográfica encarregava-se de reproduzir, no texto, o efeito explicativo e a coesão da representação. Por outro lado, o protagonismo do sujeito investigador e o recrudescimento da função-autor encarregavam-se de reconduzir o Outro à posição de objecto.

A sensação de que a resistência seria um movimento resiliente ao invés de um movimento crítico, opinativo ou com uma tarefa hermenêutica, levou Fernanda Eugenio a aproximar-se, lentamente, das artes performativas, e a repensar o trabalho da resistência como re-existência, disponibilizando-se a experimentar a etnografia como processo, e não como meio para chegar a um produto (uma tese sobre o Outro). Liberada da obrigação de conduzir a um diagnóstico, a pergunta que então se coloca é: será possível tornar a etnografia num método que possa levar a sério as suas próprias potencialidades, muito mais ligadas a uma capacidade para se disponibilizar ao acidente e lidar com as consequências circunstanciais do encontro, do que vocacionada a estabelecer causas, motivos e razões para os modos de vida?

TRAJECTÓRIA & HISTORIAL

O AND Lab e o Modo Operativo AND, tal como hoje se estruturam, emergiram como consequência da extensiva trajectória de investigação-inquietação de Fernanda Eugenio nos últimos quinze anos, marcada por colaborações intensivas, deslocações e desvios, entre a pesquisa académica estrita e uma investigação singular e cada vez mais indisciplinada dos usos artísticos e políticos da etnografia como ferramenta circunscritiva-performativa.

Esta pesquisa, sempre em processo, sintetizou-se de diferentes modos e com diversas nomenclaturas ao longo desses anos – Sistema É-Ou-E, Modo de Vida E, Etnografia Recíproca, Etnografia como Performance Situada, Reprograma, Reparagem, Pensacção – até adoptar a actual nomenclatura Modo Operativo AND, advinda de uma fase de colaboração com o coreógrafo português João Fiadeiro.

A primeira formulação do Modo Operativo AND surgiu em 2002, com o pano de fundo da antropologia, no âmbito da sua pesquisa de doutoramento, realizada, entre 2002 e 2006, no Museu Nacional, Rio de Janeiro, Brasil. Daí, seguiu-se uma aproximação ao campo das artes performativas e uma transversalização crescente do AND enquanto conjunto de ferramentas, que levou à emergência de uma vasta rede de colaboradores e interlocutores das mais diversas áreas: sem prejuízo da relação com as práticas artísticas (performativas, cénicas e visuais) e com os estudos de performance, foram ganhando especial relevo os cruzamentos com as práticas de cuidado e mediação na psicologia (em particular na clínica transdisciplinar e de território), na pedagogia, no serviço social, no serviço educativo de museus e centros culturais, mas também no activismo, na arquitectura e no urbanismo táctico. Surgiram ainda conversas prolíficas e aplicações do Modo Operativo AND em áreas tão diversas quanto a informática, a agricultura e a alimentação ou as neurociências. 

A colaboração de longa duração entre Fernanda Eugenio e João Fiadeiro, iniciada em 2009, sob a forma de iniciativas pontuais entre Brasil e Portugal, foi formalizada num projecto produzido pela estrutura Real e apoiado pela DGArtes, entre 2011 e 2014.

Assim, num primeiro momento, entre 2011 e 2012, o AND Lab foi, sobretudo, um projecto de investigação: simultaneamente projecto de pós-doutoramento em Antropologia de Fernanda Eugenio no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e iniciativa em colaboração com a estrutura Real. Nessa altura, João Fiadeiro tinha suspendido o seu trabalho enquanto autor, acolhendo este laboratório de etnografia recíproca proposto por Fernanda Eugenio, no qual a ética AND por ela pesquisada viria a ser colocada, sistematicamente, em conversa com o método da Composição em Tempo Real (CTR), desenvolvido pelo coreógrafo desde os anos 90.

Datam deste período as conferências-performance Secalharidade (2012) e O Jogo das Perguntas (2013), que procuraram sintetizar a filosofia habitada do Modo Operativo AND. Foram anos de experimentação intensiva, durante os quais os dois chegaram mesmo a pensar que as suas ferramentas – o Modo Operativo AND e a Composição em Tempo Real – formariam um só conjunto de práticas. Em Março de 2013, ainda neste enquadramento, os dois fundaram o AND Lab como centro de investigação, num movimento que o fazia passar de projecto a lugar. A primeira sede do AND Lab foi no Atelier Real, em Lisboa – sede também da Companhia Real de João Fiadeiro.

Entretanto, durante o ano de 2013 e, principalmente, em 2014, foram-se evidenciando – em especial com o regresso de João Fiadeiro a um trabalho autoral – as profundas diferenças entre o Modo Operativo AND e a CTR: o primeiro foi confirmando a sua inclinação para um uso transversal e pronunciadamente político, comprometido com uma ética praticável no plano da vida quotidiana; a segunda foi reencontrando o seu lugar sobretudo como ferramenta de composição coreográfica e metodologia de autor.

O progressivo regresso de João Fiadeiro aos palcos foi visibilizando a prerrogativa estética da CTR e explicitando o quanto esta envolve um tipo de corpo privilegiado (veloz, pronto e sem memória) e é informada pelo imaginário do coreógrafo. O Modo Operativo AND consolidou-se enquanto ética e modo de vida – existindo uma estética, ela é sempre, e tão somente, consequente de uma ética – e como conjunto de ferramentas de uso colectivo aberto a qualquer tipo de corpo, matéria ou inquietação. Ainda que possa ser utilizado na prática artística, o MO_AND compromete-se sobretudo com uma aplicação no plano das micropolíticas de reciprocidade que sustentam a vida (em) comum.

O uso intensivo e os interlocutores que se foram juntando à volta das duas práticas ajudaram a clarificar estas diferenças. Cessou o tempo de colaboração entre os dois, preservando-se o reconhecimento da riqueza que esse período trouxe a ambas as pesquisas. Ainda hoje são partilhados alguns procedimentos, entre os quais o jogo de tabuleiro, embora cada pesquisa lhes dê um uso completamente distinto. Também parte do vocabulário actual praticado por João Fiadeiro na CTR foi alimentado pela filosofia AND.

A partir de 2015, a plataforma AND Lab, sob a direcção somente de Fernanda Eugenio, tornou-se itinerante: saiu do Atelier Real e foi acolhida por diferentes estruturas da cidade de Lisboa. Entre meados de 2015 e meados de 2016,  tomou a forma de associação cultural e montou uma sede própria. Actualmente, realiza a maior parte das suas actividades nas dependências do equipamento municipal Pólo Cultural das Gaivotas, além de terem sido abertos três núcleos locais do AND Lab no Brasil - em Curitiba (desde novembro de 2017), no Rio de Janeiro (desde janeiro de 2018) e em São Paulo (desde agosto de 2018) e um na Espanha - em Madrid (desde junho de 2018). A rede de interlocutores do AND Lab e do Modo Operativo AND, já antes transversal, concretiza-se, nos últimos anos, em projectos e iniciativas cada vez mais variados, num percurso de espalhamento também geográfico – entre Brasil, Chile, Argentina, Portugal, Alemanha, Itália, Áustria, França, Espanha, Grécia, República Checa, Reino Unido, EUA e Vietname.

 

EQUIPA

DIRECÇÃO GERAL, CONCEPÇÃO E CURADORIA

  • Fernanda Eugenio

 

AND LAB SEDE - LISBOA, PORTUGAL

  • Colaboradores DirectosAna Dinger, Flora Mariah, Ruan Rocha, Sílvia Pinto Coelho.

  • ContabilidadeSílvia Guerra

  • Desenho do site e apoio à comunicação: Alexandre Eugenio

 

AND LAB NÚCLEOS (BRASIL e ESPANHA)

  • Colaboradores directos CURITIBA: Francisco Gaspar Neto e Milene Duenha

  • Colaboradores directos RIO DE JANEIRO: Iacã Macerata e Colectivo Corposições (Catarina Resende, Guto Macedo, Letícia Barbosa, Mariana Borges, Mariana Pimentel)

  • Colaboradores directos São Paulo: Naiá Delion e CRD-SP

  • Colaboradores directos MADRID: Samuel Sardinha e Matterscapes

AGENDA E INSCRIÇÕES

 

CONTACTO CONTACT

Travessa das Almas, 2 2ºesq.

Lisboa, Portugal

Tel + 351 211 327 109

Tlm +351 919 153 365

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REDE DE SUPORTE & REDE DE AMIGOS DO AND LAB

O AND Lab é uma associação sem fins lucrativos formada e sustentada por uma rede indisciplinada e heterogénea de pesquisadores, artistas, colaboradores, parcerias e praticantes do Modo Operativo AND. A rede situa-se um pouco por todo o mundo mas une-se num compromisso comum: a inquietação acerca de como construir e habitar modos recíprocos e suficientes para a vida colectiva. 
Qualquer pessoa que se sinta sintonizada com a nossa filosofia praticada pode juntar-se a esta comunidade, contribuindo para a continuidade da nossa prática no centro em Lisboa, nos núcleos locais no Brasil e em digressão por outros países.


O AND Lab não dispõe de financiamentos e apoios há mais de três anos, sendo sustentado unicamente pelo engajamento comunitário em micro-escala, por um fazer artesanal e por uma política de trocas e contribuições voluntárias.
Durante este tempo, ficámos sem sede e a nossa programação só pôde ser mantida com muita luta e graças à generosidade com que nos acolheram em salas emprestadas ou alugadas a baixo custo por outras estruturas da cidade de Lisboa. Este funcionamento itinerante e a falta de um espaço próprio têm comprometido (e às vezes chegado a inviabilizar) as nossas actividades de base regular, a cedência de espaço para pesquisa e ensaio a outros projectos individuais ou a pequenos grupos, e o acolhimento e alojamento de pesquisadores e artistas imigrantes ou em trânsito por Lisboa (com particular incidência, como se tem vindo a confirmar, de uma ponte Portugal-Brasil). A especulação imobiliária crescente de uma Lisboa cada vez mais gentrificada tem contribuído largamente para o agravamento da situação.


Assim, decidimos expor abertamente esta situação de fragilidade e lançar o apelo à formação de uma rede de suporte através de donativos livres ou assinaturas mensais/anuais/bianuais à Rede de Amigos do AND Lab, de modo a angariar fundos para voltarmos a ter um espaço-casa permanente, com portas abertas para acolher toda e qualquer pessoa que sinta afinidade com  a nossa filosofia praticada e queira incorporar esta comunidade.


Aceitamos e agradecemos contribuições daqueles que, por já terem experimentado as potencialidades das práticas AND, considerem que este trabalho merece continuar e propagar-se. Todas as contribuições serão guardadas num fundo comum até angariarmos o suficiente para dar o arranque a um novo espaço-sede para o AND Lab em Lisboa, assegurando as próximas edições da Escola de Verão e da Escola do Re-parar, as nossas actividades abertas regulares e o acolhimento de projectos e pessoas, além das temporadas anuais no Brasil. O novo espaço também permitirá criar as condições necessárias ao processo de tratamento de dados do nosso acervo, para que possamos vir a disponibilizar para pesquisa, visionamento e consulta online, toda a produção do AND Lab, sob a forma de texto e de material audiovisual. Todos os que aderirem a esta rede de suporte receberão agradecimento público através da menção do nome (salvo expressa vontade em contrário) nos nossos materiais de divulgação impressos, no site, nas redes sociais e, especialmente, numa placa a ser afixada na parede do novo espaço.

Ao aderir à Rede de Amigos do AND Lab terá acesso a descontos e/ou gratuidades em nossa programação de escolas, cursos e oficinas (em Portugal e em outras localidades). Por um valor mensal acessível, equivalente ao custo médio de um almoço fora, é possível participar por períodos de um ou dois anos, renováveis. Para efectuar um donativo livre ou fazer uma assinatura, por favor contacte-nos através do email info@and-lab.org e transmitiremos todas as informações necessárias.

Bem-haja!

Fernanda Eugenio, 2017

Todos os Direitos Reservados

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