AND-LAB

Centro de Investigação em Arte-Pensamento & Políticas da Convivência

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O AND Lab | Centro de Investigação em Arte-Pensamento & Políticas da Convivência, com direcção de Fernanda Eugenio, é uma plataforma de pesquisa praticada, sediada em Lisboa (Portugal) e com núcleos em Madrid (Espanha) e em Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo (Brasil). Através das nossas linhas de actuação AND | Investigação e Criação, HOW | Formação e Cuidado e WITH | Colaboração e Parceria, acolhemos pesquisadores, provenientes de qualquer área, com interesse nas questões transversais da reciprocidade e do comum aplicadas aos modos do fazer corpo-mundo, sejam práticas artísticas, práticas de mediação e de cuidado ou manifestações e tensões quotidianas do viver-juntos. A plataforma AND Lab é também um lugar de encontro para praticantes do Modo Operativo AND - conjunto de ferramentas ético-estéticas para a investigação experiencial dos funcionamentos e modulações do Acontecimento, que atravessa e alinhava todas as nossas actividades. O MO_AND, sigla pela qual é referido, tem vindo a ser desdobrado pela antropóloga e artista Fernanda Eugenio ao longo dos últimos quinze  anos, numa trajetória que derivou lentamente do quadro da estrita pesquisa académica, rumo à construção de um território intervalar de actuação e de uma abordagem singular aos usos artísticos e políticos da etnografia enquanto ferramenta circunscritiva e performativa.

Laboratórios de Verão AND Brasil 2019 | Corpo de Escuta, Corpo de Luta: táticas de (auto)cuidado e comunalidade
Sat, Jan 26
Casa-Consultório
Jan 26, 2019, 2:00 PM – 6:30 PM
Casa-Consultório, R. Bom Pastor, 74 casa 2 S4 - Tijuca, Rio de Janeiro - RJ, Brasil
Edição #2 | Rio de Janeiro com Fernanda Eugenio (Modo Operativo AND) em conversa com: Guto Macedo, Iacã Macerata, Letícia Barbosa e Mariana Pimentel
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Sessão Inaugural do Projecto Do Irreparável: o que pode uma ética de reparação? | AND Lab 2019
Sat, Dec 15
Espaço Alkantara
Dec 15, 2018, 6:00 PM – 8:00 PM
Espaço Alkantara, Calçada Marquês Abrantes 99, 1200-718 Lisboa, Portugal
Com Fernanda Eugénio, Ana Dinger e convidadxs
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Núcleo AND Lab São Paulo | 1ª Temporada de Encontros
Wed, Dec 12
Centro de Referência da Dança - CRD SP
Dec 12, 2018, 2:00 PM – 5:00 PM
Centro de Referência da Dança - CRD SP, Galeria Formosa - Baixos do Viaduto do Chá, s/n - Centro, São Paulo, SP - Brasil
1ª Temporada de Encontros para a Prática Continuada do Modo Operativo AND | Mediação de Naiá Delion
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Núcleo AND Lab Curitiba | 3ª Temporada de Encontros
Tue, Dec 11
Entrada comercial - Edifício Newport
Dec 11, 2018, 7:30 PM – 9:30 PM
Entrada comercial - Edifício Newport, Alameda Carlos de Carvalho, 655 sala 1901 - Curitiba, PR - Brasil
3ª Temporada de Encontros para a Prática Continuada do Modo Operativo AND | Mediação de Francisco Gaspar Neto e Milene Duenha
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December 27, 2018

No último dia 15 de dezembro aconteceu em Lisboa, no espaço Alkantara, o lançamento público do projecto de investigação-criação AND Lab 2019 'Do Irreparável: o que pode uma ética de reparação?', que conta com o apoio da DG-Artes/República Portuguesa. 

A sessão inaugural...

November 21, 2018

No fim de semana de 10 e 11 de novembro de 2018 aconteceu em Lisboa, no espaço Roundabout.Lx, a segunda oficina das Práticas de Des-imunização, uma pesquisa colaborativa entre as artistas Fernanda Eugenio e Dani d'Emilia, que têm colocado em conversa elementos do Modo...

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O CONECTIVO “E”: UMA FILOSOFIA HABITADA

 

 

O conectivo E (AND), que dá nome ao centro e ao modo operativo com o qual trabalhamos, sintetiza uma abordagem que não se baseia nem no saber (a lógica do É) nem no achar (a lógica do OU), mas no sabor e no encontrar (a lógica do E).

Funcionando como lugar comum para a investigação colaborativa da convergência entre arte e pensamento, teoria e prática, ética e estética, modos de existência e modos de criação, o AND Lab opera no encontro entre as duas inquietações transversais – como viver juntos? e como não ter uma ideia? – que resumem a filosofia habitada do Modo Operativo AND, simultaneamente uma ética do viver-juntos, uma prática de com-posição-com e um modo de vida.

Enquanto pensacção, o Modo Operativo AND atravessa todas as actividades do AND Lab, de uma dimensão estrutural à gestão do quotidiano; das práticas de investigação às práticas de partilha; dos modos de transmissão aos modos de convivência.

A aplicabilidade transversal do Modo Operativo AND, aliada ao compromisso de praticar os conceitos, devolvendo-os ao uso de uma forma muito direta e no terreno, é o que imprime a esta prática o seu carácter ao mesmo tempo singular e amplo. Trabalhando com recursos vindos da arte e do pensamento – e não sobre eles – o AND Lab contribui, de forma concreta, para o encontro de modos de viver-juntos, situados no plano da suficiência, da sustentabilidade e da reciprocidade entre diferenças.

O AND Lab oferece várias possibilidades de encontro e partilha de procedimentos: escolas (de Verão e outras), laboratórios, oficinas de transmissão e aplicação do Modo Operativo AND,  espaços de encontro regular e prática continuada, residências de investigação assistida e circuitos de colaboração abertos a pesquisadores, residentes e/ou visitantes.

ANTROPOLOGIA & PERFORMANCE DO ENCONTRO

A topografia das inquietações como viver juntos? e como não ter uma ideia?, que movem todo o projeto do AND Lab, emerge do encontro entre dois modos de fazer- problema, vindos da antropologia e da performance – ou, mais precisamente, das relações-tensão com cada um desses campos.

O ponto de encontro entre antropologia e  performance é a singular sensibilidade à relação que partilham de modo fundador, e que lhes confere uma espécie de impossibilidade congénita de pacificarem, de modo definitivo, a questão do encontro, do entorno e da alteridade. Por um lado – e por operarem de modo fundador na impureza relacional -, antropologia e performance são dois campos de saber-fazer que nunca se encaixaram por completo no projeto ocidental mais amplo de produção de certezas. Por outro lado, ao longo das suas fases modernas e pós-modernas, ambos os campos tenderam a organizar este lugar deslocado como voz de resistência, deixando diversas vezes escapar a precisão com que poderiam inventar-se enquanto um potente Fora, capaz de operar, para além de um continuado loop no continuum resistência-desistência, como plano de re-existência.

Esta percepção tem-se espalhado de um modo cada vez mais agudo e desdobrado, em consequência da - cada vez mais omnipresente - crítica do privilégio da ontologia e da representação na partilha moderna do sensível.

Este primado funcionou, no pensamento antropológico, como argumento tanto das abordagens universalistas como das abordagens relativistas e interpretativas; e, na performance, sustentou tanto as estéticas modernas como as pós-modernas.

Tanto a antropologia como a performance habitam uma clara exaustão do seguir funcionando como lugares de mera resistência à cinética moderna da conquista da verdade. Este limite tem levado os dois campos, por caminhos variados mas subtilmente afinados, a interrogar-se sobre a suficiência das práticas modernas e pós-modernas na efectivação da colaboração criativa e da convivência.

É este potente estado de duvidação das próprias práticas que faz, da antropologia e da performance, hoje, perspectivas privilegiadas para pensar e operacionalizar ferramentas conceptuais e práticas mais precisas para visibilizar uma ética do comum, investigar formas de criatividade já não assentes na identidade radical do autor ou do artista, e lidar, francamente, com a questão do viver-juntos – inquietações que afectam tanto o plano (teórico, metodológico e analítico) das ciências sociais como a reflexão e a operacionalização da criação artística. Ambos os campos partilham uma mesma paisagem de inquietações acerca do problema da representação e da interpretação, assim como têm vindo a ensaiar/experimentar/tentar paragens da lógica do produto em prol de uma permanência no processo. Parar para reparar no intervalo da relação e do encontro: trabalho pela apresentação em detrimento da representação, pelo encaixe em detrimento do espectacular, pelo sentido-direção em detrimento do sentido-significado.

A colocação em conversa dos dois campos marcou a formulação do Modo Operativo AND. Ainda no âmbito da vida académica mais estrita, durante a escrita da tese de doutoramento, entre 2002 e 2006, Fernanda Eugenio formulou, pela primeira vez, aquilo que viria a ser o MO_AND: um modo de fazer frente a uma crescente inquietação relativa à omnipresença do interpretativismo relativista nas práticas académicas de produção discursiva e àquilo que começou, cada vez mais, a parecer uma neutralização da vivência etnográfica na coerência explicativa do texto e na função-autor assumida pelo investigador. Esta neutralização processa-se pela maneira como se operacionaliza, no procedimento académico, a transferência da experiência vivida durante a investigação – uma performance situada do encontro – para a reflexão escrita – um diagnóstico ou uma interpretação que fixa o Outro numa representação. Uma cisão profunda separa a potência do procedimento etnográfico no modo como o concreto do encontro trafega para o plano analítico textual, filtrado pelo vocabulário conceptual entitário da sociedade, da cultura, ou do grupo, bem como através dos seus pares perfeitos em nível micro: os conceitos de indivíduo e de identidade.

Enquanto procedimento, a etnografia é eminentemente relacional: é um encontro. E só se viabiliza numa negociação presencial impura e vivamente incoerente: é de convivência continuada e imersiva que se trata, de deslocamento não apenas geográfico, mas fundamentalmente subjetivo, de disponibilização ao outro como acidente e de uma invenção recíproca processual.

Levada a sério na sua dimensão de produção colectiva, a etnografia deveria tornar a antropologia num pensar indissociável do seu fazer, uma espécie de filosofia-com gente-dentro. Mas, na cristalização analítica do Outro, a experiência tende a não sobreviver aos automatismos conceptuais, reduzindo-se a uma regularidade domesticada, a uma caricatura mais ou menos grosseira.

A antropologia, tendo-se estabelecido na paisagem do pensamento ocidental moderno como um contra-discurso de resistência, criticou com veemência o cientificismo objectivista e universalista dominante, mas, sem notar, incorreu, com seu relativismo cultural, no mesmo pressuposto do Ser e da representação: o exercício interpretativista de ‘ler o significado’ das experiências vividas reconduzia, ele próprio, à restauração do que se julgava superar. Por um lado, a neutralização da concretude da vivência etnográfica encarregava-se de reproduzir, no texto, o efeito explicativo e a coesão da representação. Por outro lado, o protagonismo do sujeito investigador e o recrudescimento da função-autor encarregavam-se de reconduzir o Outro à posição de objecto.

A sensação de que a resistência seria um movimento resiliente ao invés de um movimento crítico, opinativo ou com uma tarefa hermenêutica, levou Fernanda Eugenio a aproximar-se, lentamente, das artes performativas, e a repensar o trabalho da resistência como re-existência, disponibilizando-se a experimentar a etnografia como processo, e não como meio para chegar a um produto (uma tese sobre o Outro). Liberada da obrigação de conduzir a um diagnóstico, a pergunta que então se coloca é: será possível tornar a etnografia num método que possa levar a sério as suas próprias potencialidades, muito mais ligadas a uma capacidade para se disponibilizar ao acidente e lidar com as consequências circunstanciais do encontro, do que vocacionada a estabelecer causas, motivos e razões para os modos de vida?

TRAJECTÓRIA & HISTORIAL

O AND Lab e o Modo Operativo AND, tal como hoje se estruturam, emergiram como consequência da extensiva trajectória de investigação-inquietação de Fernanda Eugenio nos últimos quinze anos, marcada por colaborações intensivas, deslocações e desvios, entre a pesquisa académica estrita e uma investigação singular e cada vez mais indisciplinada dos usos artísticos e políticos da etnografia como ferramenta circunscritiva-performativa.

Esta pesquisa, sempre em processo, sintetizou-se de diferentes modos e com diversas nomenclaturas ao longo desses anos – Sistema É-Ou-E, Modo de Vida E, Etnografia Recíproca, Etnografia como Performance Situada, Reprograma, Reparagem, Pensacção – até adoptar a actual nomenclatura Modo Operativo AND, advinda de uma fase de colaboração com o coreógrafo português João Fiadeiro.

A primeira formulação do Modo Operativo AND surgiu em 2002, com o pano de fundo da antropologia, no âmbito da sua pesquisa de doutoramento, realizada, entre 2002 e 2006, no Museu Nacional, Rio de Janeiro, Brasil. Daí, seguiu-se uma aproximação ao campo das artes performativas e uma transversalização crescente do AND enquanto conjunto de ferramentas, que levou à emergência de uma vasta rede de colaboradores e interlocutores das mais diversas áreas: sem prejuízo da relação com as práticas artísticas (performativas, cénicas e visuais) e com os estudos de performance, foram ganhando especial relevo os cruzamentos com as práticas de cuidado e mediação na psicologia (em particular na clínica transdisciplinar e de território), na pedagogia, no serviço social, no serviço educativo de museus e centros culturais, mas também no activismo, na arquitectura e no urbanismo táctico. Surgiram ainda conversas prolíficas e aplicações do Modo Operativo AND em áreas tão diversas quanto a informática, a agricultura e a alimentação ou as neurociências. 

A colaboração de longa duração entre Fernanda Eugenio e João Fiadeiro, iniciada em 2009, sob a forma de iniciativas pontuais entre Brasil e Portugal, foi formalizada num projecto produzido pela estrutura Real e apoiado pela DGArtes, entre 2011 e 2014.

Assim, num primeiro momento, entre 2011 e 2012, o AND Lab foi, sobretudo, um projecto de investigação: simultaneamente projecto de pós-doutoramento em Antropologia de Fernanda Eugenio no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e iniciativa em colaboração com a estrutura Real. Nessa altura, João Fiadeiro tinha suspendido o seu trabalho enquanto autor, acolhendo este laboratório de etnografia recíproca proposto por Fernanda Eugenio, no qual a ética AND por ela pesquisada viria a ser colocada, sistematicamente, em conversa com o método da Composição em Tempo Real (CTR), desenvolvido pelo coreógrafo desde os anos 90.

Datam deste período as conferências-performance Secalharidade (2012) e O Jogo das Perguntas (2013), que procuraram sintetizar a filosofia habitada do Modo Operativo AND. Foram anos de experimentação intensiva, durante os quais os dois chegaram mesmo a pensar que as suas ferramentas – o Modo Operativo AND e a Composição em Tempo Real – formariam um só conjunto de práticas. Em Março de 2013, ainda neste enquadramento, os dois fundaram o AND Lab como centro de investigação, num movimento que o fazia passar de projecto a lugar. A primeira sede do AND Lab foi no Atelier Real, em Lisboa – sede também da Companhia Real de João Fiadeiro.

Entretanto, durante o ano de 2013 e, principalmente, em 2014, foram-se evidenciando – em especial com o regresso de João Fiadeiro a um trabalho autoral – as profundas diferenças entre o Modo Operativo AND e a CTR: o primeiro foi confirmando a sua inclinação para um uso transversal e pronunciadamente político, comprometido com uma ética praticável no plano da vida quotidiana; a segunda foi reencontrando o seu lugar sobretudo como ferramenta de composição coreográfica e metodologia de autor.

O progressivo regresso de João Fiadeiro aos palcos foi visibilizando a prerrogativa estética da CTR e explicitando o quanto esta envolve um tipo de corpo privilegiado (veloz, pronto e sem memória) e é informada pelo imaginário do coreógrafo. O Modo Operativo AND consolidou-se enquanto ética e modo de vida – existindo uma estética, ela é sempre, e tão somente, consequente de uma ética – e como conjunto de ferramentas de uso colectivo aberto a qualquer tipo de corpo, matéria ou inquietação. Ainda que possa ser utilizado na prática artística, o MO_AND compromete-se sobretudo com uma aplicação no plano das micropolíticas de reciprocidade que sustentam a vida (em) comum.

O uso intensivo e os interlocutores que se foram juntando à volta das duas práticas ajudaram a clarificar estas diferenças. Cessou o tempo de colaboração entre os dois, preservando-se o reconhecimento da riqueza que esse período trouxe a ambas as pesquisas. Ainda hoje são partilhados alguns procedimentos, entre os quais o jogo de tabuleiro, embora cada pesquisa lhes dê um uso completamente distinto. Também parte do vocabulário actual praticado por João Fiadeiro na CTR foi alimentado pela filosofia AND.

A partir de 2015, a plataforma AND Lab, sob a direcção somente de Fernanda Eugenio, tornou-se itinerante: saiu do Atelier Real e foi acolhida por diferentes estruturas da cidade de Lisboa. Entre meados de 2015 e meados de 2016,  tomou a forma de associação cultural e montou uma sede própria. Actualmente, realiza a maior parte das suas actividades nas dependências do equipamento municipal Pólo Cultural das Gaivotas, além de terem sido abertos três núcleos locais do AND Lab no Brasil - em Curitiba (desde novembro de 2017), no Rio de Janeiro (desde janeiro de 2018) e em São Paulo (desde agosto de 2018) e um na Espanha - em Madrid (desde junho de 2018). A rede de interlocutores do AND Lab e do Modo Operativo AND, já antes transversal, concretiza-se, nos últimos anos, em projectos e iniciativas cada vez mais variados, num percurso de espalhamento também geográfico – entre Brasil, Chile, Argentina, Portugal, Alemanha, Itália, Áustria, França, Espanha, Grécia, República Checa, Reino Unido, EUA e Vietname.

 

EQUIPA

DIRECÇÃO GERAL, CONCEPÇÃO E CURADORIA

  • Fernanda Eugenio

 

AND LAB SEDE - LISBOA, PORTUGAL

  • Colaboradores DirectosAna Dinger, Flora Mariah, Ruan Rocha, Sílvia Pinto Coelho.

  • ContabilidadeSílvia Guerra

  • Desenho do site e apoio à comunicação: Alexandre Eugenio

 

AND LAB NÚCLEOS (BRASIL e ESPANHA)

  • Colaboradores directos CURITIBA: Francisco Gaspar Neto e Milene Duenha

  • Colaboradores directos RIO DE JANEIRO: Iacã Macerata e Colectivo Corposições (Catarina Resende, Guto Macedo, Letícia Barbosa, Mariana Borges, Mariana Pimentel)

  • Colaboradores directos São Paulo: Naiá Delion e CRD-SP

  • Colaboradores directos MADRID: Samuel Sardinha e Matterscapes

AGENDA E INSCRIÇÕES