Dos modos de re-existência: um outro mundo possível, a Secalharidade


Versões revistas 2014 e 2011; versão original 2010


Texto original de Fernanda Eugenio escrito como parte do seu projecto de pós-doutoramento no Instituto de Ciências Sociais da Unversidade de Lisboa, em 2010. Em 2011, foi tornado público numa versão assinada em conjunto com João Fiadeiro, por ocasião da proposição do projecto colaborativo AND Lab, acolhido pelo Atelier Real até 2013. Em 2014, foi revisto mais uma vez, recuperando-se a escrita inicial.

Para citar este texto


2014. (versão revista; original de 2010). Manifesto. Dos modos da re-existência: um outro mundo possível, a secalharidade [on-line]. Disponível em: AND DOC | Acervo Digital do AND Lab.







O regime do “é”: a Modernidade e a existência como cisão entitária


Com frequência imaginamos a existência como algo que se desenrola dentro dos contornos que separam e permitem distinguir o eu do mundo inaugurando-a a – ela própria, a existência – como “mobilização infinita” (Sloterdijk) empenhada na inesgotável tarefa de extrair o significado da “realidade”.


Este modo de operação – o do “sujeito moderno” em busca da explicação da realidade -objecto, ou o do sujeito-artista a “inventar realidade” para espectadores-objecto – está todo ele assente sobre um pressuposto entitário, segundo o qual a substância ou o ser (o “é” unívoco de cada coisa, dada por sujeito ou por objecto) antecedem as relações e as determinam. O pressuposto de que a “realidade” é um objecto “de verdade”, com leis de funcionamento e sentidos intrínsecos, e o pressuposto de que nós, seres humanos, também temos um motivo (ainda que oculto) para estarmos vives nesta “realidade”.


Sem dúvida, este é um modo de existir. Mas miserável e resignado, pois esquece-se, voluntariamente e à partida, em troca de uma sensação qualquer de segurança (“Há uma razão para tudo isto, tem de haver”), que esta é uma imagem de mundo, e toma-a pelo mundo em si. Fixa os termos em relação como cindidos e complementares – o sujeito e o objecto – e ocupa-se em reproduzi-los ad nauseum em séries de oposições binárias, mutuamente exclusivas e ao mesmo tempo perversamente simbióticas: a única forma concebível de relação é, então, aquela em que quem está em posição de outre fica a ser mais outre e quem está em posição de eu, mais eu, a cada vez que se defrontam. Desenha-se a certeza da existência como cisão, não como relação. Cisão entre sujeito e objecto, mas também entre verdade e ficção, forma e conteúdo, razão e emoção, pensamento e acção, corpo e mente, cientista e artista, artista e espectador, mestre e aprendiz, etc.




O regime do “ou”: a Pós-Modernidade e a resistência como cisão cambiante


Este regime de operação da existência, embora dominante no Ocidente moderno, nunca esteve em marcha sozinho: viu-se perturbado à partida com a concorrência disruptiva de um outro funcionamento. Pois com frequência resistimos a essa imagem do mundo e duvidamos (“Haverá mesmo uma razão para tudo isto? Não serão muitas as razões? Ou nenhuma?”).


Os contra-discursos que injectam alternâncias interpretativas nas explicações – estas que supostamente apenas traduzem ou descobrem o “é” de conteúdo apriorístico de todos os entes e coisas da partilha sensível moderna – inauguram-se praticamente ao mesmo tempo que ela. Apoiados no mesmo pressuposto entitário de que os termos da relação têm contornos que a antecedem, eles insurgem-se, entretanto, contra a hierarquização e o estancamento dos conteúdos “envelopados” por cada contorno: sugerem a possibilidade de alternância, sugerem a simetrização dos termos ao tornar pensável a cambialidade dos seus conteúdos. Contra a prisão viciosa da complementaridade que embala em sono dogmático aquilo a que chamamos de Modernidade, imaginamos diversas vezes e em muitas esferas da própria Modernidade, um mundo no qual o “é” convicto foi pensado em termos de “ou” oscilante.


Amplo movimento que despontou aqui e ali, outrora e hoje, nas artes e nas ciências, discurso que conviveu com o “Planeta Logos” moderno desde a sua fundação, na condição de sua “Lua Romântica”, e se tornou visível com contundência (porque se nomeou*: a Pós-Modernidade) a partir de meados do século passado. Um mundo em que a existência é experimentada como “resistência” que, no entanto, só faz proliferar os disciplinados binarismos “conteúdistas” do regime moderno num batalhão de certezas incertas. Proliferação de eus”, proliferação de “artistas”, resultante da pretensão de cancelar a relação hierárquica “sujeito versus objecto” através da proclamação – e mesmo, às vezes, da ordenação mandatária – de sua simetrização.


Julga-se assim superar a cisão “sujeito versus objecto”, não através da supressão da própria cisão, mas da deliberação de que esta separa, isso sim, “sujeitos versus sujeitos”. Há, então, tão somente uma troca dos elementos divididos pela cisão – ela própria, no entanto, é conservada. O objecto, o dado ou a realidade são aí suprimidos como certezas, substituídos pela interpretação e pela aleatoriedade cambiante dos conteúdos, pelo jogo com sentidos liberados, pelo igualitarismo também ad nauseum que se prolifera em ou, ou, ou.


Se no regime sensível moderno, a agência, a intencionalidade, a existência, são encerradas na lista de atributos exclusivos do sujeito, no regime do “ou” qualquer objecto ou ente é elevado à condição de agente identitário “igual”. Mas condenamo-nos, nesta partilha do sensível, à arbitrariedade de intencionalidades, que concedem na existência equiparável das demais, apenas sob a condição inevitável de fazerem-se surdas umas às outras. “Tudo pode”, festejo triste da suposta morte dos binarismos e das hierarquias, assente, no entanto, no binarismo inalterado que só enxerga as alternativas opostas da rigidez ou da “liberdade” espontaneísta e sem bússola dos mil pequenos “tiranos” que seriam cada ume de nós – as pessoas “comuns” agora “autor-izadas” a intervir, cada qual com a sua opinião, zelosamente sacralizada pelo relativismo reinante.


Troca-se assim a rigidez de uma existência segura, porém miserável, pelo liberalismo da resistência, não menos miserável, do desejo de alternativas, que por fim não instaura outra coisa senão um generalizado “tanto faz”. Se no primeiro regime se zela pela certeza das “condições iniciais” (a realidade que “já é” desde o princípio), no segundo zela-se por sua conspurcação em realidade qualquer. Algum ganho de mobilidade, de facto, na medida em que a explicação unívoca se fragmenta na polifonia da “diversidade” interpretativa das visões de mundo. Mas a brecha na representação não tarda em ser suturada: a interpretação entra com ainda mais pressão no ralo da autoria que a explicação por ela criticada.


Essa existência “autónoma” e desgovernada é conquistada, nesse modo de vida, ao preço de perpetuar e mesmo agravar a lógica da cisão entitária. Se na complementaridade moderna alguma relação se pratica, ainda que simbiótica, birrenta na reiteração em loop do eu e de outre, do sujeito e do objecto, na imagem de mundo pós-moderna desenha-se a assepsia anti-relacional do relativismo. Um mundo de simetria generalizada, um mundo que é o nosso mundo, cada vez mais, nestes tempos de multiculturalismo e inclusão politicamente correctos.




O regime do “e, e, e…”: a des-cisão e a re-existência


Mas… e se imaginássemos um outro mundo possível? Um terceiro regime sensível, nem complementar nem simétrico? Um mundo em que existir não fosse reproduzir ou rebelar, e em que resistir não consistisse no cancelamento da relação? Um modo de vida em que a coisa toda não se resumisse à certeza ou à alternância, ao sonho com a concordância consensual ou à omissão indiferente?


Um mundo no qual a diferença não fosse identitariamente congelada, como no regime moderno, mas tão pouco fosse cancelada na indiferença do “tudo pode” pós-moderno. Um mundo no qual a diferença pudesse propagar-se na sua assimetria infinitesimal, sem ser oferecida em sacrifício para que haja encontro, e no qual tão pouco o encontro precisasse de ser sacrificado para que houvesse simetria? Um mundo “dissensual” (Rancière) , no qual o viver juntes fosse feito do cromatismo microscópico dos ritmos singulares? Fantasia de “idiorritmia” (Barthes), de comunidade, “devir-minoritário” (Deleuze & Guattari) que circula e circulou entre os dois outros regimes, activando-se aqui e ali, na maior parte das vezes de modo fugaz, bacteriano e invisível. Fantasia de torná-lo habitação, de o visibilizar numa ética do suficiente (não do necessário, muito menos do compulsório), em relação à proclamação do eu. Um mundo que se inaugura não a partir da cisão, mas do esforço por perpetuar a relação ou a des-cisão, produzindo como plano comum de actuação o acontecimento.


Eis uma terceira imagem do pensamento e da acção que, neste caso, não se opõem: a da reciprocidade. Uma terceira imagem não assente no pressuposto da entidade, da espécie, do contorno prévio ao encontro, mas na qual nos arriscamos a experimentar com as gradações da relação, com a diferencialidade da diferença: e, e, e… Um modo de vida em que não temos de escolher entre a existência conformada ou a resistência dos libertarismos tiranos, onde temos de empenhar-nos num rigoroso (mas não rígido) trabalho de “re-materialização” (Latour) de ambos os movimentos na operação da “des-cisão”: decisão de des-cindir, de prescindir do entitarismo, da certeza (ou da desesperada busca pela certeza perdida pós-moderna) de que “sou” como condição para o encontro. Re-existir a cada encontro, ser a consequênciae não a causa da relação.


E isto porque resistir, se não for re-existir, não atinge a relatividade: morre no relativismo. Não atinge a relação, morre na compulsorização da interactividade ou na trincheira da negação inconformista. Se o propósito positivo é a continuidade vital, então falemos antes em re-existência, em resiliência: a força flexível da fragilidade adaptativa, que reside na explicitação molecular e na aceitação re-inventiva, no lidar com “o que se tem” mais do que na insistência rígida da negação ou na desistência indiferente do consentimento.


Este é um problema que atravessa as práticas artísticas e a vida em comunidade. Accioná-lo e frequentá-lo coloca-nos além de uma lógica sectorial a delimitar áreas de conhecimento e campos artísticos, e devolve-nos a awareness ética e política de que fazemos os nossos próprios factos e estes fazem-nos em retorno (Latour) – de maneira que podemos e devemos responsabilizar-nos pelos nossos modos de viver juntes e pelos nossos modos de criar mundo. Não há espectadores; não há artistas, somos todes (quer assumamos a responsabilidade ou não) artesãs do nosso próprio convívio.




Investigar um outro mundo possível: a emergência da Secalharidade


É neste lugar-questão que se situa a investigação do viver juntes, que adopta a forma do “metálogo” (Bateson) – do pensar-fazer do próprio através do pensar-fazer de outre, contaminação e re-invenção cruzada de problemas, questões e modos de funcionamento. O metálogo: deslocar para existir (eis o re-existir), empenho na manutenção-propagação da abertura e do dissenso; recusa à concordância desejavelmente conclusiva do diálogo. Uma investigação sobre a existência/resistência entendida e vivida como re-existência. Portanto, não como acto de “colocar-se contra”, mas como acto de “colocar-se com”. Daí a importância crucial de se alargar a compreensão do que pode ser uma composição: muito claramente, um “pôr-se com” outre, a posição de cada agente dada pela relação com os demais, a posição consequente, a “com-posição”.


Uma investigação sobre modos de operacionalizar um mundo outro que não o da cinética moderna e pós-moderna da mobilização infinita. O que envolve, antes de mais, um enorme esforço por retroceder da acção e do eu, um esforço por estancar o imediatismo impulsivo de conhecer e saber “o que aquilo é”. Um esforço “subtractivo”: subtracção[8] do “eu” e do “porquê” (da fixação pelo significado, na sua forma explicativa ou interpretativa) a fim de extrair o retorno à simplicidade do “direito de seguir”, ou seja, do sentido entendido tão somente como direcção emergente e não-teleológica.


Um esforço, então, por colocar como pergunta primeira a explicitação do que “temos” mutuamente para oferecer, a cada vez, como matéria da relação, e por reformular as perguntas – na confiança de que um mundo novo não se inaugura quando encontramos respostas, mas quando mudamos as perguntas. Não perguntar pelo “ser” (“o que é que isto é?”), mas pelo “ter” (Tarde) (“o que é que isto tem?”). Trabalhar para tornar visíveis as affordances (Gibson) (as propriedades-possibilidades que convidam ao encaixe relacional contingente), num empenho por não operar nem indutiva nem dedutivamente, mas “abdutivamente” (Ginzsburg). Por retroceder do que é vidente (o evidente) e abrir intervalo para que se traga à superfície aquilo que o vidente obscurece (ou “obvia”).


O “motor” deste funcionamento é, assim, a pausa: não a cinética incansável do to understand, mas a sua inibição, desafio de permanecer no adiamento da acção, no intervalo do stand.


Nesta velocidade que não é movimento, a criação encontra um território inteiramente outro para fixar o seu sentido: nem criação no sentido bíblico (a partir do zero fazer o “é”), nem no sentido romântico (a partir do “é” do artista fazer, por capricho, o “zero”). Mas criação como estigmergia: trabalho colectivo, sem sujeito e sem objecto; trabalho ilimitado de re-materialização daquilo que emerge da relação; trabalho com o que se tem, a cada vez, e com o que fica, com as marcas e os rastos do viver juntes. Trabalho no qual nos ocupamos, tão somente, em distrairmo-nos suficientemente do eu para activar a atenção ao entorno e ao manusear não-manipulativo dos encaixes possíveis, à calibragem fina entre o persistir e o insistir para, então, re-existir.


Criação que emerge porque nos abstemos do controle e do protagonismo e nos disponibilizamo enquanto ferramentas “menores”, enquanto gamekeepers (Urry) do “desenho cego” do acontecimento. Criação, assim, como autopoiesis (Maturana & Varela) do comum. Como serendipidade – encontrar aquilo que não se procurava , que não se sabia, que não se desejava, que não foi criado por nenhum “autor” em particular, mas que é feito dos encontros em rede de ilimitados contributos anónimos (sem nome, sem eu). Encontrar aquilo que “calhou” ou aconteceu.

Esta é, assim, uma investigação sobre um outro mundo possível, nem o da modernidade nem o da pós-modernidade. Talvez, quem sabe, o da Secalharidade.




Tetralema: a investigação como processo iterativo


Para pensar e operacionalizar o viver juntes recíproco (no quotidiano e na criação artística), é preciso accionar dispositivos que permitam a partilha do problema e a colectivização da investigação – seja através da transmissão, da criação ou da formulação conceptual. É, então, crucial atentar à carga simultaneamente imprescindível e perigosa deste movimento.


Por um lado, exteriorizar e pronunciar – tomar posição, largando o devir-imperceptível a que a exploração rigorosa e delicada da reciprocidade poderia conduzir –, é fundamental para “fixar a bandeira pirata” do modo de vida da Secalharidade, activando-o enquanto acontecimento inquietante, suficiente para fazê-lo emergir no plano do visível e devolver-lhe a clareza da sua textura dissensual. A ambição é a de reabrir de forma séria o debate que o relativismo pós-moderno tem logrado anestesiar sob a forma interactiva de uma mera tolerância asséptica, entre o indiferente e o festivo, na maior parte das vezes apenas discursiva.


Por outro lado, se para afectar o visível é preciso ceder e frequentar os seus modos de operação, então que esta seja uma concessão mínima, apenas a suficiente. Pois há todo um conjunto de perigos a desactivar para reabilitar esses dispositivos de poder, hierarquia, distinção, legitimação e domesticação que são as ferramentas pedagógicas, artísticas e científicas: velhas estratégias modernas de (re)produção de verdade, certeza, definição, comando. Como então fazê-los instrumentos de um “uso menor” (Deleuze & Parnet), transformá-los em lugar de encontro, quando sabemos o quanto estão comprometidos com uma vocação quase irresistível e já há muito automatizada para a recognição, para a fixação do significado reiterativo?


Como conjurar, ao mesmo tempo, a reiteração e a interacção? Porque já não basta quebrar o círculo reiterativo da moderna partilha hierárquica mestre/aprendiz, artista/espectador, cientista/leigo (todas modalidades da oposição sujeito versus objecto, ou sujeito versus sujeitade) proclamando “no grito” a pseudo-relação pós-moderna da interactividade igualitária.


Parece-nos que para encarar e enfrentar estes “monstros” em suas próprias casas teremos de desenvolver formas de disponibilidade para abrir os lugares fechados da transmissão, da criação ou da formulação conceptual através da contaminação recíproca dos seus modos de operação. Disponibilidade para traí-los (Deleuze & Parnet) uns com os outros; para estar sempre “entre” eles. Para trabalhar na iteração, modo de relação em espiral, que não é nem a interacção (que a cada ciclo relacional retorna ao zero) nem a reiteração (cujos ciclos são círculos, ou meras confirmações). Desalojar, assim, cada um desses dispositivos de cisão e usá-los, deslocados, para perturbar o desenrolar pacífico dos demais, para propor indagações, para abrir possibilidades, para alterar os seus regimes e expor os seus pactos tácitos. Para desfigurar e desorganizar as suas demarcações e manter vivo o incómodo. O incómodo será, talvez, o único anti-corpo capaz de proteger o metálogo de sucumbir, seja ao monólogo da reiteração, seja ao diálogo da interacção. Esse gesto de imunologização cruzada dos dispositivos do visível acciona-o com a condição de (mais uma vez) des-cindi-los, desenhando-se sob a forma do tetralema (Berque): a transmissão é transmissão apenas na medida em que, simultaneamente, não é transmissão, é criação e formulação conceptual, não é nem criação nem formulação conceptual. A criação é criação apenas na medida em que, simultaneamente, não é criação, é transmissão e formulação conceptual, não é nem transmissão nem formulação conceptual. E a formulação conceptual é formulação conceptual apenas na medida em que, simultaneamente, não é formulação conceptual, é transmissão e criação, não é nem transmissão nem criação.







REFERÊNCIAS CITADAS

[1] Sloterdjik, Peter. La mobilisation infinie. Paris: Christian Bourgeois Éditeurs, 2000.

[2] Rancière, Jacques. O espectador emancipado. Lisboa: Orfeu Negro, 2010; Rancière, Jacques. “A comunidade como dissentimento”. In: Dias, Bruno Peixe & Neves, José (coord.) A política dos muitos. Lisboa: Fundação EDP e Edições Tinta da China, 2010.

[3] Barthes, Roland. Como viver junto. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

[4] Deleuze, Gilles e Guattari, Felix. Milles plateaux. Paris: Minuit, 1980.

[5] Latour, Bruno. Reassembling the social: an introduction to Actor-Network-Theory. UK: Oxford University Press, 2005; Latour, Bruno. “A cautious Prometheus? A few steps towards a philosophy of design (with a special attention to Peter Sloterdijk)”. Keynote lecture, Seminário Networks of Design. Cornwall, 2008.

[6] Latour, Bruno. Reflexão sobre o culto moderno dos deuses fe(i)tiches. Bauru, SP: Edusc, 2002.

[7] Bateson, Gregory. Steps to an ecology of mind. London/Chicago: The University of Chicago Press, 1972.

[8] Deleuze, Gilles. “Um manifesto de menos”. In: Sobre o teatro. Rio de Janeiro: Zahar, 2010.

[9] Tarde, Gabriel. Monadologia e Sociologia. Petrópolis: Vozes, 2003.

[10] Gibson, James. “The Theory of Affordances”. In Shaw, Robert & Bransford, John (eds.) Perceiving, Acting, and Knowing. Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum Associates, 1977; Gibson, James. The Ecological Approach to Visual Perception. Boston: Houghton Mifflin, 1979.

[11] Ginzsburg, Carlo. “Sinais: raízes de um paradigma indiciário”. In: Mitos, emblemas, sinais. Morfologia e História. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.

[12] Urry, John. Sociology beyond societies. Mobilities for the twenty-first century. London/New York: Routledge, 2000.

[13] Maturana, Humberto & Varela, Francisco. Autopoiesis and cognition. Boston: D. Reidel, 1980.

[14] Deleuze, Gilles & Parnet, Claire. Diálogos. Lisboa: Relógio d’Água, 2004.

[15] Idem.

[16] Deleuze, Gilles & Guattari, Félix. “Comment se faire un Corps sans Organes?”. In: Milles plateaux. Paris: Minuit, 1980.

[17] Berque, Augustin. “Éloge du tetralémme”. In: Contes de Palaiseau, c. 2011.

[18] Deleuze, Gilles & Guattari, Félix. op.cit.

[19] Ingold, Tim. The perception of the environment. London and New York: Routledge, 2000

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Fernanda Eugenio, 2018

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