

Relações & Colaborações
CONTEÚDO EM 'PRÉ-PARAÇÃO'
NOVIDADES EM BREVE :)
Práticas do Coletivo AND

PRÁTICAS DE CUIDADO
Fernanda Eugenio, Iacã Macerata, Ruan Rocha & colaborações de Mariana Ferreira
As Práticas de Cuidado consistem na investigação vivencial das aplicações do MO_AND na Clínica com a Subjetividade e, reciprocamente, na explicitação da dimensão de cuidado e do sentido clínico inerentes ao exercício do MO_AND. Desdobram-se a partir do interesse em investigar os efeitos de cuidado e de produção de subjetividade presentes nas práticas do MO AND, experimentando a potencial modulação da materialidade dos funcionamentos subjetivos, bem como performando uma abordagem sensível e situada da subjetividade enquanto corporeidade.
Posicionando-se na injunção entre a etnografia, a arte, os estudos da subjetividade, a psicologia, a saúde coletiva e a clínica psicanalítica, o MO_AND constitui-se como recurso conceitual e metodológico para a produção do cuidado. A partir da reciprocidade entre MO_AND e práticas de cuidado, buscamos conceber, formular e propor dispositivos de operação e produção coletiva do cuidado.
A possibilidade do uso clínico transversal das ferramentas do MO_AND forja uma noção de cuidado que faz desviar a noção de cura da sua habitual função de restabelecimento da ordem, ao ser capaz de (re)performar, a cada vez, a sintonização entre o si e o seu entorno, entre o próprio e o outro, entre o singular e o comum, entre o individual e o coletivo, entre o íntimo e o político. Além disso, desloca as práticas de cuidado da ação técnica do especialista - do saber formal anterior à relação, re-situando-as como ética implicada do e no comum, ou seja, como uma modulação das políticas de convivência. Tal noção de cuidado portanto engloba e inocula a cura como prática de curadoria, colocando em um mesmo plano de reciprocidade o contínuo e sempre situado manuseamento das formas coletivas do acontecimento e das forças infinitesimais do desejo.
Trata-se de uma rede de agenciamentos que (se) faz (n)um espaço relacional ou território de relação, constituído por três planos mutuamente implicados: o entre-si, uma relação de si para si, em cada vivente envolvide; o entre-nós, uma relação entre nós, viventes envolvides; e o entre-muites, uma relação entre viventes e artefatos, paisagens, elementos inumanos.
Tradicionalmente usadas para produzir sentido-significado, as práticas de cuidado são aqui re-generadas para produzir um sentido-direção de criação e de co-implicação, entre o cuidado de si e o cuidado do entorno geográfico, social e político. Na medida em que emergem como uma modulação do viver juntes, (re)performam de modo co-emergente o si e o entorno, concretizando-se enquanto política de reciprocidade na relação com o acontecimento: descentram a narrativa do sujeito que explica ou é explicado, permitindo uma transferência de protagonismo para o acontecimento. As Práticas de Cuidado, portanto, reposicionam o sujeito desde o plano do explicável para o plano do inexplicável, logo para o plano da implicação.
No âmbito do AND Lab, as Práticas de Cuidado são pesquisadas de diversas formas, subdividindo-se entre práticas regulares e duracionais com membres e praticantes assídues do MO_AND, e aquelas pesquisadas com participantes de atividades e proposições do AND Lab ao longo do ano. Actualmente estão em curso em 6 zonas de atuação:
1. Inter-reparagem (entre membres do AND Cuidado)
Reuniões-pesquisa entre membres do AND Cuidado que se dedicam a inventariar os efeitos analíticos e de reposicionamento subjetivo emergentes das práticas de cuidado com o MO_AND. Constitui-se numa rede alargada de suporte e testemunho, que cuida do cuidar, acompanha o acompanhar, assiste o assistir, frequentando afetos vividos longitudinalmente às atividades, oficinas, reuniões, cursos e workshops do AND Lab. Nesses encontros pesquisamos também a explicitação de um plano transversal, colocando em relevo as implicações e co-incidências entre o AND Cuidado e a constelação AND Lab, frequentando questões, possíveis formulações e proposições-intervenções in situ.
2. Inter-reparagem (com a Direção do AND_Lab)
Trata-se de uma pesquisa-proposição-intervenção junto à Direção do AND Lab em cujos encontros exercitamos coletivamente o Reparar (n)as múltiplas modulações entre o AND Lab, seus membros e membras, e as atividades que desenvolvem, frequentando temas informantes da sustentabilidade, planejamentos e sensibilidades estratégicas, e cuidados reparadores.
3. Encontros do Coletivo AND
Quinzenalmente pesquisamos os efeitos e intervenções de curadoria in situ no âmbito do Coletivo AND, acompanhando processos que envolvem os núcleos do AND Lab no Brasil e membres assídues do AND Lab.
4. Jogo-Escuta Individual
O Jogo-escuta individual é uma prática de pesquisa e tem se constituído simultaneamente como dispositivo de cuidado que adota o Modo Operativo AND como modulador da escuta, a partir do desdobramento de uma experiência de jogo. É voltado para praticantes regulares ou esporádicos do MO_AND, desde que tenham tido contato prévio com a metodologia. O Jogo-escuta se inspira na metodologia da entrevista cartográfica de modo a co-produzir em ato uma experiência sensível com base numa vivência de jogo. Adota o Reparar (n)a vivência, explorando o Quê, Como, Quando-Onde do vivido. O Jogo-escuta consiste num jogo de posição-com a matéria subjetiva mobilizada em jogo. Pode ser iniciado a qualquer momento por qualquer praticante do MO_AND.
5. Jogo-Conversa
O Jogo-Conversa se trata de um dispositivo de investigação vivencial que adota o Modo Operativo AND como modulador da Conversa, fazendo da mesma o plano de jogo. Resulta do desdobramento do plano do tabuleiro para o plano da conversa, sendo o seu limite não mais traçado fisicamente por uma fita, mas sentido pela tangibilidade da fala e da escuta. O Jogo-Conversa visa à pesquisa frequentada das diversas modulações do falar e do escutar, e como elas concorrem em ato na constituição da conversa como plano do viver juntes. No Jogo-Conversa, a fala se performa como tomada de posição, e o escutar, como Reparar, fazendo da conversa o plano do versar-com, o plano comum . Como prática de pesquisa, inscreve-se como dispositivo de cuidado em grupo e pode ser praticado junto das proposições do AND Lab, em cursos, oficinas, workshops e laboratórios.
6. Pesquisa interinstitucional com a Universidade Federal Fluminense – Rio de Ostras / Brasil
Pesquisa realizada entre o AND-Lab e o Departamento de Psicologia do Instituto de Humanidades e Saúde da Universidade Federal Fluminense, intitulada “A dimensão de cuidado do MO_AND: contribuições para uma clínica de território”, onde se investiga a experiência da prática do MO_AND a partir da abordagem enativa de Francisco Varela. A pesquisa busca validar a prática de jogo do MO_AND como prática de transformação, produtora de cuidado e de formação para o cuidado, circunscrevendo a relação entre o Modo Operativo e a experiência subjetiva.
A dimensão de cuidado do MO_AND - II Bienal Jogo e Educação 2020
MO_AND como Jogo de Competência Ética

Práticas de Re-mediação
Fernanda Eugenio, Manoela Rangel e Pat Bergantin
Constituem-se enquanto campo de investigação sensível de vias de (re)conexão entre práticas artístico-somáticas, uma espiritualidade politizada e uma política espiritualizada.
Enquanto gesto político de reconectar o que o pensamento dual inscreveu como separado, as Práticas de Re-mediação fazem-se práticas de en/incorporação da des-cisão, (a)firmando a ligação com outros campos e integrando os planos que o pensamento moderno cristalizou como 'natural' e 'sobrenatural'. Isto será o mesmo que lembrar sensivelmente que tudo que está fora está dentro, e vice-versa, num exercício de des-identificação radical e de transicionalidade do Eu.
Partindo dos recursos e ferramentas que compõem os jogos com o corpo-território do Modo Operativo AND, em especial das práticas de (auto)etnografia sensorial, ANDbodiment e Jogos de Comparência, as artistas propuseram-se a acompanhar-se reciprocamente 'movendo forças', de modo a investigar mais de perto manifestações da ordem do etéreo que vinham se tornando frequentes sempre que tais jogos eram ativados em workshops e labs do MO_AND.
Com o desejo de re-conhecer (conhecer de novo) o que (não) sabemos - este plano em que espiritualidade, natureza e ancestralidade formam um todo indiviso -, a pesquisa se ancorou na dupla valência da operação da re-mediação: re-mediar é voltar a juntar o que estava desligado e é, também, curar, dar jeito e/ou remédio. Esse duplo sentido comparece quando damos passagem a três desdobramentos contemporâneos ao acontecimento: o corpo que é atravessado (forma-imediata), o corpo que atravessa (força-afeto), e o corpo travessia (forma-força-canal). Em estado de travessia-atravessamento-atravessade, os eventuais pontos que pareciam estar desconectados podem se re-ligar e a cura da re-mediação, até então, tem se manifestado em também três modulações: a cura através do corte, a cura através do antídoto, e a cura através da dádiva.
Propondo pesquisar, em nossos próprios corpos-territórios, o espectro das frequências vibracionais que nos atravessa e constitui, as Práticas de Re-mediação interrogam, através da vivência, a possibilidade de sintonizarmos com a multidimensionalidade co-participativa da Vida, de dar passagem à sua manifestação, e de estarmos lá para ela, com uma capacidade ativa de senti-la, honrá-la e reconhecê-la.
As práticas são partilhadas, em sessões individuais ou coletivas, através da ativação de um circuito que vai das 'águas da terra' - o Lago, o Mar e o Rio - às 'águas do céu' - as Chuvas, convidando as pessoas participantes a experimentarem operar micro-gestos de re-mediação em seus próprios campos energéticos.
Três meios percorrem os exercícios: os meios de liberação - localizando e desbloqueando chaves de acesso para construir o corpo de travessia; os meios de canalização - exercitando-se enquanto canal transpessoal e constituindo campo para a aparição da questão a ser curada; e os meios de serviço - desobstruindo curas possíveis e disponibilizando caminhos para gestos de reparação que, através da concretização no ínfimo, possam, quem sabe, aos poucos reverberar mais vastamente.

Ancorar
Flora Mariah
Ancorar é uma prática de pesquisa do corpo focada em investigar mais especificamente a pelve, que vem sendo desenvolvida por Flora Mariah como um desdobramento do projeto RABA POWER, numa tentativa de organizar e aprofundar todo material levantado desde 2018. Nossas ancas carregam camadas e mais camadas de história, nossa e de nossos ancestrais que são passadas de geração em geração. É uma zona do corpo historicamente marginalizada, o que faz com que partilhemos encarnações de violências e silenciamentos. A aposta desta pesquisa é que, através de um trabalho focado na pelve, podemos acessar memórias, liberar tensões e traumas e nos reconectar com aquilo que nos dá suporte tanto mecânico, quanto emocional. Trabalhar nossa base e entender sua conexão estrutural com o corpo como um todo nos garante o suporte necessário para apoiar nossas escolhas, nossas direções e nossos desejos na vida. Mergulhar nesse mar e mover essas águas tão profundas é um movimento de resgate de si mesmo, mas não só, é também parte de um processo coletivo de cura e descolonização de nossas corpas. Um mergulho que exige coragem para tocar naquilo que dói, naquilo que nos foi escondido, ou silenciado, que não conhecemos e tememos, naquilo que não podemos controlar, e tampouco nomear. Mas é também com coragem que entendemos que no mesmo lugar onde encontramos nossa dor, encontramos também nossa força, pois é dentro da própria ferida que achamos a sabedoria para curá-la. Portanto, as práticas do ANCORAR são um convite a abrir novos espaços, ancorar potências e liberar tensões desnecessárias, resgatando o prazer em habitar nosso próprio corpo.

Foto/Photo: Biel Basile
Corpo Antena
Pat Bergantin
Corpo Antena é uma prática corporal que aborda o corpo enquanto um dispositivo de conexão, que tem a potência de captar, transmitir, transduzir, modular e sintonizar. Atuando no campo das micropercepções, aguça os sentidos para o que move (em) nosso corpo aqui-agora, reativando circuitos que antes pareciam bloqueados ou apagados. Descolar para deslocar. Frequentar frequências. Mover e ser movida com aquilo que está pedindo passagem, acolhendo a vibratilidade visível, invisível e imprevisível daquilo que nos move. Para ser canal, meio, mídia é preciso sintonizar a percepção de corpo-campo, reconhecendo que não existe atravessar sem ser atravessada e que essa travessia é um jogo de forças. A continuidade da prática encaminha para uma integração tanto de aspectos físicos, mentais e emocionais, quanto sociais, ancestrais e espirituais, e é indicada a qualquer pessoa que se interesse pela proposta, independente de sua experiência com dança.

Foto/Photo: Amanda Morais
Corpo Multidimensional
Guto Macedo
A proposta do Corpo Multidimensional é criar corpo no entrecruzamento do visível e do invisível, do dentro e do fora, do que toca e é tocado no soma (corpo de si), transpondo limites entre o perceptível e o imperceptível. Nessa abertura perceptiva, cada ume com suas próprias multi-imagens de corpo, tece devires, onde o tempo cruza o espaço, o passado ressoa no presente e novos esquemas somáticos emergem.

Dança Microscopicopolítica
Milene Duenha
Partindo da premissa de que as transformações na dimensão coletiva se referem a uma lógica recíproca de transformações que se dão nos corpos que a compõe, essa prática de ativação microscópica se volta ao cultivo das potencialidades sensíveis do corpo. A partir reconhecimento de que não sabemos tudo o que pode um corpo e pela provocação de uma modulação da atenção às vibrações de existências microscópicas, busca-se o refinamento perceptivo para as emergências, como potência de vida, que se dão nas inter-ferências entre os corpos do ambiente. Essa prática é operada por uma ética das relações que envolve um redimensionamento da atenção para as velocidades e intensidades do menor e seus aspectos de ingovernabilidade.

Foto/Photo: Amanda Morais
Práticas de Ajuntamento
Mariana Pimentel
Práticas de Ajuntamento experimenta as poéticas do aglutinar-se. Ativa práticas de reciprocidade através da presença meditativa, de pequenas danças e do fluxo livre de movimento entre umes e outres. Reúne vivências que convocam o corpo coletivo e expressão de sua presença nos diversos espaços e camadas que compõem a corporalidade.

Práticas de Sintonização e Inventário
Naiá Delion
As Práticas de Sintonização tomam como ponto de partida a relação entre corpo e gravidade e propõem dedicar tempo para o mapeamento dos apoios do corpo no chão, dos apoios no ar ou em outro corpo, em pausa ou em movimento. Trata-se de acessar tecidos ósseos, musculares, elásticos e pele para investigar a fractalidade e a multidirecionalidade do movimento, dispondo o corpo para relacionar-se com o imponderável. As Práticas do Inventário tomam como ponto de partida algo que foi vivido. O mapeamento dessa experiência vai se afinando de fora para dentro até poder novamente incluir a relação do corpo com o campo gravitacional. Através do convite a este inventário singularizado, a proposta é que se possa abrir espaço para uma apropriação das vivências que permita disponibilizá-las como ferramentas para a investigação de cada ume.

Práticas de Tra[d]ição
Manoela Rangel
Trair - A que sabe suspender o que sei sobre como me movo que caminhos percorro quem penso que sou ato voluntário de abrir fenda no tempo - Eu me desterritorio me desconheço sou movimento que toma formas cambiantes nômades - o que me move talvez seja um falso enigma - interessa o estado continuado de não saber a respeito do que sei de mim acompanhando o que deste sistema a que chamo Eu vai sendo feito - trair me e criar nova tradição trair me é criar outra tradição o que me move enquanto Eu descanso circuitos do sistema nervoso da rede de fáscias ser movida não mover >> o que se move através de mim e comigo quando algo em mim / me move - diminui o volume do que conheço de eu-agente >> aumenta o volume de agentes-outras [múltiplos de/em mim?] diminui o volume do desejo-objeto aumenta o volume da disponibilidade-desejo e assim des canso.
Colaborações Externas

MO_AND & PERFORMANCE SITE-SPECIFIC
Fernanda Eugenio & Gustavo Ciríaco
City Labs
Cidades são tão diversas quanto as camadas que as compõem. Não param de voltar a emergir, de se re-performar ao olhar e de nos envolver com as suas atmosferas imperiosas e inevitáveis, acidentais e náufragas, frágeis e fortes, banais e extraordinárias. São alquimias sempre em processo, que vão produzindo padrões por vezes conflitantes, ainda que osmóticos, de habitação, experiência sensível e (des)agregação social. Além disso, resultantes de muitos sonhos de arquitetura, da mistura espúria entre fantasias utópicas, soluções improvisadas, estruturas de poder e desvios locais contingentes, as cidades são simultaneamente formas concretas e territórios efêmeros. Nelas vivemos e morremos, nos encontramos e nos despedimos, mantendo a ficção diária que une os interstícios do panorama mais amplo dos fenômenos urbanos.
City Labs são laboratórios temporários de atenção, mapeamento, criação e performance in situ, instalados em bairros e vizinhanças críticas de diferentes cidades, escolhidos pela ligação pertinente a questões políticas e afetivas locais. Com esta estrutura itinerante, Fernanda Eugenio e Gustavo Ciríaco têm viajado, desde 2009, pelas mais diversas ambiências urbanas, na América do Sul, nos EUA, na Europa e na Ásia, colecionando uma multiplicidade de acoplamentos e arranjos, situados entre as operações urbanas, e pesquisando a variabilidade performativa da forma-cidade.
Nesta colaboração duracional, os protocolos da Etnografia como Performance Situada, de Fernanda Eugenio, entram em conversa com os procedimentos de criação contextual, que Gustavo Ciríaco emprega na construção das suas peças imersivas e relacionais, gerando proposições por vezes transportáveis para outros sítios, por vezes irrepetíveis, além de serem partilhados através das oficinas Práticas Site-Specific.
Práticas Site-Specific
Orientadas por Fernanda Eugenio em colaboração com o artista contextual Gustavo Ciríaco, foram criadas a partir da experiência angariada com o projeto colaborativo City Labs, que vem sendo alimentado desde 2009, com a instalação de laboratórios temporários de pesquisa artística em espaços públicos de países tão diversos quanto o Vietname, os EUA ou o Brasil. Algumas edições da oficina incluem também a partilha e/ou o re-enactment de excertos de peças contextuais, de Gustavo Ciríaco, e de jogos-performances da Série Re-Programas, de Fernanda Eugenio.
A proposta é praticar um conjunto de proposições perceptivas para experimentar (com) o lugar e para investigar a performatividade das cidades. Misturando os protocolos da Etnografia como Performance Situada com abordagens vindas da arte contextual, a primeira parte do trabalho envolve uma jornada exploratória pelas vizinhanças geográficas e sociais do lugar que acolhe a própria oficina, exercitando o reconhecimento das materialidades e operações que perfazem a experiência urbana e a atenção ao diminuto e ao rarefeito que dão acesso à dimensão poética do cotidiano.
Com a matéria sensível recolhida, as pessoas participantes são então convidadas a experimentar criar pequenas performances in situ, individualmente ou em pequenos grupos, incidindo na zona limítrofe entre o que já lá está a acontecer e o contato mais ou menos efêmero com um “possível alargado”, jogando com a fantasia do que podem ser os lugares.
As Práticas Site-Specific geralmente são oferecidas em oficinas, com a duração de uma semana, que tomam lugar durante a Primavera ou o Verão de Lisboa, momento do ano mais favorável para passar longos períodos ao ar livre. As oficinas também acontecem (inter)nacionalmente no âmbito de festivais, residências artísticas ou a convite de estruturas artísticas e culturais.

MO_AND & MOVIMENTO AUTÊNTICO
Fernanda Eugenio & Soraya Jorge
Neste projeto de investigação colaborativa, apostamos no potencial político e na urgência de constituir um campo de troca, de coabitação e de criação de procedimentos cruzados entre práticas ético-estéticas e práticas somáticas.
Práticas de Reparagem & Testemunho
A partir da colocação em conversa e da aproximação entre a prática da reparagem/reparação (MO_AND) e a prática do testemunho (MA), unimos forças na direção da constituição de um conjunto de táticas para o cuidado de si e o cuidado do entorno. Ao mesmo tempo, tentamos que as duas práticas possam complementar-se reciprocamente e funcionar como ‘anticorpo’ uma da outra. Embora formalmente muito distintas, é explícita a correspondência entre as práticas. Ambas partilham um mesmo afeto-questão: o compromisso com a afinação da escuta sensível e com a constituição de uma sensibilidade (micro)política, através de uma investigação de cunho experiencial, relacional e situado.
O Movimento Autêntico (MA) é uma prática somática relacional para o desenvolvimento da consciência encarnada/corporificada, chamada de somafulness por Soraya Jorge, responsável pela introdução deste trabalho no Brasil e em Portugal, e criadora, há mais de vinte anos, de uma abordagem singular para a sua prática e partilha. O fundamento da investigação proposta pelo MA é a estrutura posicional movedor-testemunha: é a partir do estabelecimento de uma relação de confiança e reciprocidade entre as posições de ver e ser visto que se instaura um campo de forças seguro para a contemplação do corpo e seus estados e para a prática da escuta direta da sensação. A (re)conexão com o plano da sensação funciona como chave para mapear, mover e curar padrões reincidentes, tendências reativas e feridas emocionais, a partir do desenvolvimento gradual da chamada testemunha interna: uma consciência em movimento, capaz de acompanhar sem julgar, comunicar sem acusar e responsabilizar-se pelas narrativas e interpretações que cria.
É notável o potencial político expandido da conjugação das ferramentas do MA com as do Modo Operativo AND, que partilhamos nas diferentes modalidades de oficinas colaborativas Práticas de Reparagem e Testemunho, orientadas por Fernanda Eugenio e Soraya Jorge, em dupla e/ou em articulação com os parceiros, e também integrantes desta pesquisa, Guto Macedo e Naiá Delion. Por um lado, o MO_AND contribui para a expansão da consciência encarnada proposta pelo MA, num compromisso não apenas com o autoconhecimento, mas com o engajamento e a participação no plano coletivo. Por outro lado, o MA convoca explicitamente a estender também ao plano do ‘acontecimento individual’ os exercícios de fractalização da percepção, de acolhimento do acidente e de tomada de posição suficiente, propostos pelo MO_AND.
Empregando diferentes recursos, tanto o Modo Operativo AND quanto o Movimento Autêntico investigam, a partir de uma prática no terreno e no corpo, as modulações entre presença e ausência, dentro e fora, percepção e apreensão, afeto e partilha, foco e distração, instante e memória, singularidade e coletividade, desejo e responsabilidade.
As oficinas MO_AND+MA começam com um ou dois dias dedicados à introdução, primeiro, a cada uma das práticas separadamente. Nos dias seguintes, parte-se para algumas proposições que exploram modos de combinar as ferramentas do MA – as posições movedore e testemunha e campo de potência para somafulness que se instaura entre ambes – com as do MO_AND – a ética de incorporação do acidente, a desfragmentação de si e a prática da re-paragem através do (contra)dispositivo do jogo quê-como-quando-onde.
As oficinas têm durações e formatos variáveis e adota(ra)m diferentes títulos, consoante a modulação específica que se deseja explorar ou mover.
Práticas de Reparagem e Testemunho: Modo Operativo AND e Movimento Autêntico

MO_AND + DANÇA & COREOGRAFIA
Fernanda Eugenio & Sílvia Pinto Coelho
Práticas de Atenção
Das muitas e variadas práticas que temos para nos colocarmos em estado de escuta ativa, de investigação e de criação, esta oficina procura ativar como hipótese a possibilidade de isolamento sensorial, delimitando uma zona temporária de atenção. A curiosidade da percepção e a criação de nexos em estado incipiente constituem o lugar privilegiado de pesquisa.
Habitar um campo constituído envolve um processo de ajuste delicado e re-situado, em cada etapa, para encontrar uma implicação. Qualquer coisa como olear e afinar a máquina enquanto a usamos, num cuidadoso trabalho de sintonização. Por vezes, este processo já coabita conosco há muito tempo. O trabalho pode, nesse caso, passar por reconhecer o que já se encontra em andamento, para o explorar com a atenção, a imagem e a imaginação geradas.
As Práticas de Atenção são o nome dado por Sílvia Pinto Coelho a um conjunto de proposições que têm vindo a desenvolver a partir de alguns métodos de olhar para as coreografias do cotidiano. No âmbito do AND Lab, estas práticas de atenção aliam-se às (também) práticas de atenção propostas pelo Modo Operativo AND, compondo uma oficina que propõe diferentes exercícios para inventariar o que já lá está, naquela difusa zona a que chamamos de ‘antes de começar’, observando se (e como) continuamos a(o) começar e pesquisando táticas de preparação e pré-paração.
Tanto Fernanda Eugénio como Sílvia Pinto Coelho têm vindo a debruçar-se sobre vários modos de olhar para o processo como uma dramaturgia de decantação: tudo ‘pode’ (acontecer), mas entre aquilo que ‘pode’ (acontecer), o que é que se torna possível, o que é que se revela e é relevante, tanto individual como colectivamente?
Esta oficina costuma ser oferecida no âmbito das edições anuais do AND Lab (atualmente a Escola do Reparar) constituindo o nosso modo de pré-paração para cada dia de trabalho. É também, por vezes, oferecida como módulo autónomo.

MO_AND + TERNURA RADICAL
Fernanda Eugenio & Dani D'Emilia
Práticas de Des-Imunização
Partem do campo de afinação entre a política de co(m)passionamento, experimentada por Fernanda Eugenio com o Modo Operativo AND, e a prática da Ternura Radical proposta pela artista Dani d’Emilia, no âmbito da performance e da pedagogia radical, para pesquisar, no plano da corporeidade, possíveis percursos para a ativação de modulações não-hierárquicas e disseminadas do amor e do amar, experimentando a sua liberação de conformações pré-definidas e a sua operatividade enquanto força de strangership: sintonização com o impróprio e o alheio, capacidade de prescindir da lógica da (des)identificação e do (des)entendimento para abrir-se em disponibilidade, comparência, escuta, engajamento e presença.
Esta colaboração ancora-se no desejo de experimentar procedimentos relacionais e práticas político-afetivas encarnadas para a trans-formação social, explorando a dobra entre o íntimo e o político: entre os modos da vinculação proximal e aqueles que poderão operar, por emergência, mudanças sensíveis no coletivo. Criar as condições para o exercício desta política outra para a constituição situada do viver-juntes envolve acolher o risco e comprometer-se com o cuidado recíproco, a fim de sondar caminhos para a retomada de territórios afetivos imunizados pelos mecanismos da indiferença ou pelo fechamento identitário. Des-imunizar ao outro (cum, o outro; o além de mim), experienciar a relação como dádiva (munus). Fazer no/do corpo coragem e franqueza para se implicar, a cada vez, no (re)fazer comum.
Os procedimentos e as proposições vivenciais que vão sendo criados na relação entre es artistas são, periodicamente, partilhados sob a forma de diferentes oficinas experienciais abertas à participação de qualquer pessoa com disponibilidade e desejo de pesquisar o território vasto – e sempre ainda por inventar – dos modos como vivemos as nossas relações e distribuímos os nossos afetos.
As oficinas propõem a cada vez um conjunto diferente de práticas emergentes da contaminação-afinação entre as políticas do co(m)passionamento e da ternura radical, sempre partindo do plano da corporeidade para investigar outras disposições sensíveis – menos dependentes da identificação e do entendimento – e modos de criar, frequentar e praticar formas disseminadas do amor.
As proposições procuram criar um ambiente de confiança, acolhimento e franqueza – no qual o cuidado possa crescer na proporção do risco – e envolvem circuitos sensoriais e micro-scripts performativos para serem vividos em duplas, trios ou em pequenos grupos, circunscrevendo zonas temporárias de intimidade com o desconhecido e o desconhecível e convidando a experimentar estados de vulnerabilização deliberada e de elasticidade variável da (im)permeabilidade e do (des)conforto.
Práticas de Dis-solução
De Fernanda Eugenio e Dani d’Emilia, são parte da pesquisa colaborativa des artistas à volta da elasticidade das capacidades de vinculação íntima com o desconhecido/desconhecível e de possíveis percursos para a ativação de modulações politizadas, não-hierárquicas e disseminadas do amor. Apostando na sintonização com as valências da (dissolvência) como meio para pesquisar possíveis "foras" do regime hegemônico da solução, as Práticas de Dis-solução trabalham com a matéria íntima/pessoal para atravessá-la. Através de rituais psicosSOMAgicos, miram sintonizações com o infra e o transpessoal que permitam repousar no tecido da inseparabilidade, descansar no sentir distribuído e percorrer todo o espectro das sensações até a sua borda se (des)integrar no fora/dentro.
Colocando em conversa o Modo Operativo AND e a Ternura Radical, esta colaboração iniciou em 2018 com as Práticas de Des-Imunizacão, focando em modos de retomada dos territórios afetivos imunizados pelos mecanismos de fechamento-proteção-indiferença característicos das relações entre humanes num enquadramento hegemônico-colonial-capitalístico. Com a pandemia e a demanda emergencial por imunização biológica, comprometeram-se as condições de proximidade que permitiam trabalhar na des-imunização afetiva à alteridade, ao mesmo tempo em que se tornou ainda mais urgente a sintonização com o fundo comum da Vida - feito não só do entrelaçamento com outres nomeáveis como "semelhantes", mas também da imbricação de cada ume com o corpo da Terra, com a vastidão ilimitada da vida para além e aquém das formas. Emergiram assim, em 2020, as Práticas de Dis-Solução, procurando fazer da ‘falta de contato físico’ entre humanes uma brecha para a coletivização do sentir, alargando as experimentações na direção de um repertório de intimidade relacional mais vasto, capaz de vibrar em amorosidade com outras formas de vida, mais-que-humanas.
Experimento Re-Fusing
Emerge na sequência de uma trajetória de investigação sobre como estender nossos modos e campos de intimidade entre e além do corpo social, de modo a incluir relações metabólicas mais amplas pelas quais somos constituídes e com as quais estamos continuamente entrelaçades. Movides pelo anseio e pela necessidade política de novas formas viscerais de respons(h)abilidade e pertencimento, temos vindo a investigar práticas que ativam a inseparabilidade e nos ajudam a sintonizar com ela enquanto uma experiência no sensível.
Essa jornada começou em 2018, quando, colocando o Modo Operativo AND em conversa com a Ternura Radical, Fernanda e Dani criaram as Práticas de Des-imunização. A segunda fase dessa jornada deu lugar a outro campo de procedimentos relacionais, as Práticas de Dis-solução, por meio das quais emergiu uma série de Rituais PsicosSOMAgicos.
Agora, com este primeiro experimento, circunscrevemos um novo campo de pesquisa na operação re-fusing - que sintetiza num só-multiplo movimento os gestos de recusar e refundir.
Este é o desdobramento mais recente dessa pesquisa de longa duração, no qual, em conversa com Sarah Amsler, propomo-nos a estender mais amplamente abordagens queer ao plano das relações multiespécies, dando continuidade a esse trabalho dedicado a expandir formas de intimidade e a interromper, em si, inscrições sistêmicas que perpetuam a separabilidade.
Iniciando um movimento mais direto de colocação em conversa das pedagogias do AND Lab e do coletivo Gestos Rumo a Futuros Decoloniais, o experimento encarnado Re-fusing propõe um protocolo simples para comparecer a encontros ume-para-ume com entidades mais-que-humanas, ativando modulações de relacionalidade cuir que permitam explorar em ato como co-sentir em vez de consentir - e, assim, pesquisar vias para reabrir e reorientar categorias e formas (passando do 'kind' ao 'kin'), sustentando a questão: 'o que é preciso recusar para re-fundir?'
Histórico de Parcerias & Apoios
[listados em ordem alfabética por categoria]
Desde 2023, o AND Lab conta com o apoio e tem a sua estrutura financiada por:

Parcerias Regulares AND Lab & Núcleos
Amaréfunk | Rio de Janeiro, Brasil |
Baldio | estudos de performance | Lisboa, Portugal |
C.I.M.A. | Centro Internacional do Movimento Autêntico | Brasil/Áustria |
Caravelas Reversas | Ponte Portugal-Brasil |
Colectivo Corposições: Profanações entre Afecto, Performatividade e Território | Rio de Janeiro, Brasil |
Corporeilabs | Laboratório de Subjetividade e Corporeidade IPSI-UFF/FAV/UFRJ/UFC | Rio de Janeiro, Brasil |
EDA | Ensaios e Diálogos Associação | Almada, Portugal |
Matterscapes Architecture Studios | Madrid, Espanha |
Penha Sco Arte Cooperativa | Lisboa, Portugal |
Projeto Ancorar e 'Raba Power' | Lisboa, Portugal |
R.I.A.| Rede de Investigação Artística | Lisboa, Portugal |
Roundaboutlx | Lisboa, Portugal |
Trust Collective | Barril de Alva, Coimbra, Portugal |
Casa Consultório | Rio de Janeiro, Brasil |
Casa Territórios | Rio de Janeiro, Brasil |
Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo CRD | São Paulo, Brasil |
Companhia Brasileira de Teatro | Curitiba, Brasil |
Corpo Rastreado | São Paulo, Brasil |
Instituto Fênix | Curitiba, Brasil |
MoviCena | São Paulo, Brasil |
Serviço de Psicologia Aplicada | Universidade Federal Fluminense | Rio das Ostras, Brasil |
White Lab | Madrid, Espanha |
Parcerias Pontuais | Associações, Coletivos, Grupos, Projetos
Associação Contra Bando | Porto, Portugal |
Casa do Vapor | Cova do Vapor, Almada, Portugal |
Cia Architecture de l'Éphémère | Lille, França |
Cia dos Falsários | Curitiba, Brasil |
Cia Lagartixa na Janela | São Paulo, Brasil |
Cia Maior | Lisboa, Portugal |
Colectivo Estado de Encuentro | Lima, Peru |
Conversas | Ponta Delgada e Lisboa, Portugal |
Cooperativa Minga | Montemor-o-Novo, Portugal |
Cooperativa Teatro dei Veleni | Lecce, Itália |
Gesturing Towards Decolonial Futures Collective | Canada/Eslovénia |
Jongo da Serrinha | Rio de Janeiro, Brasil |
Laboratorio PopUp | Bologna, Itália |
LAPER Live Art and Performance Art Group | Oxford, Reino Unido |
O Rumo do Fumo | Lisboa, Portugal |
Oltre la Tenda | Nápoles, Itália |
Orla Design Recreating Resilient Human Ecosystems | Vila do Bispo, Portugal |
Plataforma Buala | Lisboa, Portugal |
Plataforma Trafaria | Trafaria, Almada, Portugal |
Platform Residency There are no Firm Rules 2016 | Sheffield, Reino Unido |
PND | Projeto Novas Descobertas | Lagos, Portugal |
Projeto Com-posições | Curitiba, Brasil |
Projeto Quem Quer Brincar | Porto Alegre, Brasil |
Projeto Temporada | Fortaleza, Brasil |
Quandoonde Intervenções Urbanas | Curitiba, Brasil |
Rede Européia Degrowth | multicentrada |
Terceira Margem Arquitetura e Singularidades | Rio de Janeiro, Brasil |
The Stranger Gets a Gift | Praga, Chéquia |
Topias Urbanas | Lisboa, Portugal |
Unfinished Escola de Verão | Vila Nova de Gaia, Portugal |
Parcerias Pontuais | Escolas, Universidades, Espaços de Formação
Agrupamento Escolar do Azeitão | Azeitão, Portugal |
British Columbia University | Vancouver, Canadá |
c.e.m. Centro Em Movimento | Lisboa, Portugal |
Centro de Estudos Sociais Aplicados, CESAP/UCAM/Iuperj | Rio de Janeiro, Brasil |
Centro de Investigaciones Artisticas | Buenos Aires, Argentina |
Curso Técnico em Dança de Fortaleza | Fortaleza, Brasil |
Escola Superior de Desenho Industrial – ESDI | Rio de Janeiro, Brasil |
Faculdade de Artes do Paraná, FAP/UNESPAR | Curitiba, Brasil |
Faculdade e Escola Angel Vianna | Rio de Janeiro, Brasil |
Fórum Dança | Lisboa, Portugal |
Freie Universität Berlin, Institut für Theatherwissenschaft | Berlim, Alemanha |
Grimté - Groupe de Recherche International et Multidisciplinaire sur les Théories Énactives - Université de Montreal | Montreal, Canadá |
Homerton College | Cambridge, Reino Unido |
HZT-Berlin Master of Arts Solo, Dance, Authorship, SODA | Berlim, Alemanha |
Instituto Superior de Educação | Porto, Portugal |
Instituto Universitario Nacional del Arte, IUNA | Buenos Aires, Argentina |
KHM, Cologne Academy of Media Arts | Colônia, Alemanha |
LADA/ESDI/UERJ Laboratório de Design e Antropologia. Escola Superior de Desenho Industrial da UERJ | Rio de Janeiro, Brasil |
New York University, Hemispheric Institute of Performance and Politics | Nova Iorque, EUA |
Oxford Brooks University Ruskin School of Arts | Oxford, Reino Unido |
Pontifícia Universidade Católica | Rio de Janeiro, Brasil |
Programa de Pós-Graduação em Artes da Cena, Escola de Comunicação da UFRJ | Rio de Janeiro, Brasil |
Royal Danish Academy of Fine Arts – School of Conceptual and Contextual Arts | Copenhaga, Dinamarca |
Uni-Rio, Departamento de Artes Cénicas | Rio de Janeiro, Brasil |
Universidad de Santiago, Departamento de Danza | Santiago, Chile |
Universidade Católica Portuguesa, Estudos de Cultura, Lisbon Consortium | Lisboa, Portugal |
Universidade de Brasília, Departamento de Artes Cénicas | Brasília, Brasil |
Universidade de Lisboa, Instituto de Ciências Sociais, ICS UL | Lisboa, Portugal |
Universidade do Porto, Faculdade de Belas Artes | Porto, Portugal |
Universidade Estadual de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas | Florianópolis, Brasil |
Universidade Federal da Bahia, Departamento de Dança | Salvador, Brasil |
Universidade Federal de Uberlândia, Depto. de Educação | Uberlândia, Brasil |
Universidade Federal de Viçosa, Departamento de Dança | Viçosa, Brasil |
Universidade Federal do Ceará, Laboratório das Artes e das Juventudes | Fortaleza, Brasil |
Universidade Federal do Paraná, Departamento de Informática e Interação Humano-Computador | Curitiba, Brasil |
Universidade Federal do Piauí, Departamento de Educação, Observatório das Juventudes e Violências nas Escolas | Teresina, Brasil |
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Departamento de Educação | Porto Alegre, Brasil |
Universidade Federal do Tocantins, Licenciatura em Teatro | Palmas, Brasil |
Universidade Federal Fluminense, Departamento de Psicologia | Rio das Ostras, Brasil |
Universidade Federal Fluminense, Programa de Pós-Graduação em Psicologia | Niterói, Brasil |
Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Departamento de Comunicação e Linguagens | Lisboa, Portugal |
Parcerias Pontuais | Espaços de Prática, Apresentação e/ou Residência
Alfred Theater | Praga, Chéquia |
Alpendre | Fortaleza, Brasil |
Armazém 22 | Vila Nova de Gaia, Portugal |
Atelier Real | Lisboa, Portugal |
Bellas Arts Project | Manila, Filipinas |
Casa Hoffman | Curitiba, Brasil |
Casa Quatro Ventos | Curitiba, Brasil |
Casas Líquida | São Paulo, Brasil |
Centro de Memória de Vila do Conde | Vila do Conde, Portugal |
Centro Pulsar de Equilibração Corporal | Rio de Janeiro, Brasil |
Cohabitar | Valparaíso, Chile |
Condomínio Cultural | São Paulo, Brasil |
Cultivamos Cultura | São Luis, Portugal |
Divadlo 29 | Pardubice, Chéquia |
Encosta Residência Artística | Ilha do Mel Paranaguá, Brasil |
Escritório Cosmos | Rio de Janeiro, Brasil |
Espaço Alkantara | Lisboa, Portugal |
Espaço Cultural Pés no Chão | Ilhabela, São Paulo, Brasil |
Espaço Mova | Rio de Janeiro, Brasil |
Espaço Olho da Rua | Rio de Janeiro, Brasil |
Espaço Tatuí Residência Artística | Serra Grande, Brasil |
Estúdio Vanda Melo | Lisboa, Portugal |
Fábrica de Cultura | Alcanena/Minde, Portugal |
Favela LX | Lisboa, Portugal |
Fundaci - Fundacão de Arte e Cultura de Ilhabela | Ilhabela, São Paulo, Brasil |
Gaivotas 6 | Lisboa, Portugal |
Galeria Municipal José Tarrago | Cartaxo, Portugal |
Green Park | Atenas, Grécia |
Grupo Recreativo Folclórico Amador do Rogil | Rogil, Aljezur, Portugal |
Instituto de Psicologia Social Pichon-Rivière | Porto Alegre, Brasil |
Klinika | Praga, Chéquia |
Latoaria | Lisboa, Portugal |
Leggere Strutture | Bologna, Itália |
O Espaço do Tempo | Montemor-o-Novo, Portugal |
Olho da Rua | Rio de Janeiro, Brasil |
Plataforma Revólver | Lisboa, Portugal |
Quinta do Vale da Lama | Lagos, Portugal |
Rede SESC Brasil | multicentrada |
SAMAUMA Artes e Permacultura | Mantiqueira São Paulo, Brasil |
Somos Goma | Rio de Janeiro, Brasil |
Spazio Danza | Bologna, Itália |
TBA - Teatro do Bairro Alto | Lisboa, Portugal |
Teatro Maria Matos | Lisboa, Portugal |
TheaterHaus Berlin-Mitte | Berlim, Alemanha |
Vila das Artes | Fortaleza, Brasil |
Vozzuca | Uberlândia, Brasil |
Parcerias Pontuais | Festivais & Encontros
Alkantara festival | Lisboa, Portugal |
Bienal Ano Zero de Coimbra | Coimbra, Portugal |
Bienal Internacional de Dança do Ceara | Fortaleza, Brasil |
Bienal Internacional de São Paulo | São Paulo, Brasil |
Bienal Internacional do Ceará De Par em Par Terceira Margem | Fortaleza, Brasil |
Colóquio Movimento e Mobilização Técnica | Lisboa, Portugal |
Condança | Porto Alegre, Brasil |
CreArt Understanding | Pardubice, Chéquia |
Encontro À Procura da Superfície | Porto, Portugal |
Encontro Estética e Política entre as Artes Culturgest | Lisboa, Portugal |
Encontros Anuais da ANPOCS | multicentrados |
FACA Festa de Antropologia, Cinema e Arte | Lisboa, Portugal |
Festival Amostra Urbana | Curitiba, Brasil |
Festival Arte Cidade | Rio de Janeiro, Brasil |
Festival Circular de Artes Performativas | Vila do Conde, Portugal |
Festival Dança em Foco | Rio de Janeiro, Brasil |
Festival de Videodança PlayRec | Recife, Brasil |
Festival Estética Central | Rio de Janeiro, Brasil |
Festival Materiais Diversos | Minde, Portugal |
Festival Múltipla Dança | Florianópolis, Brasil |
Festival Panorama de Dança | Rio de Janeiro, Brasil |
Festival Walk and Talk Açores | Ponta Delgada, Portugal |
HCI |Human-Computer Interaction Conference | Toronto, Canadá |
Impultstanz | Viena, Áustria |
Performance, Politics, Institutions | Atenas, Grécia |
Plataforma Internacional de Dança da Bahia | Salvador, Brasil |
Queer Lisboa - Festival Internacional de Cinema Queer | Lisboa, Portugal |
Reunião Brasileira de Antropologia | multicentrada |
Reunião de Antropologia do MERCOSUL | multicentrada |
Riocenacontemporanea | Rio de Janeiro, Brasil |
Simpósio Arte na Educação Básica | Salvador, Brasil |
Simpósio Internacional Performance Arte Portuguesa | Lisboa, Portugal |
SNEP Seminário Nómada | Lisboa, Portugal |
Tecido Afetivo | Flexeiras, Brasil |
The art of being many | Hamburgo, Alemanha |
Trienal de Arquitectura de Lisboa | Lisboa, Portugal |
Parcerias Pontuais | Museus, Galerias, Centros Culturais, Fundações
Airez Galeria de Artistas Independentes | Curitiba, Brasil |
Carpe Diem | Lisboa, Portugal |
Casa das Histórias Paula Rêgo | Cascais, Portugal |
Centro Cultural de Belém / Museu Berardo | Lisboa, Portugal |
Centro Cultural de Cascais / Fundação D Luis I | Cascais, Portugal |
Centro Cultural São Paulo | São Paulo, Brasil |
Centro de Artes da Maré | Rio de Janeiro, Brasil |
Culturgest | Lisboa, Portugal |
East Bohemian Museum | Pardubice, Chéquia |
Espaço Mira Artes Performativas | Porto, Portugal |
Fundação Musagetes | Vancouver, Canadá |
Fundação Museu de Serralves | Porto, Portugal |
Galeria Bronze | Porto Alegre, Brasil |
Galeria da Boavista | Lisboa, Portugal |
Goethe Institut | multicentrado |
Karst Gallery | Plymouth, Reino Unido |
Kestle Barton Rural Centre of Arts | Manaccan, Reino Unido |
Largo das Artes | Rio de Janeiro, Brasil |
Maat - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia | Lisboa, Portugal |
Museo de Arte Contemporaneo de Lima | Lima, Peru |
Museu da Dança MUD | São Paulo, Brasil |
Oi Futuro | Rio de Janeiro, Brasil |
San Art Gallery | Ho Chi Min City, Vietname |
Site Gallery | Sheffield, Reino Unido |
Somos Art Space | Berlim, Alemanha |
Tranzidisplay Gallery | Praga, Chéquia |
Parcerias Pontuais | Revistas & Editoras
Fada Inflada Editora | Rio de Janeiro, Brasil |
Ghost Editora | Lisboa, Portugal |
Portal Ctrl Alt Dança | multicentrado |
Portal idanca Brasil | multicentrado |
Revista A.DNZ - Universidade do Chile | Santiago, Chile |
Revista Fractal | Niterói, Brasil |
Revista Mesa | Rio de Janeiro, Brasil |
Revista Urdimento | Florianópolis, Brasil |
Apoios | Recebidos ao longo da trajetória do AND Lab
Câmara Municipal de Lisboa | Lisboa, Portugal |
CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico | Brasil |
Fundação Calouste Gulbenkian | multicentrado |
Fundação Capes - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior | Brasil |
Fundo de Emergência Social Cultura - Câmara Municipal Lisboa | Lisboa, Portugal (2020-21) |
Fundo de Fomento Cultural - República Portuguesa | Lisboa, Portugal (2020) |
MinC – Ministério da Cultura Brasil | Brasil |
Pólo Cultural Gaivotas-Boavista – Câmara Municipal de Lisboa | Lisboa, Portugal |
Prefeitura de São Paulo | São Paulo, Brasil |
Programa Erasmus + Traineeship After Graduation) | multicentrado (2019) |
República Portuguesa Cultura | dg-artes Direção Geral das Artes | Portugal (2018-19) |
Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro | Rio de Janeiro, Brasil |





























