Minhas investigações e contribuições vivem do desejo de reconectar, tanto conceitualmente quanto experiencialmente, áreas de estudo e da vida que no pensamento moderno ocidental foram fragmentadas e separadas. Eu me descrevo como artista, educador e pensador e me nomeio também como um Não-terapeuta para designar um campo de atuação que ainda não existe, e no qual, no entanto, me sinto em casa.
Eu sou um inventor e coletor de metodologias, desenhando as condições iniciais (e iniciáticas) para um fazer sentido juntos. A minha atenção está direcionada para as interconexões entre percepção, ação, experiência e conceitualização. Nos meus seminários, workshops e formatos experimentais, eu facilito o sentir das sensações, a atenção ao gesto compartilhado, o pensamento somático-relacional e o discernimento sobre as estórias que criamos, e como elas nos fazem.
Atualmente, o que me move mais profundamente é criar espaços para os estudos experienciais da consciência. Esses estudos envolvem a re-apropriação do sentir e uma re-orientação em relação ao que vive em nós e conosco. Aqui também investigo novos atravessamentos e misturas entre a Disciplina do Movimento Autêntico (transmitida por Soraya Jorge) e a Constelação Sistêmica contemporânea.
A mim me interessa alargar a área do que hoje é o lugar designado à arte na sociedade moderna. Para mim, dar forma a espaços educativos experimentais é uma das minhas principais práticas artísticas. Mas também já realizei filmes, exposições, performances no espaço público e no teatro, além de projetos online e outras publicações; atuei em coletivos de cineastas, realizadores de teatro e artistas da dança; e fiz parte de associações socioculturais no campo da arte e da interculturalidade.
Desde criança sou migrante, transitando entre as distintas culturas do Rio de Janeiro e de Porto Alegre. Após muitos anos vivendo em territórios europeus de cultura germânica, finalmente me percebo como latino-americano.
Como colaborador do AND LAB, já contribuí com a curadoria e edição do arquivo audiovisual e atuo no Núcleo de Berlim e na pesquisa entre o Movimento Autêntico e o Modus Operandi AND. O MO AND é para mim um presente raro, que busquei por um longo tempo no campo das artes e me (in)formou na descrição justa dos acontecimentos complexos do viver junto, me equipando na formulação de operações para o fazer sentido juntos.
Pedro Henrique Risse (Rio de Janeiro, 1985) é também Constelador Sistêmico e docente na Universidade de Erfurt, no campo da Performance e Performatividade. É pai e vive atualmente em Graz, na Áustria.






