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- Espaço-AND-Lab
Sobre o AND Lab e o Modo Operativo AND | AND Lab Next QU Ê? (O AND Lab) O Espaço AND Lab O Espaço AND Lab dispõe de escritório com 50m2 e estúdio/espaço multifuncional com 73,13m2. Situa-se em Cabo Ruivo, zona industrial da cidade de Lisboa, no Expresso, um edifício outrora devoluto que, reabilitado, constitui-se enquanto novo cluster criativo da cidade, agregando diversas iniciativas e estruturas artísticas de criação e formação. Além de albergar a nossa programação regular e já consolidada, desejamos que o nosso novo espaço-sede possa se fazer lugar de convergência aberto ao acolhimento da diferença e de iniciativas em risco de rarefação por falta de espaço numa cidade assolada pela especulação imobiliária, constituindo-se como ponto de encontro e re-união para a diversidade de artistas e agentes culturais portugueses e estrangeiros residentes ou de passagem por Lisboa. Um espaço-brecha dedicado a coletivizar o ato de pesquisar-criar , tornando-o coincidente com os atos de viver-habitar e relacionar-performar . Um espaço para o entre-ter - o t ermo-nos reciprocamente umes a outres , em comunidade -, no qual possamos exercitar, pela frequentação, pela escuta e pela partilha, modos de sintonizar na/com a diferença e vias para a colaboração não-dependentes da identificação ou da concordância, nutrindo, juntes, possibilidades de refazer sensibilidades e mundos. Ao longo da sua trajetória de mais de dez anos de existência em Lisboa, o AND Lab habitou por muito tempo um escritório/armazém de aproximadamente 5m2, que não nos permitia desdobrar esse sonho de firmar comunidade através da partilha de um território , por ser demasiado pequeno até mesmo para as nossas próprias atividades, que tinham de se fazer itinerantes e ser acolhidas por outras estruturas da cidade. Neste período, mesmo enfrentando condições precárias, conseguimos estabelecer uma rede em outros países da Europa e América do Sul e consolidar um sólido trabalho de investigação artística das políticas da convivência, que já vinha acumulando experiência e tecendo redes há quase duas décadas, no trânsito entre Brasil e Portugal. A conquista do nosso novo espaço, inaugurado em maio de 2023, marca mais uma dobra no campo vivo das lutas político-afetivas que temos habitado e na nossa trajetória de persistência, permitindo-nos firmar um território próprio na paisagem da cidade de Lisboa e, assim, desdobrar a nossa vocação para fazer comum a partir da constituição de um espaço intervalar, assente no " entre ", que se coloca enquanto instância de experimentação e re-imaginação do que queremos e podemos enquanto comunidades . Espaço AND Lab Av. Infante Dom Henrique 334, Edifício Expresso, piso 3, salas 3.08-09-10, 1800-224 Lisboa, Portugal Referências: Prédio branco com janelas azuis voltado para um pátio paralelo à Av. Infante Dom Henrique. A entrada dá-se pelo parque de estacionamento (portão com pilares amarelos), virando-se à esquerda e seguindo até ao fundo. A porta do edifício Expresso encontra-se à esquerda. Transportes: Metro Linha Vermelha - Estação Cabo Ruivo (5 min a pé) Autocarros 750 e 782 Estação Oriente (10 min a pé) Parque de estacionamento gratuito à porta Acessibilidade: O Espaço AND Lab disporá de elevadores, que de momento se encontram em obras, não sendo ainda acessível a pessoas em cadeiras de rodas. Tudo faremos para reverter esta situação o mais brevemente possível. Espaço e Equipamentos: O Espaço AND Lab dispõe de escritório com 50m2, estúdio com 73m2, copa equipada com frigorífico, microondas, jarra elétrica, cafeteira e pratos, copos e talheres. Internet wi-fi Casas de banho (no corredor de acesso) Utilização do espaço: A permanência no espaço deve ater-se aos horários previamente combinados com a produção. As três chaves (portão e porta da rua e porta de entrada do espaço) devem ser restituídas após a utilização. O espaço deve ser devolvida limpo e em condições de uso imediato pelas seguintes pessoas utilizadoras. Não é permitido fumar no interior do edifício. Não é permitido o uso de sapatos de rua no estúdio. CLICAR PARA SABER AS FORMAS DE UTILIZAR O ESPAÇO: VER OS PROGRAMAS & ATIVIDADES DO AND Go VER OS PROGRAMAS & PRÁTICAS COLABORATIVAS Close
- Oficinas-MO-AND
Programas do Modo Operativo AND | AND Lab Next COMO? (MO_AND ) ANTERIOR PRÓXIMA páginas de programas do mo_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum Oficinas do Modo Operativo AND Fernanda Eugenio Desde 2015 (surgimento do AND) O AND Lab oferece oficinas de transmissão e partilha do Modo Operativo AND, com Fernanda Eugenio, em três modalidades regulares: Oficina Intensiva de Introdução ao MO_AND Oficina Extensiva de Desdobramento do MO_AND Oficina Extensiva de Aprofundamento do MO_AND Há ainda uma modalidade aplicada/temática, com formato flexível – as Oficinas Situadas do MO_AND . Através de exercícios práticos que põem num mesmo plano o pensar e o fazer, o Modo Operativo AND permite a investigação direta e experiencial dos mecanismos singulares e coletivos da convivência , propondo ferramentas concretas para potenciar processos de colaboração, co-aprendizagem e negociação da convivência. Nomeadamente, permite perceber padrões comportamentais e tendências relacionais , contribuindo para o desenvolvimento de capacidades de auto-regulação emocional, de auto-gestão da atenção (seleção, focalização e coordenação dos estímulos), e de consequentes tomadas de decisão e respetiva performação . No âmbito das oficinas, a interface ‘jogo de tabuleiro’ é aquela que serve de base à partilha, a seguir desdobrada em diferentes exercícios mais complexos, com diferentes escalas, no estúdio ou na em espaço exterior, a depender do grupo e da duração do encontro. Neste jogo não há regras preestabelecidas mas sim regras imanentes, que emergem do próprio jogar, ou seja, do co-posicionamento e da co-responsabilização de quem participa. Através de um trabalho de dobra-e-desdobra e de manuseamento direto da materialidade dos acontecimentos, é possível ‘pensar com as mãos’, corporificando as questões da convivência, da sustentabilidade, da criatividade, da empatia/sintonia, da disponibilidade à diferença e da reciprocidade. Nas diferentes modalidades das Oficinas MO_AND, os exercícios permitem que pessoas participantes com os mais diversos interesses e perfis – provenientes de qualquer área, tendo ou não contato prévio entre si ou com o MO_AND – possam partilhar um mesmo plano de inquietação, experimentando de modo vivencial e coletivo as questões ético-políticas e afetivas implicadas na construção co-responsiva do comum e na sustentação de vínculos de reciprocidade . As Oficinas MO_AND são realizadas no AND Lab Portugal, nos nossos núcleos locais no Brasil ou em Espanha, ou, ainda, em circulação (inter)nacional a convite de diferentes estruturas e grupos , inseridas em festivais, programas universitários ou programações promovidas por centros culturais, museus, coletivos, ONGs, etc. No âmbito da nossa programação, as Oficinas MO_AND integram a cada ano os diferentes programas da Escola do Reparar , nomeadamente o circuito anual hANDling e o curso LANDscape. Ainda, através do sistema de marcações online do programa hANDling , é possível solicitar oficinas desenhadas à medida para uma pessoa ou grupo, assim como sessões avulsas de prática, individuais ou coletivas . OFICINA INTENSIVA DE INTRODUÇÃO AO MO_AND (duas sessões de 4-5h cada; carga horária total de 8-10h) Nesta oficina intensiva, geralmente realizada aos fins-de-semana para facilitar o acesso a um perfil mais alargado de pessoas, a proposta é dar a conhecer e praticar a filosofia habitada do Modo Operativo AND para o pensar-fazer da convivência, dos funcionamentos da Relação e do Acontecimento, através da partilha do conjunto-base das ferramentas-conceito que compõem o Vocabulário AND e do (contra)dispositivo de um ‘jogo de tabuleiro’ com regras imanentes – o Jogo das Perguntas QUÊ-COMO-QUANDO-ONDE. As ferramentas são exploradas na sua transversalidade, evidenciando-se a sua pertinência nas mais variadas formas relacionais, situações da vida e campos profissionais. Esta oficina é aberta à participação de qualquer pessoa, sem pré-requisitos. OFICINA EXTENSIVA DE DESDOBRAMENTO DO MO_AND (cinco sessões de 6h cada OU dez sessões pós-laborais de 3h cada; carga horária total de 30h) Esta oficina extensiva oferece um contato prático-teórico complexo com o Modo Operativo AND, abordando os jogos de Zona de Interferência e os jogos de Zona de Transferência. O (contra)dispositivo inicial do Jogo das Perguntas QUÊ-COMO-QUANDO-ONDE é desdobrado em diferentes variações de maximização/menorização do (in)visível e redução/ampliação do espaço-tempo, percorrendo as escalas relacionais do entre-si e do entre-2 (intimidade), do entre-nós (comunidade) e do entre-muites (sociedade) e introduzindo a questão da circunscrição do afeto individual e coletivo, através de um outro conjunto de exercícios: os Jogos ISTO-ISSO-ISTO, que permitem esmiuçar o percurso que vai da formulação à ‘per-formação’ de um acontecimento. Oferecendo a possibilidade de ir-e-vir entre diferentes cortes fractais – do menor que nós ao maior que nós, do dentro ao fora, do estúdio ao cotidiano, da situação coletiva à íntima/individual – esta prática extensiva do MO_AND vai permitindo às pessoas participantes apropriarem-se de uma sensibilidade fractal e corporificarem uma ética de reciprocidade e suficiência, tanto consigo própries quanto ao modo como se posicionam em relação. Esta oficina não tem pré-requisitos e permite a participação de qualquer pessoa, embora se dirija preferencialmente a pessoas que já tenham tido contato prévio com o MO_AND. OFICINA EXTENSIVA DE APROFUNDAMENTO DO MO_AND (cinco sessões de 6h cada OU dez sessões pós-laborais de 3h cada; carga horária total de 30h) Nesta oficina extensiva, são partilhados e praticados os jogos da Zona de Cuidado-Curadoria, que tomam como zona de atenção o território-corpo e o corpo-território. Entrando numa dimensão mais diretamente somático-política do trabalho, são abordados diagramas e ferramentas conceituais do MO_AND que incidem especificamente na dobra entre o íntimo e o político. O foco recai sobre a articulação entre o plano diminuto da auto-etnografia e o plano consequente da trans-forma-ação social por microdissidência. São desdobradas dimensões outras implicadas na passagem, proposta e trabalhada transversalmente pelo MO_AND, da composição à posição-com e à com-posição, nomeadamente as relações entre de-composição e re-posição e entre dis-posição e re-composição. Esta oficina é aberta somente a pessoas já praticantes do MO_AND, que tenham participado em oficinas anteriores e/ou em pelo menos um laboratório ou escola AND. OFICINAS SITUADAS DO MODO OPERATIVO AND (formatos e cargas horárias variáveis) Estas oficinas são desenhadas à medida de públicos específicos (crianças e jovens; seniores; famílias; professores, terapeutas e outres mediadores; coletivos ou equipas profissionais de diferentes áreas, etc.) e/ou moduladas contextualmente para entrar em conversa e estudar concretamente aplicações práticas do MO_AND a questões-problemas singulares pertinentes em diferentes dimensões da vida (relações amorosas; relações de colaboração; criação artística; usos políticos e sociais, etc.). Assumindo formatos e cargas horárias flexíveis (intensivos a partir de 3h; extensivos a partir de 9h), as oficinas situadas são oferecidas periodicamente no âmbito da nossa programação ou criadas e organizadas sob demanda, disponíveis em permanência para difusão. QUANDO-ONDE? Opções disponíveis e histórico deste Programa no Calendário de Eventos & Agendamentos VER A PROGRAMAÇÃO DO CALENDÁRIO Close SOLICITAR OFICINA OU SESSÃO DE JOGO Close SOLICITAR RESIDÊNCIA ASSISTIDA Close Eventos atuais e/ou históricos relacionados no Calendário [se houver atividades atuais, elas aparecerão primeiro; rolar a lista para ver o histórico de atividades realizadas] Ainda não há eventos relacionados a este programa/atividade no calendário. páginas de programas do mo_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum ANTERIOR PRÓXIMA
- Documentario-10-anos-de-AND-Lab-Uma-Re-membracao
Programas de Artefatos | AND Lab Next COMO? (Artefatos ) ANTERIOR PRÓXIMA páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum Documentário Dez anos do AND Lab: uma Re-membração Realização de Inês T. Alves Lançado em 2022 Dez anos do AND Lab: Uma Re-membração Documentário de Inês T. Alves [trailer] Estamos em 2021 e o AND Lab, estrutura artesanal de investigação artística a operar no cruzamento entre as artes, o pensamento crítico, as práticas encarnadas e as pedagogias somático-políticas indisciplinadas/indisciplinares, vai completar dez anos de existência em Portugal. Essa data marcante acontece mais ou menos junto com os quase vinte anos do Modo Operativo AND enquanto pesquisa continuada de Fernanda Eugenio acerca das políticas de com-posição relacional e do cuidado-curadoria íntimo e coletivo do comum. Nesse ano de re-membração - rememoração e remembramento - a estrutura vê-se às voltas com o desafio de retomar as atividades presenciais (após longa temporada em modo online devido à pandemia), ao mesmo tempo em que ensaia uma movida da cidade para o campo, numa relação mais direta com a terra. O documentário acompanha a realização de uma primeira edição do curso-retiro LANDscape no âmbito da Escola do Reparar, percorrendo os diferentes jogos e proposições que perfazem a constelação de práticas do Modo Operativo AND inventadas nos últimos dez anos. Intercalam-se depoimentos e testemunhos da rede de colaboradores do AND Lab, em Portugal e no Brasil. Realização, imagem, som direto e montagem Inês T. Alves Edição de som Artur Moura Tradução para inglês Ana Dinger Revisão da tradução José Roseira Depoimentos, Entrevistas, Falas Direção AND Lab Fernanda Eugenio (Lisboa) Coletivo AND Flora Mariah (Lisboa) Guto Macedo (Rio de Janeiro) Iacã Macerata (Rio de Janeiro) Manoela Rangel (São Paulo e Berlim) Mariana Pimentel (Rio de Janeiro) Milene Duenha (Curitiba) Naiá Delion (São Paulo) Pat Bergantin (São Paulo) Ruan Rocha (Lisboa) Colaborações Extensivas Ana Dinger (Lisboa) Mariana Ferreira (Lisboa) Silvia Pinto Coelho (Lisboa) Soraya Jorge (Rio de Janeiro) Outras colaborações Alina Duchrow (Brasília e Rabat) Bernardo Chatillon (Barril de Alva e Berlim) Carlos Oliveira (Lisboa) Erika Kobayashi (São Paulo) Liliana Coutinho (Lisboa) Imagens de arquivo And Intensive, Projeto AND Lab 2011, espaço alkantara, Lisboa, imagens e edição de Waléria Américo Secalharidade conferência-performance, Culturgest/Festival alkantara 2012, Lisboa, imagens e edição de Pedro Filipe Marques Escola de Verão AND Lisboa 2016, imagens e edição de Joana Maia Escola de Verão AND Lisboa 2017, imagens de Andrea Capella e Renato Japi, edição de Pedro Henrique Risse Escola de Verão AND Lisboa 2018, imagens e edição de Ana Luiza Braga Escola de Verão AND Lisboa 2019, imagens de Olivia Pedroso e Joana Maia, edição de Olivia Pedroso Lab de Verão AND Brasil Rio de Janeiro 2018, imagens e edição de Michel Schettert Lab de Verão AND Brasil Rio de Janeiro 2019, imagens e edição de Gabriela Jung Lab de Verão AND Brasil Rio de Janeiro 2020, imagens e edição de Gabriela Jung Lab de Verão AND Brasil São Paulo 2018, imagens e edição de Alexandre Lima Lab de Verão AND Brasil São Paulo 2019, imagens e edição de Iago Matti Lab de Verão AND Brasil São Paulo 2020, imagens de Pat Bergantin, Manoela Rangel, Dani d’Emilia e edição de Manuela Libman Lab de Verão AND Brasil Curitiba 2019, imagens de Ana Dinger e edição de Pedro Henrique Risse Filmado durante o curso-retiro LANDscape Portugal, parte da programação da "Escola do Reparar 2021 - Re-membrar: (Des)integração e Curadoria do Irreparável" Barril de Alva, agosto de 2021 Desenho, coordenação e orientação Fernanda Eugenio Equipa de apoio e facilitação Manoela Rangel, Ruan Rocha, Bernardo Chatillon, Flora Mariah Participam/Aparecem Alina Duchrow, Aleksandra Valieva, Ana Dinger, Camila Ganc, Daniel Pizamiglio, Erika Kobayashi, Guida Marques, Inês T. Alves, Léa Raulin Briot, Mafalda Jacinto, Mariana Ferreira, Mariella Mars, Sarah Amsler, Teresa Madeira Parceria institucional Fundo de Fomento Cultural / Garantir Cultura / República Portuguesa – Ministério da Cultura Acolhimento Trust Collective Uma iniciativa de AND Lab | Arte-Pensamento & Políticas da Convivência QUANDO-ONDE? Opções disponíveis e histórico deste Programa no Calendário de Eventos & Agendamentos VER A PROGRAMAÇÃO DO CALENDÁRIO Close VISITAR A NOSSA 'BANCA DE ARTEFATOS' Go Eventos atuais e/ou anteriores relacionados no Calendário [se houver atividades atuais, elas aparecerão primeiro; rolar a lista para ver o histórico de atividades realizadas] páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum ANTERIOR PRÓXIMA
- MO-AND
Sobre o AND Lab e o Modo Operativo AND | AND Lab Next QU Ê? (O AND Lab) O Modo Operativo AND [MO_AND] O Modo Operativo AND (MO_AND) consiste numa ética do Re-parar, da Reparagem e da Reparação, sistematizada num conjunto de ferramentas-conceito e de proposições-jogo que, ao mesmo tempo, propõe e propicia: a investigação direta e experiencial dos funcionamentos do Acontecimento e da Relação; a explicitação dos modos de emergência e de sustentação de acontecimentos comuns metaestáveis; a sensibilização às condições de possibilidade contingentes-impermanentes de cada encontro e às consequências políticas dos posicionamentos individuais e/ou coletivos; a afinação das capacidades de distribuição não-hierárquica da atenção e de (re)inventário trajetivo do possível, simultaneamente no plano da auto-observação em ato e no plano do mapeamento da situação envolvente; o treino da disponibilidade à diferença e ao acidente/imprevisto, da comparência atempada, da tomada de decisão situada e da colaboração dissensual; a transferência de protagonismo do sujeito para o acontecimento, ou seja, a prática co(m)passionada da presença; o exercício de uma equiparação consistente entre autocuidado e cuidado do entorno e entre o discurso proferido e a sua efetuação no fazer; a frequentação exploratória de disposições subjetivas e relacionais dissidentes para a performance íntima e social dos afectos, numa pesquisa de alternativas aos modelos identitários e aos scripts pré-definidos e hierarquizados. Este sistema, concebido e desdobrado pela antropóloga e artista Fernanda Eugenio, é uma investigação viva e aberta, em constante transmutação e a partir de uma confrontação deliberada e insistente com o uso e com a prática. Ao longo de quase duas décadas dedicados a esta pesquisa, Fernanda Eugenio designou-a de diferentes modos, até à estabilização no nome Modo Operativo AND. O seu carácter distintivo reside sobretudo na força, na consistência e na singularidade do arcabouço conceitual original por ela entretanto desenvolvido, que conforma o vocabulário performativo pelo qual o MO_AND é reconhecido. Algumas das ferramentas-conceito e das proposições-jogo criadas por Fernanda Eugenio são: a tripla modulação do reparar: re-parar, reparagem, reparação; a tripla modulação da posição: dis-posição, (com)posição-com e re-posição – além do duplo percurso para desdobrá-las: da de-com-posição à re-posicão, da dis-posição à re-com-posição. as políticas da convivência Modo Operativo É, Modo Operativo OU e Modo Operativo E (AND); o Jogo das Perguntas QUÊ-COMO-QUANDO-ONDE; os jogos de zona de interferência , percorrendo as escalas entre-muites, entre-nós, entre-dois, entre-si e Ghost. os jogos de zona de transferência , para a descrição-circunscrição e formulação-performação do afeto: Isto-Isso-Isto e Isso-Isto-Isso; os jogos de cuidado-curadoria : com o território-corpo ou com o corpo-território o Diagrama Aberto-Explícito para a tomada de posição; as dez posições ante o Irreparável: (an)coragem, co(m)passionamento, consistência, comparência, firmeza, franqueza, suficiência, justeza, des-ilusão, des-cisão a nomenclatura Irreparável para abordar as feridas fundantes da pessoa e da cosmovisão/sensação modernas, bem como os diagramas exploratórios da tripla modulação do Irreparável: (ir)reversível/(in)cessável; (im)previsível/(in)evitável; (ir)remediável/(in)compensável conceitos-neologismos, tais como secalharidade e pensacção; jogos de palavras e de relações-tensão, tais como: Decisão/Des-cisão, Saber/Sabor, Manipulação/Manuseamento, Fragmentação/Desfragmentação, Eficiência/Suficiência, Coerência/Consistência, Justiça/Justeza, Relevância/Relevo, Condicionante/Condição, Rigidez/Rigor, Representação/Presentação, Interpretação/Circunscrição, Implicação/Explicação, Implicitação/Explicitação, Exibição/Exposição, (A)Parecer/Comparecer, Significado/Direção, Certeza/Confiança, Necessário/Preciso, (In)dependência/Autonomia etc . O MO_AND apoia-se na ativação do (contra)dispositivo do jogo não-competitivo e de regras imanentes como meio para a delimitação provisória de uma zona de atenção coletiva; como simulador de acidentes e como propiciador de uma simultaneidade entre dentro e fora. O recurso ao recorte – o tabuleiro de jogo – permite a instalação de “mundos dentro do mundo” e a exploração de diferentes escalas de menorização/maximização do (in)visível e de redução/ampliação do espaço e do tempo, estimulando o desenvolvimento de uma sensibilidade fractal, atenta e minuciosa às modulações relacionais da reciprocidade (justo meio entre a complementaridade e a simetria) e da suficiência (justo meio entre a eficiência e a desistência). O MO_AND é uma prática transversal e sem pré-requisitos, partilhada em oficinas, escolas e laboratórios abertos à participação de qualquer pessoa interessada em estudar, de modo vivencial, as (micro)políticas implicadas na operacionalidade e na sustentabilidade do viver-juntes, bem como a praticar a ‘criatividade’ noutros termos: deslocada do registo autocentrado e expandida em inventividade divergente e eticamente comprometida com a justeza. A experimentação ‘laboratorial’ da fractalização da percepção, aliada à ética proposta pelo MO_AND, tem efeitos concretos no comportamento, promovendo uma sensível diminuição da reatividade e do julgamento, uma correspondente ampliação da autonomia e da franqueza e uma tendência à sintonização entre afetos individuais e acontecimentos coletivos. Com a continuidade da prática, esses efeitos vão-se transpondo para a vida quotidiana e se infiltrando nos modos de ser-estar e criar-fazer, levando a sensíveis re-posicionamentos subjetivos e sociais. 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- Escola do Reparar | Bolsa | AND Lab
VOLTAR Escola do Reparar | Solicitação de Bolsa Dados Pessoais * Por favor, confirme a opção de modalidade a que se refere esta solicitação Participação Integral (1 vaga) Participação Parcial (4 vagas) Ambas (as que tiverem disponibilidade) * Nome * Apelido Nome Artístico, se houver ou tiver preferência * Pronomes * Email * Localidade, País * Telefone * Este número pode ser usado para WhatsApp Signal Telegram Nenhum * Link de referência 2º Link de Referência (opcional) 3º Link de Referência (opcional) Links de trabalhos próprios ou enquanto intérprete de outres projetos ou viínculo a instituições. Não serão aceites links alojados em servidores ou serviços de cloud que exijam pedidos de autorização de acesso (como Google Drive, Dropbox, etc.). Informações da Candidatura * Por favor informe área(s) e tema(s) de interesse e/ou de atuação artística/cultural * Conte-nos um pouco sobre si, sobre o enquadramento do seu caso e a sua motivação para solicitar a bolsa * Apresente, por favor, uma nota biográfica breve sobre o seu trabalho e/ou estudo * Por fim, compartilhe connosco os seus objetivos através deste curso, e como vê o aproveitamento deste no seu âmbito profissional Informações Adicionais Tem alguma necessidade específica de comunicação, mobilidade ou outra? Em caso afirmativo, entraremos em contacto e buscaremos atendê-la da melhor forma possível. Espaço livre para adicionar comentários/observações ou pedir esclarecimentos Agradecemos se nos contar como chegou até aqui :) Acompanho o AND Sim, desejo receber notícias via email sobre o AND Lab (desconsiderar se já for assinante). * Sim, tomei conhecimento e estou de acordo com os Termos as Políticas de Privacidade do Site do AND Lab. * Um breve aviso: por favor verifique todas as caixas de entrada do seu e-mail, inclusive spam. Algumas das nossas comunicações são automáticas e podem ser acidentalmente direcionadas a outra caixa. SUBMETER VOLTAR
- Caixa-Livro-AND
Programas de Artefatos | AND Lab Next COMO? (Artefatos ) ANTERIOR PRÓXIMA páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum Caixa-Livro AND Fernanda Eugenio Lançada em 2019 A Caixa-Livro AND é um artefato-constelação, que, pela primeira vez, transporta para a publicação a dimensão de jogo performativo, a experimentação com a materialidade da(s) palavra(s) e a multiplicidade do Modo Operativo AND - metodologia ético-artístico-política para a investigação relacional dos processos de tomada de posição-com e das modulações emergentes do acontecer. Integram a caixa os livretos Palavras, Jogos, Articulações e Conversas, além de dois cartazes e seis cartelas. O conjunto inclui um glossário de ferramentas-conceito, as Dez Posições ante o Irreparável; uma série de palavras-palestra; diagramas tais como o do Jogo das Perguntas, o da tripla modulação do Re-parar e do Irreparável. Apresenta, ainda, um conjunto atualizado e detalhado das proposições-jogo AND, dividido em Jogos de Zona de Interferência, de Zona de Transferência e de Cuidado-Curadoria; uma compilação de textos e artigos que exploram a trajetória desta filosofia habitada de modo cruzado e não-linear e uma reunião de conversas e depoimentos sobre os usos e as aplicações do MO_AND. A Caixa-Livro AND foi escrita por Fernanda Eugenio e concebida com a colaboração de Ana Dinger, Luiza Leite, Tatiana Pudlubny e Cecília Costa, no âmbito da parceria entre o AND Lab e a editora de publicações de artista Fada Inflada, que habita o circuito editorial independente do Rio de Janeiro, com o apoio da República Portuguesa - Cultura / Direção Geral das Artes. A CAIXA LIVRO ESTÁ DISPONÍVEL NA BANCA DE ARTEFATOS DO AND QUANDO-ONDE? Opções disponíveis e histórico deste Programa no Calendário de Eventos & Agendamentos VER A PROGRAMAÇÃO DO CALENDÁRIO Close VISITAR A NOSSA 'BANCA DE ARTEFATOS' Go Eventos atuais e/ou anteriores relacionados no Calendário [se houver atividades atuais, elas aparecerão primeiro; rolar a lista para ver o histórico de atividades realizadas] páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum ANTERIOR PRÓXIMA
- Historial-e-Trajetoria
Sobre o AND Lab e o Modo Operativo AND | AND Lab Next QU Ê? (O AND Lab) Historial & Trajetória Historial O AND Lab, fundado em 2011 em Lisboa e constituído como associação cultural sem fins lucrativos em 2015, é uma estrutura artesanal de investigação artística, que tem vindo a desenvolver uma abordagem única, experimental e expandida à criação artística, praticando-a enquanto ação micropolítica duracional, transversal e interdisciplinar, conjugando modos de fazer e interfaces com origem em diferentes campo artísticos (performance, dança, teatro, artes visuais, práticas site-specific etc) e em áreas tais como a antropologia, a educação e as pedagogias radicais, a psicologia clínica de território, a arquitetura e a agricultura sustentáveis, o ativismo e a mediação comunitária etc. Esta abordagem foi-se constituindo numa marca singular, ao longo de anos em que o AND Lab vem sustentando uma programação consistente e regular, sempre assente na permeabilidade entre pesquisa, transmissão e criação, assim como na construção de dispositivos performativos relacionais imersivo-participativos que, ao mesmo tempo, proporcionam a habitação do encontro e permitem tomar a convivência enquanto lugar de pesquisa e co-criação coletiva. A programação do AND Lab assenta na transmissão-partilha das ferramentas do Modo Operativo AND (metodologia de composição colaborativa e cuidado-curadoria criada por Fernanda Eugenio) em conversa com práticas afins e com a proposição de diferentes questões motoras a cada ano. Atualmente, o AND Lab habita já há dois anos a cooperativa Penhasco, depois de um período itinerante, no qual foi acolhido por várias estruturas da cidade, estabeleceu uma rede em outros países da Europa e América do Sul e firmou um programa regular em Lisboa - cujo carro-chefe, o programa continuado e expandido de formação artístico-política Escola do Reparar, ancora-se num anterior programa de escolas e laboratórios de verão que contou com 5 edições em Lisboa e 8 edições brasileiras, realizadas nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. A Escola do Reparar toma corpo em 2020 com uma edição piloto e torna-se programa regular em 2021 juntamente com a comemoração dos dez anos de existência da plataforma AND Lab em Lisboa, a partir de um sólido trabalho de investigação artística das políticas da convivência, que vem acumulando experiência e tecendo redes há quase duas décadas, entre Portugal e Brasil. Instalando-se como plataforma perene e transversal, no campo vivo de lutas político-afetivas que temos habitado, o AND Lab assenta-se no "entre", enquanto instância de experimentação e re-imaginação do que queremos e podemos enquanto comunidades. Trajetória O AND Lab e o Modo Operativo AND, tal como hoje se estruturam, emergiram como consequência da extensa trajetória de investigação-inquietação de Fernanda Eugenio desde os anos 2000, marcada por colaborações intensivas, deslocações e desvios, entre a pesquisa acadêmica estrita e uma investigação singular e cada vez mais indisciplinada dos usos artísticos e políticos da etnografia como ferramenta circunscritiva-performativa. Esta pesquisa, sendo processual, sintetizou-se de diferentes modos e com diversas nomenclaturas ao longo desses anos – Sistema É-Ou-E, Modo de Vida E, Etnografia Recíproca, Etnografia como Performance Situada, Reprograma, Reparagem, Pensacção – até adotar a atual nomenclatura Modo Operativo AND, firmada durante uma fase de colaboração com o coreógrafo português João Fiadeiro. A primeira formulação do Modo Operativo AND surgiu em 2002 , com o pano de fundo da antropologia, no âmbito da pesquisa de doutoramento de Fernanda Eugenio, realizada, entre 2002 e 2006, no Museu Nacional, Rio de Janeiro, Brasil. Seguiu-se uma aproximação ao campo das artes performativas e uma transversalização crescente do AND enquanto conjunto de ferramentas, que levou à emergência de uma vasta rede de pessoas colaboradoras e interlocutoras das mais diversas áreas: sem prejuízo da relação com as práticas artísticas (performativas, cênicas e visuais) e com os estudos de performance, foram ganhando especial relevo os cruzamentos com as práticas de cuidado e mediação na psicologia (em particular na clínica transdisciplinar e de território), na pedagogia, no serviço social, no serviço educativo de museus e centros culturais, mas também no ativismo, na arquitetura e no urbanismo tático. Surgiram ainda prolíficas conversas e aplicações do Modo Operativo AND em áreas tão diversas quanto a informática, a agricultura e a alimentação ou as neurociências. A colaboração de longa duração entre Fernanda Eugenio e João Fiadeiro, iniciada em 2009 , sob a forma de iniciativas pontuais entre Brasil e Portugal, foi formalizada num projeto produzido pela estrutura Real e apoiado pela Direção Geral das Artes, entre 2011 e 2014. Assim, num primeiro momento, entre 2011 e 2012 , o AND Lab foi, sobretudo, um projeto de investigação: simultaneamente projeto de pós-doutoramento em Antropologia de Fernanda Eugenio no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e iniciativa em colaboração com a estrutura Real. Nessa altura, João Fiadeiro tinha suspendido o seu trabalho autoral, acolhendo este “laboratório de etnografia recíproca”, no qual a ética AND proposta por Fernanda Eugenio viria a ser colocada, sistematicamente, em conversa com o método da Composição em Tempo Real (CTR), desenvolvido pelo coreógrafo desde os anos 90. Datam deste período as conferências-performance Secalharidade (2012) e O Jogo das Perguntas (2013) , que procuraram sintetizar a filosofia habitada do Modo Operativo AND. Foram anos de experimentação intensiva, durante os quais Fernanda e João chegaram a pensar que as suas ferramentas – o Modo Operativo AND e a Composição em Tempo Real (CTR) – formariam um só conjunto de práticas. Em Março de 2013 , ainda neste enquadramento, fundaram o AND Lab como centro de investigação, num movimento que o fazia passar de projeto a lugar. A primeira sede do AND Lab foi no Atelier Real, em Lisboa – sede também da Companhia Real, de João Fiadeiro. Durante o ano de 2013 e, principalmente, em 2014, o uso intensivo e as interlocuções que se foram juntando à volta das duas práticas ajudaram a clarificar importantes diferenças de modulação, enfoque e aplicação entre ambas. O MO_AND foi confirmando a sua inclinação enquanto ferramenta de cuidado-curadoria de uso transversal e pronunciadamente político, enquanto a CTR foi reencontrando o seu lugar e importância como ferramenta de composição coreográfica e metodologia de criação. Preservando-se o reconhecimento da riqueza que o período de convivência trouxe a cada pesquisa, as duas práticas seguiram caminhos próprios a partir de 2014 . Ainda hoje são partilhados alguns procedimentos, entre os quais o jogo básico de tabuleiro, embora MO_AND e CTR lhes dêem, cada qual, um uso distinto. Também parte do vocabulário atual praticado por João Fiadeiro na CTR segue alimentado pela filosofia AND. O Modo Operativo AND consolidou-se enquanto ética e modo de vida comprometido com uma aplicação no plano das micropolíticas de reciprocidade que sustentam a vida (em) comum, englobando um conjunto de ferramentas de uso coletivo aberto a qualquer tipo de corpo, matéria ou inquietação. Tornou-se em metodologia de base para um projeto transversal e continuado de formação artístico-política, no cruzamento entre as artes, o pensamento crítico, as práticas político-afetivas encarnadas e as pedagogias radicais. A partir de 2015, a plataforma AND Lab, firmando-se no entrelaçamento entre fazeres artísticos, processos participativos, política e espiritualidade, seguiu, sob a direção de Fernanda Eugenio , habitando e aprofundado práticas de cura(doria), justeza social e (re)ativação da inseparabilidade enquanto experiência sensível de relação com a terra-soma. Mantendo-se em Lisboa, o AND Lab tornou-se itinerante e foi acolhido por diferentes estruturas da cidade, do Estúdio Vanda Melo ao Fórum Dança, passando por uma temporada de colaboração com o coletivo Baldio Estudos de Performance. Entre meados de 2015 e meados de 2016 , tomou, finalmente, a forma de uma associação cultural, no plano da qual Fernanda Eugenio passou a contar com o apoio afetuoso e atento de Ana Dinger, nos cuidados estruturais e no dia-a-dia da pesquisa, até 2019 . Entre 2015 e 2019 , emergiram os programas anuais e regulares das Escolas e Laboratórios de Verão AND, que, sob a direção e curadoria de Fernanda Eugenio, em conversas locais com diferentes interlocutores, se estabeleceram no eixo Portugal-Brasil, com edições temáticas anuais em Lisboa, Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo. A força de intervenção somático-política desses encontros - e a sua capacidade de fazer campo energético , instalando-se enquanto zonas espácio-temporais de agregação, interconexão e transmutação - traduziu-se na afluência e aglutinação crescente de pessoas a se deslocarem para as imersões, em cada vez maior número e de propósito. Este movimento, aos poucos, foi sinalizando a necessidade de se construírem condições para que essa paisagem pulsante pudesse se firmar num formato continuado, extensivo e duracional. Assim, tendo como ancestrais diretos esses encontros intensivos anuais, emerge em 2020 o atual programa expandido da Escola do Reparar. Ao longo desse período intensivo de cinco anos em que duraram as escolas e labs, o AND Lab realizou a maior parte das suas atividades nas dependências do equipamento municipal Polo Cultural das Gaivotas, até mudar-se, em dezembro de 2019 , para a cooperativa artística Penhasco, onde firmou seu pequeno atelier lisboeta. Em paralelo, foram abertos cinco núcleos locais do AND Lab no Brasil - em Curitiba (desde Novembro de 2017, cuidado por Francisco Gaspar Neto e Milene Duenha), no Rio de Janeiro (desde Janeiro de 2018, cuidado por Guto Macedo, Iacã Macerata e Mariana Pimentel), em São Paulo (desde Agosto de 2018, cuidado por Naiá Delion e Pat Bergantin), em Brasília (desde abril de 2019, cuidado por Alina Duchrow, Guilherme Mayer, Luana Castro, Jaqueline Silva e Rosa Schramm) e em Palmas (que se inicia enquanto desejo em novembro de 2019 e se firma em março de 2022, cuidado por Thaise Nardim) e dois núcleos local na Europa - um na Espanha, em Madrid (desde Junho de 2018, cuidado por Samuel Sardinha) - e outro na Alemanha, em Berlim (desde maio de 2022, cuidado por Manoela Rangel). A rede de interlocutores do AND Lab e do Modo Operativo AND, já antes transversal, concretizou-se, nos últimos anos, em projetos e iniciativas cada vez mais variados, num percurso de espalhamento também geográfico – entre Brasil, Chile, Argentina, Peru, Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia, Alemanha, Áustria, República Checa, Reino Unido, EUA, Canadá, Nova Zelândia, Vietnã e Filipinas. Firmaram-se, também neste tempo, projetos colaborativos sensíveis e de visceral importância para o MO_AND, tais como: a retomada a partir de 2014 da colaboração em práticas site-specific entre Fernanda Eugenio e Gustavo Ciríaco (2009-atual); a interlocução de Fernanda Eugenio com Soraya Jorge e o Movimento Autêntico, tendo também a companhia de trocas de Guto Macedo e Naiá Delion, numa pesquisa continuada de procedimentos para a escuta sensível e a (co)responsabilização, a partir de uma aproximação entre o Reparar e o Testemunhar (2015-atual); a temporada colaborativa entre Fernanda Eugenio e Francisco Gaspar Neto à volta dos AND How (2015) a emergência do projeto dos Metálogos entre Fernanda Eugenio e Ana Dinger, que se tornou numa série e teve seis edições (2015-2019); a entrada em conversa direta com a clínica e a psicologia transdisciplinar, tendo como interlocutores mais frequentes, numa relação direta com Fernanda Eugenio, Iacã Macerata e Ruan Rocha, além de contribuições de Eduardo Passos, Catarina Resende, Mariana Borges, Letícia Barbosa e Christian Sade, no Brasil, e Mariana Ferreira, em Portugal (2017-atual); as pesquisas iniciais à volta do que se tornaria o procedimento ANDbodiment, com Fernanda Eugenio, Milene Duenha e Flora Mariah, e tendo como corpas convidadas Joana Maia e Ruan Rocha (2017-2018) o encontro do MO_AND com a Ternura Radical, nas Práticas de Des-Imunização e nas Práticas de Dis-solução criadas entre Fernanda Eugenio e Dani d'Emilia (2018-2020) e, mais recentemente, nas nascentes Re-fusing Practices , quando então se soma, às duas, a colaboração de Sarah Amsler, abrindo-se um plano de relação mais direto com o universo do coletivo Gestos Rumo a Futuros Decoloniais (2021). a emergência de um desdobramento dos jogos de corpo-território (ANDbodiment e Comparência) do MO_AND, a partir do foco nas manifestações etéricas e na movência de forças que começam a se tornar frequentes neste plano, levando a uma pesquisa da en/ex-corporação que ativa uma espiritualidade política e uma política espiritualizada, num projeto colaborativo entre Fernanda Eugenio, Pat Bergantin e Manoela Rangel, as Práticas de Re-mediação (2020-atual) A partir de 2020 , começa a tomar corpo, ainda, uma importante reorientação no projeto do AND Lab, rumo a uma relação de proximidade e coabitação mais direta com a terra. Esta inclinação, que foi sendo gestada como desejo ao longo dos anos, assente no modo comunitário de vida que emergiu à volta do MO_AND, confirmou-se como ainda mais premente e justa com o surgimento da pandemia de covid-19, levando a diferentes experimentações junto a estruturas de acolhimento no campo, tanto no Brasil como em Portugal, com a realização de algumas residências, chamadas experimentalmente de LAND, na Bahia e no Algarve, até a emergência da parceria com a Trust Collective, no Barril de Alva, região de Coimbra, através da qual a Escola do Reparar faz um primeiro movimento mais consistente de transferir as suas ações para o campo. A situação pandêmica também corrobora, entre 2020 e 2021 , para uma reconfiguração nos modos de relação entre as pessoas colaboradoras no AND Lab Lisboa e nos diferentes núcleos AND espalhados pelo Brasil. Com a passagem do plano relacional, predominantemente, para a interface online, as ações que antes eram organizadas fragmentadamente, em diferentes cidades, entre Fernanda Eugenio e cada grupo local, concentram-se num só plano, levando à integração de todes num só grande grupo, a fazer campo de amparo e cuidado para o projeto a partir de diferentes localizações geográficas, organizando e propondo juntes ações que passam a integrar a Escola do Reparar. Emerge, assim, um coletivo transoceânico enquanto corpo sustentado da plataforma AND Lab: o AND Collective , formado por Fernanda Eugenio, Flora Mariah, Guto Macedo, Iacã Macerata, Manoela Rangel, Mariana Pimentel, Milene Duenha, Naiá Delion, Pat Bergantin e Ruan Rocha. VER OS PROGRAMAS & ATIVIDADES DO AND Go VER OS PROGRAMAS & PRÁTICAS COLABORATIVAS Close
- Series-Proposicoes-Performativas
Programas de Artefatos | AND Lab Next COMO? (Artefatos ) ANTERIOR PRÓXIMA páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum Séries de Proposições Performativas Fernanda Eugenio, Coletivo AND & múltiplas colaborações Desde 2006 (anterior à emergência do AND Lab) Das mais recentes às mais antigas, role para baixo para ver as Séries de Proposições Performativas desenvolvidas até o momento pelo AND Lab. Série Dez posições ante o Irreparável Cinco performers, dez ações performativas e a proposição de atravessarmos juntes o momento mundialmente crítico de incerteza e suspensão instaurado pela pandemia de covid-19, ativando o sentipensar dos modos de viver juntes propostos pela ética de reparagem e reparação do MO_AND. "Dez posições ante o Irreparável" é uma série online de performances-para-a-câmera, que conjuga as linguagens da performance ao vivo e do vídeo, concebida por Fernanda Eugenio em colaboração com es integrantes do Coletivo AND Pat Bergantin, Mariana Pimentel, Milene Duenha e Guto Macedo, a partir das palavras que compõem as Dez Posições ante o Irreparável, de Fernanda Eugenio. (An)coragem, co(m)passionamento, consistência, comparência, firmeza,franqueza, suficiência, justeza, des-ilusão, des-cisão são as ferramentas-conceito traduzidas em gesto, articulando o dizer e o mover, num encontro entre corpos de pessoas, de palavras e de laranjas. O programa performativo que orienta a série consiste na enunciação do conceito de cada palavra acompanhada de uma ação que a encarna, no encontro-confronto entre as peles humanas e as da fruta. Enquanto cada 'verbete' revive numa leitura em alta voz, por Fernanda Eugenio, o seu corpo-fala se desmembra e remembra, através de composições efêmeras que emergem a partir da montagem, no vídeo, com partes de outros corpos em ação: corpos-gestos que materializam em ato as operações (po)ético-políticas postas em jogo pelos conceitos. Assim, a tela/ecrã se faz plano comum, no qual a força que cada palavra-posição porta não cessa de circular - e de se "descomportar" - numa corporificação multiplicada e movente. Criados numa colaboração à distância, durante a primeira onda da pandemia de covid-19, com cada integrante do grupo a trabalhar a partir da sua casa, os vídeos ativam recursos simples e que já estavam à mão na situação de isolamento: câmeras de telefone e elementos presentes no ambiente doméstico. Dentre eles, como forma de plasmar um plano comum, o grupo acabou por eleger laranjas enquanto materialidade agregadora partilhável - por estarem disponíveis em todas as cozinhas e carregarem, enquanto corpo vivo com carne-recheio e casca-couraça, operações sensíveis caras à pesquisa manuseada e sentida do Irreparável. Os episódios da série de videoperformances dedicam-se, cada um, à leitura encarnada de uma das dez palavras-posições, e tanto podem ser assistidos autonomamente quanto formam, no seu conjunto, um percurso-jogo que vai da primeira à décima palavra, numa jornada de constituição de corpo para "reparar (n)o Irreparável". A série foi contemplada pelo prêmio Arte como Respiro 2020 , do Itaú Cultural e estreou em julho do mesmo ano, no âmbito dos Estudos Indóceis da edição piloto da Escola do Reparar , abrindo um espaço coletivo de desdobramento da experiência e de reflexão crítica à volta da (ir)reparabilidade do mundo tal como o conhecemos - uma problemática que tem norteado o trabalho do MO_AND, e que se agudiza no contexto pandêmico. Ações PsicosSOMAgicas Consiste num conjunto de programas performativos para operar no sensível através de uma formulação mágico-ritual que ativa operações de dis-solução: (des)integração, trans-formação, (trans)bordamento, com-temporaneidade e (re)pouso. Procurando abordar o Soma enquanto agregado aquém-além do corpo físico, envolvendo dimensões mais-que-humanas trans e infra-pessoais - individuais e ancestrais, sociais e culturais, históricas e cosmológicas - as Ações propõem vivências duracionais e intensivas, quase-jornadas, que miram a matéria íntima-pessoal (sob a forma do desconforto e da inquietação e/ou de emoções desafiadoras como o medo, a raiva, a vergonha e a culpa) para atravessá-la e transmutá-la num plano simbólico-performativo. As Ações, criadas por Fernanda Eugenio e Dani d'Emilia no âmbito da sua pesquisa colaborativa Práticas de Dis-solução , emergiram ao longo da edição 2020 do programa stANDing da Escola do Reparar , com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, quando as Práticas de Dis-solução entraram em conversa com as Dez Posições ante o Irreparável, de Fernanda Eugenio, que funcionaram como tema para as atividades daquele ano. Esta série foi sintetizada em cinco vídeos inéditos , com edição de Pedro Henrique Risse, cada um deles dedicado à colisão entre duas das palavras-posições/ferramentas-conceito de Fernanda Eugenio: (an)coragem & co(m)passionamento, consistência & comparência, firmeza & franqueza, suficiência & justeza, des-ilusão & des-cisão. Série Metálogos Nesta série, iniciada em 2015, Fernanda Eugenio e Ana Dinger colecionam conversas-performance situadas, experimentando com o público diferentes gradações da participação. Como uma conversa usual, os metálogos são irrepetíveis e ingovernáveis. Comportam o risco do encontro porque os seus percursos, meios e tons emergem no próprio fazer. Diferentemente de uma conversa usual, os metálogos recuperam uma operação avançada por Gregory Bateson: o compromisso de tentar que o modo de conversar materialize aquilo que está a ser conversado. No metálogo, procura fazer-se com conceitos ou, se possível, fazer os próprios conceitos, performando modos intensivos de pensar em relação. O esforço é o de presentação e não de representação, no sentido de superar, através do uso, tensões como estrutura/matéria e forma/conteúdo. A questão-problema, a ser manuseada, a cada edição, tem sido extraída do tema oferecido por um evento anfitrião. São sobretudo as condições do encontro que se preparam e esse trabalho preparatório (já, muitas vezes, também, metalógico) consiste no mapeamento das vizinhanças do problema e na proposição de ferramentas, materiais, formatos ou interfaces. O metálogo habita diferentes territórios, a cada vez resultando num objeto singular. O programa recorre sem remontar, outro modo de dizer que se repete o procedimento, diferindo a sua materialização. Constroem-se objetos tão distintos como uma batalha de slides, um artigo escrito ao vivo, uma palestra sem fala, um jogo de baralho ou um mecanismo-convite à realização de um conjunto de tarefas numa praça. Ensaiando um modo operativo perspectivista, o metálogo percorre a paisagem do problema através de uma tática da dádiva: o problema ganha corpo através do receber e retribuir de cada tomada de posição recíproca. Insiste-se no metálogo até que a questão inaugural se reformule, por desdobramento, numa outra ou mais questões. Os metálogos são criados, a princípio, segundo uma lógica usualmente atribuída ao happening : para serem apresentados uma única vez, na/para a situação que os dispara e acolhe originariamente. A materialidade emergente de alguns dos metálogos tem, entretanto, levado a que se explore a possibilidade do re-enactment e/ou da autonomização do artefato resultante de uma edição, quando esta revela um desdobramento em potencial e pede por uma continuação da direção encontrada. Edições já realizadas Metálogo #1 - os modos da situação ( Performance, Art and Politics , Atenas, Setembro de 2015); Metálogo #2 - o artista etnográfo & o etnográfo artista ( Mind the Gap , Universidade Católica, Lisboa, Novembro de 2015); Metálogo #3 - os modos da superfície ( À procura da superfície, ESE, Porto, Abril de 2016); Metálogo #4 - histórias & geografias da performance ( Performance Art em Portugal , CCB Museu Berardo, Lisboa, Julho de 2016) Metálogo #5 - os modos do público ( Festival Amostra Urbana, Curitiba, Novembro de 2017) Metálogo #6 - o irreparável, entre o passado e o futuro ( Exposições-Ocupação AND ; Mira Artes Performativas, Porto, e Rua das Gaivotas 6, Lisboa, Dezembro de 2019) Metálogo #7 - a cicatriz ( Dez anos em Posição-Com , Penhasco, Lisboa, Outubro de 2021) Série AND How Iniciada em 2015 por Fernanda Eugenio e Francisco Gaspar Neto, é uma proposição-situação participativa que, através da instalação de uma ambiência temporária de convívio entre pessoas desconhecidas (o público), convida a uma investigação coletiva à volta de como operam as diferentes dimensões da vida, sintetizadas, a cada edição, numa só palavra-questão. A cada vez, a proposta acontece num entre-2 (Fernanda Eugenio ou Francisco Gaspar convidam ou são convidades por alguém) e é ativada enquanto plano de encontro através da extensão do convite a um entre-muites – pessoas que partilhem da mesma inquietação e queiram juntar-se e contribuir com matérias e perguntas. Cada edição do AND How é instalada numa ambiência diferente, partindo de uma coleção de materiais iniciais (sob a curadoria das pessoas proponentes de cada edição) que conformam um território-pergunta. É a habitação coletiva temporária deste território-pergunta que descobrirá-inventará os modos de voltar a arrumar estas matérias, encontrando o próximo rumo. Edições já realizadas: AND HOW #1 os modos da conversa , situada num jantar entre desconhecides | com Fernanda Eugenio e o artista e colaborador do AND Lab Francisco Gaspar Neto (Lisboa, 2015) AND HOW #2 os modos da solidão , situada num final de semana de auto-etnografia da intimidade, mediado por um conjunto de tarefas e gravações em áudio | com Fernanda Eugenio e o artista e colaborador do AND Lab Francisco Gaspar Neto (Lisboa, 2015) AND HOW #3 os modos da pausa , situada na vivência de uma cerimônia do chá japonesa | com Fernanda Eugenio e a artista nipo-brasileira Erika Kobayashi (Lisboa, 2015) AND HOW #4 os modos da palavra , situada no uso e experimentação com o conjunto das ferramentas-conceito AND e de jogos poéticos | com Fernanda Eugenio e a poeta Gab Marcondes (Lisboa, 2015) AND HOW #5 os modos da sintonia , situada no uso e experimentação dos procedimentos da artista visual Lygia Clark | com Fernanda Eugenio e a psicóloga Catarina Resende (Lisboa, 2016) AND HOW #6 os modos da frequência , com Francisco Gaspar Neto e a artista e colaboradora do AND Lab Milene Duenha, situada na relação com os diferentes tipos de pessoas frequentadoras de uma casa-ocupação (Curitiba, 2018) Série SECALHARIDADE Secalharidade foi, originalmente, uma conferência-performance criada em colaboração por Fernanda Eugenio e João Fiadeiro, com produção da RE.AL e co-produção da Culturgest e do Festival Alkantara, estreada em 2012. A matéria central gerada da peça era uma faixa-manifesto de 2 metros de cumprimento, escrita ao vivo por Fernanda enquanto João fazia girar lentamente o papel em torno de um poste pertencente à arquitetura do Pequeno Auditório da Culturgest. O poste, geralmente evitado ou camuflado nas obras lá montadas, neste caso foi tornado num elemento-chave, em torno do qual a proposição emergiu. Nos dois anos subsequentes, a faixa-manifesto se autonomizou do seu contexto inicial e tornou-se, primeiramente, numa serigrafia de edição limitada criada pela editora Ghost (2013) e, a seguir, em ações site-specific nas quais a faixa foi levada à rua, em duas ocasiões bastante distintas. A primeira delas foi a manifestação "Que se lixe a Troika, queremos as nossas vidas" (Lisboa, 2013), a maior manifestação contra as medidas de austeridade da Troika então vigentes em Portugal. A segunda deu-se durante o Serralves em Festa (Porto, 2014), evento de grande porte no qual as portas do museu ficam abertas por 48 horas e recebe a maior afluência de público do ano. No primeiro caso, a faixa camuflou-se em meio a outras faixas com escritos reivindicativos, ao mesmo tempo adequando-se ao contexto e destoando dele, pelo tom ligeiramente deslocado, filosófico-poético, dos dizeres. No segundo caso, ela inseriu-se de propósito como objeto estranho, deslocado, em meio a uma situação em que se esperavam ver obras de arte, expectativa que a faixa ao mesmo tempo confirmava e da qual destoava, com a sua materialidade precária e 'mal acabada'. Após muitos anos guardado, o objeto voltou a Serralves em 2021, no âmbito da exposição "Para uma timeline a haver - história da dança em Portugal', de Ana Bigotte Vieira e João dos Santos Martins. Texto original da folha de sala da peça Secalharidade, apresentada em junho de 2012 no pequeno auditório da Culturgest: Estamos aqui para tomar uma posição e para partilhá-la em com-posição, em “modo encontro”. É da matéria explicitada e re-situada deste comparecer recíproco que ambicionamos extrair uma via para resistir. Para re-existir. Uma via pela qual contornar o estado de refém em que a lógica da representação nos encerra. Uma maneira de traí-la, apenas o suficiente para devolver o encontro ao plano do uso. Não para negá-la, nem para afirmá-la – já que as máquinas do Não e do Sim só iriam reforçá-la, mas para fazer com ela. Para retroceder ao invés de avançar, estancando a cinética moderna do saber, proliferada e agravada, hoje mais do que nunca, no vício colecionista do “isso é isto” e no loop pós-moderno do “isso é isto ou isto, ou ainda isto...” Entretenimento que nos imuniza num desperdício ad nauseum de respostas que, entretanto, se esquece de questionar a pergunta. Condição mínima: não faltar ao acontecimento e, sobretudo, chegar atempadamente. Desarmados de respostas prévias, disponíveis para flagrar no Óbvio a emergência de uma outra pergunta. Desativar a expectativa e todos os seus duplos – desejos de controle e manipulação – que, por norma, nos fazem chegar adiantados ao “saber” e atrasados ao “que sabe” o encontro. Ativar, no seu lugar, um estado de secalharidade, uma espera distraída de todos os parti pris, que se adensa à medida que nos empenhamos numa estimativa recíproca, numa abertura ao “acidente” do Outro. Ativar ainda, uma responsabilidade filigranar, ética do manuseamento atento, em vez da apatia, da não-comparência, de um fugir generalizado, da desistência desiludida. Estamos aqui, pois, a propor um entre-tenimento. Um “ter com”, um sustentar recíproco do não saber. Um “deixar-se estar” o tempo suficiente para que o próprio intervalo se efetue em “e”, em relação, em alteração mútua e em alargamento de mundo. Um entre-ter que cresce e se propaga como meio. Não como meio-termo, mas como meio-ambiente. A conferência-demonstração O Jogo das Perguntas Criada também neste período, em 2013, para funcionar como um instrumento de mediação, permitindo apresentar ao público o Modo Operativo AND em um formato expositivo. Fazendo uso combinado de elementos orais, performativos, audiovisuais e gráficos, a situação de partilha instaurada permitia tocar nas principais ferramentas e questões do projeto AND Lab em pouco menos de uma hora. Dentro da conferência, uma versão-maquete do poste presente na peça Secalharidade, bem como o re-enactment da escrita da faixa-manifesto, serviam de agregadores, em torno dos quais se estruturava a apresentação. A conferência-demonstração O Jogo das Perguntas foi apresentada diversas vezes ao longo do ano de 2013, em Portugal (Atelier RE.AL, Lisboa; Centro Cultural de Cascais, Cascais; Museu de Serralves, Porto), no Brasil (Festival Múltipla Dança, Florianópolis) e na Argentina (IUNA, Buenos Aires). Trecho da sinopse original: O jogo das perguntas começa quando somos apanhades pelo imprevisível. Começa, então, nem pelo início nem pelo fim, mas pelo meio: aquele lugar-situação em que o acidente irrompe e nos interrompe, dando-nos a oportunidade de encontrar um outro jogo, no qual as regras possam emergir do próprio jogar. A ativação deste outro modo operativo acontece na passagem do “saber o porquê” ao “saborear o quê”, permitindo que seja o próprio acontecimento a nos dizer a que sabe. Neste jogo, já não é a situação em redor que ocupa o lugar daquilo que se espera, mas nós própries é que entramos em “modo espera”. O primeiro e talvez o único gesto é mesmo este: parar. Ou, melhor dizendo, “re-parar”: voltar a parar para reparar.Logo que “re-paramos”, o meio ganha relevo: somos o que temos e o que nos têm, nesta implicação recíproca que nos torna, junto com o acidente, simultaneamente espaço, tempo, matéria e relação. Se pudermos sustentar este justo meio, se pudermos aguentar não saber, será a sustentabilidade do próprio encontro que terá então espaço para se (des)dobrar em convivência e plano comum. Série Palavras-Palestra Seria possível entrar em relação-traição com a linguagem, ao mesmo tempo fazendo com ela e fora dela, e fazendo desta operação um meio para desviar a sua vocação para a ordem ou o endosso? Seria possível fazer a palavra e palavrar o fazer, circunscrevendo sem nunca chegar a escrever? Nesta série Fernanda Eugenio explora, desde 2006, diferentes procedimentos de intervenção direta na materialidade das palavras – ou de re-materialização poética e escultórica da palavra – enquanto modos para a invenção conceitual e para a pesquisa da consistência entre o pensar e o fazer, o dizer e o praticar. Este trabalho de (pa)lavragem – lavrar da palavra – deseja-se incansável e talvez se relacione com o inconformismo de um qualquer cansaço que, às vezes, as palavras experimentam. Relaciona-se, certamente, com aceitar que é preciso fazer com o que se tem – mesmo que o que se tem sejam só palavras cansadas. Relaciona-se, também, com o alargamento do que pode ser a tradução, reivindicando um território de pesquisa para a tradução intra-língua, para além daquele entre-línguas que já lhe está assegurado. Ao longo de mais de dez anos, foram trabalhadas incontáveis palavras, que resultaram em objetos performativos apoiados nas mais diversas interfaces: poesia, carimbo e estêncil urbano; vídeo e fotografia; desenho; escultura com materiais improváveis como gelo, massa caseira, objetos de uso quotidiano, etc. Algumas das palavras exploradas foram: quase, erro, atenção, demora, coragem, distância, não, assim, logo, fora. Da Série Palavras-Palestra emergiram todos os jogos de palavras (por relações de tensão, por triangulação ou por transformação e neologismo) que compõem, atualmente, as ferramentas-conceito do Modo Operativo AND. Série Re-Programas Esta série reúne um conjunto de proposições sensíveis ao lugar, sob a forma de performances invisíveis e/ou duracionais, deambulações-coleções imagéticas e jogos-performance participativos, criações de Fernanda Eugenio, a partir dos procedimentos desenvolvidos na sua pesquisa de longa duração Etnografia como Performance Situada. Estes trabalhos, apesar da diversidade, têm em comum o afecto pela textura viva e mutante do agregado corpo-cidade-paisagem, um uso recorrente do relato (escrita e imagem fotográfica) como modo de arquivar a experiência e, sobretudo, o recurso a um mesmo protocolo de criação, composto pelos dispositivos da Reparagem e do Re-programa. Reúne-os um modo de criar cuja execução produz, ao mesmo tempo que dá a ver (com graus de visibilidade variados), uma obra-operação que, uma vez programada – ou seja, organizada como território para que algo se passe ou não se passe – permite trabalhar recursivamente com suas próprias consequências, numa série potencialmente ilimitada. A partir da instalação de uma zona comum de atenção num território da cidade, trabalha-se com diferentes cortes fractais de matéria urbana, seguindo o percurso: deambulação e paragem > descrição e maximização > circunscrição e menorização > proposição do programa > execução e recolha de consequências > re-proposicão do programa. Trata-se de um procedimento que desloca a sensibilidade e o fazer etnográficos para um plano de uso comum e coletivo, abordando-os como instrumentos para o jogo de com-posição relacional em escala cotidiana e para a performance ao vivo do encontro. QUANDO-ONDE? Opções disponíveis e histórico deste Programa no Calendário de Eventos & Agendamentos VER A PROGRAMAÇÃO DO CALENDÁRIO Close VISITAR A NOSSA 'BANCA DE ARTEFATOS' Go Eventos atuais e/ou anteriores relacionados no Calendário [se houver atividades atuais, elas aparecerão primeiro; rolar a lista para ver o histórico de atividades realizadas] páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum ANTERIOR PRÓXIMA
- Performances-Situadas
Programas de Artefatos | AND Lab Next COMO? (Artefatos ) ANTERIOR PRÓXIMA páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum Performances Situadas Foto: Alípio Padilha Fernanda Eugenio & Gustavo Ciríaco Desde 2005 (anterior à emergência do AND Lab) Obras site-specific geradas a partir da colaboração entre o Modo Operativo AND e as Performances Situadas. Cidades de Vapor Fernanda Eugenio e Gustavo Ciríaco propõem transportar operações sensíveis de uma cidade para outra, construindo, através do convite a navegar numa ambiência sensorial recriada, um espaço-tempo cruzado e imaginário, pelo qual vapores urbanos se podem propagar - e uma viagem poético-experiencial se descortina como experiência compartilhada no aqui-agora. Seguindo os vapores da cidade numa jornada, entre o vôo e o mergulho, pelo plano das sensações, Cidades de Vapor propõe uma infiltração instalativa no fluxo cotidiano, “beliscando” os sentidos amortecidos do habitar urbano e chamando a atenção para uma necessária revalorização dos tempos intervalares do trajeto e da relação lúdica e imaginativa com os espaços habitados. Disparada a partir do manuseio dos blocos de sensações inefáveis, Cidades de Vapor convida a uma reconexão com as emanações que se desprendem do vivido e que só podem ser experimentadas a partir de uma relação de envolvimento direto. Cruzar vapores de diferentes cidades, para a dupla de artistas, é um modo de colaborar para a reabertura sensível ao ser-estar dos lugares, em tempos de virtualização das relações e de elogio ao consumo fugaz do sítio. O desejo de captar e partilhar vapores vai ao encontro da reativação de uma sensibilidade menos marcada pela hegemonia da visão, que englobe todos os sentidos e convoque o público a um reencantamento pelo que já lá está. O convite a imergir nessa paisagem de vapores pretende criar uma suspensão ao modo zapping do ecrãs, sem negar a sua operacionalidade cambiante e veloz, também presente nas cidades, mas proporcionando uma nova relação entre os sentidos mais diretos da visão e da audição e essa zona menos hegemónica do tato, do olfato e do paladar, misturando-os todos na nossa deriva espacial e subjetiva. Cidades de Vapor é uma obra site-specific nómada, que se dedica, a cada edição, a uma cidade pela qual a dupla passou, e que busca capturar o incapturável, o efémero que constitui o presente de uma cidade, os seus traços mais deléveis, porém característicos: as emanações da sua vida cotidiana. Para cada cidade, um formato diferente é adotado na sua tradução, entre a instalação, a performance e o espetáculo interativo. As proposições sensoriais, por vezes, propõem-se a transportar experiências de cidade em cidade, e, noutras vezes, procuram recriá-las na mesma cidade em que surgiram, porém em outro contexto. Para isso, a dupla combina diferentes ferramentas site-specific na criação de dispositivos imaginários atravessados por múltiplos cruzamos espaço-temporais. A obra busca, em um plano mais amplo, navegar por questões importantes relacionadas à ativação da sensibilidade artística como geradora de reflexão, sabedoria coletiva e empoderamento ativo. Edições já realizadas: Cidades de Vapor #1 - Nova Iorque, em Nova Iorque, 2015 Cidades de Vapor #2 - HCMC/Saigon, em Lisboa, 2019 Cidades de Vapor #3 - Manila e Baatan, em Manila, 2022 City Labs Cidades são tão diversas quanto as camadas que as compõem. Não param de voltar a emergir, de se re-performar ao olhar e de nos envolver com as suas atmosferas imperiosas e inevitáveis, acidentais e náufragas, frágeis e fortes, banais e extraordinárias. São alquimias sempre em processo, que vão produzindo padrões por vezes conflitantes, ainda que osmóticos, de habitação, experiência sensível e (des)agregação social. Além disso, resultantes de muitos sonhos de arquitetura, da mistura espúria entre fantasias utópicas, soluções improvisadas, estruturas de poder e desvios locais contingentes, as cidades são simultaneamente formas concretas e territórios efêmeros. Nelas vivemos e morremos, nos encontramos e nos despedimos, mantendo a ficção diária que une os interstícios do panorama mais amplo dos fenômenos urbanos. City Labs são laboratórios temporários de atenção, mapeamento, criação e performance in situ , instalados em bairros e vizinhanças críticas de diferentes cidades, escolhidos pela ligação pertinente a questões políticas e afetivas locais. Com esta estrutura itinerante, Fernanda Eugenio e Gustavo Ciríaco têm viajado, desde 2009, pelas mais diversas ambiências urbanas, na América do Sul, nos EUA, na Europa e na Ásia, colecionando uma multiplicidade de acoplamentos e arranjos, situados entre as operações urbanas, e pesquisando a variabilidade performativa da forma-cidade. Nesta colaboração duracional, os protocolos da Etnografia como Performance Situada, de Fernanda Eugenio, entram em conversa com os procedimentos de criação contextual, que Gustavo Ciríaco emprega na construção das suas peças imersivas e relacionais, gerando proposições por vezes transportáveis para outros sítios, por vezes irrepetíveis, além de serem partilhados através da oficina conjunta Práticas Site-Specific QUANDO-ONDE? Opções disponíveis e histórico deste Programa no Calendário de Eventos & Agendamentos VER A PROGRAMAÇÃO DO CALENDÁRIO Close VISITAR A NOSSA 'BANCA DE ARTEFATOS' Go Eventos atuais e/ou anteriores relacionados no Calendário [se houver atividades atuais, elas aparecerão primeiro; rolar a lista para ver o histórico de atividades realizadas] páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum ANTERIOR PRÓXIMA
- Escola do Reparar | Artista Residente | AND Lab
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- Léa Briot | Equipa & Colaboradores AND Lab
Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Léa Briot Núcleo França Léa, enquanto viajante assentade (em Grenoble, França), vive com dança e movimento e trabalha atualmente como educadora popular com crianças. Depois de formar-se em Economia Social numa escola pluridisciplinar de Ciências Políticas (Sciences Po Grenoble 2012-2017), continuou estudando e praticando dança e movimento e assim viajando. Fez curso intensivo de dança, praticas somáticas e performance em TIP (Freiburg, Alemanha) e na Tanzfabrik (Berlin, Alemanha) em 2021-2022. Encontrou com o AND-Lab em 2018 em Lisboa, trazida pela presença de Soraya Jorge, com quem descobriu o Movimento Autentico em Recife, Brasil, durante a sua mobilidade académica em 2015. Desde então continuou participando nas atividades do AND-Lab. Com Nirvan Navrin, contribuiu recentemente para a organização e na tradução ao vivo de um curso-retiro do AND-Lab no sul da França (Escola do Reparar 2025, Chaleur Humaine), integrando assim o núcleo francês do AND-Lab. < Anterior Próxima >
- Angela Guerreiro | Equipa & Colaboradores AND Lab
Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Angela Guerreiro Colaboração através do Programa Fazer Comum Angela Guerreiro é afro-descendente, mãe, artista independente, coreógrafa, intérprete, mentora, curadora de festivais e conferências. Nasceu em Lisboa em 1965, viveu na Alemanha de 1994 a 2021 e reside actualmente em Portugal. Formou-se em dança clássica de acordo com o sistema da Royal Academy of Dance (1975-86), estudou na Escola Superior de Dança, em Lisboa (1986-89) e no Center of New Dance Development in Arnhem (1989-91). Tem o mestrado em Terapia da Dança e do Movimento (2015), formação em Moving Cycle, uma psicoterapia centrada no corpo (2015), Terapeuta de Relaxamento (Autogenes Training e Progressive Muscle Relaxation). Uma Dynamic Embodiment Practitioner (DEP), formada pelo programa Somatic Movement Therapy Training (DE-SMTT), em 2019. Iniciou BaBoMiDa - Baby BodyMind Dancing™, um ramo do programa BodyMind Dancing™, o sistema de dança somático desenvolvido por Martha Eddy. É uma Educadora Registada do Movimento Somático (RSME) - ISMETA. Em Portugal, fez carreira como intérprete da Companhia RE.Al de João Fiadeiro de 1991 a 1994. Na Alemanha, inicia a sua carreira como coreógrafa residente no Kampnagel Hamburg de 1995 a 2002, as suas criações fazem um circuito internacional de festivais de dança e teatro. De 2003 a 2005 produziu e dirigiu as suas criações 'Exposure', e 'Memory Play’, dois solos apresentados no espaço independente Hamburger Botschaft. De 2006 a 2008, dirigiu a Associação de Teatro e Dança de Hamburgo (Dachverband Freier Theaterschaffender Hamburg e.V.). Em 2005, inicia, dirige e produz o festival internacional‚ DanceKiosk-Hamburg‘, incluindo na sua programação os criadores portugueses Paulo Castro (2005), Vania Gala (2006), Rogério Nuno Costa (2007), Joana Manaças and Rita Omar (Dance Beyond Borders,2009), Teresa Ranieri (2010), Lander Patrick (2014), Henrique Antão (2015-16), Manuel Guerra (2016), e João Costa Espinho (2016). Produziu a 'Kiosk.Company', o projecto 'DanceKiosk. Goes Island’, a produção internacional 'Tracing Dance from Addis Ababa to Nairobi and Hamburg', o projecto internacional de educação da dança 'dance beyond borders' e o projecto sobre estratégias de sobrevivência do meio artístico da dança 'SURVIVING DANCE - Art - Economy - Politics'. Na revista DANÇA 2011 foi chamada uma das últimas activistas independentes da dança contemporânea . A TANZFONDS ERBE - Uma iniciativa da Fundação Cultural Federal Alemã apoiou o seu projecto 'The Live Legacy Project: Correspondences between German Contemporary Dance and the Judson Dance Theater Movement'. Em 2015, Angela Guerreiro participou no projecto 'The best. The worst. My everything!’. E o filme 'The Live Legacy Project - Film documentation', foi estreado no Tanzkongress Hannover 2016. De 2016-17, paralelamente ao seu trabalho artístico, trabalhou como terapeuta da dança e do movimento com crianças da Ucrânia, na Fundação Renate Szlovak. Em 2016, o festival ‚DanceKiosk-Hamburg_48 Hours Nomads’, foi criado nos espaços exteriores do Deichtorhallen Hamburg. Foi intérprete na produção ‚Faust‘ de Frank Castorf, na Volksbühne Berlin, em 2017. Mesmo ano em que recebeu o convite da DGArtes, para enquadrar a comissão de avaliação de dança de 2017. De 2019-20, trabalhou como coreógrafa e professora independente, em Munique. Lecionou workshops organizados pelo Instituto Pedagógico - Centro de Gestão Comunitária da Educação (Pädagogisches Institut-Zentrum für kommunales Bildungsmanagement) em colaboração com a escola Escola de integração vocacional (Berufsschule zur Berufsintegration). Deu aulas de movimento para crianças no Volkshochschule München. Em 2020, recebe apoio do departamento cultural de Munique para ‚WIR‘, uma documentação cinematográfica com adolescentes internacionais. E é-lhe atribuída uma bolsa de pesquisa para a investigação e criação da instalação 'Me and My White Skeleton’ sobre a presença de corpos negros na Europa. Em 2021, recebe financiamento para o projecto 'Digitizing the Archive from 1994-2016 - Angela Guerreiro Productions (AGP)‘, financiado pelo Comissário do Governo Federal para a Cultura e os Media no programa NEUSTART KULTUR, DIS-TANZEN programa de ajuda da Dachverband Tanz Deutschland (Organização Alemã da dança). Foi co-curadora do Festival Body IQ 2021, em Berlim. Integra a associação UNA - União Negra das Artes. angelaguerreiro.de FAZER COMUM é um programa de habitação do Espaço AND Lab, que tem como principal objetivo contribuir para a dinamização do tecido artístico e cultural de Lisboa, proporcionando espaço para trabalho, diálogo, encontro, pesquisa e partilha de práticas inseridas no âmbito de trabalho AND Lab - Arte, Política, Comunidade. São acolhidas práticas de (auto)cuidado e de expressão-criação extensivas, como aulas/sessões regulares, workshops pontuais e residências artísticas. Há também espaço para propostas de eventos tais como grupos de estudo, lançamentos de livros, conferências e palestras, reuniões e encontros, exposições e apresentações informais, entre outros. < Anterior Próxima >

















