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- Sobre o AND Lab & o Modo Operativo AND
QUÊ? [O AND Lab] Sobre o AND Lab Espaço & Equipa Contacto O AND Lab & O MODO OPERATIVO AND [MO_AND] SOBRE O AND O AND Lab | Centro de Investigação em Arte-Pensamento & Políticas da Convivência é uma plataforma de pesquisa praticada que se dedica ao desdobramento contínuo, à transmissão e partilha e à aplicação do Modo Operativo AND (MO_AND). O MO_AND é uma metodologia para a investigação ético-estética, somático-política e experiencial da relação e da reciprocidade, assente no compromisso radical em 'reparar (n)o Irreparável", criada pela antropóloga e artista Fernanda Eugenio. De aplicabilidade transversal às mais diversas áreas – do manejo quotidiano do viver-juntes à criação colaborativa; das práticas artísticas às práticas de cuidado; do trabalho de (re)mediação ao trabalho de intervenção; dos processos de tomada de des-cisão às iniciativas experimentais de reconexão sensível com a terra; do cartografar-curar do soma e dos afetos individuais às lutas íntimas e coletivas por trans-forma-ação, decolonização e justeza social –, o MO_AND pode sintetizar-se num triplo procedimento: Re-parar, fazer a Reparagem e sustentar a Reparação. O compromisso de praticar os conceitos – tornando-os em ferramentas e devolvendo-os ao uso de uma forma muito direta e no terreno – é o que imprime ao MO_AND o seu caráter ao mesmo tempo singular e amplo. As atividades do AND Lab se desdobram em três diferentes eixos: a investigação-criação, a transmissão-partilha e o acompanhamento-cuidado. A dimensão de investigação-criação abriga as diretrizes AND Território, AND Soma e AND Cuidado, além de acolher diferentes projetos colaborativos e o trabalho de incessante (re)invenção conceitual e de criação de artefatos e interfaces variadas para a (a)presentação do MO_AND (publicações, performances e eventos como exposições, ocupações ou ciclos temáticos). Este plano mobiliza colaboradores e investigadores associades e, sendo também aberto a investigadores visitantes, pesquisadores do MO_AND ou criadores/pesquisadores, provenientes de qualquer área, comprometides com a questão do Comum. As zonas da transmissão-partilha e de acompanhamento-cuidado envolvem as Oficinas Modo Operativo AND, as oficinas Práticas Colaborativas, o Programa de Residências Assistidas, com aplicações abertas em permanência, a oferta regular de sessões e práticas por marcação e, enquanto ação duracional, a Escola do Reparar. O Modo Operativo AND [MO_AND] Next Diretrizes do AND Lab Next Historial & Trajetória Next O Espaço AND Lab Next O conectivo E (AND), que dá nome ao centro de investigação e ao modo operativo com o qual trabalhamos, sintetiza uma abordagem artesanal que não se baseia nem no saber (a lógica do É) nem no achar (a lógica do OU), mas no sabor e no encontrar (a lógica do E). A Escola do Reparar constitui-se enquanto programa continuado de formação artístico-política e cuidado-curadoria, com edições temáticas anuais, que abrange várias atividades regulares de formação abertas à participação de qualquer pessoa, além de oferecer diversas interfaces para a prática contínua e a troca de procedimentos, e de disponibilizar diferentes possibilidades de relação singularizada e coletiva com o MO_AND. Funcionando como lugar comum para a convergência entre as artes, o pensamento crítico, as práticas político-afetivas encarnadas, as pedagogias radicais, os modos de existência-habitação e os modos de criação e (des)aprendizagem, o AND Lab opera no encontro entre as duas inquietações transversais – como viver juntes? e como não ter uma ideia? – que resumem a filosofia habitada do Modo Operativo AND, e que se desdobram em tantas outras indagações moto ras, ante o Irreparável da ferida colonial: como viver sós? como morrer juntes? como matar o sistema em nós, sem morrer? como re-membrar-se, sintonizando com a inseparabilidade ao nível da experiência sensível? Com sede em Lisboa (Portugal) e núcleos locais em Madrid (Espanha), em Berlim (Alemanha) e em Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Palmas (Brasil), o AND Lab oferece uma programação multiforme e geograficamente distribuída – predominantemente entre Europa e América do Sul, habitando sobretudo o eixo Brasil-Portugal. Equipa AND Lab Next Relações & Colaborações Next
- Mariana Pimentel | Equipa & Colaboradores AND Lab
Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Mariana Pimentel Assistência à Direção Artística Coordenação Rede AND Brasil Mariana Pimentel (Fortaleza, 1983) é artista da dança, gestora e produtora cultural, atuante na cidade do Rio de Janeiro. Estudou no Royal Conservatory of Antwerp, Bélgica e é licenciada pela Escola Superior de Dança de Lisboa. É mestre em Cultura Contemporânea e Novas Tecnologias pela Universidade Nova de Lisboa com pesquisa na presença do corpo na dança contemporânea e suas relações de alteridade. Seus trabalhos autorais tratam do tensionamento político entre corpo, espaço, identidades e noções de coletividade. Integra o Núcleo AND Lab Rio e do AND Collective, e colabora na Escola do Reparar. Seu trabalho foi apresentado em festivais, encontros e escolas de artes performativas em diferentes países, principalmente na América do Sul e na Europa. (foto: Tiago Cadete) < Anterior Próxima > VOLTAR
- Equipa | AND Lab
VOLTAR EQUIPA AND LAB Fernanda Eugenio Concepção, Direção e Curadoria Artista, Antropóloga, Investigadora e Educadora + equipa nuclear Sede AND Lab | Lisboa, Portugal Ana Dinger Co-Investigação/Curadoria Coordenação do Programa 'De Perto em Perto' + Manoela Rangel Assistência à Direção Artística Participante do Coletivo AND + Alexandre Eugenio Gestão de Design, Plataforma Digital e Operação + Luís Filipe Fernandes Coordenação de Produção Coordenação do Programa Fazer Comum + Rita Maia Gestão Administrativa e de Apoios + Eduardo Quinhones Hall Coordenação de Comunicação e Media Digital + Mariana Pimentel Assistência à Direção Artística Coordenação Rede AND Brasil + Sílvia Guerra Contabilidade + Colaborações Colaborações externas ativas relevantes à trajetória do AND Lab Soraya Jorge Colaboração em Investigações e Práticas + Mariana Ferreira Colaboração em Investigações e Práticas + Pedro Henrique Risse Apoio à Documentação Audiovisual + Gustavo Ciríaco Colaboração em Investigações e Práticas + Inês Alves Documentação Audiovisual + Violeta Mora Documentação Audiovisual + Bernardo Chatillon Colaboração em Investigações e Práticas + Gabriela Jung Apoio à Documentação Audiovisual + Sílvia Pinto Coelho Colaboração em Investigações e Práticas + Patrícia Araújo Apoio à Documentação Audiovisual + o Coletivo AND Coletivo de Artistas e Investigadores associades ao AND Lab, fundado em 2019 Fernanda Eugenio Concepção, Direção e Curadoria Artista, Antropóloga, Investigadora e Educadora + Ruan Rocha Participante do Coletivo AND + Naiá Delion Núcleo São Paulo, Brasil Participante do Coletivo AND + Dai Participante do Coletivo AND + Ana Dinger Co-Investigação/Curadoria Coordenação do Programa 'De Perto em Perto' + Iacã Macerata Participante do Coletivo AND + Milene Duenha Núcleo Curitiba, Brasil Participante do Coletivo AND + Constança Carvalho Homem Participante do Coletivo AND + Mariana Pimentel Assistência à Direção Artística Coordenação Rede AND Brasil + Guto Macedo Núcleo Rio de Janeiro, Brasil Participante do Coletivo AND + Flora Mariah Participante do Coletivo AND + Henrique Antão Participante do Coletivo AND + Manoela Rangel Assistência à Direção Artística Participante do Coletivo AND + Pat Bergantin Núcleo São Paulo, Brasil Participante do Coletivo AND + Ana Corrêa Participante do Coletivo AND + Rede AND Lab Núcleos Locais de Transmissão de Conhecimento através da Prática Continuada do Modo Operativo AND Mariana Pimentel Assistência à Direção Artística Coordenação Rede AND Brasil + Milene Duenha Núcleo Curitiba, Brasil Participante do Coletivo AND + Jaqueline Silva Núcleo Brasília, Brasil + Francisco Gaspar Neto Núcleo Curitiba, Brasil + Guto Macedo Núcleo Rio de Janeiro, Brasil Participante do Coletivo AND + Alina Duchrow Núcleo Curitiba, Brasil + Rosa Dias Scharamm Núcleo Brasília, Brasil + Astrid Takche Toledo Núcleo França + Pat Bergantin Núcleo São Paulo, Brasil Participante do Coletivo AND + Elise Hirako Núcleo Brasília, Brasil + Thaise Nardim Núcleo Palmas, Brasil + Léa Briot Núcleo França + Naiá Delion Núcleo São Paulo, Brasil Participante do Coletivo AND + Guilherme Mayer Núcleo Brasília, Brasil + Sarah Marques Duarte Núcleo Curitiba, Brasil + Erika Kobayashi Núcleo São Paulo, Brasil + ANTERIOR
- Escola do Reparar | Bolsa | AND Lab
VOLTAR Escola do Reparar | Solicitação de Bolsa Dados Pessoais * Por favor, confirme a opção de modalidade a que se refere esta solicitação Participação Integral (1 vaga) Participação Parcial (4 vagas) Ambas (as que tiverem disponibilidade) * Nome * Apelido Nome Artístico, se houver ou tiver preferência * Pronomes * Email * Localidade, País * Telefone * Este número pode ser usado para WhatsApp Signal Telegram Nenhum * Link de referência 2º Link de Referência (opcional) 3º Link de Referência (opcional) Links de trabalhos próprios ou enquanto intérprete de outres projetos ou viínculo a instituições. Não serão aceites links alojados em servidores ou serviços de cloud que exijam pedidos de autorização de acesso (como Google Drive, Dropbox, etc.). Informações da Candidatura * Por favor informe área(s) e tema(s) de interesse e/ou de atuação artística/cultural * Conte-nos um pouco sobre si, sobre o enquadramento do seu caso e a sua motivação para solicitar a bolsa * Apresente, por favor, uma nota biográfica breve sobre o seu trabalho e/ou estudo * Por fim, compartilhe connosco os seus objetivos através deste curso, e como vê o aproveitamento deste no seu âmbito profissional Informações Adicionais Tem alguma necessidade específica de comunicação, mobilidade ou outra? Em caso afirmativo, entraremos em contacto e buscaremos atendê-la da melhor forma possível. Espaço livre para adicionar comentários/observações ou pedir esclarecimentos Agradecemos se nos contar como chegou até aqui :) Acompanho o AND Sim, desejo receber notícias via email sobre o AND Lab (desconsiderar se já for assinante). * Sim, tomei conhecimento e estou de acordo com os Termos as Políticas de Privacidade do Site do AND Lab. * Um breve aviso: por favor verifique todas as caixas de entrada do seu e-mail, inclusive spam. Algumas das nossas comunicações são automáticas e podem ser acidentalmente direcionadas a outra caixa. SUBMETER VOLTAR
- Escola do Reparar | Artista Residente | AND Lab
VOLTAR Escola do Reparar | Candidatura para Artista Residente Dados Pessoais * Nome * Apelido Nome Artístico, se houver ou tiver preferência * Pronomes * Email * Localidade, País * Telefone * Este número pode ser usado para WhatsApp Signal Telegram Nenhum * Link de referência 2º Link de Referência (opcional) 3º Link de Referência (opcional) Links de trabalhos próprios ou enquanto intérprete de outres projetos ou viínculo a instituições. Não serão aceites links alojados em servidores ou serviços de cloud que exijam pedidos de autorização de acesso (como Google Drive, Dropbox, etc.). Informações da Candidatura * Por favor informe área(s) e tema(s) de interesse e/ou de atuação artística/cultural * Compartilhe connosco os seus objetivos através desta residência, e como vê o aproveitamento desta no seu âmbito profissional * Apresente, por favor, uma nota biográfica breve sobre o seu trabalho e/ou estudo * Curriculum Vitae Upload de arquivo Requisitos: Formato .pdf | max. 1MB * Carta de Motivação Upload de arquivo Requisitos: Formato .pdf | max. 1MB * Portfólio Upload de arquivo Requisitos: Formato .pdf | max. 3MB * Fotografia Upload de arquivo Requisitos: Formato .jpg | máx. 1MB Informações Adicionais Tem alguma necessidade específica de comunicação, mobilidade ou outra? Em caso afirmativo, entraremos em contacto e buscaremos atendê-la da melhor forma possível. Espaço livre para adicionar comentários/observações ou pedir esclarecimentos Agradecemos se nos contar como chegou até aqui :) Acompanho o AND Sim, desejo receber notícias via email sobre o AND Lab (desconsiderar se já for assinante). * Sim, tomei conhecimento e estou de acordo com os Termos as Políticas de Privacidade do Site do AND Lab. * Um breve aviso: por favor verifique todas as caixas de entrada do seu e-mail, inclusive spam. Algumas das nossas comunicações são automáticas e podem ser acidentalmente direcionadas a outra caixa. SUBMETER VOLTAR
- Dora Vicente | Equipa & Colaboradores AND Lab
Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Dora Vicente Colaboração através do Programa Fazer Comum Dora é Terapeuta e Formadora de Fasciaterapia e Psicopedagogia Percetiva (MDB) e atua nas Artes Visuais e Dança/Teatro, como professora, criadora e performer. Tem vindo a desenvolver trabalho pedagógico e criativo com diversas faixas etárias, incluindo pessoas com necessidades especiais, tanto no contexto escolar, como em museus ou projectos de intervenção artística e social. Estudou ballet da Royal Academy of Dance na Escola Norma Croner, continuando a sua formação no c.e.m e no Fórum Dança, onde concluiu o curso de Dança na Comunidade. Fez Licenciatura em Pintura na FBAUL, Pós-Graduação em Psicopedagogia Percetiva - Método Danis Bois e o curso Intensivo Touching Life Within com Danis Bois, em Nova Iorque em 2006. Como bailarina, participou em diversos projetos, destacando: Trasgo e o Realismo Mágico Celebratório de Conceição Nunes, Nijinsky ou o Sentimento da Poesis Dance, Segundo Raio de Luz de Luar da Eclipse Arte, Sephira do Imprevisto Colectivo e várias criações do grupo Coribantes. Em 2016/17, criou e desenvolveu TransHumâncias BIP/ZIP, um projecto de artes com a comunidade de Marvila. Em 2021, orientou oficinas de movimento e percepção para diversas faixas etárias e ações de formação para professores e técnicos sobre inclusão, inserida no projeto Coalescer de Ana Mira, promovido pela Porta33 em Porto Santo. dorahvicente.wix.com/fasciatherapy facebook.com/dorahvicente FAZER COMUM é um programa de habitação do Espaço AND Lab, que tem como principal objetivo contribuir para a dinamização do tecido artístico e cultural de Lisboa, proporcionando espaço para trabalho, diálogo, encontro, pesquisa e partilha de práticas inseridas no âmbito de trabalho AND Lab - Arte, Política, Comunidade. São acolhidas práticas de (auto)cuidado e de expressão-criação extensivas, como aulas/sessões regulares, workshops pontuais e residências artísticas. Há também espaço para propostas de eventos tais como grupos de estudo, lançamentos de livros, conferências e palestras, reuniões e encontros, exposições e apresentações informais, entre outros. < Anterior Próxima > VOLTAR
- Rita Maia | Equipa & Colaboradores AND Lab
Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Rita Maia Gestão Administrativa e de Apoios Rita Maia - (Cooperativa Menosmuitomais CRL) é licenciada em Gestão, com especialização em Gestão Cultural e pós-graduação em Organização e Gestão de Eventos. Em 2007, depois de uma carreira de oito anos como Directora Financeira, decidiu direcionar-se para a área da gestão cultural, começando a sua atividade na Associação Cultural Plano B no Porto, onde foi a criadora das mais diversas iniciativas, tais como o Festival “se esta rua fosse minha”, o “Mercadinho dos Clérigos”, a extensão do IndieLisboa no Porto e múltiplos concertos e actividades culturais. Em 2010 mudou-se para Londres onde começou o seu projecto The Portuguese Conspiracy, com um programa de actividades com artistas Portugueses. De 2015 a 2018, foi responsável pela gestão do espaço para eventos The Pillbox’ em Londres, antes de regressar a Portugal, para exercer funções como Coordenadora Executiva e Programática do projeto municipal Cultura em Expansão, promovido pela empresa ÁGORA - Cultura e Desporto, EM. Desde Setembro de 2021, começou a trabalhar como freelancer na área da gestão de projetos e produção cultural, assumindo a produção e gestão financeira de diferentes projetos (Associação Mundo em Reboliço, Festival Alkantara, Festival Vistacurta, Festival ALLEGRO, entre outros.). < Anterior Próxima > VOLTAR
- Jaqueline Silva | Equipa & Colaboradores AND Lab
Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Jaqueline Silva Núcleo Brasília, Brasil Jaqueline Silva é gestora e artivista. Bacharela em Direito e em Gestão de Políticas Públicas, Mestre em Ciência Política e doutora em Artes Cênicas (UnB). Atualmente é pós-graduanda em Dança e Somática (IFB). Investiga e experimenta artivismos, presenciais e virtuais, e a relação entre estética e política nas performances de atores e movimentos sociais, especialmente relacionados às temáticas do cuidado e da maternagem. Foi bailarina convidada da Anti Status Quo Companhia de Dança (DF). É professora de dança e da técnica Klauss Vianna e chefia o Espaço Cultural da ESMPU. É pesquisadora do Grupo Política e Afetos, da Câmara dos Deputados e do Grupo Relações entre Sociedade e Estado (Resocie-IPol) e integra o Núcleo AND Lab Brasília. @maedanca < Anterior Próxima > VOLTAR
- edicao-07-2026 | AND Lab
edicao-07-2026 edicao-07-2026 VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) [sobre a Escola] [ver outras edições] APRESENTAÇÃO Escola do Reparar Ed#7-2026 Eixo Continuado | 10 de maio a 1 de agosto de 2025 (início em 16 de março para artistas residentes) Re-flexo & Re-clame: a rechamação do mistério O eixo continuado da Escola do Reparar ed#7 2026 propõe um programa condensado, com duração total de 3 ou 5 meses, que permite aos participantes construir uma relação de intimidade com o Modo Operativo AND, oferecendo um processo formativo completo que percorre toda a sua constelação de jogos e ferramentas, aliado a uma vivência de aprofundamento na dimensão ritual da prática. Incorpora ainda a possibilidade de participação como artista residente no plano de investigação-criação da Escola, participando no processo de criação em curso do AND. A seguir, apresentamos os detalhes sobre o cronograma , os módulos e processo de inscrição (ou candidatura , no caso de artistas residentes), que se inicia na página comparativa para escolha entre as modalidades de participação Integral , Parcial e Artista Residente . Mais adiante, encontra-se o Manifesto Questão-Tema da Edição , também explicativo sobre as novas co-operações Re-Flexo e Re-Clame e a nova ferramenta-conceito da Rechamação. MÓDULOS DO PROGRAMA Clicar nas imagens se desejar ver detalhes de cada módulo separadamente, em outra janela/separador. under stANDing Investigação-Criação com o MO_AND Módulo-Residência de Criação 16 de março a 3 de maio de 2026 Fernanda Eugenio & Coletivo AND Lisboa: espaço AND Lab e espaço Alkantara | Barril de Alva (Arganil): Trust Collective Disponível para a Modalidade: Artista Residente Mostrar Mais hANDling Formação no MO_AND Módulo de Introdução & Desdobramento 10 de maio a 7 de julho de 2026 Fernanda Eugenio e Mariana Pimentel Lisboa | espaço AND Lab Disponível para as Modalidades: Integral, Parcial e Artista Residente Mostrar Mais LANDscape Jornada Ritual com o MO_AND Módulo de Aprofundamento/Vivência Imersiva 24 de julho a 1 de agosto de 2026 Fernanda Eugenio, Mariana Pimentel e Manoela Rangel Trust Collective, Barril de Alva (Arganil) Disponível para as Modalidades: Integral e Artista Residente Mostrar Mais MODALIDADES & INSCRIÇÕES Lamentamos, mas a edição atual Escola está em andamento e as inscrições para as modalidades do seu eixo continuado já foram encerradas. Para ver a disponibilidade de vagas de participação avulsa, ir ao Calendário do site. IR AO CALENDÁRIO IR AO CALENDÁRIO Ver o quadro de detalhes/valores das modalidades Clicar no botão da modalidade escilhida e preencher o formulário Efetuar o pagamento (se houver) QUESTÃO-TEMA Re-flexo & Re-clame: a rechamação do mistério Um pouco sobre as novas co-operações Re-Flexo e Re-Clame e a nova ferramenta-conceito da Rechamação A Escola do Reparar 2026 convida a mais uma viagem de pesquisa vivencial, colaborativa e encarnada à volta dos processos íntimo-coletivos de reparação. Nesta 7ª edição do programa, a proposta é adentrar a investigação pelo prisma das co-operações entre Re-flexo e Re-clame , que se desdobram a partir dos estados de Alumbramento e Chamadouro , respetivamente, e dão corpo à nova ferramenta-conceito da Rechamação . Desejamos pesquisar vias de reconexão sensível com a complexa e intrincada teia de inseparabilidade pela qual co-participamos e somos co-participades , reciprocamente, em/por tudo o que há, na confiança de que um corpo de implicação política na reparação no/do Irreparável sistémico aí pode (re)encontrar forças de sustentação e proliferação. Reconhecendo que é ao nível do corpo-soma que o Irreparável se aloja, e que é a partir daí que faz de cada ume vetor da sua perpetuação, insistimos na investigação da questão-chave que move o Modo Operativo AND - como matar/descontinuar o sistema em nós sem morrer? - enquanto compromisso com um trabalho interminável de reorientação dos nossos modos de existir, relacionar e habitar, na direção do respeito e do honrar da Vida. Em conexão com o elemento água e formas aquosas de vida, a proposta desta 7ª edição é desdobrar novas práticas de jogo e ritual para sintonizar com as sabedorias da dis-solução, da trans-forma-ação e da condução/canalização - perseverando, assim, na pesquisa de possíveis desinvestimentos consistentes nas lógicas hegemónicas da solução, da fixação e da ordenação. Com o amparo da constituição de um campo assegurado , que maneja cuidado e risco em metaestabilidade, o processo coletivo visa propiciar as condições para (re)constituir, em cada pessoa participante, um corpo com continente suficiente para experimentar-se em (auto-)reparação. A frequentação da prática propicia a sintonização com a ética do Reparar, simultaneamente enquanto atenção distribuída, manuseamento do possível e serviço de (re)curadoria relacional, convidando a testemunhar - no cosmos do cada ume e do entre-muites - os padrões e esquemas Irreparáveis que possam estar a reiterar a ilusão estéril da separação, e a pesquisar, situadamente, modos de regenerar a sensopercepção da inseparabilidade e a consciência encarnada de que somos mistura impura, reencontrando-nos enquanto meio e conduto do fluxo vital. Com a água, que é ao mesmo tempo fonte e curso ( source ), convocamos o desaprendizado da objetificação em recurso ( resource ) das matérias, entes, relações e situações que nos perfazem e com-põem. Seguindo o fio do recente trabalho à volta dos estados reparadores dos Alumbramentos e dos Chamadouros , temos andado a investigar modos de restituir acessos sensíveis à multidimensionalidade do Tudo-Todo e de remediar canais transespecíficos de fala, escuta, co(n)sentimento e (des)integração somática. Ao longo de 2026, propomos aprofundar a pesquisa desses estados, focando, desta vez, em esmiuçar as suas operações e co-operações, e em demorarmo-nos suficientemente nelas para que possamos reabilitar o seu espectro alargado de manifestação. Nas suas versões encurtadas e estreitadas pelos funcionamentos arraigados do Irreparável, Re-Flexo e Re-Clame desativam-se enquanto sabedorias encarnadas, restringindo-se em mero reflexo - loop de reatividade - e mero reclame, queixa projetiva e desresponsabilizante. Restituídas à sua amplitude, poderão, talvez, reabrir-se enquanto tecnologias de sintonização e de instauração de campo . Assim, confiamos que reparar nessas co-operações propiciará devolver ao Re-Flexo a sua qualidade hipnótica e co(m)passionante e, ao Re-Clame, a sua qualidade telepática e manifestante . Num percurso duracional de investigação-criação e frequentação vivencial, convidamos a experimentar o re-fletir enquanto sabedoria de curva e espiralação - a possibilidade de voltar a dobrar sobre si , reacessando a vista do ponto que o ponto de vista tende a suprimir - e o re-clamar enquanto sabedoria de escuta de chamados e vocalização de chamas - a possibilidade de reacender a guiança interna e reconectar com a poli-voz da integridade multidimensional . No Re-Flexo, trata-se de reafinar com a suficiência sábia dos funcionamentos orgánicos involuntários , que nunca perderam a conexão com a fonte do Fundo Comum da Vida e seguem propagando-a por espelhamento direto. Trata-se, ainda, de ressintonizar com a sua função ressonante , que permite o acoplamento somático e o co(n)sentir entre-seres : modo reflexo-empático que, a cada encontro, re-conhece outres em mim e mim em outres , reanimando a liga afetiva do comum. No Re-Clame, o trabalho envolve recalibrar o manejo do próprio pensamento e da sua enunciação em palavra com responsabilidade e rigor, reempossar o clamor interno reacendendo a multiplicidade do eu, reaprender a frequentar com parcimónia e justeza a gradação entre pedir e reivindicar . Trata-se de voltar a ouvir os chamados vitais, próprios e alheios, de necessidade, vontade, desejo, limite, propósito, discernindo-os da sua atual captura pelo capital, que os converte em apelos de consumo, discursos prontos e palavras de ordem, que não páram de reiterar a ilusão da separação e a lógica da falta e, no seu vozerio ininterrupto, ora sufocam ora anestesiam os canais sensíveis individuais e coletivos pelos quais poderia estar a correr o pulso encantado e abundante do comum e da comunicação intra, inter e transespecífica. Re-Flexo e Re-Clame confluem na Rechamação , modulação do gesto reparador que atua no resgate radical de uma relação de reverência ao Mistério, o desconhecido-desconhecível (im)permanente que nos insepara . Rechamar, forma verbal arcaica, é ato de fazer brilhar, resplandecer, pasmar, espantar-encantar . É, ainda, o ato de recuperar elos perdidos de memória ou informação, fazendo-os voltar a comparecer em presente e presença. Enquanto ferramenta-conceito, é ativado, também e por fim, no que o óbvio da palavra sugere: enquanto gesto de renomeação e de reconvocação , que permite reformular o que vem sendo dito (e feito) injustamente - ou, como temos praticado com o MO_AND, permite-nos bem-dizer a mal-dição , contribuindo para a remissão do Irreparável do mundo-como-É e abrindo caminho, de perto em perto, para que possamos nos achegar ao mundo-como-E. Fernanda Eugenio Lisboa, dezembro de 2025 FICHA TÉCNICA Direção, Concepção e Facilitação : Fernanda Eugenio Assistência de Direção : Mariana Pimentel Co-facilitação : Mariana Pimentel e Manoela Rangel Produção: Luís Filipe Fernandes Gestão : Rita Maia Design Gráfico e Plataforma Digital : Alexandre Eugenio Comunicação : Eduardo Quinhones Hall Fotos do Projeto Gráfico: Oleg Doroshenko Documentação Audiovisual : Violeta Mora, Inês T. Alves Parcerias: Alkantara, Trust Collective Apoios Locais: Junta de Freguesia de Côja e Barril de Alva, RIJU Coja Financiamento: República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes LINKS & BIOS LINKS RELEVANTES Sobre a Escola do Reparar Sobre o Modo Operativo AND Site da Trust Collective (parceira do AND Lab e sítio de acolhimento do retiro LANDscape) BIOS Fernanda Eugenio Mariana Pimentel Manoela Rangel [sobre a Escola] [ver outras edições] VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) edicao-07-2026 edicao-07-2026
- edicao-04-2023 | AND Lab
edicao-04-2023 edicao-04-2023 VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) [sobre a Escola] [ver outras edições] APRESENTAÇÃO Escola do Reparar Ed#4-2023 novas ferramentas-conceito da filosofia habitada do Modo Operativo AND A Escola do Reparar é um programa anual continuado de investigação-criação expandida e formação artístico-política, que abriga quatro interfaces de encontro e se desenrola no eixo Portugal-Brasil. Apoiada na criação sempre em processo de Fernanda Eugenio com o Modo Operativo AND , em colaboração com a rede multilocalizada de artistas do Coletivo AND e com diferentes artistas convidades a cada vez, a Escola do Reparar toma, a partir da constelação prático-teórica do MO_AND, uma questão-tema por ano como mote para a criação de novos dispositivos performativos de encontro, proposições vivenciais, jogos e ferramentas de composição-criação coletiva, adotando a estrutura duracional da viagem para convidar à habitação e à persistência no trabalho íntimo-político da trans-forma-ação . As suas quatro linhas de atividades estão desenhadas de modo a propiciar às pessoas participantes um percurso gradual e amparado de navegação na questão-tema do ano. Começamos sempre pelo hANDling , oficinas de partilha do MO_AND e práticas afins (março a junho; setembro a novembro, em Lisboa e diferentes cidades do Brasil a cada ano) , dedicado a oferecer as bases de sustentação da jornada anual, através da introdução e do desdobramento das ferramentas-conceito e princípios centrais do Modo Operativo AND, aliado a práticas corporais do Coletivo AND. A seguir, entramos nos Estudos Indóceis , grupo de estudos praticados e experimentais (maio - Portugal e outubro - Brasil) , dedicado a partilhar a filosofia habitada à volta dos conceitos em foco a cada ano. Chegamos então ao LANDscape , curso-retiro imersivo (julho - Portugal e janeiro - Brasil) , construído sob a forma de jornada-ritual de trans-forma-ação , na qual o Modo Operativo AND se multiplica num conjunto de proposições político-afetivas encarnadas mais complexas, que convocam diferentes modulações de jogo da constelação AND lado a lado a peças-rituais especialmente criadas, a cada vez, para propiciar a experiência sensível e vivencial da questão-tema. Esta atividade é, ao mesmo tempo, fim e começo: uma culminância da jornada de cada ano, todos os meses de julho, que, ao se repetir em janeiro, opera também a pré-paração para o ano seguinte, e para uma nova questão-tema prestes a emergir. Toda a viagem é assistida e nutrida pelo [ under]stANDing , programa de investigação continuada e de criação de artefatos por Fernanda Eugenio em colaboração com o Coletivo AND. O stANDing é a escola sendo gestada enquanto acontece e perpassa todo o ano em duas temporadas (fevereiro-julho e setembro-janeiro), compostas por trabalho presencial no Atelier AND Lab em Lisboa, encontros online e pelas Residências de Criação LAND, se abrindo ao exterior através de sessões de partilha e mostra informal de processos algumas vezes por ano. Cabe ainda ressaltar que, embora hANDling, Estudos Indóceis e LANDscape se constituam enquanto atividades encadeadas, estão articuladas de modo a também permitir o ingresso de novas pessoas participantes a qualquer momento da viagem, que venham a acessar a experiência de modo avulso e pontual. A Escola do Reparar propõe habitar o 'entre' enquanto intervalo de potência, instaurando-se no seio dos cruzamentos arte-vida e estruturando-se de forma espraiada e multilocalizada, no trânsito entre Portugal e Brasil, entre o urbano e o rural e entre o presencial e o virtual, num compromisso em conjugar uma consistente deslocação subjetiva e sensível com o descentramento geográfico e a propagação digital. Reivindica-se, assim, enquanto campo de amparo para o encanto, enquanto campo seguro para o risco: firmado no cuidado e focado em (re)ativar a relação atenta com a Terra-Soma e, ao mesmo tempo, em infiltrar e sustentar um modo comunitário no quotidiano urbano e digital. A Escola do Reparar oferece anualmente um mínimo de 25% de vagas sob a forma de bolsas integrais com perfil interseccional, para pessoas vulnerabilizadas por intersecções de classe, raça, gênero, deficiência, orientação sexual, corporalidades dissidentes, migração e/ou origem étnica. As atividades da Escola do Reparar em Portugal são bilíngues (português e inglês) e têm tradução em Língua Gestual Portuguesa sempre que necessário. As instalações do Atelier AND Lab em Lisboa são acessíveis para pessoas em cadeiras de roda ou canadianas/muletas. CALENDÁRIO DE ATIVIDADES (clicar nas imagens para ver detalhes separadamente, em outra janela) under stANDing Investigação-Criação com o MO_AND Módulo-Residência de Criação A Linha-interface under stANDing conforma um plano contínuo de pesquisa e criação com o Modo Operativo AND, no qual a metodologia dobra-se sobre si própria, a partir de uma questão-tema a cada ano, mantendo-se assim enquanto organismo vivo em constante (re)formulação. O nome under stANDing aponta para um modo de investigar-criar que desvia da interpretose e da representação, comprometendo-se com a experiência direta, a sustentação do não-saber e a sintonização com sabedorias encarnadas, aquém-além da ilusão humana do ponto de vista. hANDling Formação no MO_AND Módulo de Introdução & Desdobramento A Linha-interface hANDling foca-se na dimensão (trans)formativa e de partilha do MO_AND enquanto ferramenta de mediação e composição. Oferece oficinas intensivas e extensivas de transmissão e prática da constelação de jogos e ferramentas-conceito do Modo Operativo AND. O nome hANDling convoca a mancha semântica do verbo 'to handle' para sinalizar um duplo compromisso: por um lado, com a ética do manuseamento, em contraponto à manipulação, que norteia o Modo Operativo AND; por outro, com a entrega/oferta das nossas ferramentas, criando situações de transmissão-partilha que favoreçam a sua incorporação pela via da frequentação, da prática e do cultivo da autonomia e da singularidade de cada praticante. LANDscape Jornada Ritual com o MO_AND Módulo de Aprofundamento/Vivência Imersiva A Linha-interface LANDscape foca-se na dimensão de (auto)reparação individual e coletiva através da criação de vivências-rituais em modo retiro. Programa-paisagem construído sob a forma de jornada-ritual de trans-forma-ação, na qual o Modo Operativo AND se multiplica num conjunto de proposições somáticas e político-afetivas encarnadas mais complexas, os LANDscape convocam diferentes modulações de jogo da constelação AND, lado a lado a peças-rituais especialmente criadas, a cada vez, para propiciar a experiência sensível e vivencial da questão-tema. EDIÇÃO ATUAL | INSCRIÇÕES Lamentamos, mas a edição atual Escola está em andamento e as inscrições para as modalidades do seu eixo continuado já foram encerradas. Para ver a disponibilidade de vagas de participação avulsa, ir ao Calendário do site. IR AO CALENDÁRIO IR AO CALENDÁRIO Ver o quadro de detalhes/valores das modalidades Clicar no botão da modalidade escilhida e preencher o formulário Efetuar o pagamento (se houver) QUESTÃO-TEMA Re-pouso & Re-voo: Amparo, Encanto e Restauração (Re)começamos sempre pelo Ninho , assim como também (re)começamos a cada vez que deixamos o ninho e nos tornamos Bando . A Escola do Reparar 2023 convida a uma viagem prática e vivencial de reencontro com as experiências encarnadas do Ninho e do Band o, concretizações que emanam dos gestos-rituais do Re-pouso e do Re-voo, questão-tema da edição deste ano. Dando continuidade à pesquisa do Amparo e do Encanto enquanto vias de resgate da experiência sensível da inseparabilidade, o Re-pouso e o Re-voo serão desdobrados numa jornada duracional, marcada por diferentes oficinas, laboratórios e cursos-retiros a se desenrolarem ao longo do ano, criando um campo seguro para pesquisarmos e experimentarmos, íntima e coletivamente, modos de operar a Restauração. Persistindo na investigação de como Reparar (n)o Irreparável, que sustenta o Modo Operativo AND, propomos uma demora na Restauração enquanto uma das muitas modulações da reparação. A Restauração é aqui convocada, ao mesmo tempo, enquanto descanso profundo e restauração das forças , na luta pela descontinuação do Irreparável sistémico, e enquanto re-historiação das formas de vida , permitindo re-formular, e, assim, re-orientar, os nossos modos de existir, relacionar e habitar, na direção do respeito e do honrar da Vida. Acreditamos que sintonizar com a inseparabilidade ao nível do corpo-soma é imprescindível para dar sustentação a um posicionamento político consistente de desprogramação, no plano íntimo do cada-ume (e, por reverberação, no plano coletivo onde somos muites), das lógicas de Dívida e Dúvida que, consecutivamente, vem corrompendo a nossa relação com a Dádiva e reiterando as lógicas usurpatórias do Irreparável hegemónico e estrutural. O desamparo e o desencanto, sob a forma do cansaço e da confusão, por um lado, e da tristeza e da indiferença, por outro lado, configuram a sintomática da expropriação capitalística do sensível, e produzem a ilusão da separação característica das subjetividades contemporâneas, reiterando a perpetuação do saque Irreparável. Desmobilizar o Irreparável, assim, envolve re-membrar - lembrar que somos inseparáveis e, também, voltar a juntar o que foi separado, reparando (n)o acesso a uma sabedoria do (i)limite, muito mais vasta do que cada ume de nós: a sabedoria encarnada, implicada e intemporal do agregado Soma-Terra que nos conecta ao Fundo Comum da Vida. Para enfrentar essa missão, que reencena a questão-chave do Modo Operativo AND - como matar o sistema (em nós) sem morrer? - é preciso estarmos restaurades. Com as forças refeitas, e com as formas amolecidas, porosas, reabertas - deformadas… Assim, ao invés de responder, re-perguntamos: Ante o Irreparável manifesto na ilusão da separação e no consequente afeto do esgotamento/desamparo e do embotamento/desencanto , COMO (SE AUTO)ANINHAR E (SE DE)BANDAR? Chamamos um Estado de Re-pouso, no qual possamos re-orientar o desamparo em Amparo. Um estado, ao mesmo tempo, de des-canso (repouso) e de reencontro com o corpo-soma da Terra (re-pouso), no qual é possível voltar a chegar, aterrar e abrir caminho para uma regeneração urgente. Fazer Ninho para, assim, permitimo-nos ser (re)feites por ele, reconectando com o sustento, o envolvimento, o abrigo e o refúgio do Amparo, no qual torna-se possível reaprender a receber . O ninho, onde re-pousamos em Amparo, é onde se pré-para (numa pausa-espera pelo nascimento, ou renascimento), onde se prepara (no gestar, esse gesto de construir o que virá) e, por vezes, também onde se repara (oferecendo campo seguro para o refazimento da vida através de deixar morrer aquilo que precisa morrer ) De variadas maneiras, o ninho é onde a força do porvir re-pousa até tomar, outra vez, forma de Vida - se encantar e re-voar. Então o ninho é também lugar da manifestação primeira do encanto : fulgor da vida-morte a irromper. Portal, no aqui-e-agora, para a beleza e a justeza de tudo que há. Chamamos um estado de Re-voo, no qual possamos re-orientar o desencanto em Encanto. Um estado de des-ilusão radical, no qual, porque descolamos dos mecanismos da identificação e do entendimento, enfeitiçamos a maldição do ponto de vista individual que, desfeita, nos permite também decolar: entrar na revoada, retornar ao Bando. Na solidariedade infra e trans individual do bando, re-ligamos o acesso ao Encanto, passagem para a ordem implicada do Mistério, para o manancial (extra)ordinário dos possíveis da Vida, em constante re-generação e re-união, no qual torna-se possível reaprender a retribuir . O Bando - que é também debandagem da solidão sistémica - é quando e onde experimentamos a fusão sem confusão , a integridade sem inteireza do existir em co(n)sentimento com o Tudo-Todo, ao mesmo tempo aquém e além do ume. É quando e onde incorporamos o re-conhecimento de inter-sermos (e infra-sermos, e trans-sermos), e experimentamos a (des)integração na pertença à imensidão do Fundo Comum da Vida. Fazer bando é fazer nada a não ser estar a serviço : em sintonia com o entorno mais imediato, nem mais rápido nem mais devagar, nem muito perto nem muito longe, nem muito igual nem muito diferente, nem faltante nem em excesso, apenas e justo num estado que é porque é comum. Fernanda Eugenio Lisboa, março de 2023 FICHA TÉCNICA Direção: Fernanda Eugenio Curadoria e Formulação: Fernanda Eugenio Equipa Artística e Pedagógica: Fernanda Eugenio, Guto Macedo, Iacã Macerata, Manoela Rangel, Mariana Pimentel, Milene Duenha, Naiá Delion, Pat Bergantin, Ruan Rocha Acompanhamento e Cuidado: Iacã Macerata e Ruan Rocha Interlocuções Convidadas (LANDscape Barril de Alva): Ana Dinger, Bernardo Chatillon, Sílvia Pinto Coelho Design e Plataforma Online: Alexandre Eugenio Produção: Catarina Serrazina Produção local (Brasil): Núcleos AND Lab Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Palmas Comunicação: Pat Bergantin Documentação Audiovisual: Gabriela Jung e Inês T. Alves Parcerias Portugal: Trust Collective, Plataforma Revólver Parcerias Brasil: : UnB, Galeria DeCurators, Centro de Dança do Distrito Federal, Casa Amarela/Fazendinha, Pés no Chão, Fundaci Apoio: DGArtes - República Portuguesa LINKS RELEVANTES Sobre a Escola do Reparar Sobre o Modo Operativo AND Site da Trust Collective (parceira do AND Lab e sítio de acolhimento do retiro LANDscape) [sobre a Escola] [ver outras edições] VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) edicao-04-2023 edicao-04-2023
- edicao-06-2025 | AND Lab
edicao-06-2025 edicao-06-2025 VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) [sobre a Escola] [ver outras edições] APRESENTAÇÃO Escola do Reparar Ed#6-2025 Novo Eixo Continuado | Maio a Julho de 2025 (Estendido a Setembro para Artistas Residentes) Chamadouros e Alumbramentos: a restituição da dádiva O eixo continuado da Escola do Reparar 2025 propõe um programa condensado, com duração total de 3 ou 5 meses, composto por dois módulos de formação e um módulo de investigação-criação no Espaço AND Lab em Lisboa e por um módulo retiro no Espaço Trust Collective, na aldeia do Barril de Alva, Arganil, Beira Interior. O redesenho do programa foi construído para permitir diferentes modalidades de participação, seja no programa completo (como artista residente ou como participante integral) ou apenas em alguns módulos (participações parcial ou avulsa). No encadeamento dos diferentes módulos, o novo eixo continuado permite construir uma relação de intimidade com o Modo Operativo AND, passando a oferecer um processo formativo completo que percorre toda a sua constelação de jogos e ferramentas, aliado a uma vivência de aprofundamento na dimensão ritual da prática. Incorpora, ainda, pela primeira vez, a possibilidade de participação como artista residente no plano de investigação-criação da Escola, num processo de criação individual em posição-com a questão-tema do ano, com acompanhamento de Fernanda Eugenio e apresentação final no AND Lab em Festa. A 6a. edição da Escola do Reparar inaugura, assim, uma redistribuição geral do programa , que passa a articular-se em dois eixos, continuado e nómada, e em 3 linhas-interfaces de relação com o Modo Operativo AND: hANDling (módulos com foco na transmissão-partilha e nas práticas-jogo), ( under)stANDing (módulos com foco na investigação-criação e no cruzamento jogo-ritual), LANDscape (módulos com foco na auto/reparação e nas vivências-rituais). CALENDÁRIO DE ATIVIDADES (clicar nas imagens para ver detalhes separadamente, em outra janela/separador) under stANDing Investigação-Criação com o MO_AND Módulo-Residência de Criação A Linha-interface under stANDing conforma um plano contínuo de pesquisa e criação com o Modo Operativo AND, no qual a metodologia dobra-se sobre si própria, a partir de uma questão-tema a cada ano, mantendo-se assim enquanto organismo vivo em constante (re)formulação. O nome under stANDing aponta para um modo de investigar-criar que desvia da interpretose e da representação, comprometendo-se com a experiência direta, a sustentação do não-saber e a sintonização com sabedorias encarnadas, aquém-além da ilusão humana do ponto de vista. hANDling Formação no MO_AND Módulo de Introdução & Desdobramento A Linha-interface hANDling foca-se na dimensão (trans)formativa e de partilha do MO_AND enquanto ferramenta de mediação e composição. Oferece oficinas intensivas e extensivas de transmissão e prática da constelação de jogos e ferramentas-conceito do Modo Operativo AND. O nome hANDling convoca a mancha semântica do verbo 'to handle' para sinalizar um duplo compromisso: por um lado, com a ética do manuseamento, em contraponto à manipulação, que norteia o Modo Operativo AND; por outro, com a entrega/oferta das nossas ferramentas, criando situações de transmissão-partilha que favoreçam a sua incorporação pela via da frequentação, da prática e do cultivo da autonomia e da singularidade de cada praticante. LANDscape Jornada Ritual com o MO_AND Módulo de Aprofundamento/Vivência Imersiva A Linha-interface LANDscape foca-se na dimensão de (auto)reparação individual e coletiva através da criação de vivências-rituais em modo retiro. Programa-paisagem construído sob a forma de jornada-ritual de trans-forma-ação, na qual o Modo Operativo AND se multiplica num conjunto de proposições somáticas e político-afetivas encarnadas mais complexas, os LANDscape convocam diferentes modulações de jogo da constelação AND, lado a lado a peças-rituais especialmente criadas, a cada vez, para propiciar a experiência sensível e vivencial da questão-tema. EDIÇÃO ATUAL | INSCRIÇÕES Lamentamos, mas a edição atual Escola está em andamento e as inscrições para as modalidades do seu eixo continuado já foram encerradas. Para ver a disponibilidade de vagas de participação avulsa, ir ao Calendário do site. IR AO CALENDÁRIO IR AO CALENDÁRIO Ver o quadro de detalhes/valores das modalidades Clicar no botão da modalidade escilhida e preencher o formulário Efetuar o pagamento (se houver) QUESTÃO-TEMA Chamadouros e Alumbramentos: a restituição da dádiva A Escola do Reparar 2025, 6a edição do programa, convida a mais uma viagem de pesquisa vivencial, coletiva e encarnada à volta dos processos íntimo-coletivos de reparação. Desta vez, a proposta é adentrar a investigação pelo prisma da nova ferramenta-conceito da Restituição , uma das muitas modulações do gesto reparador, que atua lá onde o Irreparável se manifesta, em doses infinitamente variadas, como Saque ao mesmo tempo (ir)remediável e (in)compensável à dádiva vital. Desejamos pesquisar vias para reparar Acessos sensíveis à complexa e intrincada teia de inseparabilidade pela qual co-participamos e somos co-participades , reciprocamente, em/por tudo o que há, na confiança de que um corpo de implicação política na reparação no/do Irreparável sistémico aí pode (re)encontrar a sua força de sustentação e proliferação. Reconhecendo que é ao nível do corpo-soma que o Irreparável se aloja, e que é a partir daí que faz de cada ume vetor da sua perpetuação, insistimos na investigação da questão-chave que move o Modo Operativo AND - como matar/descontinuar o sistema em nós sem morrer? - enquanto compromisso com um trabalho interminável de re-orientação dos nossos modos de existir, relacionar e habitar na direção do respeito e do honrar da Vida. Des-anestesiar e restituir a sensibilidade ao acontecimento enquanto dádiva - aquilo que se dá, fazendo-se, num só gesto, presença e presente - é trabalhar na curadoria microscópica de vidas menos ajustadas e mais justas, menos eficientes e mais suficientes, menos esgotadas e também menos embotadas. E assim, também mais disponíveis para usufruir e proporcionar usufruto, cuidar e serem cuidadas. Ainda, reconhecer a dádiva vai abrindo caminho para re-conhecer-se em retribuição e vai fortalecendo um corpo de recusa em continuar a participar no endosso e na reiteração de violências sistémicas arraigadas que não cessam de corromper a dádiva em dívida e dúvida no mundo-tal-como-É. De modo que restituir a dádiva, restitui também o contacto com a própria potência-agência, num processo de reconciliação íntima entre possibilidade e responsabilidade que vai permitindo a retoma da liberdade no exercício situado do dis-cernir . Demorar neste processo, saborear esta (des)aprendizagem, consiste em ir retomando a própria presença-presente, e em reclamar de volta o modo operativo espiralado do dar-receber-retribuir, reencontrando a integridade que permite fazer de cada dar um retribuir intervalado pelo receber, recebendo-se de volta também a cada vez, a partir do que se dá. Exercício de soltura e desapego; de entrega e confiança; de remediação da escuta entre diferenças radicais intra e inter-relações; de expansão afetiva e imaginativa a partir do deixar-manifestar das sabedorias encarnadas, ancestrais e cósmicas, históricas e subjetivas, que dão a consistência ( consistem e co-insistem ) dos agregados provisórios a que chamamos Eu, Outre e Situação. Na sequência de alguns anos a (des)aprender com as sabedorias do ar e dos seres alados, em que andamos a experimentar com os estados de Ninho e Bando e as suas (co)operações Re-Pouso e Re-voo, na procura de antídotos para os afetos ansiosos e depressivos do desamparo e do desencanto contemporáneos, convocamos agora, para o processo duracional de investigação-criação de 2025, as sabedorias da água e dos seres aquosos-aquáticos, e uma demora nos estados-de-encontro (por enquanto) nomeados como Chamadouros e Alumbramentos. Ao longo deste ano, convidamos a habitar estes estados enquanto chaves-de-portal para a sensopercepção da inseparabilidade, pesquisando, no cosmos de cada ume e do entre-muites, modos de ir reparando, por (des)integração, elos dissociados e nós de identificação . Cada qual à sua maneira, ambos são marcas do Irreparável que foram bloqueando o Acesso intensivo-extensivo à integridade multidimensional que constitui, apenas com variação de escala, ao mesmo tempo cada vivente e o entre-tecido do Vivo. No plano dos Chamadouros, desejamos experimentar modos interespecíficos de comunicação e co(n)sentimento, aquém-além da linguagem verbal, do gestuário e da expressividade humanos. No plano dos Alumbramentos, frequentar (co)operações entre Vislumbre e Deslumbre que nos possam abrir passagens relacionais , transversais à ilusão do tempo linear, para a vibratilidade encantada e (im)permanente do Fundo Comum da Vida , o desconhecido-desconhecível escondido no óbvio de tudo que existe. Fernanda Eugenio Lisboa, março de 2025 FICHA TÉCNICA Direção, Concepção e Facilitação : Fernanda Eugenio Assistência de Direção : Mariana Pimentel Co-facilitação: Mariana Pimentel e Manoela Rangel Design e Plataforma Digital: Alexandre Eugenio Documentação Audiovisual : Inês T. Alves Produção : Luís Filipe Fernandes Gestão : Rita Maia Parcerias : Trust Collective, Quinta da Rosa Tradução Simultânea : Camila Ganc Apoios locais : Centro Social Paroquial de Côja, Junta de Freguesia de Côja e Barril de Alva, RIJU Coja Apoio : Direção Geral das Artes - República Portuguesa - Cultura LINKS & BIOS LINKS RELEVANTES Sobre a Escola do Reparar Sobre o Modo Operativo AND Site da Trust Collective (parceira do AND Lab e sítio de acolhimento do retiro LANDscape) BIOS Fernanda Eugenio Mariana Pimentel Manoela Rangel [sobre a Escola] [ver outras edições] VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) edicao-06-2025 edicao-06-2025















