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Aulas no Espaço (4)

  • Acalento | Encontro periódico

    ACALENTO inspira-se no conceito de 'cuddle party' originalmente criado em Nova Iorque há cerca de vinte anos. Podemos definir ACALENTO como uma prática do carinho e do afago em ambiente seguro, sóbrio e não-sexualizado. Cada sessão dura aproximadamente 3 horas e é aberta a todas as pessoas e identidades a partir dos 18 anos. Numa sessão de ACALENTO, procuramos afinar a percepção dos limites e preferências no contacto, ao mesmo tempo que nos confiamos ao potencial restaurador da proximidade corpo a corpo. As acções que procuramos: acarinhar, cuidar, abraçar, aninhar, mimar. Iniciamos com um momento de revisão das regras de interacção; segue-se uma sequência de exercícios que servem de treino para a proximidade e o consentimento; e, por fim, a zona livre, em que é possível a interacção em par, trio ou grupo alargado, privilegiando a experiência táctil e usando a palavra apenas para a expressão do que é ou não é consentido. Em Portugal, o circuito de cuddle parties é ainda bastante restrito. É minha intenção tornar esta prática mais transversal ‒ criar uma comunidade heterogénea que produza e receba o seu ACALENTO rompendo barreiras de língua, de impossibilidade económica ou outras. A sessão é conduzida em Português com tradução para Inglês, se necessário. __________ Novas datas em 2026, abertas à participação (18h30–21h30): 10 janeiro | 28 fevereiro | 21 março | 18 abril | 16 maio | 13 junho | 11 julho - clicar no botão da página para agendar Contributo responsável: 10-15€ Cuidado | Cultura de consentimento | Interacção não-sexualizada | Participação sóbria A participação requer uma entrevista prévia. A proponente entrará em contacto através do whatsapp após o envio do pedido de inscrição. O que trazer: roupa limpa e confortável, colchão de espuma, manta e almofada. __________ Com Constança Carvalho Homem Tradutora, Dramaturgista, Criadora e Intérprete Licenciou-se na FLUP em Línguas e Literaturas Modernas – Estudos Portugueses e Ingleses, tendo recebido o Prémio Eng. António de Almeida. Completou com distinção o MA Text and Performance Studies no King’s College London e na RADA. Moveu-se do teatro no sentido mais estrito para campos como a música improvisada, a performance e o cinema. Integra a equipa de programação dos festivais internacionais de cinema Queer Lisboa & Queer Porto. É integrante do grupo de performance em rede Utterings e do coletivo de pesquisa do AND Lab. mais em: and-lab.org/colaboradores/constancacarvalhohomem

  • Fasciaterapia e Movimento Sensível

    Nestas aulas, vamos acordar o corpo, tomar consciência dele, ligar as partes esquecidas, dar movimento ao que está imóvel. Vamos aprender a escutar o nosso movimento interno, trabalhar a presença ao momento e integrar corpo, mente, espírito e emoções, despertando o potencial de vida de cada um, alcançando um ser que se expressa na sua totalidade. É um trabalho baseado na Psicopedagogia Perceptiva do Movimento - Método Danis Bois, que inclui terapia manual, meditação, esquemas de movimento lento baseados na biomecânica do corpo e movimentos de expressão livre, sozinhos ou em contacto com outras pessoas. O movimento interno ocorre nas fáscias, é uma força de autorregulação do ser humano, reagindo a traumas físicos, psicológicos e emocionais com tensões/bloqueios. É também uma via de acesso ao sensível, permitindo, com a prática da sua escuta, desenvolver novas relações do indivíduo consigo próprio, com os outros e com o mundo. __________ Quinzenalmente, às sextas-feiras, das 19h30 às 22h Aula avulsa 15€ com Dora Vicente Terapeuta e Formadora de Fasciaterapia e Psicopedagogia Percetiva (MDB) e atua nas Artes Visuais e Dança/Teatro, como professora, criadora e performer. Tem vindo a desenvolver trabalho pedagógico e criativo com diversas faixas etárias, incluindo pessoas com necessidades especiais, tanto no contexto escolar, como em museus ou projectos de intervenção artística e social. Estudou ballet da Royal Academy of Dance na Escola Norma Croner, continuando a sua formação no c.e.m e no Fórum Dança, onde concluiu o curso de Dança na Comunidade. Fez Licenciatura em Pintura na FBAUL, Pós-Graduação em Psicopedagogia Percetiva - Método Danis Bois e o curso Intensivo Touching Life Within com Danis Bois, em Nova Iorque em 2006. Como bailarina, participou em diversos projetos, destacando: Trasgo e o Realismo Mágico Celebratório de Conceição Nunes, Nijinsky ou o Sentimento da Poesis Dance, Segundo Raio de Luz de Luar da Eclipse Arte, Sephira do Imprevisto Colectivo e várias criações do grupo Coribantes. Em 2016/17, criou e desenvolveu TransHumâncias BIP/ZIP, um projecto de artes com a comunidade de Marvila. Em 2021, orientou oficinas de movimento e percepção para diversas faixas etárias e ações de formação para professores e técnicos sobre inclusão, inserida no projeto Coalescer de Ana Mira, promovido pela Porta33 em Porto Santo. ver mais: and-lab.org/colaboradores/doravicente dorahvicente.wix.com/fasciatherapy @dorahvicente

  • ESCUR (Estudos em Curvas)

    Nas Esquinas das Curvas (Espaço lugar cósmico onde se mantêm os conhecimentos criados) Visão Geral do Conteúdo: Concebi o neologismo "Curveward" no meu MFA em Dança na Bennington College (EUA) para abordar a necessidade de mover-se sinuosamente, respondendo a forças e territórios desconhecidos, criando uma linha de tempo que favorece relações criativas e expande o entendimento do corpo em movimento. Co-Creatividades no contexto: “POLITICS of REPAIRS” A Política de Reparação busca restaurar equilíbrios e manter processos criativos-terapêuticos em sociedades. Reconhece e corrige desigualdades, reconstituindo relações entre indivíduos, comunidades e ambientes. Aplica-se aos estudos pós-coloniais, ecologia, filosofia, educação e práticas artísticas experimentais. TECNOLOGIA DAS CURVAS Composta por Pedagogia e Tecnicidade: emerge como um processo enraizado nas tecnicidades das terras e solos, articuladas pelo Anfitrião Sentinela — Abouyavi Amivi Anani Dodji Kossi Chouchou Pierre Awoga, Alokpah Sanouvi. Educador e praticante Animista-Vaudou não iniciado, pertence à etnia éwé de Notse, região de HAHO, Togo. A partir das epistemologias éwé, onde a criatividade é interação com o mundo, Anani propõe uma dança além da coreografia ocidental. No Estado de Flertar (Male-Molência), ativam-se fluxos trans-subjetivos, negociações e um desejo profundo de sentir e conhecer. Esse estado bio-dinâmico permite-nos entrar em limiares curvados, ativando a potência transformadora da criatividade curvada como prática animista e abordagem sensível ao movimento e ao corpo em relação com o mundo. __________ Quinzenalmente às sextas-feiras, das 19h às 21h Aula avulsa ou Mensalidade (2 aulas): 25€ com Anani Sanouvi | @ananisanouvi (+ na galeria abaixo) Público: Profissionais e estudantes de dança, teatro, performance, artes da ação, psicologia, antropologia, sociologia e arquitetura.

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Outros (89)

  • Guto Macedo | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Guto Macedo Núcleo Rio de Janeiro, Brasil Participante do Coletivo AND Guto Macedo foi pioneiro no Ensino do Contato Improvisação no Brasil. Atua também como Professor de Dança Contemporânea e Moderna, Movimento Autêntico, Coreógrafo, Ator-bailarino, Músico, Cantor, Educador Somático e de Percepção Musical, Pesquisador do Movimento e Facilitador da Lei do Tempo. Pesquisador teórico-prático independente, membro participante e co-fundador dos coletivos CIMA e Corposições. Integra o Núcleo And Lab Rio e o AND Collective e colabora na Escola do Reparar. Formado em direção teatral (UFRJ/2006), Pós-Graduado em Neurociências (UFRJ/2016) e Facilitador da Lei do Tempo (Instituto Lei do Tempo/2017). Foi dançarino profissional integrante de diferentes grupos no Rio de Janeiro e em Nova Iorque. Desde 2003 pratica o Movimento Autêntico (MA) com a Introdutora do MA no Brasil, Soraya Jorge. Com ela criou o CIMA (Centro Internacional do Movimento Autêntico) e desenvolveu a pesquisa Afecção Entre o Movimento Autêntico e o Contato Improvisação. Seu trabalho circulou por diferentes países na América do Sul (Brasil, Argentina, Uruguai), na Europa (Portugal, Espanha, Áustria, Alemanha, Rússia e Grécia) e EUA (NY), tendo participado de diversos festivais e encontros internacionais. < Anterior Próxima > VOLTAR

  • Historial-e-Trajetoria

    Sobre o AND Lab e o Modo Operativo AND | AND Lab Historial & Trajetória Historial O AND Lab, fundado em 2011 em Lisboa e constituído como associação cultural sem fins lucrativos em 2015, é uma estrutura artesanal de investigação artística, que tem vindo a desenvolver uma abordagem única, experimental e expandida à criação artística, praticando-a enquanto ação micropolítica duracional, transversal e interdisciplinar, conjugando modos de fazer e interfaces com origem em diferentes campo artísticos (performance, dança, teatro, artes visuais, práticas site-specific etc) e em áreas tais como a antropologia, a educação e as pedagogias radicais, a psicologia clínica de território, a arquitetura e a agricultura sustentáveis, o ativismo e a mediação comunitária etc. Esta abordagem foi-se constituindo numa marca singular, ao longo de anos em que o AND Lab vem sustentando uma programação consistente e regular, sempre assente na permeabilidade entre pesquisa, transmissão e criação, assim como na construção de dispositivos performativos relacionais imersivo-participativos que, ao mesmo tempo, proporcionam a habitação do encontro e permitem tomar a convivência enquanto lugar de pesquisa e co-criação coletiva. A programação do AND Lab assenta na transmissão-partilha das ferramentas do Modo Operativo AND (metodologia de composição colaborativa e cuidado-curadoria criada por Fernanda Eugenio) em conversa com práticas afins e com a proposição de diferentes questões motoras a cada ano. Desde 2023, quando emergiu o Espaço AND Lab, em Cabo Ruivo, Lisboa, o AND Lab estabeleceu-se em sede própria, depois de um período itinerante, no qual foi acolhido por diferentes estruturas da cidade, estabeleceu uma rede em outros países da Europa e América do Sul e firmou um programa regular em Lisboa - cujo carro-chefe, o programa continuado e expandido de formação artístico-política Escola do Reparar, ancora-se num anterior programa de escolas e laboratórios de verão que contou com 5 edições em Lisboa e 8 edições brasileiras, realizadas nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. A Escola do Reparar toma corpo em 2020 com uma edição piloto e torna-se programa regular em 2021 juntamente com a comemoração dos dez anos de existência da plataforma AND Lab em Lisboa, a partir de um sólido trabalho de investigação artística das políticas da convivência, que vem acumulando experiência e tecendo redes há quase duas décadas, entre Portugal e Brasil. Instalando-se como plataforma perene e transversal, no campo vivo de lutas político-afetivas que temos habitado, o AND Lab assenta-se no "entre", enquanto instância de experimentação e re-imaginação do que queremos e podemos enquanto comunidades. Trajetória O AND Lab e o Modo Operativo AND, tal como hoje se estruturam, emergiram como consequência da extensa trajetória de investigação-inquietação de Fernanda Eugenio desde os anos 2000, marcada por colaborações intensivas, deslocações e desvios, entre a pesquisa acadêmica estrita e uma investigação singular e cada vez mais indisciplinada dos usos artísticos e políticos da etnografia como ferramenta circunscritiva-performativa. Esta pesquisa, sendo processual, sintetizou-se de diferentes modos e com diversas nomenclaturas ao longo desses anos – Sistema É-Ou-E, Modo de Vida E, Etnografia Recíproca, Etnografia como Performance Situada, Reprograma, Reparagem, Pensacção – até adotar a atual nomenclatura Modo Operativo AND, firmada durante uma fase de colaboração com o coreógrafo português João Fiadeiro. A primeira formulação do Modo Operativo AND surgiu em 2002 , com o pano de fundo da antropologia, no âmbito da pesquisa de doutoramento de Fernanda Eugenio, realizada, entre 2002 e 2006, no Museu Nacional, Rio de Janeiro, Brasil. Seguiu-se uma aproximação ao campo das artes performativas e uma transversalização crescente do AND enquanto conjunto de ferramentas, que levou à emergência de uma vasta rede de pessoas colaboradoras e interlocutoras das mais diversas áreas: sem prejuízo da relação com as práticas artísticas (performativas, cênicas e visuais) e com os estudos de performance, foram ganhando especial relevo os cruzamentos com as práticas de cuidado e mediação na psicologia (em particular na clínica transdisciplinar e de território), na pedagogia, no serviço social, no serviço educativo de museus e centros culturais, mas também no ativismo, na arquitetura e no urbanismo tático. Surgiram ainda prolíficas conversas e aplicações do Modo Operativo AND em áreas tão diversas quanto a informática, a agricultura e a alimentação ou as neurociências. A colaboração de longa duração entre Fernanda Eugenio e João Fiadeiro, iniciada em 2009 , sob a forma de iniciativas pontuais entre Brasil e Portugal, foi formalizada num projeto produzido pela estrutura Real e apoiado pela Direção Geral das Artes, entre 2011 e 2014. Assim, num primeiro momento, entre 2011 e 2012 , o AND Lab foi, sobretudo, um projeto de investigação: simultaneamente projeto de pós-doutoramento em Antropologia de Fernanda Eugenio no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e iniciativa em colaboração com a estrutura Real. Nessa altura, João Fiadeiro tinha suspendido o seu trabalho autoral, acolhendo este “laboratório de etnografia recíproca”, no qual a ética AND proposta por Fernanda Eugenio viria a ser colocada, sistematicamente, em conversa com o método da Composição em Tempo Real (CTR), desenvolvido pelo coreógrafo desde os anos 90. Datam deste período as conferências-performance Secalharidade (2012) e O Jogo das Perguntas (2013) , que procuraram sintetizar a filosofia habitada do Modo Operativo AND. Foram anos de experimentação intensiva, durante os quais Fernanda e João chegaram a pensar que as suas ferramentas – o Modo Operativo AND e a Composição em Tempo Real (CTR) – formariam um só conjunto de práticas. Em Março de 2013 , ainda neste enquadramento, fundaram o AND Lab como centro de investigação, num movimento que o fazia passar de projeto a lugar. A primeira sede do AND Lab foi no Atelier Real, em Lisboa – sede também da Companhia Real, de João Fiadeiro. Durante o ano de 2013 e, principalmente, em 2014, o uso intensivo e as interlocuções que se foram juntando à volta das duas práticas ajudaram a clarificar importantes diferenças de modulação, enfoque e aplicação entre ambas. O MO_AND foi confirmando a sua inclinação enquanto ferramenta de cuidado-curadoria de uso transversal e pronunciadamente político, enquanto a CTR foi reencontrando o seu lugar e importância como ferramenta de composição coreográfica e metodologia de criação. Preservando-se o reconhecimento da riqueza que o período de convivência trouxe a cada pesquisa, as duas práticas seguiram caminhos próprios a partir de 2014 . Ainda hoje são partilhados alguns procedimentos, entre os quais o jogo básico de tabuleiro, embora MO_AND e CTR lhes dêem, cada qual, um uso distinto. Também parte do vocabulário atual praticado por João Fiadeiro na CTR segue alimentado pela filosofia AND. O Modo Operativo AND consolidou-se enquanto ética e modo de vida comprometido com uma aplicação no plano das micropolíticas de reciprocidade que sustentam a vida (em) comum, englobando um conjunto de ferramentas de uso coletivo aberto a qualquer tipo de corpo, matéria ou inquietação. Tornou-se em metodologia de base para um projeto transversal e continuado de formação artístico-política, no cruzamento entre as artes, o pensamento crítico, as práticas político-afetivas encarnadas e as pedagogias radicais. A partir de 2015, a plataforma AND Lab, firmando-se no entrelaçamento entre fazeres artísticos, processos participativos, política e espiritualidade, seguiu, sob a direção de Fernanda Eugenio , habitando e aprofundado práticas de cura(doria), justeza social e (re)ativação da inseparabilidade enquanto experiência sensível de relação com a terra-soma. Mantendo-se em Lisboa, o AND Lab tornou-se itinerante e foi acolhido por diferentes estruturas da cidade, do Estúdio Vanda Melo ao Fórum Dança, passando por uma temporada de colaboração com o coletivo Baldio Estudos de Performance. Entre meados de 2015 e meados de 2016 , tomou, finalmente, a forma de uma associação cultural, no plano da qual Fernanda Eugenio passou a contar com o apoio afetuoso e atento de Ana Dinger, nos cuidados estruturais e no dia-a-dia da pesquisa, até 2019 , ano em que realizam em conjunto o projeto Do Irreparável: o que pode uma ética de reparação? , com apoio pontual da DG Artes, e é lançada a Caixa-Livro AND, publicação síntese da metodologia e da dimensão jogo do Modo Operativo AND, com edição da Fada Inflada. Entre 2015 e 2019 , emergiram os programas anuais e regulares das Escolas e Laboratórios de Verão AND, que, sob a direção e curadoria de Fernanda Eugenio, em conversas locais com diferentes interlocutores, se estabeleceram no eixo Portugal-Brasil, com edições temáticas anuais em Lisboa, Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo. A força de intervenção somático-política desses encontros - e a sua capacidade de fazer campo energético , instalando-se enquanto zonas espácio-temporais de agregação, interconexão e transmutação - traduziu-se na afluência e aglutinação crescente de pessoas a se deslocarem para as imersões, em cada vez maior número e de propósito. Este movimento, aos poucos, foi sinalizando a necessidade de se construírem condições para que essa paisagem pulsante pudesse se firmar num formato continuado, extensivo e duracional. Assim, tendo como ancestrais diretos esses encontros intensivos anuais, emerge em 2020 o atual programa expandido da Escola do Reparar. Ao longo desse período intensivo de cinco anos em que duraram as escolas e labs, o AND Lab realizou a maior parte das suas atividades nas dependências do equipamento municipal Polo Cultural das Gaivotas, até mudar-se, em dezembro de 2019 , para a cooperativa artística Penhasco, onde firmou seu pequeno atelier lisboeta. Em paralelo, foram abertos cinco núcleos locais do AND Lab no Brasil - em Curitiba (desde Novembro de 2017, cuidado por Francisco Gaspar Neto e Milene Duenha), no Rio de Janeiro (desde Janeiro de 2018, cuidado por Guto Macedo, Iacã Macerata e Mariana Pimentel), em São Paulo (desde Agosto de 2018, cuidado por Naiá Delion e Pat Bergantin), em Brasília (desde abril de 2019, cuidado por Alina Duchrow, Guilherme Mayer, Luana Castro, Jaqueline Silva e Rosa Schramm) e em Palmas (que se inicia enquanto desejo em novembro de 2019 e se firma em março de 2022, cuidado por Thaise Nardim) e dois núcleos local na Europa - um na Espanha, em Madrid (desde Junho de 2018, cuidado por Samuel Sardinha) - e outro na Alemanha, em Berlim (desde maio de 2022, cuidado por Manoela Rangel e Pedro Henrique Risse). A rede de interlocutores do AND Lab e do Modo Operativo AND, já antes transversal, concretizou-se, nos últimos anos, em projetos e iniciativas cada vez mais variados, num percurso de espalhamento também geográfico – entre Brasil, Chile, Argentina, Peru, Portugal, Espanha, França, Bélgica, Itália, Grécia, Alemanha, Áustria, República Checa, Reino Unido, EUA, Canadá, Nova Zelândia, Vietnã e Filipinas. Firmaram-se, também neste tempo, projetos colaborativos sensíveis e de visceral importância para o MO_AND, tais como: a retomada a partir de 2014 da colaboração em práticas site-specific entre Fernanda Eugenio e Gustavo Ciríaco (2009-atual); a interlocução de Fernanda Eugenio com Soraya Jorge e o Movimento Autêntico, tendo também a companhia de trocas de Guto Macedo e Naiá Delion, numa pesquisa continuada de procedimentos para a escuta sensível e a (co)responsabilização, a partir de uma aproximação entre o Reparar e o Testemunhar (2015-atual); a temporada colaborativa entre Fernanda Eugenio e Francisco Gaspar Neto à volta dos AND How (2015) a emergência do projeto dos Metálogos entre Fernanda Eugenio e Ana Dinger, que se tornou numa série e teve seis edições (2015-2019); a entrada em conversa direta com a clínica e a psicologia transdisciplinar, tendo como interlocutores mais frequentes, numa relação direta com Fernanda Eugenio, Iacã Macerata e Ruan Rocha, além de contribuições de Eduardo Passos, Catarina Resende, Mariana Borges, Letícia Barbosa e Christian Sade, no Brasil, e Mariana Ferreira, em Portugal (2017-atual); as pesquisas iniciais à volta do que se tornaria o procedimento ANDbodiment, com Fernanda Eugenio, Milene Duenha e Flora Mariah, e tendo como corpas convidadas Joana Maia e Ruan Rocha (2017-2018) o encontro do MO_AND com a Ternura Radical, nas Práticas de Des-Imunização e nas Práticas de Dis-solução criadas entre Fernanda Eugenio e Dani d'Emilia (2018-2020) e, a seguir, nas Re-fusing Practices (2021), quando então se soma a colaboração de Sarah Amsler, abrindo-se um plano de relação mais direto com o universo do coletivo Gestos Rumo a Futuros Decoloniais. a emergência de um desdobramento dos jogos de corpo-território (ANDbodiment e Comparência) do MO_AND, a partir do foco nas manifestações etéricas e na movência de forças que começam a se tornar frequentes neste plano, levando a uma pesquisa da en/ex-corporação que ativa uma espiritualidade política e uma política espiritualizada, num projeto colaborativo entre Fernanda Eugenio, Pat Bergantin e Manoela Rangel, as Práticas de Re-mediação (2020-2022) A partir de 2020 , começa a tomar corpo, ainda, uma importante reorientação no projeto do AND Lab, rumo a uma relação de proximidade e coabitação mais direta com a terra. Esta inclinação, que foi sendo gestada como desejo ao longo dos anos, assente no modo comunitário de vida que emergiu à volta do MO_AND, confirmou-se como ainda mais premente e justa com o surgimento da pandemia de covid-19, levando a diferentes experimentações junto a estruturas de acolhimento no campo, tanto no Brasil como em Portugal, com a realização de algumas residências, chamadas experimentalmente de LAND, na Bahia e no Algarve, até a emergência da parceria com a Trust Collective, no Barril de Alva, região de Coimbra, através da qual a Escola do Reparar faz um primeiro movimento mais consistente de transferir as suas ações para o campo (2021-atual). A situação pandêmica também corrobora, entre 2020 e 2021 , para uma reconfiguração nos modos de relação entre as pessoas colaboradoras no AND Lab Lisboa e nos diferentes núcleos AND espalhados pelo Brasil. Com a passagem do plano relacional, predominantemente, para a interface online, as ações que antes eram organizadas fragmentadamente, em diferentes cidades, entre Fernanda Eugenio e cada grupo local, concentram-se num só plano, levando à integração de todes num só grande grupo, a fazer campo de amparo e cuidado para o projeto a partir de diferentes localizações geográficas, organizando e propondo juntes ações que passam a integrar a Escola do Reparar. Emerge, assim, um coletivo transoceânico enquanto corpo sustentado da plataforma AND Lab: o Coletivo AND, originalmente formado por Fernanda Eugenio, Flora Mariah, Guto Macedo, Iacã Macerata, Manoela Rangel, Mariana Pimentel, Milene Duenha, Naiá Delion, Pat Bergantin e Ruan Rocha. A partir de 2023 , o AND Lab passa a contar com apoio sustentado da Direção Geral das Artes, inaugurando-se uma fase de consolidação da estrutura e da equipa permanente artística e técnica, aprofundamento e expansão dos programas Escola do Reparar e Crafting, emergência do Espaço AND Lab, além da fundação dos novos programas Fazer Comum e De Perto em Perto. O primeiro, dedicado à habitação e ocupação do espaço-sede, que passa a servir o circuito artístico e cultural da cidade enquanto ponto de encontro e fortalecimento comunitário, e o segundo, focado na mediação de públicos e multiplicação de interlocuções do Modo Operativo AND, procurando ir ao encontro das necessidades de diferentes públicos, oferecendo sessões para crianças, jovens, sêniores, estabelecendo ações de proximidade com escolas e ações experimentais tais como MO_AND para pessoas com deficiências e em contexto prisional como ferramenta de justiça restaurativa. Após um biénio de existência nestes novos moldes, ambos os programas, para darem resposta ao volume crescente de atividades, passaram a ter coordenação própria (o Fazer Comum passando aos cuidados de Luis Filipe Fernandes, também coordenador de produção do AND Lab, e o De Perto em Perto passando aos cuidados de Ana Dinger, no mesmo movimento em que adopta esta nova nomenclatura, abandonando o nome AND Todes sob o qual existiu na sua primeira temporada). Este período foi marcado também pelo amadurecimento do programa da Escola do Reparar, que a partir de 2024 passa a admitir artistas residentes e a desdobrar-se em dois eixos - eixo continuado anual entre Lisboa e Barril de Alva e eixo nómada composto por oficinas e retiros em diferentes cidades/países a cada ano - e, a partir de 2025 , passa a contar com Mariana Pimentel como assistente de direção e co-facilitadora, em apoio à direção e condução de Fernanda Eugenio. Ainda no âmbito da Escola do Reparar, entre 2023 e 2025 foi possível consolidar um núcleo de criação lisboeta do Coletivo AND, que se veio a somar ao Coletivo AND trans-oceánico emergente durante o período pandêmico, e a dar resposta a uma necessidade de apoio de corpo presente à investigação-criação sempre em processo de Fernanda Eugenio com o MO_AND. Neste plano de pesquisa local, estabeleceu-se, por um lado, uma colaboração perene em triângulação entre Fernanda Eugenio, Mariana Pimentel e Manoela Rangel, que se refletiu seja no manejo dos retiros da Escola do Reparar seja no plano da criação de novos artefactos. Por outro lado, incorporaram-se ao coletivo local em formação Ana Corrêa, Constança Carvalho Homem e Dai Ida (2023-atual), além Bernardo Chatillon, Henrique Antão, Nadiana Carvalho e Ary Zara, em colaborações pontuais. Este período foi marcado, ainda, pelo desaparecimento do Núcleo AND Espanha (descontinuado aquando do regresso a Portugal do coordenador local Samuel Sardinha) e surgimento do novo Núcleo AND França, a partir de 2023, cuidado por Astrid Takche de Toledo, Léa Raulin Briot e Nirvan Navrin, e pela reunião dos diferentes núcleos existentes no Brasil numa só estrutura, a Rede AND Lab Brasil, nova organização coletiva que passa a promover de modo autónomo uma programação multi-territorial de encontros de jogo e pesquisa do/com o MO_AND, em articulação com o AND Lab Sede. Dá-se, ainda, ao longo desses anos, uma progressiva reenunciação do Coletivo AND, que se alarga para passar a abrigar todas as pessoas artistas e/ou investigadoras que sustentam pesquisas de longa duração em interlocução com o MO_AND e o AND Lab, incluindo o grupo original, as novas pessoas que integraram o grupo de apoio à criação em Lisboa e outres associades que movem ações a partir das mais diversas geografias. São realizações importantes deste período: O lançamento da versão em inglês da Caixa-Livro AND, hANDbook (2024), com tradução de Ana Dinger e José Roseira, e edição da Fada Inflada, e da caixa-jogo Re-membrando o Futuro / Re-membering the Future (2025), que aborda a questão da mudança climática com jovens e foi desenvolvido pelo AND Lab (Fernanda Eugenio em colaboração com Gustavo Ciríaco, Ali Talaat e Catarina Real), no âmbito do projeto Erasmus+ Codename Seedling: Youth Tackling Climate Challenges Through Arts (2024-2026), coordenado por Vrije Universiteit Brussel. A criação das instalações Ninho & Bando e respectiva Exposição-Ocupação no espaço alkantara em Lisboa (2024). Ambas com direção artística de Fernanda Eugenio, a primeira em interlocução com o Coletivo AND original, contando com videoperformances e proposições situadas de Guto Macedo, Manoela Rangel, Mariana Pimentel, Milene Duenha, Naiá Delion e Pat Bergantin, e a segunda tomando a forma de instalação humana e performance duracional, em interlocução com novas pessoas integrantes do braço local do Coletivo AND, Ana Corrêa, Bernardo Chatillon, Constança Carvalho Homem, Dai Ida, Henrique Antão, Manoela Rangel, Mariana Pimentel, Nadiana Carvalho. A criação Resfôlego (2025), performance situada em relação com as sabedorias do vento, com direção de Fernanda Eugenio em co-criação com Ana Corrêa, Constança Carvalho Homem, Dai Ida e Mariana Pimentel, estreada no Festival Pedras d´Água 2025, em Lisboa, que sinaliza uma potencial futura série de ações relacionais com entidades não-humanas. O arranque da criação Baralho Amparo & Encanto, a partir das mais recentes ferramentas-conceito do MO_AND, com direção de Fernanda Eugenio em co-criação com Ana Corrêa, Ary Zara, Constança Carvalho Homem, Dai Ida (fase inicial), Manoela Rangel e Mariana Pimentel. Tomando a forma de uma nova série de ações psicossomágicas a serem partilhadas em modo videoperformance e instalação humana, a proposta é, por esta via encarnada, desembocar ao longo dos próximos anos na criação de uma publicação complementar à Caixa-Livro AND, a sistematizar a dimensão ritual do MO_AND e a reunir os conceitos emergentes nos anos mais recentes da prática. PROGRAMAS DO AND LAB CALENDÁRIO DE ATIVIDADES VOLTAR TOPO

  • Crafting

    Programas do Modo Operativo AND | AND Lab ITEM ANTERIOR PRÓXIMO ITEM Crafting Residências & Acompanhamentos Concepção de Fernanda Eugenio Desde 2023 Crafting | Residências & Acompanhamentos O Programa acolhe pessoas artistas e/ou investigadoras que desejem aplicar as ferramentas do Modo Operativo AND a projetos de criação, investigação ou mediação, dedicados à questão transversal da pesquisa de novas formas de vida emergentes do encontro entre diferenças, na interface entre ética, estética, política e comunidade. Voltado para facilitar o afinamento da formulação e da execução de um trabalho em andamento ou para oferecer assistência à prática e estudos focados do Modo Operativo AND , este programa procura fazer da situação-residência um espaço para a carpintaria artesanal das questões singulares de cada proponente. Desviando da lógica da solução e da função diretiva da orientação/supervisão , o acompanhamento consiste em auscultar, em conjunto com cada pessoa residente, o afeto-motor do projeto/processo . As ferramentas do Modo Operativo AND, numa dimensão artesanal, são utilizadas no mapeamento, explicitação e re-materialização do afeto, trabalhando assim em sustentar o projeto na zona intervalar do ‘como não ter uma ideia’ proposta pela abordagem AND. RESIDÊNCIA ASSISTIDA COLETIVA | EDIÇÃO ANUAL NO ESPAÇO AND LAB Lisboa A Residência Assistida Coletiva acontece uma vez por ano, em abril , no Espaço AND Lab, em Lisboa. Em 2026, a residência será de 6 a 17 de abril. Esta residência, com a duração de 10 dias , propicia um ambiente de concentração e foco, ao mesmo tempo em que permite intercalar o trabalho com convívios entre pares, ou as actividades e programação do AND Lab. Serão selecionados até 4 projetos individuais ou de grupo para um acompanhamento personalizado por Fernanda Eugenio , através de sessões ume-para-ume exclusivas para cada projeto, entremeadas por tempo de trabalho autônomo em estúdio . O processo inicia com um workshop introdutório coletivo , no qual são partilhadas as ferramentas de criação do Modo Operativo AND , e os momentos exclusivos para cada projeto são intercalados com prática regular do Jogo AND , em modo coletivo. As candidaturas são analisadas e as vagas preenchidas por ordem de chegada, sendo o prazo de resposta uma a duas semanas após submissão. A data limite para a submissão de candidatura é dia 2 de fevereiro , sendo que o prazo é sujeito à lotação do curso; Podem candidatar-se artistas e/ou investigadores de quaisquer áreas, com projetos de criação e/ou mediação, em fase embrionária ou já em fase de desenvolvimento. Não é imprescindível ter tido contacto prévio com o Modo Operativo AND para participar . O valor , com todas as atividades incluídas + alojamento para uma pessoa, é de 1000 Euros . Se o projeto for de grupo, somam-se 150 Euros por pessoa extra, referente a alojamento. Para que o valor não seja um impedimento, é possível solicitar bolsas para aceder a valores parciais , a serem definidos caso a caso, em conjunto com a pessoa ou grupo proponente. Esta Residência inclui alojamento partilhado num espaço de residência no centro de Lisboa (com quartos duplos ou triplos, casa de banho e cozinha equipada) , além da organização de uma sessão final de partilha pública do processo , aberta ao público local. RESIDÊNCIA ASSISTIDA INDIVIDUAL OU ACOMPANHAMENTO LONGITUDINAL Esta modalidade permite o acompanhamento de projetos de criação e mediação através de um programa flexível, desenhado à medida das necessidades e temporalidades de cada pessoa ou grupo ; O programa pode ser presencial, virtual ou híbrido . Pode ou não envolver uma residência individual no espaço-sede do AND Lab em Lisboa; Pode adoptar um formato mais intensivo , concentrado em dias corridos (de uma a três semanas, por exemplo) ou um formato mais extensivo , distribuído ao longo de meses com uma periodicidade semanal, quinzenal ou mensal; Com acompanhamento de Fernanda Eugenio ou membros da equipa pedagógica AND Lab O acompanhamento pode se focar somente numa fase específica da criação ou se estender por todo o processo , do embrião do afeto até a apresentação pública; No caso da escolha por encontros presenciais , estes podem dar-se no AND Lab em Lisboa através de residência da pessoa/grupo ou podem ser realizados no espaço/cidade des proponentes; As aplicações estão abertas em permanência, podendo ser enviadas em qualquer altura do ano; É possível compor a residência/acompanhamento somente com sessões personalizadas de assistência à criação, conduzidas por Fernanda Eugenio, ou incluir um workshop do Modo Operativo AND , introdutório e/ou de desdobramento dirigido à criação; No caso de residências com lugar no AND Lab, as pessoas residentes podem participar de outras atividades em curso no momento em nosso espaço e, se desejado e se fizer sentido para o trabalho, pode ser organizada uma sessão pública de partilha final do processo; Não é imprescindível ter tido um contacto prévio com o Modo Operativo AND para submeter uma aplicação; Não há obrigação de apresentar um resultado final, sendo tais iniciativas opcionais; Os valores são calculados de acordo com o desenho final do programa personalizado, e acordados diretamente com es solicitantes. ESTRUTURA & DOCUMENTAÇÃO OFERECIDOS A residência pode incluir, conforme a modalidade, as necessidades do projeto e a disponibilidade de agenda no período escolhido: Alojamento (ou apoio para encontrar alojamento acessível na cidade); Espaço de trabalho em estúdio/sala de ensaio em regime partilhado (aquando da presença de mais pessoas residentes); Oficina de introdução ao Modo Operativo AND (para pessoas que não tenham ainda familiaridade com a ferramenta) ou oficina de aplicação e desdobramento artesanal do Modo Operativo AND; Sessões de acompanhamento semanais, quinzenais ou mensais com Fernanda Eugenio e/ou outres membres da equipa AND Lab; Apoio à divulgação das atividades do projeto e respectiva inserção nas redes locais durante a temporada em Portugal; Organização de um momento público de partilha do processo; Possibilidade de integração à nossa programação (palestra, oficina, ensaio aberto, apresentação etc.); Participação aberta na programação a decorrer no AND Lab no período da residência; Emissão dos documentos necessários para a apresentação das candidaturas a linhas de financiamento para a viagem; Apoio à obtenção de visto português (quando necessário). Candidaturas ENVIAR CANDIDATURA QUANDO-ONDE? Atividades Relacionadas no Calendário (Atuais + Histórico) [rolar com as setas ou clicar numa atividade para abri-la em outra janela/separador] Ainda não há eventos relacionados a este programa/atividade no calendário. CALENDÁRIO DE ATIVIDADES SOBRE O AND E O MO_AND VOLTAR TOPO

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