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- Pedro Henrique Risse | Equipa & Colaboradores AND Lab
Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Pedro Henrique Risse Apoio à Documentação Audiovisual Minhas investigações e contribuições vivem do desejo de reconectar, tanto conceitualmente quanto experiencialmente, áreas de estudo e da vida que no pensamento moderno ocidental foram fragmentadas e separadas. Eu me descrevo como artista, educador e pensador e me nomeio também como um Não-terapeuta para designar um campo de atuação que ainda não existe, e no qual, no entanto, me sinto em casa. Eu sou um inventor e coletor de metodologias, desenhando as condições iniciais (e iniciáticas) para um fazer sentido juntos. A minha atenção está direcionada para as interconexões entre percepção, ação, experiência e conceitualização. Nos meus seminários, workshops e formatos experimentais, eu facilito o sentir das sensações, a atenção ao gesto compartilhado, o pensamento somático-relacional e o discernimento sobre as estórias que criamos, e como elas nos fazem. Atualmente, o que me move mais profundamente é criar espaços para os estudos experienciais da consciência. Esses estudos envolvem a re-apropriação do sentir e uma re-orientação em relação ao que vive em nós e conosco. Aqui também investigo novos atravessamentos e misturas entre a Disciplina do Movimento Autêntico (transmitida por Soraya Jorge) e a Constelação Sistêmica contemporânea. A mim me interessa alargar a área do que hoje é o lugar designado à arte na sociedade moderna. Para mim, dar forma a espaços educativos experimentais é uma das minhas principais práticas artísticas. Mas também já realizei filmes, exposições, performances no espaço público e no teatro, além de projetos online e outras publicações; atuei em coletivos de cineastas, realizadores de teatro e artistas da dança; e fiz parte de associações socioculturais no campo da arte e da interculturalidade. Desde criança sou migrante, transitando entre as distintas culturas do Rio de Janeiro e de Porto Alegre. Após muitos anos vivendo em territórios europeus de cultura germânica, finalmente me percebo como latino-americano. Como colaborador do AND LAB, já contribuí com a curadoria e edição do arquivo audiovisual e atuo no Núcleo de Berlim e na pesquisa entre o Movimento Autêntico e o Modus Operandi AND. O MO AND é para mim um presente raro, que busquei por um longo tempo no campo das artes e me (in)formou na descrição justa dos acontecimentos complexos do viver junto, me equipando na formulação de operações para o fazer sentido juntos. Pedro Henrique Risse (Rio de Janeiro, 1985) é também Constelador Sistêmico e docente na Universidade de Erfurt, no campo da Performance e Performatividade. É pai e vive atualmente em Graz, na Áustria. < Anterior Próxima > VOLTAR
- 'COMO?' Programas & Rede-Plataforma | AND Lab
COMO? [Programas & Atividades] Programas & Atividades AND DOC Contacto Programas, Atividades & modos de Participar Programa de Formação Artístico-Política do AND Lab Eixo continuado com edições anuais temáticas que reunem investigações-criações transversais aos demais programas, com módulos/níveis de aprofundamento no MO_AND e atividades em Portugal e no Brasil. Escola do Reparar +SOBRE EDIÇÃO ATUAL EDIÇÕES ANTERIORES VER EDIÇÃO ATUAL Programas de Aplicação, Mediação e Transmissão do MO_AND Estruturas ou Linhas investigativas principais vinculadas à filosofia habitada do Modo Operativo AND. Podem atuar de modo permanente (Rede e Residências) ou na programação do Calendário. Crafting Residências & Acompanhamentos +SOBRE De Perto em Perto Multiplicação de Encontros +SOBRE Rede & Núcleos Atividades Locais +SOBRE VER ATIVIDADES DISPONÍVEIS Programa Fazer Comum Acolhimentos no Espaço AND Lab Atividades conjuntas e Acolhimentos no Espaço AND Lab (residências e ensaios, aulas regulares e workshops, encontros e eventos) selecionados via 'open call' de candidatura no Calendário do site. Ocupações do Espaço +SOBRE Estudos Indóceis +SOBRE AND Lab em Festa +SOBRE VER ATIVIDADES DISPONÍVEIS Programa de Artefatos do AND Publicações, séries, exibições ou performances, objetos físicos ou digitais, originados de linhas investigativas. Algumas destas realizações estão disponíveis na Banca de Artefatos do AND. Caixa-Livro +SOBRE Documentário Dez anos do AND Lab: uma Re-membração +SOBRE Exposições-Ocupações +SOBRE Séries de Proposições Performativas +SOBRE Manual de Sobrevivência para Tempos Irreparáveis +SOBRE Performances Situadas +SOBRE VISITAR A 'BANCA DE ARTEFATOS' AND Doc Acervo de Conteúdo Digital dos Programas do AND Lab Acervo da Rede De Colaboradores, Apoiadores & Coletivo Next Documentação Audiovisual Transmissão & Partilha do MO_AND, Escola do Reparar e Colaborações Artigos Publicados Artigos em Português, Inglês e Espanhol Artefatos Digitais Canal de vídeos com Websérie, Documentário e Videoperformances ENTRAR (Assinantes) ASSINAR (+Info)
- Página de erro 404 | AND Lab
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- edicao-07-2026 | AND Lab
edicao-07-2026 edicao-07-2026 VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) [sobre a Escola] [ver outras edições] ESCOLA DO REPARAR Edição#7-2026 Re-flexo & Re-clame: a rechamação do mistério APRESENTAÇÃO Eixo Continuado | 17 de maio a 1 de agosto de 2025 (início em 16 de março para artistas residentes) O eixo continuado da Escola do Reparar ed#7 2026 propõe um programa condensado, com duração total de 3 ou 5 meses, que permite aos participantes construir uma relação de intimidade com o Modo Operativo AND, oferecendo um processo formativo completo que percorre toda a sua constelação de jogos e ferramentas, aliado a uma vivência de aprofundamento na dimensão ritual da prática. Incorpora ainda a possibilidade de participação como artista residente no plano de investigação-criação da Escola, participando no processo de criação em curso do AND. A seguir, apresentamos os detalhes sobre o cronograma , os módulos e processo de inscrição (ou candidatura , no caso de artistas residentes), que se inicia com a escolha entre as modalidades de participação Integral , Parcial e Artista Residente . Não deixe de observar, no final da página, o Manifesto Questão-Tema da Edição , também explicativo sobre as novas co-operações Re-Flexo e Re-Clame e a nova ferramenta-conceito da Rechamação, que vêm unir-se às anteriores chamadouros e alumbramentos (2025), dis-cernir e inseparar (2024), re-pouso e re-voo (2023), amparo e encanto (2022), re-membração (2021) e 10 posições ante o irreparável (edição piloto 2020). MÓDULOS & MODALIDADES Apresentamos os Módulos do Programa e as respetivas Modalidades de Participação. Para inscrever-se, clicar no botão da Modalidade desejada. Os módulos hANDling e LANDscape compõem o percurso (trans)formativo integral da Escola. O módulo under stANDing é um módulo de residência de investigação-criação, com ingresso via candidatura, que oferece também um convite ao percurso integral. Clicar nos flyers se desejar ver a página de detalhes de cada módulo separadamente, em outra janela/aba do navegador. Após o fim das inscrições do eixo continuado da Escola, se houver disponibilidade de vagas de participação avulsa , estas páginas irão também para o Calendário do Site e lá abrirão o seu processo de inscrição à parte. under stANDing Investigação-Criação com o MO_AND Módulo-Residência de Criação 16 de março a 3 de maio de 2026 Fernanda Eugenio & Coletivo AND Lisboa: espaço AND Lab e espaço Alkantara | Barril de Alva (Arganil): Trust Collective Modalidade Artista Residente Mostrar Mais hANDling Formação no MO_AND Módulo de Introdução & Desdobramento 17 de maio a 14 de julho de 2026 Fernanda Eugenio e Mariana Pimentel Lisboa | espaço AND Lab Todas as Modalidades Mostrar Mais LANDscape Jornada Ritual com o MO_AND Módulo de Aprofundamento/Vivência Imersiva 24 de julho a 1 de agosto de 2026 Fernanda Eugenio, Mariana Pimentel, Manoela Rangel (+ artistas residentes) Trust Collective, Barril de Alva (Arganil) Modalidades Integral e Artista Residente Mostrar Mais Canal de Dúvidas A Escola do Reparar tem modalidades de participação integral, parcial ou como artista residente. Para ver as modalidades disponíveis no momento, ir à página da Edição atual. PÁGINA DA EDIÇÃO ATUAL QUESTÃO-TEMA Re-flexo & Re-clame: a rechamação do mistério Um pouco sobre as novas co-operações Re-Flexo e Re-Clame e a nova ferramenta-conceito da Rechamação A Escola do Reparar 2026 convida a mais uma viagem de pesquisa vivencial, colaborativa e encarnada à volta dos processos íntimo-coletivos de reparação. Nesta 7ª edição do programa, a proposta é adentrar a investigação pelo prisma das co-operações entre Re-flexo e Re-clame , que se desdobram a partir dos estados de Alumbramento e Chamadouro , respetivamente, e dão corpo à nova ferramenta-conceito da Rechamação . Desejamos pesquisar vias de reconexão sensível com a complexa e intrincada teia de inseparabilidade pela qual co-participamos e somos co-participades , reciprocamente, em/por tudo o que há, na confiança de que um corpo de implicação política na reparação no/do Irreparável sistémico aí pode (re)encontrar forças de sustentação e proliferação. Reconhecendo que é ao nível do corpo-soma que o Irreparável se aloja, e que é a partir daí que faz de cada ume vetor da sua perpetuação, insistimos na investigação da questão-chave que move o Modo Operativo AND - como matar/descontinuar o sistema em nós sem morrer? - enquanto compromisso com um trabalho interminável de reorientação dos nossos modos de existir, relacionar e habitar, na direção do respeito e do honrar da Vida. Em conexão com o elemento água e formas aquosas de vida, a proposta desta 7ª edição é desdobrar novas práticas de jogo e ritual para sintonizar com as sabedorias da dis-solução, da trans-forma-ação e da condução/canalização - perseverando, assim, na pesquisa de possíveis desinvestimentos consistentes nas lógicas hegemónicas da solução, da fixação e da ordenação. Com o amparo da constituição de um campo assegurado , que maneja cuidado e risco em metaestabilidade, o processo coletivo visa propiciar as condições para (re)constituir, em cada pessoa participante, um corpo com continente suficiente para experimentar-se em (auto-)reparação. A frequentação da prática propicia a sintonização com a ética do Reparar, simultaneamente enquanto atenção distribuída, manuseamento do possível e serviço de (re)curadoria relacional, convidando a testemunhar - no cosmos do cada ume e do entre-muites - os padrões e esquemas Irreparáveis que possam estar a reiterar a ilusão estéril da separação, e a pesquisar, situadamente, modos de regenerar a sensopercepção da inseparabilidade e a consciência encarnada de que somos mistura impura, reencontrando-nos enquanto meio e conduto do fluxo vital. Com a água, que é ao mesmo tempo fonte e curso ( source ), convocamos o desaprendizado da objetificação em recurso ( resource ) das matérias, entes, relações e situações que nos perfazem e com-põem. Seguindo o fio do recente trabalho à volta dos estados reparadores dos Alumbramentos e dos Chamadouros , temos andado a investigar modos de restituir acessos sensíveis à multidimensionalidade do Tudo-Todo e de remediar canais transespecíficos de fala, escuta, co(n)sentimento e (des)integração somática. Ao longo de 2026, propomos aprofundar a pesquisa desses estados, focando, desta vez, em esmiuçar as suas operações e co-operações, e em demorarmo-nos suficientemente nelas para que possamos reabilitar o seu espectro alargado de manifestação. Nas suas versões encurtadas e estreitadas pelos funcionamentos arraigados do Irreparável, Re-Flexo e Re-Clame desativam-se enquanto sabedorias encarnadas, restringindo-se em mero reflexo - loop de reatividade - e mero reclame, queixa projetiva e desresponsabilizante. Restituídas à sua amplitude, poderão, talvez, reabrir-se enquanto tecnologias de sintonização e de instauração de campo . Assim, confiamos que reparar nessas co-operações propiciará devolver ao Re-Flexo a sua qualidade hipnótica e co(m)passionante e, ao Re-Clame, a sua qualidade telepática e manifestante . Num percurso duracional de investigação-criação e frequentação vivencial, convidamos a experimentar o re-fletir enquanto sabedoria de curva e espiralação - a possibilidade de voltar a dobrar sobre si , reacessando a vista do ponto que o ponto de vista tende a suprimir - e o re-clamar enquanto sabedoria de escuta de chamados e vocalização de chamas - a possibilidade de reacender a guiança interna e reconectar com a poli-voz da integridade multidimensional . No Re-Flexo, trata-se de reafinar com a suficiência sábia dos funcionamentos orgánicos involuntários , que nunca perderam a conexão com a fonte do Fundo Comum da Vida e seguem propagando-a por espelhamento direto. Trata-se, ainda, de ressintonizar com a sua função ressonante , que permite o acoplamento somático e o co(n)sentir entre-seres : modo reflexo-empático que, a cada encontro, re-conhece outres em mim e mim em outres , reanimando a liga afetiva do comum. No Re-Clame, o trabalho envolve recalibrar o manejo do próprio pensamento e da sua enunciação em palavra com responsabilidade e rigor, reempossar o clamor interno reacendendo a multiplicidade do eu, reaprender a frequentar com parcimónia e justeza a gradação entre pedir e reivindicar . Trata-se de voltar a ouvir os chamados vitais, próprios e alheios, de necessidade, vontade, desejo, limite, propósito, discernindo-os da sua atual captura pelo capital, que os converte em apelos de consumo, discursos prontos e palavras de ordem, que não páram de reiterar a ilusão da separação e a lógica da falta e, no seu vozerio ininterrupto, ora sufocam ora anestesiam os canais sensíveis individuais e coletivos pelos quais poderia estar a correr o pulso encantado e abundante do comum e da comunicação intra, inter e transespecífica. Re-Flexo e Re-Clame confluem na Rechamação , modulação do gesto reparador que atua no resgate radical de uma relação de reverência ao Mistério, o desconhecido-desconhecível (im)permanente que nos insepara . Rechamar, forma verbal arcaica, é ato de fazer brilhar, resplandecer, pasmar, espantar-encantar . É, ainda, o ato de recuperar elos perdidos de memória ou informação, fazendo-os voltar a comparecer em presente e presença. Enquanto ferramenta-conceito, é ativado, também e por fim, no que o óbvio da palavra sugere: enquanto gesto de renomeação e de reconvocação , que permite reformular o que vem sendo dito (e feito) injustamente - ou, como temos praticado com o MO_AND, permite-nos bem-dizer a mal-dição , contribuindo para a remissão do Irreparável do mundo-como-É e abrindo caminho, de perto em perto, para que possamos nos achegar ao mundo-como-E. Fernanda Eugenio Lisboa, dezembro de 2025 FICHA TÉCNICA Direção, Concepção e Facilitação : Fernanda Eugenio Assistência de Direção : Mariana Pimentel Co-facilitação : Mariana Pimentel e Manoela Rangel Produção: Luís Filipe Fernandes Gestão : Rita Maia Design Gráfico e Plataforma Digital : Alexandre Eugenio Comunicação : Eduardo Quinhones Hall Fotos do Projeto Gráfico: Oleg Doroshenko Documentação Audiovisual : Violeta Mora, Inês T. Alves Parcerias: Alkantara, Trust Collective Apoios Locais: Junta de Freguesia de Côja e Barril de Alva, RIJU Coja Financiamento: República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes LINKS & BIOS LINKS RELEVANTES Sobre a Escola do Reparar Sobre o Modo Operativo AND Site da Trust Collective (parceira do AND Lab e sítio de acolhimento do retiro LANDscape) BIOS Fernanda Eugenio Mariana Pimentel Manoela Rangel [sobre a Escola] [ver outras edições] VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) edicao-07-2026 edicao-07-2026
- Guto Macedo | Equipa & Colaboradores AND Lab
Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Guto Macedo Núcleo Rio de Janeiro, Brasil Participante do Coletivo AND Guto Macedo foi pioneiro no Ensino do Contato Improvisação no Brasil. Atua também como Professor de Dança Contemporânea e Moderna, Movimento Autêntico, Coreógrafo, Ator-bailarino, Músico, Cantor, Educador Somático e de Percepção Musical, Pesquisador do Movimento e Facilitador da Lei do Tempo. Pesquisador teórico-prático independente, membro participante e co-fundador dos coletivos CIMA e Corposições. Integra o Núcleo And Lab Rio e o AND Collective e colabora na Escola do Reparar. Formado em direção teatral (UFRJ/2006), Pós-Graduado em Neurociências (UFRJ/2016) e Facilitador da Lei do Tempo (Instituto Lei do Tempo/2017). Foi dançarino profissional integrante de diferentes grupos no Rio de Janeiro e em Nova Iorque. Desde 2003 pratica o Movimento Autêntico (MA) com a Introdutora do MA no Brasil, Soraya Jorge. Com ela criou o CIMA (Centro Internacional do Movimento Autêntico) e desenvolveu a pesquisa Afecção Entre o Movimento Autêntico e o Contato Improvisação. Seu trabalho circulou por diferentes países na América do Sul (Brasil, Argentina, Uruguai), na Europa (Portugal, Espanha, Áustria, Alemanha, Rússia e Grécia) e EUA (NY), tendo participado de diversos festivais e encontros internacionais. < Anterior Próxima > VOLTAR
- Historial-e-Trajetoria
Sobre o AND Lab e o Modo Operativo AND | AND Lab Historial & Trajetória Historial O AND Lab, fundado em 2011 em Lisboa e constituído como associação cultural sem fins lucrativos em 2015, é uma estrutura artesanal de investigação artística, que tem vindo a desenvolver uma abordagem única, experimental e expandida à criação artística, praticando-a enquanto ação micropolítica duracional, transversal e interdisciplinar, conjugando modos de fazer e interfaces com origem em diferentes campo artísticos (performance, dança, teatro, artes visuais, práticas site-specific etc) e em áreas tais como a antropologia, a educação e as pedagogias radicais, a psicologia clínica de território, a arquitetura e a agricultura sustentáveis, o ativismo e a mediação comunitária etc. Esta abordagem foi-se constituindo numa marca singular, ao longo de anos em que o AND Lab vem sustentando uma programação consistente e regular, sempre assente na permeabilidade entre pesquisa, transmissão e criação, assim como na construção de dispositivos performativos relacionais imersivo-participativos que, ao mesmo tempo, proporcionam a habitação do encontro e permitem tomar a convivência enquanto lugar de pesquisa e co-criação coletiva. A programação do AND Lab assenta na transmissão-partilha das ferramentas do Modo Operativo AND (metodologia de composição colaborativa e cuidado-curadoria criada por Fernanda Eugenio) em conversa com práticas afins e com a proposição de diferentes questões motoras a cada ano. Desde 2023, quando emergiu o Espaço AND Lab, em Cabo Ruivo, Lisboa, o AND Lab estabeleceu-se em sede própria, depois de um período itinerante, no qual foi acolhido por diferentes estruturas da cidade, estabeleceu uma rede em outros países da Europa e América do Sul e firmou um programa regular em Lisboa - cujo carro-chefe, o programa continuado e expandido de formação artístico-política Escola do Reparar, ancora-se num anterior programa de escolas e laboratórios de verão que contou com 5 edições em Lisboa e 8 edições brasileiras, realizadas nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. A Escola do Reparar toma corpo em 2020 com uma edição piloto e torna-se programa regular em 2021 juntamente com a comemoração dos dez anos de existência da plataforma AND Lab em Lisboa, a partir de um sólido trabalho de investigação artística das políticas da convivência, que vem acumulando experiência e tecendo redes há quase duas décadas, entre Portugal e Brasil. Instalando-se como plataforma perene e transversal, no campo vivo de lutas político-afetivas que temos habitado, o AND Lab assenta-se no "entre", enquanto instância de experimentação e re-imaginação do que queremos e podemos enquanto comunidades. Trajetória O AND Lab e o Modo Operativo AND, tal como hoje se estruturam, emergiram como consequência da extensa trajetória de investigação-inquietação de Fernanda Eugenio desde os anos 2000, marcada por colaborações intensivas, deslocações e desvios, entre a pesquisa acadêmica estrita e uma investigação singular e cada vez mais indisciplinada dos usos artísticos e políticos da etnografia como ferramenta circunscritiva-performativa. Esta pesquisa, sendo processual, sintetizou-se de diferentes modos e com diversas nomenclaturas ao longo desses anos – Sistema É-Ou-E, Modo de Vida E, Etnografia Recíproca, Etnografia como Performance Situada, Reprograma, Reparagem, Pensacção – até adotar a atual nomenclatura Modo Operativo AND, firmada durante uma fase de colaboração com o coreógrafo português João Fiadeiro. A primeira formulação do Modo Operativo AND surgiu em 2002 , com o pano de fundo da antropologia, no âmbito da pesquisa de doutoramento de Fernanda Eugenio, realizada, entre 2002 e 2006, no Museu Nacional, Rio de Janeiro, Brasil. Seguiu-se uma aproximação ao campo das artes performativas e uma transversalização crescente do AND enquanto conjunto de ferramentas, que levou à emergência de uma vasta rede de pessoas colaboradoras e interlocutoras das mais diversas áreas: sem prejuízo da relação com as práticas artísticas (performativas, cênicas e visuais) e com os estudos de performance, foram ganhando especial relevo os cruzamentos com as práticas de cuidado e mediação na psicologia (em particular na clínica transdisciplinar e de território), na pedagogia, no serviço social, no serviço educativo de museus e centros culturais, mas também no ativismo, na arquitetura e no urbanismo tático. Surgiram ainda prolíficas conversas e aplicações do Modo Operativo AND em áreas tão diversas quanto a informática, a agricultura e a alimentação ou as neurociências. A colaboração de longa duração entre Fernanda Eugenio e João Fiadeiro, iniciada em 2009 , sob a forma de iniciativas pontuais entre Brasil e Portugal, foi formalizada num projeto produzido pela estrutura Real e apoiado pela Direção Geral das Artes, entre 2011 e 2014. Assim, num primeiro momento, entre 2011 e 2012 , o AND Lab foi, sobretudo, um projeto de investigação: simultaneamente projeto de pós-doutoramento em Antropologia de Fernanda Eugenio no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e iniciativa em colaboração com a estrutura Real. Nessa altura, João Fiadeiro tinha suspendido o seu trabalho autoral, acolhendo este “laboratório de etnografia recíproca”, no qual a ética AND proposta por Fernanda Eugenio viria a ser colocada, sistematicamente, em conversa com o método da Composição em Tempo Real (CTR), desenvolvido pelo coreógrafo desde os anos 90. Datam deste período as conferências-performance Secalharidade (2012) e O Jogo das Perguntas (2013) , que procuraram sintetizar a filosofia habitada do Modo Operativo AND. Foram anos de experimentação intensiva, durante os quais Fernanda e João chegaram a pensar que as suas ferramentas – o Modo Operativo AND e a Composição em Tempo Real (CTR) – formariam um só conjunto de práticas. Em Março de 2013 , ainda neste enquadramento, fundaram o AND Lab como centro de investigação, num movimento que o fazia passar de projeto a lugar. A primeira sede do AND Lab foi no Atelier Real, em Lisboa – sede também da Companhia Real, de João Fiadeiro. Durante o ano de 2013 e, principalmente, em 2014, o uso intensivo e as interlocuções que se foram juntando à volta das duas práticas ajudaram a clarificar importantes diferenças de modulação, enfoque e aplicação entre ambas. O MO_AND foi confirmando a sua inclinação enquanto ferramenta de cuidado-curadoria de uso transversal e pronunciadamente político, enquanto a CTR foi reencontrando o seu lugar e importância como ferramenta de composição coreográfica e metodologia de criação. Preservando-se o reconhecimento da riqueza que o período de convivência trouxe a cada pesquisa, as duas práticas seguiram caminhos próprios a partir de 2014 . Ainda hoje são partilhados alguns procedimentos, entre os quais o jogo básico de tabuleiro, embora MO_AND e CTR lhes dêem, cada qual, um uso distinto. Também parte do vocabulário atual praticado por João Fiadeiro na CTR segue alimentado pela filosofia AND. O Modo Operativo AND consolidou-se enquanto ética e modo de vida comprometido com uma aplicação no plano das micropolíticas de reciprocidade que sustentam a vida (em) comum, englobando um conjunto de ferramentas de uso coletivo aberto a qualquer tipo de corpo, matéria ou inquietação. Tornou-se em metodologia de base para um projeto transversal e continuado de formação artístico-política, no cruzamento entre as artes, o pensamento crítico, as práticas político-afetivas encarnadas e as pedagogias radicais. A partir de 2015, a plataforma AND Lab, firmando-se no entrelaçamento entre fazeres artísticos, processos participativos, política e espiritualidade, seguiu, sob a direção de Fernanda Eugenio , habitando e aprofundado práticas de cura(doria), justeza social e (re)ativação da inseparabilidade enquanto experiência sensível de relação com a terra-soma. Mantendo-se em Lisboa, o AND Lab tornou-se itinerante e foi acolhido por diferentes estruturas da cidade, do Estúdio Vanda Melo ao Fórum Dança, passando por uma temporada de colaboração com o coletivo Baldio Estudos de Performance. Entre meados de 2015 e meados de 2016 , tomou, finalmente, a forma de uma associação cultural, no plano da qual Fernanda Eugenio passou a contar com o apoio afetuoso e atento de Ana Dinger, nos cuidados estruturais e no dia-a-dia da pesquisa, até 2019 , ano em que realizam em conjunto o projeto Do Irreparável: o que pode uma ética de reparação? , com apoio pontual da DG Artes, e é lançada a Caixa-Livro AND, publicação síntese da metodologia e da dimensão jogo do Modo Operativo AND, com edição da Fada Inflada. Entre 2015 e 2019 , emergiram os programas anuais e regulares das Escolas e Laboratórios de Verão AND, que, sob a direção e curadoria de Fernanda Eugenio, em conversas locais com diferentes interlocutores, se estabeleceram no eixo Portugal-Brasil, com edições temáticas anuais em Lisboa, Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo. A força de intervenção somático-política desses encontros - e a sua capacidade de fazer campo energético , instalando-se enquanto zonas espácio-temporais de agregação, interconexão e transmutação - traduziu-se na afluência e aglutinação crescente de pessoas a se deslocarem para as imersões, em cada vez maior número e de propósito. Este movimento, aos poucos, foi sinalizando a necessidade de se construírem condições para que essa paisagem pulsante pudesse se firmar num formato continuado, extensivo e duracional. Assim, tendo como ancestrais diretos esses encontros intensivos anuais, emerge em 2020 o atual programa expandido da Escola do Reparar. Ao longo desse período intensivo de cinco anos em que duraram as escolas e labs, o AND Lab realizou a maior parte das suas atividades nas dependências do equipamento municipal Polo Cultural das Gaivotas, até mudar-se, em dezembro de 2019 , para a cooperativa artística Penhasco, onde firmou seu pequeno atelier lisboeta. Em paralelo, foram abertos cinco núcleos locais do AND Lab no Brasil - em Curitiba (desde Novembro de 2017, cuidado por Francisco Gaspar Neto e Milene Duenha), no Rio de Janeiro (desde Janeiro de 2018, cuidado por Guto Macedo, Iacã Macerata e Mariana Pimentel), em São Paulo (desde Agosto de 2018, cuidado por Naiá Delion e Pat Bergantin), em Brasília (desde abril de 2019, cuidado por Alina Duchrow, Guilherme Mayer, Luana Castro, Jaqueline Silva e Rosa Schramm) e em Palmas (que se inicia enquanto desejo em novembro de 2019 e se firma em março de 2022, cuidado por Thaise Nardim) e dois núcleos local na Europa - um na Espanha, em Madrid (desde Junho de 2018, cuidado por Samuel Sardinha) - e outro na Alemanha, em Berlim (desde maio de 2022, cuidado por Manoela Rangel e Pedro Henrique Risse). A rede de interlocutores do AND Lab e do Modo Operativo AND, já antes transversal, concretizou-se, nos últimos anos, em projetos e iniciativas cada vez mais variados, num percurso de espalhamento também geográfico – entre Brasil, Chile, Argentina, Peru, Portugal, Espanha, França, Bélgica, Itália, Grécia, Alemanha, Áustria, República Checa, Reino Unido, EUA, Canadá, Nova Zelândia, Vietnã e Filipinas. Firmaram-se, também neste tempo, projetos colaborativos sensíveis e de visceral importância para o MO_AND, tais como: a retomada a partir de 2014 da colaboração em práticas site-specific entre Fernanda Eugenio e Gustavo Ciríaco (2009-atual); a interlocução de Fernanda Eugenio com Soraya Jorge e o Movimento Autêntico, tendo também a companhia de trocas de Guto Macedo e Naiá Delion, numa pesquisa continuada de procedimentos para a escuta sensível e a (co)responsabilização, a partir de uma aproximação entre o Reparar e o Testemunhar (2015-atual); a temporada colaborativa entre Fernanda Eugenio e Francisco Gaspar Neto à volta dos AND How (2015) a emergência do projeto dos Metálogos entre Fernanda Eugenio e Ana Dinger, que se tornou numa série e teve seis edições (2015-2019); a entrada em conversa direta com a clínica e a psicologia transdisciplinar, tendo como interlocutores mais frequentes, numa relação direta com Fernanda Eugenio, Iacã Macerata e Ruan Rocha, além de contribuições de Eduardo Passos, Catarina Resende, Mariana Borges, Letícia Barbosa e Christian Sade, no Brasil, e Mariana Ferreira, em Portugal (2017-atual); as pesquisas iniciais à volta do que se tornaria o procedimento ANDbodiment, com Fernanda Eugenio, Milene Duenha e Flora Mariah, e tendo como corpas convidadas Joana Maia e Ruan Rocha (2017-2018) o encontro do MO_AND com a Ternura Radical, nas Práticas de Des-Imunização e nas Práticas de Dis-solução criadas entre Fernanda Eugenio e Dani d'Emilia (2018-2020) e, a seguir, nas Re-fusing Practices (2021), quando então se soma a colaboração de Sarah Amsler, abrindo-se um plano de relação mais direto com o universo do coletivo Gestos Rumo a Futuros Decoloniais. a emergência de um desdobramento dos jogos de corpo-território (ANDbodiment e Comparência) do MO_AND, a partir do foco nas manifestações etéricas e na movência de forças que começam a se tornar frequentes neste plano, levando a uma pesquisa da en/ex-corporação que ativa uma espiritualidade política e uma política espiritualizada, num projeto colaborativo entre Fernanda Eugenio, Pat Bergantin e Manoela Rangel, as Práticas de Re-mediação (2020-2022) A partir de 2020 , começa a tomar corpo, ainda, uma importante reorientação no projeto do AND Lab, rumo a uma relação de proximidade e coabitação mais direta com a terra. Esta inclinação, que foi sendo gestada como desejo ao longo dos anos, assente no modo comunitário de vida que emergiu à volta do MO_AND, confirmou-se como ainda mais premente e justa com o surgimento da pandemia de covid-19, levando a diferentes experimentações junto a estruturas de acolhimento no campo, tanto no Brasil como em Portugal, com a realização de algumas residências, chamadas experimentalmente de LAND, na Bahia e no Algarve, até a emergência da parceria com a Trust Collective, no Barril de Alva, região de Coimbra, através da qual a Escola do Reparar faz um primeiro movimento mais consistente de transferir as suas ações para o campo (2021-atual). A situação pandêmica também corrobora, entre 2020 e 2021 , para uma reconfiguração nos modos de relação entre as pessoas colaboradoras no AND Lab Lisboa e nos diferentes núcleos AND espalhados pelo Brasil. Com a passagem do plano relacional, predominantemente, para a interface online, as ações que antes eram organizadas fragmentadamente, em diferentes cidades, entre Fernanda Eugenio e cada grupo local, concentram-se num só plano, levando à integração de todes num só grande grupo, a fazer campo de amparo e cuidado para o projeto a partir de diferentes localizações geográficas, organizando e propondo juntes ações que passam a integrar a Escola do Reparar. Emerge, assim, um coletivo transoceânico enquanto corpo sustentado da plataforma AND Lab: o Coletivo AND, originalmente formado por Fernanda Eugenio, Flora Mariah, Guto Macedo, Iacã Macerata, Manoela Rangel, Mariana Pimentel, Milene Duenha, Naiá Delion, Pat Bergantin e Ruan Rocha. A partir de 2023 , o AND Lab passa a contar com apoio sustentado da Direção Geral das Artes, inaugurando-se uma fase de consolidação da estrutura e da equipa permanente artística e técnica, aprofundamento e expansão dos programas Escola do Reparar e Crafting, emergência do Espaço AND Lab, além da fundação dos novos programas Fazer Comum e De Perto em Perto. O primeiro, dedicado à habitação e ocupação do espaço-sede, que passa a servir o circuito artístico e cultural da cidade enquanto ponto de encontro e fortalecimento comunitário, e o segundo, focado na mediação de públicos e multiplicação de interlocuções do Modo Operativo AND, procurando ir ao encontro das necessidades de diferentes públicos, oferecendo sessões para crianças, jovens, sêniores, estabelecendo ações de proximidade com escolas e ações experimentais tais como MO_AND para pessoas com deficiências e em contexto prisional como ferramenta de justiça restaurativa. Após um biénio de existência nestes novos moldes, ambos os programas, para darem resposta ao volume crescente de atividades, passaram a ter coordenação própria (o Fazer Comum passando aos cuidados de Luis Filipe Fernandes, também coordenador de produção do AND Lab, e o De Perto em Perto passando aos cuidados de Ana Dinger, no mesmo movimento em que adopta esta nova nomenclatura, abandonando o nome AND Todes sob o qual existiu na sua primeira temporada). Este período foi marcado também pelo amadurecimento do programa da Escola do Reparar, que a partir de 2024 passa a admitir artistas residentes e a desdobrar-se em dois eixos - eixo continuado anual entre Lisboa e Barril de Alva e eixo nómada composto por oficinas e retiros em diferentes cidades/países a cada ano - e, a partir de 2025 , passa a contar com Mariana Pimentel como assistente de direção e co-facilitadora, em apoio à direção e condução de Fernanda Eugenio. Ainda no âmbito da Escola do Reparar, entre 2023 e 2025 foi possível consolidar um núcleo de criação lisboeta do Coletivo AND, que se veio a somar ao Coletivo AND trans-oceánico emergente durante o período pandêmico, e a dar resposta a uma necessidade de apoio de corpo presente à investigação-criação sempre em processo de Fernanda Eugenio com o MO_AND. Neste plano de pesquisa local, estabeleceu-se, por um lado, uma colaboração perene em triângulação entre Fernanda Eugenio, Mariana Pimentel e Manoela Rangel, que se refletiu seja no manejo dos retiros da Escola do Reparar seja no plano da criação de novos artefactos. Por outro lado, incorporaram-se ao coletivo local em formação Ana Corrêa, Constança Carvalho Homem e Dai Ida (2023-atual), além Bernardo Chatillon, Henrique Antão, Nadiana Carvalho e Ary Zara, em colaborações pontuais. Este período foi marcado, ainda, pelo desaparecimento do Núcleo AND Espanha (descontinuado aquando do regresso a Portugal do coordenador local Samuel Sardinha) e surgimento do novo Núcleo AND França, a partir de 2023, cuidado por Astrid Takche de Toledo, Léa Raulin Briot e Nirvan Navrin, e pela reunião dos diferentes núcleos existentes no Brasil numa só estrutura, a Rede AND Lab Brasil, nova organização coletiva que passa a promover de modo autónomo uma programação multi-territorial de encontros de jogo e pesquisa do/com o MO_AND, em articulação com o AND Lab Sede. Dá-se, ainda, ao longo desses anos, uma progressiva reenunciação do Coletivo AND, que se alarga para passar a abrigar todas as pessoas artistas e/ou investigadoras que sustentam pesquisas de longa duração em interlocução com o MO_AND e o AND Lab, incluindo o grupo original, as novas pessoas que integraram o grupo de apoio à criação em Lisboa e outres associades que movem ações a partir das mais diversas geografias. São realizações importantes deste período: O lançamento da versão em inglês da Caixa-Livro AND, hANDbook (2024), com tradução de Ana Dinger e José Roseira, e edição da Fada Inflada, e da caixa-jogo Re-membrando o Futuro / Re-membering the Future (2025), que aborda a questão da mudança climática com jovens e foi desenvolvido pelo AND Lab (Fernanda Eugenio em colaboração com Gustavo Ciríaco, Ali Talaat e Catarina Real), no âmbito do projeto Erasmus+ Codename Seedling: Youth Tackling Climate Challenges Through Arts (2024-2026), coordenado por Vrije Universiteit Brussel. A criação das instalações Ninho & Bando e respectiva Exposição-Ocupação no espaço alkantara em Lisboa (2024). Ambas com direção artística de Fernanda Eugenio, a primeira em interlocução com o Coletivo AND original, contando com videoperformances e proposições situadas de Guto Macedo, Manoela Rangel, Mariana Pimentel, Milene Duenha, Naiá Delion e Pat Bergantin, e a segunda tomando a forma de instalação humana e performance duracional, em interlocução com novas pessoas integrantes do braço local do Coletivo AND, Ana Corrêa, Bernardo Chatillon, Constança Carvalho Homem, Dai Ida, Henrique Antão, Manoela Rangel, Mariana Pimentel, Nadiana Carvalho. A criação Resfôlego (2025), performance situada em relação com as sabedorias do vento, com direção de Fernanda Eugenio em co-criação com Ana Corrêa, Constança Carvalho Homem, Dai Ida e Mariana Pimentel, estreada no Festival Pedras d´Água 2025, em Lisboa, que sinaliza uma potencial futura série de ações relacionais com entidades não-humanas. O arranque da criação Baralho Amparo & Encanto, a partir das mais recentes ferramentas-conceito do MO_AND, com direção de Fernanda Eugenio em co-criação com Ana Corrêa, Ary Zara, Constança Carvalho Homem, Dai Ida (fase inicial), Manoela Rangel e Mariana Pimentel. Tomando a forma de uma nova série de ações psicossomágicas a serem partilhadas em modo videoperformance e instalação humana, a proposta é, por esta via encarnada, desembocar ao longo dos próximos anos na criação de uma publicação complementar à Caixa-Livro AND, a sistematizar a dimensão ritual do MO_AND e a reunir os conceitos emergentes nos anos mais recentes da prática. PROGRAMAS DO AND LAB CALENDÁRIO DE ATIVIDADES VOLTAR TOPO
- Crafting
Programas do Modo Operativo AND | AND Lab ITEM ANTERIOR PRÓXIMO ITEM Crafting Residências & Acompanhamentos Concepção de Fernanda Eugenio Desde 2023 Crafting | Residências & Acompanhamentos O Programa acolhe pessoas artistas e/ou investigadoras que desejem aplicar as ferramentas do Modo Operativo AND a projetos de criação, investigação ou mediação, dedicados à questão transversal da pesquisa de novas formas de vida emergentes do encontro entre diferenças, na interface entre ética, estética, política e comunidade. Voltado para facilitar o afinamento da formulação e da execução de um trabalho em andamento ou para oferecer assistência à prática e estudos focados do Modo Operativo AND , este programa procura fazer da situação-residência um espaço para a carpintaria artesanal das questões singulares de cada proponente. Desviando da lógica da solução e da função diretiva da orientação/supervisão , o acompanhamento consiste em auscultar, em conjunto com cada pessoa residente, o afeto-motor do projeto/processo . As ferramentas do Modo Operativo AND, numa dimensão artesanal, são utilizadas no mapeamento, explicitação e re-materialização do afeto, trabalhando assim em sustentar o projeto na zona intervalar do ‘como não ter uma ideia’ proposta pela abordagem AND. RESIDÊNCIA ASSISTIDA COLETIVA | EDIÇÃO ANUAL NO ESPAÇO AND LAB Lisboa A Residência Assistida Coletiva acontece uma vez por ano, em abril , no Espaço AND Lab, em Lisboa. Em 2026, a residência será de 6 a 17 de abril. Esta residência, com a duração de 10 dias , propicia um ambiente de concentração e foco, ao mesmo tempo em que permite intercalar o trabalho com convívios entre pares, ou as actividades e programação do AND Lab. Serão selecionados até 4 projetos individuais ou de grupo para um acompanhamento personalizado por Fernanda Eugenio , através de sessões ume-para-ume exclusivas para cada projeto, entremeadas por tempo de trabalho autônomo em estúdio . O processo inicia com um workshop introdutório coletivo , no qual são partilhadas as ferramentas de criação do Modo Operativo AND , e os momentos exclusivos para cada projeto são intercalados com prática regular do Jogo AND , em modo coletivo. As candidaturas são analisadas e as vagas preenchidas por ordem de chegada, sendo o prazo de resposta uma a duas semanas após submissão. A data limite para a submissão de candidatura é dia 2 de fevereiro , sendo que o prazo é sujeito à lotação do curso; Podem candidatar-se artistas e/ou investigadores de quaisquer áreas, com projetos de criação e/ou mediação, em fase embrionária ou já em fase de desenvolvimento. Não é imprescindível ter tido contacto prévio com o Modo Operativo AND para participar . O valor , com todas as atividades incluídas + alojamento para uma pessoa, é de 1000 Euros . Se o projeto for de grupo, somam-se 150 Euros por pessoa extra, referente a alojamento. Para que o valor não seja um impedimento, é possível solicitar bolsas para aceder a valores parciais , a serem definidos caso a caso, em conjunto com a pessoa ou grupo proponente. Esta Residência inclui alojamento partilhado num espaço de residência no centro de Lisboa (com quartos duplos ou triplos, casa de banho e cozinha equipada) , além da organização de uma sessão final de partilha pública do processo , aberta ao público local. RESIDÊNCIA ASSISTIDA INDIVIDUAL OU ACOMPANHAMENTO LONGITUDINAL Esta modalidade permite o acompanhamento de projetos de criação e mediação através de um programa flexível, desenhado à medida das necessidades e temporalidades de cada pessoa ou grupo ; O programa pode ser presencial, virtual ou híbrido . Pode ou não envolver uma residência individual no espaço-sede do AND Lab em Lisboa; Pode adoptar um formato mais intensivo , concentrado em dias corridos (de uma a três semanas, por exemplo) ou um formato mais extensivo , distribuído ao longo de meses com uma periodicidade semanal, quinzenal ou mensal; Com acompanhamento de Fernanda Eugenio ou membros da equipa pedagógica AND Lab O acompanhamento pode se focar somente numa fase específica da criação ou se estender por todo o processo , do embrião do afeto até a apresentação pública; No caso da escolha por encontros presenciais , estes podem dar-se no AND Lab em Lisboa através de residência da pessoa/grupo ou podem ser realizados no espaço/cidade des proponentes; As aplicações estão abertas em permanência, podendo ser enviadas em qualquer altura do ano; É possível compor a residência/acompanhamento somente com sessões personalizadas de assistência à criação, conduzidas por Fernanda Eugenio, ou incluir um workshop do Modo Operativo AND , introdutório e/ou de desdobramento dirigido à criação; No caso de residências com lugar no AND Lab, as pessoas residentes podem participar de outras atividades em curso no momento em nosso espaço e, se desejado e se fizer sentido para o trabalho, pode ser organizada uma sessão pública de partilha final do processo; Não é imprescindível ter tido um contacto prévio com o Modo Operativo AND para submeter uma aplicação; Não há obrigação de apresentar um resultado final, sendo tais iniciativas opcionais; Os valores são calculados de acordo com o desenho final do programa personalizado, e acordados diretamente com es solicitantes. ESTRUTURA & DOCUMENTAÇÃO OFERECIDOS A residência pode incluir, conforme a modalidade, as necessidades do projeto e a disponibilidade de agenda no período escolhido: Alojamento (ou apoio para encontrar alojamento acessível na cidade); Espaço de trabalho em estúdio/sala de ensaio em regime partilhado (aquando da presença de mais pessoas residentes); Oficina de introdução ao Modo Operativo AND (para pessoas que não tenham ainda familiaridade com a ferramenta) ou oficina de aplicação e desdobramento artesanal do Modo Operativo AND; Sessões de acompanhamento semanais, quinzenais ou mensais com Fernanda Eugenio e/ou outres membres da equipa AND Lab; Apoio à divulgação das atividades do projeto e respectiva inserção nas redes locais durante a temporada em Portugal; Organização de um momento público de partilha do processo; Possibilidade de integração à nossa programação (palestra, oficina, ensaio aberto, apresentação etc.); Participação aberta na programação a decorrer no AND Lab no período da residência; Emissão dos documentos necessários para a apresentação das candidaturas a linhas de financiamento para a viagem; Apoio à obtenção de visto português (quando necessário). Candidaturas ENVIAR CANDIDATURA QUANDO-ONDE? Atividades Relacionadas no Calendário (Atuais + Histórico) [rolar com as setas ou clicar numa atividade para abri-la em outra janela/separador] Ainda não há eventos relacionados a este programa/atividade no calendário. CALENDÁRIO DE ATIVIDADES SOBRE O AND E O MO_AND VOLTAR TOPO
- Alexandre Eugenio | Equipa & Colaboradores AND Lab
Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Alexandre Eugenio Design de Identidade e Plataforma Digital Alexandre Eugenio é designer e gestor de projetos. Especializou-se ao longo de 18 anos de atuação em design e planeamento estratégico de serviços, design de marca e comunicação, métodos e processos, PMO (Project Management Office), implantação & usabilidade de sistemas, entre outros. Realizou projetos através de empresas de consultadoria, como a Nimbi (Brasil) e a Accenture (Brasil-Portugal-Angola, residindo, nomeadamente, 2 anos em Luanda) ou para eventos de grande porte, no caso dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, em que atuou como especialista de planeamento central de serviços. Foi também designer-pesquisador do Instituto Nacional de Tecnologia (Brasil), com ênfase nas áreas de design para sustentabilidade e acessibilidade. Atualmente, reside e trabalha em Lisboa como designer e planeador de serviços para o AND Lab. < Anterior Próxima > VOLTAR
- Violeta Mora | Equipa & Colaboradores AND Lab
Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Violeta Mora Documentação Audiovisual Centro-americana. Tecelã de fios, imagens e sons. Realizados maioritariamente na diáspora, os seus filmes constroem espaços cinematográficos que evocam mais do que retratam, transformando imagens e sons em territórios habitáveis. Explora as propriedades que os fios e o cinema têm em comum e borda como Araña Lunática. O seu trabalho tem sido exibido no contexto de festivais de Cinema como Visions du Reél, Camden IFF, FICUNAM, Sheffield DocFest, Dok Leipzig, FicValdivia ou CRFIC, mas também em espaços culturais e museológicos como o MAC Panamá, a rede de Centros Culturais Espanhóis na América Latina, o Museu da Identidade Nacional e da Mulher nas Artes das Honduras e outros espaços na América Central e Caraíbas, Colômbia, México, Argentina, Uruguai, Brasil, Estados Unidos, Espanha, entre outros. Formo-se em Realização de Documentários na Escola Internacional de Cinema e TV - EICTV em Cuba, no mestrado DocNomads em Portugal, Hungria e Bélgica e é licenciada em Comunicação pela Universidad Tecnológica Centroamericana nas Honduras. Em 2022 participou como bolseira de desenvolvimento profissional no 67º Flaherty Film Seminar. Ao longo dos anos, tem colaborado como fotógrafa, videógrafa e formadora com organizações como a AND Lab, TUMO Lisboa, Colectiva de Cineastas Hondureñas, PNUD Honduras, ANPA Costa Rica, entre outras. < Anterior Próxima > VOLTAR
- Manoela Rangel | Equipa & Colaboradores AND Lab
Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Manoela Rangel Assistência à Direção Artística Participante do Coletivo AND Manoela Rangel nunca sabe o que vai fazer. Sua pesquisa é sobre sair da própria frente permitindo que o caminho se faça menos pelo protagonismo da agência e mais pela emergência do que a situação pede. Durante a graduação em teatro se tornou acrobata dos aparelhos aéreos de circo. Concluída a universidade se tornou professora de inglês e em seguida de ashtanga yoga. Junto às aulas de yoga atuou num espetáculo de dança, um filme, uma peça de teatro infantil, fez performance numa banda de música, coreografou e dançou um show queer, criou seu solo de circo, dirigiu um trabalho de dança, escreveu e deu voz aos textos em projeto de arte sonora pop e há alguns agoras investiga como viver junto em parceria com o AND Lab. Não estabilizar identidade \artística/ e mestiçar linguagem para mediar fala é sua \deslocada/ posição de jogo. [Graduada – UDESC 2005. Artista circense – Acrobáticos Fratelli 2009-12. Professora de inglês – Wizard 2005 e de yoga – Yoga Shala de Camila Reitz 2006-08. Bailarina para Volmir Cordeiro – Prêmio Klauss Vianna 2008. Atriz para Carla Candiotto - Prêmio PROAC - indicação melhor atriz FEMSA 2013. Performer – banda o Teatro Mágico 2014-17. Coreógrafa show queer Shanawaara - Projeto Brasil tour Alemanha / Portugal 2016. Solo circo – prêmio PROAC 2015. Criação / direção em dança – prêmio Cultura Inglesa 2018. Projeto sonoro pseudo pornô em parceria com Dudu Tsuda – Fusion Festival Alemanha 2019. Integra o AND Lab São Paulo e o AND Collective desde 2020]. < Anterior Próxima > VOLTAR
- Gabriela Jung | Equipa & Colaboradores AND Lab
Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Gabriela Jung Apoio à Documentação Audiovisual Gabriela Jung é artista da dança e da videodança, atua em trabalhos solo e coletivos no Rio de Janeiro. Integra o Coletivo Instantâneo de pesquisa e criação em dança contemporânea pesquisando a improvisação enquanto linguagem e como dispositivo para criação de espetáculos; também colabora com outros artistas e coletivos das artes da cena. No campo da videodança é criadora de trabalhos com circulação em festivais nacionais e internacionais; atua na filmagem e edição para outros artistas como Bianca Andreoli, Julia Gil, Giselda Fernandes, Ligia Tourinho, Alysson Amancio, entre outros. É coordenadora da mostra de dança MONSTRA; professora de práticas restaurativas para a terceira idade, e ministrante de oficinas de dança 'Simbioses para viver num mundo em ebulição'; 'Improvisação e Composição' e de videodança 'Perspectivas em Movimento'. Atua no núcleo Rio da Rede And Lab Brasil no núcleo audiovisual desde 2019 e na condução de 'Encontros para Jogar' desde 2025. < Anterior Próxima > VOLTAR
- Ana Corrêa | Equipa & Colaboradores AND Lab
Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Ana Corrêa Participante do Coletivo AND Licenciada em Biologia Vegetal Aplicada e doutorada em Ecofisiologia. Trabalhou em investigação até 2013. Em 2009 mudou-se para Granada, Espanha, para fazer um pós-doutoramento, onde começou a sua formação em dança com o colectivo Enclave. Recebeu formação em dança contemporânea, dança teatro, clown, butoh, teatro físico e outras técnicas de performance e movimento. Estudou e trabalhou com Ana Buitrago, Luis Biasotto, Aitana Cordero, João Fiadeiro, Vera Mantero, Loic Touzé, entre outros. Em 2013 deixa a investigação científica e dedica-se a criação em dança e performance, tornando-se parte do colectivo Enclave. Em simultâneo, trabalha em tradução, com um foco em tradução cientifica e algumas incursões em poesia e arte, nomeadamente colaborando com João Fiadeiro. Em 2014 colabora com Horácio Macuacua numa nova criação. Em 2014-2015 frequenta a FIA- Formação Intensiva Avançada, no C.E.M.-Centro em movimento, em Lisboa. Em 2017 cria e apresenta Blow , na Zaratan e Traça (Lisbon), é seleccionada para o festival Nordic Fringe (Estocolmo, Suécia) com I will not tell you our love story , e cria e apresenta Tanzen, com Beatrice Cordier e Marta Correia. Em 2019 cria e apresenta Procedimentos para encontrar-se, com Julia Salem (São Paulo-Lisboa). Presentemente divide o seu tempo entre ciência, investigando sistemas simbióticos, e arte, nomeadamente em colaboração com Fernando Pelliccioli and Carlos Osatinsky (Argentina-Berlim), Kim Baraka (Beirute-Amsterdão) e Mafalda Miranda Jacinto. Em 2022 tornou-se membro do colectivo Rabit Hole (Lisboa-Berlim). < Anterior Próxima > VOLTAR
















