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[sobre a Escola]

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APRESENTAÇÃO


Escola do Reparar Ed#7-2026
Eixo Continuado | 10 de maio a 1 de agosto de 2025 (início em 16 de março para artistas residentes)
Re-flexo & Re-clame: a rechamação do mistério

O eixo continuado da Escola do Reparar ed#7 2026 propõe um programa condensado, com duração total de 3 ou 5 meses, que permite aos participantes construir uma relação de intimidade com o Modo Operativo AND, oferecendo um processo formativo completo que percorre toda a sua constelação de jogos e ferramentas, aliado a uma vivência de aprofundamento na dimensão ritual da prática. Incorpora ainda a possibilidade de participação como artista residente no plano de investigação-criação da Escola, participando no processo de criação em curso do AND.


A seguir, apresentamos os detalhes sobre o cronograma, os módulos e processo de inscrição (ou candidatura, no caso de artistas residentes), que se inicia na página comparativa para escolha entre as modalidades de participação Integral, Parcial e Artista Residente. Mais adiante, encontra-se o Manifesto Questão-Tema da Edição, também explicativo sobre as novas co-operações Re-Flexo e Re-Clame e a nova ferramenta-conceito da Rechamação.


MÓDULOS & MODALIDADES


(clicar nas imagens se quiser ver detalhes de cada módulo separadamente, em outra janela)

understANDing


Investigação-Criação com o MO_AND
Módulo-Residência de Criação
16 de março a 3 de maio de 2026
Fernanda Eugenio & Coletivo AND
Lisboa: espaço AND Lab e espaço Alkantara | Barril de Alva (Arganil): Trust Collective
Disponível para a Modalidade: Artista Residente

hANDling


Formação no MO_AND
Módulo de Introdução & Desdobramento
10 de maio a 7 de julho de 2026
Fernanda Eugenio e Mariana Pimentel
Lisboa | espaço AND Lab

Disponível para as Modalidades: Integral, Parcial e Artista Residente

LANDscape


Jornada Ritual com o MO_AND
Módulo de Aprofundamento/Vivência Imersiva
24 de julho a 1 de agosto de 2026
Fernanda Eugenio, Mariana Pimentel e Manoela Rangel
Trust Collective, Barril de Alva (Arganil)

Disponível para as Modalidades: Integral e Artista Residente

MODALIDADES & INSCRIÇÕES

PARTICIPAÇÃO INTEGRAL: envolve a frequentação de um percurso contínuo de (trans)formação no MO_AND e imersão vivencial da questão tema anual da Escola, entre maio e julho. 

PARTICIPAÇÃO PARCIAL: oferece o percurso formativo hANDling (módulos intensivo e extensivo), que decorrem entre maio e julho, e percorre a constelação de temas e jogos AND.

ARTISTA RESIDENTE: desenrola-se entre março e julho e corresponde a um convite remunerado, inserido na linha (under)stANDing, para trabalhar na criação de um artefato AND, somado à oferta de uma bolsa 100% para vivenciar o percurso contínuo integral.

  1. Ver o quadro de detalhes/valores das modalidades

  2. Clicar no botão da modalidade escilhida e preencher o formulário
  3. Efetuar o pagamento (se houver)

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QUESTÃO-TEMA


Re-flexo & Re-clame: a rechamação do mistério

Um pouco sobre as novas co-operações Re-Flexo e Re-Clame e a nova ferramenta-conceito da Rechamação


A Escola do Reparar 2026 convida a mais uma viagem de pesquisa vivencial, colaborativa e encarnada à volta dos processos íntimo-coletivos de reparação. Nesta 7ª edição do programa, a proposta é adentrar a investigação pelo prisma das co-operações entre Re-flexo e Re-clame, que se desdobram a partir dos estados de Alumbramento e Chamadouro, respetivamente, e dão corpo à nova ferramenta-conceito da Rechamação


Desejamos pesquisar vias de reconexão sensível com a complexa e intrincada teia de inseparabilidade pela qual co-participamos e somos co-participades, reciprocamente, em/por tudo o que há, na confiança de que um corpo de implicação política na reparação no/do Irreparável sistémico aí pode (re)encontrar forças de sustentação e proliferação. Reconhecendo que é ao nível do corpo-soma que o Irreparável se aloja, e que é a partir daí que faz de cada ume vetor da sua perpetuação, insistimos na investigação da questão-chave que move o Modo Operativo AND - como matar/descontinuar o sistema em nós sem morrer? - enquanto compromisso com um trabalho interminável de reorientação dos nossos modos de existir, relacionar e habitar, na direção do respeito e do honrar da Vida. 


Em conexão com o elemento água e formas aquosas de vida, a proposta desta 7ª edição é desdobrar novas práticas de jogo e ritual para sintonizar com as sabedorias da dis-solução, da trans-forma-ação e da condução/canalização - perseverando, assim, na pesquisa de possíveis desinvestimentos consistentes nas lógicas hegemónicas da solução, da fixação e da ordenação. Com o amparo da constituição de um campo assegurado, que maneja cuidado e risco em metaestabilidade, o processo coletivo visa propiciar as condições para (re)constituir, em cada pessoa participante, um corpo com continente suficiente para experimentar-se em (auto-)reparação. A frequentação da prática propicia a sintonização com a ética do Reparar, simultaneamente enquanto atenção distribuída, manuseamento do possível e serviço de (re)curadoria relacional, convidando a testemunhar - no cosmos do cada ume e do entre-muites - os padrões e esquemas Irreparáveis que possam estar a reiterar a ilusão estéril da separação, e a pesquisar, situadamente, modos de regenerar a sensopercepção da inseparabilidade e a consciência encarnada de que somos mistura impura, reencontrando-nos enquanto meio e conduto do fluxo vital. Com a água, que é ao mesmo tempo fonte e curso (source), convocamos o desaprendizado da objetificação em recurso (resource) das matérias, entes, relações e situações que nos perfazem e com-põem. 


Seguindo o fio do recente trabalho à volta dos estados reparadores dos Alumbramentos e dos Chamadouros, temos andado a investigar modos de restituir acessos sensíveis à multidimensionalidade do Tudo-Todo e de remediar canais transespecíficos de fala, escuta, co(n)sentimento e (des)integração somática. Ao longo de 2026, propomos aprofundar a pesquisa desses estados, focando, desta vez, em esmiuçar as suas operações e co-operações, e em demorarmo-nos suficientemente nelas para que possamos reabilitar o seu espectro alargado de manifestação. 


Nas suas versões encurtadas e estreitadas pelos funcionamentos arraigados do Irreparável, Re-Flexo e Re-Clame desativam-se enquanto sabedorias encarnadas, restringindo-se em mero reflexo - loop de reatividade - e mero reclame, queixa projetiva e desresponsabilizante. Restituídas à sua amplitude, poderão, talvez, reabrir-se enquanto tecnologias de sintonização e de instauração de campo. Assim, confiamos que reparar nessas co-operações propiciará devolver ao Re-Flexo a sua qualidade hipnótica e co(m)passionante e, ao Re-Clame, a sua qualidade telepática e manifestante. Num percurso duracional de investigação-criação e frequentação vivencial, convidamos a experimentar o re-fletir enquanto sabedoria de curva e espiralação - a possibilidade de voltar a dobrar sobre si, reacessando a vista do ponto que o ponto de vista tende a suprimir - e o re-clamar enquanto sabedoria de escuta de chamados e vocalização de chamas - a possibilidade de reacender a guiança interna e reconectar com a poli-voz da integridade multidimensional


No Re-Flexo, trata-se de reafinar com a suficiência sábia dos funcionamentos orgánicos involuntários, que nunca perderam a conexão com a fonte do Fundo Comum da Vida e seguem propagando-a por espelhamento direto. Trata-se, ainda, de ressintonizar com a sua função ressonante, que permite o acoplamento somático e o co(n)sentir entre-seres: modo reflexo-empático que, a cada encontro, re-conhece outres em mim e mim em outres, reanimando a liga afetiva do comum. No Re-Clame, o trabalho envolve recalibrar o manejo do próprio pensamento e da sua enunciação em palavra com responsabilidade e rigor, reempossar o clamor interno reacendendo a multiplicidade do eu, reaprender a frequentar com parcimónia e justeza a gradação entre pedir e reivindicar. Trata-se de voltar a ouvir os chamados vitais, próprios e alheios, de necessidade, vontade, desejo, limite, propósito, discernindo-os da sua atual captura pelo capital, que os converte em apelos de consumo, discursos prontos e palavras de ordem, que não páram de reiterar a ilusão da separação e a lógica da falta e, no seu vozerio ininterrupto, ora sufocam ora anestesiam os canais sensíveis individuais e coletivos pelos quais poderia estar a correr o pulso encantado e abundante do comum e da comunicação intra, inter e transespecífica. 


Re-Flexo e Re-Clame confluem na Rechamação, modulação do gesto reparador que atua no resgate radical de uma relação de reverência ao Mistério, o desconhecido-desconhecível (im)permanente que nos insepara. Rechamar, forma verbal arcaica, é ato de fazer brilhar, resplandecer, pasmar, espantar-encantar. É, ainda, o ato de recuperar elos perdidos de memória ou informação, fazendo-os voltar a comparecer em presente e presença. Enquanto ferramenta-conceito, é ativado, também e por fim, no que o óbvio da palavra sugere: enquanto gesto de renomeação e de reconvocação, que permite reformular o que vem sendo dito (e feito) injustamente - ou, como temos praticado com o MO_AND, permite-nos bem-dizer a mal-dição, contribuindo para a remissão do Irreparável do mundo-como-É e abrindo caminho, de perto em perto, para que possamos nos achegar ao mundo-como-E.  


Fernanda Eugenio

Lisboa, dezembro de 2025

FICHA TÉCNICA


Direção, Concepção e Facilitação: Fernanda Eugenio

Assistência de Direção: Mariana Pimentel 

Co-facilitação: Mariana Pimentel e Manoela Rangel 

Produção: Luís Filipe Fernandes

Gestão: Rita Maia

Design Gráfico e Plataforma Digital: Alexandre Eugenio

Comunicação: Eduardo Quinhones Hall

Fotos do Projeto Gráfico: Oleg Doroshenko

Documentação Audiovisual: Violeta Mora, Inês T. Alves

Parcerias: Alkantara, Trust Collective

Apoios Locais: Junta de Freguesia de Côja e Barril de Alva, RIJU Coja

Financiamento: República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes

LINKS & BIOS


LINKS RELEVANTES

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Sobre o Modo Operativo AND 

Site da Trust Collective

(parceira do AND Lab e sítio de acolhimento do retiro LANDscape)


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