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  • Iacã Macerata | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Iacã Macerata Participante do Coletivo AND Iacã Macerata é psicólogo, supervisor clínico e professor do Departamento de Psicologia do Instituto de Humanidades e Saúde da Universidade Federal Fluminense. Mestre e Doutor em Psicologia pela Universidade Federal Fluminense e professor adjunto do Departamento de Psicologia do Campus Rio das Ostras da UFF. Trabalhou 11 anos em políticas públicas de cuidado com pessoas que moram na rua em Porto Alegre e no Rio de Janeiro, onde desenvolveu a proposição “clínica de território”, que consiste em perspectivas, diretrizes metodológicas e dispositivos para a construção de políticas públicas e redes de cuidado multidisciplinares no espaço urbano. É pesquisador, utilizando a cartografia como direção metodológica, na linha de uma pesquisa intervenção-participativa de perspectiva cartográfica. Faz parte do grupo de pesquisa “Enativos: produção de conhecimento e cuidado” e do projeto colaborativo do AND Lab 'MO_AND + Clínica e Cuidado', junto com Fernanda Eugenio and Ruan Rocha. Integra o Núcleo AND Lab Rio de Janeiro e o AND Collective. < Anterior Próxima >

  • Mariana Ferreira | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Mariana Ferreira Colaboração em Investigações e Práticas Mariana Ferreira formou-se em Reabilitação Psicomotora pela Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa, fez estágio de observação psicomotora no ISPE-GAE (São Paulo); estudou no Texas e Califórnia BA Fine Art (dança e pintura). Ao longo dos anos interessou-se e formou-se em Dynamic Theatre e Deep Memory Process e frequentou aulas e grupos de dança com Silvana Pedrazzi (dança clássica indiana Odissi e dança oriental) e Marina Nabais (dança contemporânea); é praticante de Movimento Autêntico com Soraya Jorge. Hoje em dia, frequenta o ano final da especialização em Psicoterapia Psicanalítica Relacional (Psirelacional). Atuou como Psicomotricista no Instituto de Neuroeducação de Lisboa e, hoje, trabalha em clínica privada com crianças, adolescentes e adultos; leciona Desenvolvimento Psicomotor na Pós-graduação Neuroeducação do Instituto Português de Psicologia e Outras Ciências. Trabalhou com grupos terapêuticos de mulheres e crianças, orientou as oficinas Perdas (2012), As teias que as mulheres tecem (2009) e Pelo corpo é que vamos (2009). Ao longo do ano letivo 2015/16 desenvolveu com Fernanda Eugénio o projeto "O AND vai à Escola", com alunos do ensino básico vocacional, na Escola Básica de Azeitão. < Anterior Próxima >

  • Rita Maia | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Rita Maia Gestão Administrativa e de Apoios Rita Maia - (Cooperativa Menosmuitomais CRL) é licenciada em Gestão, com especialização em Gestão Cultural e pós-graduação em Organização e Gestão de Eventos. Em 2007, depois de uma carreira de oito anos como Directora Financeira, decidiu direcionar-se para a área da gestão cultural, começando a sua atividade na Associação Cultural Plano B no Porto, onde foi a criadora das mais diversas iniciativas, tais como o Festival “se esta rua fosse minha”, o “Mercadinho dos Clérigos”, a extensão do IndieLisboa no Porto e múltiplos concertos e actividades culturais. Em 2010 mudou-se para Londres onde começou o seu projecto The Portuguese Conspiracy, com um programa de actividades com artistas Portugueses. De 2015 a 2018, foi responsável pela gestão do espaço para eventos The Pillbox’ em Londres, antes de regressar a Portugal, para exercer funções como Coordenadora Executiva e Programática do projeto municipal Cultura em Expansão, promovido pela empresa ÁGORA - Cultura e Desporto, EM. Desde Setembro de 2021, começou a trabalhar como freelancer na área da gestão de projetos e produção cultural, assumindo a produção e gestão financeira de diferentes projetos (Associação Mundo em Reboliço, Festival Alkantara, Festival Vistacurta, Festival ALLEGRO, entre outros.). < Anterior Próxima >

  • Rosa Dias Scharamm | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Rosa Dias Scharamm Núcleo Brasília, Brasil Rosa Dias Schramm é dançarina independente, artista do movimento, pesquisadora e professora da Técnica Alexander. Trabalhos recentes investigam a percepção e criação de movimento, o encontro com a alteridade e os processos de modulação da atenção na improvisação em dança e na caminhada, em performances, vídeos e proposições. Esses temas fazem parte da pesquisa de doutorado desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais – PPGAV, da Universidade de Brasília – UnB. É Mestra e Bacharela em Arte Contemporânea pelo mesmo departamento. Formada como professora pela Escuela de Tecnica Alexander de Buenos Aires – ETABA. Integra a Associação Brasileira da Técnica Alexander – ABTA. Apresentou trabalhos na Argentina, no Chile e na Grécia, e nas cidades do Rio de Janeiro e de Brasília. É integrante do grupo de dança Caravana Bom Selvagem e do coletivo Tectônica, dedicado à criação e ao ensino do Contato Improvisação. Participa do Núcleo AND Lab Brasília. < Anterior Próxima >

  • Ruan Rocha | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Ruan Rocha Participante do Coletivo AND Ruan Rocha é psicólogo clínico, da saúde e institucional. É licenciado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) (2014). Desde 2017 atua como colaborador do AND Lab Lisboa, desenvolvendo projetos de pesquisa e intervenção na intersecção entre o Modo Operativo AND e práticas de cuidado. Atualmente é membro do AND Collective e do projeto colaborativo MO_AND + Clínica e Cuidado, e também colabora com a Escola do Reparar. Atua na pesquisa, no desenvolvimento e na concepção de ferramentas de cuidado-curadoria em colaboração com Iacã Macerata e Fernanda Eugenio, como o hANDling Escuta Individual e as Práticas de Fala e Escuta: Jogo Conversa. Desenvolve intervenções de Aconselhamento e Apoio Institucional junto ao AND Lab. É especialista em Atenção Primária à Saúde (Saúde da Família), pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca / Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) (2017). Atuou nos últimos anos em frentes eminentemente preventivas e assistenciais nas políticas públicas de saúde em periferia do município do Rio de Janeiro, dedicando-se ao acolhimento e ao cuidado em saúde, tanto dos profissionais de saúde quanto das populações sobre as quais tinha responsabilidade sanitária. Trabalhou em equipa multiprofissional, articulando e qualificando o processo de trabalho e a rede de cuidado, buscando intervir em arranjos (micro)institucionais de modo a potencializar e performar um cuidado transversal. Aposta nas dimensões éticas, estéticas e políticas do seu fazer profissional. < Anterior Próxima >

  • Astrid Takche Toledo | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Astrid Takche Toledo Núcleo França Astrid Takche de Toledo formou-se em dança contemporânea na Escola Angel Vianna, no Rio de Janeiro, e na London Contemporary Dance School. Em 2006, concluiu a licenciatura em dança na Universidade Paris VIII e estudou filosofia na Universidade Paris I – Sorbonne. A partir de 2003, iniciou um trabalho de criação autoral que deu origem às peças MadalenaMagdalenaMadeleine onde eu não sei estar e The Night Will Be Black . Desde 2005, colabora com diversos artistas, entre os quais Mourad Merzouki, Julie Desprairies, Fabrice Ramalingom, Lia Rodrigues, Marie-Caroline Hominal, Marco Berrettini, Cindy Van Acker e Maguy Marin. Em 2017, concebeu o projeto AGORA Ocupação, em parceria com a Aliança Francesa do Rio de Janeiro e a Escola de Teatro da UNIRIO. Em 2018/2019, realizou formação no Life/Art Process de Anna Halprin, no Tamalpa Institute, na Califórnia. Atualmente, continua o desenvolvimento do projeto SOL(O) , alem de dar continuidade a sua trajetória de transmissão projeto que tem seguido em colaboração com o AND Lab e orientado por Fernanda Eugenio. < Anterior Próxima >

  • Constança Carvalho Homem | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Constança Carvalho Homem Participante do Coletivo AND Licenciou-se na FLUP em Línguas e Literaturas Modernas – Estudos Portugueses e Ingleses, tendo recebido o Prémio Eng. António de Almeida. Completou com distinção o MA Text and Performance Studies no King’s College London e na RADA. Procurou uma formação artística ampla que inclui criadores e practitioners como Teresa Villaverde, Mónica Calle, Joana von Mayer Trindade e Hugo Calhim Cristovão, Corinne Soum e Steven Wasson, Howard Barker, Anatoly Vassiliev, Matej Matejka, Thomas Richards e Mario Biagini, e Maud Robart. Principais colaborações: Ensemble, ASSéDIO, As Boas Raparigas, Casa Conveniente, Comédias do Minho, Teatro da Garagem, Teatro do Vão, e Daniel Pinheiro, João Madeira, João Sousa Cardoso, Teresa Coutinho, Filipe Caldeira e Paulo Mota. Moveu-se do teatro no sentido mais estrito para campos como a música improvisada, a performance e o cinema. Integra a equipa de programação dos festivais internacionais de cinema Queer Lisboa & Queer Porto. É membro do grupo de performance em rede Utterings e do colectivo de pesquisa do AND Lab. FAZER COMUM é um programa de habitação do Espaço AND Lab, que tem como principal objetivo contribuir para a dinamização do tecido artístico e cultural de Lisboa, proporcionando espaço para trabalho, diálogo, encontro, pesquisa e partilha de práticas inseridas no âmbito de trabalho AND Lab - Arte, Política, Comunidade. São acolhidas práticas de (auto)cuidado e de expressão-criação extensivas, como aulas/sessões regulares, workshops pontuais e residências artísticas. Há também espaço para propostas de eventos tais como grupos de estudo, lançamentos de livros, conferências e palestras, reuniões e encontros, exposições e apresentações informais, entre outros. < Anterior Próxima >

  • Soraya Jorge | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Soraya Jorge Colaboração em Investigações e Práticas Soraya Jorge é membra e professora do “The Discipline of Authentic Movement Faculty” - Janet Adler, e é introdutora do Movimento Autêntico no Brasil e em Portugal. Criou e coordena, com Guto Macedo, o C.I.M.A. Centro Internacional do Movimento Autêntico, que atua em diversas cidades do Brasil, além de Lisboa, Berlim e Viena. Tem pesquisado como o Movimento Autêntico desenvolve uma encarnação de consciência (somafulness) e como a espiritualidade é incorporada de uma maneira política, ecológica e ética no processo de testemunhar a vida. Ao longo de uma trajetória de mais de 30 anos, desenvolveu um modo singular de praticar e transmitir o Movimento Autêntico: como Abordagem Relacional Somática, como Prática do Testemunho e como Terreiro Contemporâneo (Círculo Terroso Brasileiro-Africano) e Ecologia. É formada em Dança Contemporânea na Faculdade Angel Vianna, onde leciona há mais de 20 anos, tanto na escola como nas pós-graduações, e doutoranda em Dança pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa. Seu trabalho como pesquisadora do Movimento do Corpo Sensível (SOMA) é apresentado em congressos, palestras e workshops. Colabora com Fernanda Eugenio nas Práticas de Reparagem e Testemunho do AND Lab desde 2015. [https://www.movimentoautentico.com/] < Anterior Próxima >

  • Elise Hirako | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Elise Hirako Núcleo Brasília, Brasil Professora, atriz, pesquisadora e produtora. Atualmente é doutoranda em Artes Cênicas pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade de Brasília, Mestre pela mesma instituição, Bacharel e Licenciada em Artes Cênicas Artes pela Universidade de Brasília. Possui experiência na área de Artes, com ênfase em Interpretação Teatral, atuando principalmente nos temas: interculturalidade, cultura japonesa, performance, coreografia, dança e tecnologia e Butoh. Associada às Instituições de Cultura Japonesa: Rede Nikkei Brasil - REN e na Associação de Cultura Nipo-Brasileira de Anápolis - GO. Integra o núcleo AND Lab Brasília. < Anterior Próxima >

  • Mariana Pimentel | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Mariana Pimentel Assistência à Direção Artística Coordenação Rede AND Lab Brasil Mariana Pimentel (Fortaleza, 1983) é artista da dança, gestora e produtora cultural, atuante na cidade do Rio de Janeiro. Estudou no Royal Conservatory of Antwerp, Bélgica e é licenciada pela Escola Superior de Dança de Lisboa. É mestre em Cultura Contemporânea e Novas Tecnologias pela Universidade Nova de Lisboa com pesquisa na presença do corpo na dança contemporânea e suas relações de alteridade. Seus trabalhos autorais tratam do tensionamento político entre corpo, espaço, identidades e noções de coletividade. Integra o Núcleo AND Lab Rio e do AND Collective, e colabora na Escola do Reparar. Seu trabalho foi apresentado em festivais, encontros e escolas de artes performativas em diferentes países, principalmente na América do Sul e na Europa. (foto: Tiago Cadete) < Anterior Próxima >

  • Bernardo Chatillon | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Bernardo Chatillon Colaboração em Investigações e Práticas Bernardo Chatillon pretende imaginar novos mundos, colocando a hipótese de nos relacionarmos com os espaços que estão obstruídos, camuflados, ilegíveis, ignorados, invisíveis. Conviver com os corpos, as paisagens e os movimentos que estão presentes, mas não têm visibilidade, em articulação com o conceito de Pensamento Mágico aplicado à dimensão teatral. Estreou-se com os Artistas Unidos. Depois de completar o Chapitô integrou a Formação Intensiva Acompanhada no c.e.m e mais tarde a Escola Superior de Teatro e Cinema (Licenciatura Teatro / Actor). Entre 2012 e 2015 integra o casting da companhia do Teatro Nacional D. Maria II. Em 2016 muda-se para Berlim onde colabora em diversos formatos e projectos através de práticas artísticas, encontros e espectáculos com Marc Lohr, Sigal Zouk, Mineral Wasser Kolective, André Uerba, Peter Pleyer, Stephanie Mahler, Jeremy Wade , Benoilt Lachambre, Keith Hennessy, Joy Mariama Smith, Meg Stuart, Sandra Noeth, Natasha A Kelly, CA. Conrad, Sigmar Zecarias, Diego Aguillo, Sophia New, Fernanda Eugenio entre outros e completa o mestrado Solo/Dance/Authorship (SODA) pela Inter-University Center for Dance Berlin (HZT/UDK). Recentemente, criou os espetáculos Reindeer Age #0 , Uferstudios Berlin (2019), Teatro Do Bairro Alto (2020), Reindeer Age #1, P.T. 21 Espaço do Tempo (2021), O fazer do dizer , Centro Cultural de Belém (2022) , O que já cá está, Rua das Gaivotas 6 (2023). Em 2022 juntamente com Claudia Teixeira e Fernanda Eugenio começa a dar forma á criação da questão-tema “ politicas e praticas da amizade” para uma base de curadoria na programação do espaço Trust-Collective em Arganil. Em 2023 começou a lecionar na Escola Superior de Teatro e Cinema em Lisboa e entrou para a nova direção da associação R.I.Ju (Rancho Infantil e Juvenil de Coja) com o projeto Fôlego onde ensina, programa, experimenta e convive. < Anterior Próxima >

  • Praticas-AND-Collective

    Programas Colaborativos | AND Lab Next COMO? (Fazer Comum) ANTERIOR PRÓXIMA páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum Práticas do Coletivo AND Foto: Amanda Morais Fernanda Eugenio & Coletivo AND Estas práticas podem integrar eventualmente a Programação do nosso Espaço, e algumas estão também abertas no nosso Calendário para pedidos de agendamento de sessões experimentais online. PRÁTICAS DE CUIDADO Fernanda Eugenio, Iacã Macerata, Ruan Rocha & colaborações de Mariana Ferreira As Práticas de Cuidado consistem na investigação vivencial das aplicações do MO_AND na Clínica com a Subjetividade e, reciprocamente, na explicitação da dimensão de cuidado e do sentido clínico inerentes ao exercício do MO_AND. Desdobram-se a partir do interesse em investigar os efeitos de cuidado e de produção de subjetividade presentes nas práticas do MO AND, experimentando a potencial modulação da materialidade dos funcionamentos subjetivos, bem como performando uma abordagem sensível e situada da subjetividade enquanto corporeidade. Posicionando-se na injunção entre a etnografia, a arte, os estudos da subjetividade, a psicologia, a saúde coletiva e a clínica psicanalítica, o MO_AND constitui-se como recurso conceitual e metodológico para a produção do cuidado. A partir da reciprocidade entre MO_AND e práticas de cuidado, buscamos conceber, formular e propor dispositivos de operação e produção coletiva do cuidado. A possibilidade do uso clínico transversal das ferramentas do MO_AND forja uma noção de cuidado que faz desviar a noção de cura da sua habitual função de restabelecimento da ordem, ao ser capaz de (re)performar, a cada vez, a sintonização entre o si e o seu entorno, entre o próprio e o outro, entre o singular e o comum, entre o individual e o coletivo, entre o íntimo e o político. Além disso, desloca as práticas de cuidado da ação técnica do especialista - do saber formal anterior à relação, re-situando-as como ética implicada do e no comum, ou seja, como uma modulação das políticas de convivência. Tal noção de cuidado portanto engloba e inocula a cura como prática de curadoria, colocando em um mesmo plano de reciprocidade o contínuo e sempre situado manuseamento das formas coletivas do acontecimento e das forças infinitesimais do desejo. Trata-se de uma rede de agenciamentos que (se) faz (n)um espaço relacional ou território de relação, constituído por três planos mutuamente implicados: o entre-si, uma relação de si para si, em cada vivente envolvide; o entre-nós, uma relação entre nós, viventes envolvides; e o entre-muites, uma relação entre viventes e artefatos, paisagens, elementos inumanos. Tradicionalmente usadas para produzir sentido-significado, as práticas de cuidado são aqui re-generadas para produzir um sentido-direção de criação e de co-implicação, entre o cuidado de si e o cuidado do entorno geográfico, social e político. Na medida em que emergem como uma modulação do viver juntes, (re)performam de modo co-emergente o si e o entorno, concretizando-se enquanto política de reciprocidade na relação com o acontecimento: descentram a narrativa do sujeito que explica ou é explicado, permitindo uma transferência de protagonismo para o acontecimento. As Práticas de Cuidado, portanto, reposicionam o sujeito desde o plano do explicável para o plano do inexplicável, logo para o plano da implicação. No âmbito do AND Lab, as Práticas de Cuidado são pesquisadas de diversas formas, subdividindo-se entre práticas regulares e duracionais com membres e praticantes assídues do MO_AND, e aquelas pesquisadas com participantes de atividades e proposições do AND Lab ao longo do ano. Actualmente estão em curso em 6 zonas de atuação: 1. Inter-reparagem (entre membres do AND Cuidado) Reuniões-pesquisa entre membres do AND Cuidado que se dedicam a inventariar os efeitos analíticos e de reposicionamento subjetivo emergentes das práticas de cuidado com o MO_AND. Constitui-se numa rede alargada de suporte e testemunho, que cuida do cuidar, acompanha o acompanhar, assiste o assistir, frequentando afetos vividos longitudinalmente às atividades, oficinas, reuniões, cursos e workshops do AND Lab. Nesses encontros pesquisamos também a explicitação de um plano transversal, colocando em relevo as implicações e co-incidências entre o AND Cuidado e a constelação AND Lab, frequentando questões, possíveis formulações e proposições-intervenções in situ . 2. Inter-reparagem (com a Direção do AND_Lab) Trata-se de uma pesquisa-proposição-intervenção junto à Direção do AND Lab em cujos encontros exercitamos coletivamente o Reparar (n)as múltiplas modulações entre o AND Lab, seus membros e membras, e as atividades que desenvolvem, frequentando temas informantes da sustentabilidade, planejamentos e sensibilidades estratégicas, e cuidados reparadores. 3. Encontros do Coletivo AND Quinzenalmente pesquisamos os efeitos e intervenções de curadoria in situ no âmbito do Coletivo AND, acompanhando processos que envolvem os núcleos do AND Lab no Brasil e membres assídues do AND Lab. 4. Jogo-Escuta Individual O Jogo-escuta individual é uma prática de pesquisa e tem se constituído simultaneamente como dispositivo de cuidado que adota o Modo Operativo AND como modulador da escuta, a partir do desdobramento de uma experiência de jogo. É voltado para praticantes regulares ou esporádicos do MO_AND, desde que tenham tido contato prévio com a metodologia. O Jogo-escuta se inspira na metodologia da entrevista cartográfica de modo a co-produzir em ato uma experiência sensível com base numa vivência de jogo. Adota o Reparar (n)a vivência, explorando o Quê, Como, Quando-Onde do vivido. O Jogo-escuta consiste num jogo de posição-com a matéria subjetiva mobilizada em jogo. Pode ser iniciado a qualquer momento por qualquer praticante do MO_AND. 5. Jogo-Conversa O Jogo-Conversa se trata de um dispositivo de investigação vivencial que adota o Modo Operativo AND como modulador da Conversa, fazendo da mesma o plano de jogo. Resulta do desdobramento do plano do tabuleiro para o plano da conversa, sendo o seu limite não mais traçado fisicamente por uma fita, mas sentido pela tangibilidade da fala e da escuta. O Jogo-Conversa visa à pesquisa frequentada das diversas modulações do falar e do escutar, e como elas concorrem em ato na constituição da conversa como plano do viver juntes. No Jogo-Conversa, a fala se performa como tomada de posição, e o escutar, como Reparar, fazendo da conversa o plano do versar-com, o plano comum . Como prática de pesquisa, inscreve-se como dispositivo de cuidado em grupo e pode ser praticado junto das proposições do AND Lab, em cursos, oficinas, workshops e laboratórios. 6. Pesquisa interinstitucional com a Universidade Federal Fluminense – Rio de Ostras / Brasil Pesquisa realizada entre o AND-Lab e o Departamento de Psicologia do Instituto de Humanidades e Saúde da Universidade Federal Fluminense, intitulada “A dimensão de cuidado do MO_AND: contribuições para uma clínica de território”, onde se investiga a experiência da prática do MO_AND a partir da abordagem enativa de Francisco Varela. A pesquisa busca validar a prática de jogo do MO_AND como prática de transformação, produtora de cuidado e de formação para o cuidado, circunscrevendo a relação entre o Modo Operativo e a experiência subjetiva. https://www.youtube.com/watch?v=ZCnNtWhtjgM A dimensão de cuidado do MO_AND - II Bienal Jogo e Educação 2020 https://www.youtube.com/watch?v=VawkPuF1T8Q MO_AND como Jogo de Competência Ética Práticas de Re-mediação Fernanda Eugenio, Manoela Rangel e Pat Bergantin Constituem-se enquanto campo de investigação sensível de vias de (re)conexão entre práticas artístico-somáticas, uma espiritualidade politizada e uma política espiritualizada. Enquanto gesto político de reconectar o que o pensamento dual inscreveu como separado, as Práticas de Re-mediação fazem-se práticas de en/incorporação da des-cisão , (a)firmando a ligação com outros campos e integrando os planos que o pensamento moderno cristalizou como 'natural' e 'sobrenatural'. Isto será o mesmo que lembrar sensivelmente que tudo que está fora está dentro, e vice-versa, num exercício de des-identificação radical e de transicionalidade do Eu. Partindo dos recursos e ferramentas que compõem os jogos com o corpo-território do Modo Operativo AND, em especial das práticas de (auto)etnografia sensorial, ANDbodiment e Jogos de Comparência, as artistas propuseram-se a acompanhar-se reciprocamente 'movendo forças', de modo a investigar mais de perto manifestações da ordem do etéreo que vinham se tornando frequentes sempre que tais jogos eram ativados em workshops e labs do MO_AND. Com o desejo de re-conhecer (conhecer de novo) o que (não) sabemos - este plano em que espiritualidade, natureza e ancestralidade formam um todo indiviso -, a pesquisa se ancorou na dupla valência da operação da re-mediação: re-mediar é voltar a juntar o que estava desligado e é, também, curar, dar jeito e/ou remédio . Esse duplo sentido comparece quando damos passagem a três desdobramentos contemporâneos ao acontecimento: o corpo que é atravessado (forma-imediata), o corpo que atravessa (força-afeto), e o corpo travessia (forma-força-canal). Em estado de travessia-atravessamento-atravessade, os eventuais pontos que pareciam estar desconectados podem se re-ligar e a cura da re-mediação, até então, tem se manifestado em também três modulações: a cura através do corte , a cura através do antídoto , e a cura através da dádiva . Propondo pesquisar, em nossos próprios corpos-territórios, o espectro das frequências vibracionais que nos atravessa e constitui, as Práticas de Re-mediação interrogam, através da vivência, a possibilidade de sintonizarmos com a multidimensionalidade co-participativa da Vida, de dar passagem à sua manifestação, e de estarmos lá para ela, com uma capacidade ativa de senti-la, honrá-la e reconhecê-la. As práticas são partilhadas, em sessões individuais ou coletivas, através da ativação de um circuito que vai das 'águas da terra' - o Lago, o Mar e o Rio - às 'águas do céu' - as Chuvas, convidando as pessoas participantes a experimentarem operar micro-gestos de re-mediação em seus próprios campos energéticos. Três meios percorrem os exercícios: os meios de liberação - localizando e desbloqueando chaves de acesso para construir o corpo de travessia; os meios de canalização - exercitando-se enquanto canal transpessoal e constituindo campo para a aparição da questão a ser curada; e os meios de serviço - desobstruindo curas possíveis e disponibilizando caminhos para gestos de reparação que, através da concretização no ínfimo, possam, quem sabe, aos poucos reverberar mais vastamente. Ancorar Flora Mariah Ancorar é uma prática de pesquisa do corpo focada em investigar mais especificamente a pelve, que vem sendo desenvolvida por Flora Mariah como um desdobramento do projeto RABA POWER, numa tentativa de organizar e aprofundar todo material levantado desde 2018. Nossas ancas carregam camadas e mais camadas de história, nossa e de nossos ancestrais que são passadas de geração em geração. É uma zona do corpo historicamente marginalizada, o que faz com que partilhemos encarnações de violências e silenciamentos. A aposta desta pesquisa é que, através de um trabalho focado na pelve, podemos acessar memórias, liberar tensões e traumas e nos reconectar com aquilo que nos dá suporte tanto mecânico, quanto emocional. Trabalhar nossa base e entender sua conexão estrutural com o corpo como um todo nos garante o suporte necessário para apoiar nossas escolhas, nossas direções e nossos desejos na vida. Mergulhar nesse mar e mover essas águas tão profundas é um movimento de resgate de si mesmo, mas não só, é também parte de um processo coletivo de cura e descolonização de nossas corpas. Um mergulho que exige coragem para tocar naquilo que dói, naquilo que nos foi escondido, ou silenciado, que não conhecemos e tememos, naquilo que não podemos controlar, e tampouco nomear. Mas é também com coragem que entendemos que no mesmo lugar onde encontramos nossa dor, encontramos também nossa força, pois é dentro da própria ferida que achamos a sabedoria para curá-la. Portanto, as práticas do ANCORAR são um convite a abrir novos espaços, ancorar potências e liberar tensões desnecessárias, resgatando o prazer em habitar nosso próprio corpo. Foto/Photo: Biel Basile Corpo Antena Pat Bergantin Corpo Antena é uma prática corporal que aborda o corpo enquanto um dispositivo de conexão, que tem a potência de captar, transmitir, transduzir, modular e sintonizar. Atuando no campo das micropercepções, aguça os sentidos para o que move (em) nosso corpo aqui-agora, reativando circuitos que antes pareciam bloqueados ou apagados. Descolar para deslocar. Frequentar frequências. Mover e ser movida com aquilo que está pedindo passagem, acolhendo a vibratilidade visível, invisível e imprevisível daquilo que nos move. Para ser canal, meio, mídia é preciso sintonizar a percepção de corpo-campo, reconhecendo que não existe atravessar sem ser atravessada e que essa travessia é um jogo de forças. A continuidade da prática encaminha para uma integração tanto de aspectos físicos, mentais e emocionais, quanto sociais, ancestrais e espirituais, e é indicada a qualquer pessoa que se interesse pela proposta, independente de sua experiência com dança. Foto/Photo: Amanda Morais Corpo Multidimensional Guto Macedo A proposta do Corpo Multidimensional é criar corpo no entrecruzamento do visível e do invisível, do dentro e do fora, do que toca e é tocado no soma (corpo de si), transpondo limites entre o perceptível e o imperceptível. Nessa abertura perceptiva, cada ume com suas próprias multi-imagens de corpo, tece devires, onde o tempo cruza o espaço, o passado ressoa no presente e novos esquemas somáticos emergem. Dança Microscopicopolítica Milene Duenha Partindo da premissa de que as transformações na dimensão coletiva se referem a uma lógica recíproca de transformações que se dão nos corpos que a compõe, essa prática de ativação microscópica se volta ao cultivo das potencialidades sensíveis do corpo. A partir reconhecimento de que não sabemos tudo o que pode um corpo e pela provocação de uma modulação da atenção às vibrações de existências microscópicas, busca-se o refinamento perceptivo para as emergências, como potência de vida, que se dão nas inter-ferências entre os corpos do ambiente. Essa prática é operada por uma ética das relações que envolve um redimensionamento da atenção para as velocidades e intensidades do menor e seus aspectos de ingovernabilidade. Foto/Photo: Amanda Morais Práticas de Ajuntamento Mariana Pimentel Práticas de Ajuntamento experimenta as poéticas do aglutinar-se. Ativa práticas de reciprocidade através da presença meditativa, de pequenas danças e do fluxo livre de movimento entre umes e outres. Reúne vivências que convocam o corpo coletivo e expressão de sua presença nos diversos espaços e camadas que compõem a corporalidade. Práticas de Sintonização e Inventário Naiá Delion As Práticas de Sintonização tomam como ponto de partida a relação entre corpo e gravidade e propõem dedicar tempo para o mapeamento dos apoios do corpo no chão, dos apoios no ar ou em outro corpo, em pausa ou em movimento. Trata-se de acessar tecidos ósseos, musculares, elásticos e pele para investigar a fractalidade e a multidirecionalidade do movimento, dispondo o corpo para relacionar-se com o imponderável. As Práticas do Inventário tomam como ponto de partida algo que foi vivido. O mapeamento dessa experiência vai se afinando de fora para dentro até poder novamente incluir a relação do corpo com o campo gravitacional. Através do convite a este inventário singularizado, a proposta é que se possa abrir espaço para uma apropriação das vivências que permita disponibilizá-las como ferramentas para a investigação de cada ume. Práticas de Tra[d]ição Manoela Rangel Trair - A que sabe suspender o que sei sobre como me movo que caminhos percorro quem penso que sou ato voluntário de abrir fenda no tempo - Eu me desterritorio me desconheço sou movimento que toma formas cambiantes nômades - o que me move talvez seja um falso enigma - interessa o estado continuado de não saber a respeito do que sei de mim acompanhando o que deste sistema a que chamo Eu vai sendo feito - trair me e criar nova tradição trair me é criar outra tradição o que me move enquanto Eu descanso circuitos do sistema nervoso da rede de fáscias ser movida não mover >> o que se move através de mim e comigo quando algo em mim / me move - diminui o volume do que conheço de eu-agente >> aumenta o volume de agentes-outras [múltiplos de/em mim?] diminui o volume do desejo-objeto aumenta o volume da disponibilidade-desejo e assim des canso. QUANDO-ONDE? Opções disponíveis e histórico deste Programa no Calendário de Eventos & Agendamentos VER A PROGRAMAÇÃO DO CALENDÁRIO Close VER AULAS E OCUPAÇÕES DO ESPAÇO AND LAB Close VER A BANCA DE ARTEFATOS PUBLICADOS Close Eventos atuais e/ou anteriores relacionados no Calendário [se houver atividades atuais, elas aparecerão primeiro; rolar a lista para ver o histórico de atividades realizadas] páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum ANTERIOR PRÓXIMA

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