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  • Léa Briot | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Léa Briot Núcleo França Léa, enquanto viajante assentade (em Grenoble, França), vive com dança e movimento e trabalha atualmente como educadora popular com crianças. Depois de formar-se em Economia Social numa escola pluridisciplinar de Ciências Políticas (Sciences Po Grenoble 2012-2017), continuou estudando e praticando dança e movimento e assim viajando. Fez curso intensivo de dança, praticas somáticas e performance em TIP (Freiburg, Alemanha) e na Tanzfabrik (Berlin, Alemanha) em 2021-2022. Encontrou com o AND-Lab em 2018 em Lisboa, trazida pela presença de Soraya Jorge, com quem descobriu o Movimento Autentico em Recife, Brasil, durante a sua mobilidade académica em 2015. Desde então continuou participando nas atividades do AND-Lab. Com Nirvan Navrin, contribuiu recentemente para a organização e na tradução ao vivo de um curso-retiro do AND-Lab no sul da França (Escola do Reparar 2025, Chaleur Humaine), integrando assim o núcleo francês do AND-Lab. < Anterior Próxima > VOLTAR

  • Performances-Situadas

    Programas do Modo Operativo AND | AND Lab VOLTAR ITEM ANTERIOR PRÓXIMO ITEM Foto: Alípio Padilha Performances Situadas Concepção/Realização de Fernanda Eugenio & Gustavo Ciríaco Desde 2005 (anterior à emergência do AND Lab) Cidades de Vapor Fernanda Eugenio e Gustavo Ciríaco propõem transportar operações sensíveis de uma cidade para outra, construindo, através do convite a navegar numa ambiência sensorial recriada, um espaço-tempo cruzado e imaginário, pelo qual vapores urbanos se podem propagar - e uma viagem poético-experiencial se descortina como experiência compartilhada no aqui-agora. Seguindo os vapores da cidade numa jornada, entre o vôo e o mergulho, pelo plano das sensações, Cidades de Vapor propõe uma infiltração instalativa no fluxo cotidiano, “beliscando” os sentidos amortecidos do habitar urbano e chamando a atenção para uma necessária revalorização dos tempos intervalares do trajeto e da relação lúdica e imaginativa com os espaços habitados. Disparada a partir do manuseio dos blocos de sensações inefáveis, Cidades de Vapor convida a uma reconexão com as emanações que se desprendem do vivido e que só podem ser experimentadas a partir de uma relação de envolvimento direto. Cruzar vapores de diferentes cidades, para a dupla de artistas, é um modo de colaborar para a reabertura sensível ao ser-estar dos lugares, em tempos de virtualização das relações e de elogio ao consumo fugaz do sítio. O desejo de captar e partilhar vapores vai ao encontro da reativação de uma sensibilidade menos marcada pela hegemonia da visão, que englobe todos os sentidos e convoque o público a um reencantamento pelo que já lá está. O convite a imergir nessa paisagem de vapores pretende criar uma suspensão ao modo zapping do ecrãs, sem negar a sua operacionalidade cambiante e veloz, também presente nas cidades, mas proporcionando uma nova relação entre os sentidos mais diretos da visão e da audição e essa zona menos hegemónica do tato, do olfato e do paladar, misturando-os todos na nossa deriva espacial e subjetiva. Cidades de Vapor é uma obra site-specific nómada, que se dedica, a cada edição, a uma cidade pela qual a dupla passou, e que busca capturar o incapturável, o efémero que constitui o presente de uma cidade, os seus traços mais deléveis, porém característicos: as emanações da sua vida cotidiana. Para cada cidade, um formato diferente é adotado na sua tradução, entre a instalação, a performance e o espetáculo interativo. As proposições sensoriais, por vezes, propõem-se a transportar experiências de cidade em cidade, e, noutras vezes, procuram recriá-las na mesma cidade em que surgiram, porém em outro contexto. Para isso, a dupla combina diferentes ferramentas site-specific na criação de dispositivos imaginários atravessados por múltiplos cruzamos espaço-temporais. A obra busca, em um plano mais amplo, navegar por questões importantes relacionadas à ativação da sensibilidade artística como geradora de reflexão, sabedoria coletiva e empoderamento ativo. Edições já realizadas: Cidades de Vapor #1 - Nova Iorque, em Nova Iorque, 2015 Cidades de Vapor #2 - HCMC/Saigon, em Lisboa, 2019 Cidades de Vapor #3 - Manila e Baatan, em Manila, 2022 City Labs Cidades são tão diversas quanto as camadas que as compõem. Não param de voltar a emergir, de se re-performar ao olhar e de nos envolver com as suas atmosferas imperiosas e inevitáveis, acidentais e náufragas, frágeis e fortes, banais e extraordinárias. São alquimias sempre em processo, que vão produzindo padrões por vezes conflitantes, ainda que osmóticos, de habitação, experiência sensível e (des)agregação social. Além disso, resultantes de muitos sonhos de arquitetura, da mistura espúria entre fantasias utópicas, soluções improvisadas, estruturas de poder e desvios locais contingentes, as cidades são simultaneamente formas concretas e territórios efêmeros. Nelas vivemos e morremos, nos encontramos e nos despedimos, mantendo a ficção diária que une os interstícios do panorama mais amplo dos fenômenos urbanos. City Labs são laboratórios temporários de atenção, mapeamento, criação e performance in situ , instalados em bairros e vizinhanças críticas de diferentes cidades, escolhidos pela ligação pertinente a questões políticas e afetivas locais. Com esta estrutura itinerante, Fernanda Eugenio e Gustavo Ciríaco têm viajado, desde 2009, pelas mais diversas ambiências urbanas, na América do Sul, nos EUA, na Europa e na Ásia, colecionando uma multiplicidade de acoplamentos e arranjos, situados entre as operações urbanas, e pesquisando a variabilidade performativa da forma-cidade. Nesta colaboração duracional, os protocolos da Etnografia como Performance Situada, de Fernanda Eugenio, entram em conversa com os procedimentos de criação contextual, que Gustavo Ciríaco emprega na construção das suas peças imersivas e relacionais, gerando proposições por vezes transportáveis para outros sítios, por vezes irrepetíveis, além de serem partilhados através da oficina conjunta Práticas Site-Specific . QUANDO-ONDE? Atividades Relacionadas no Calendário (Atuais + Histórico) [rolar com as setas ou clicar numa atividade para abri-la em outra janela/separador] Ainda não há eventos relacionados a este programa/atividade no calendário. CALENDÁRIO DE ATIVIDADES SOBRE O AND LAB TOPO

  • Ancestrais-da-Escola

    Programas do Modo Operativo AND | AND Lab VOLTAR ITEM ANTERIOR PRÓXIMO ITEM Ancestrais da Escola do Reparar Fernanda Eugenio & Colaboradores 2013-2020 Enquanto desejo de ocupação e reorientação do formato "escola", a partir de uma persistência no habitar, no partilhar, no experimentar e no curar de outros mundos possíveis, a Escola do Reparar é um sonho antigo, que remonta aos primeiros projetos desenhados por Fernanda Eugenio ainda no início dos anos 2000, aquando das suas primeiras formulações do Modo Operativo AND. O formato atual da Escola do Reparar ancora-se na experiência de três anteriores programas regulares oferecidos pelo AND Lab: O mais antigo desses ancestrais é o programa Pensacção (2013-2019) , grupo de estudos através de sessões regulares de prática e conversa à volta do Modo Operativo AND, que integrou a nossa programação sob a forma de 'temporadas de encontro', com regularidades variadas - semanais, quinzenais ou mensais, a depender da época - durante seis anos. Essas sessões de prática continuada do MO_AND eram oferecidas tanto na sede em Lisboa, orientadas por Fernanda Eugenio e, por vezes, Ana Dinger, quanto nos núcleos no Brasil e na Espanha, cuidadas pelas pessoas integrantes da coordenação local, assegurando que haveria sempre assistência e acompanhamento ao grupo que se quisesse juntar. O propósito central da Pensacção era o de funcionar enquanto espaço de prática regular no qual praticantes do Modo Operativo AND pudessem dar continuidade ao encontro com esta ferramenta, voltar a reunir-se e, assim, desdobrar em conjunto as questões ético-políticas emergentes do manuseamento, distributivo e atento, entre os afetos pessoais e a participação consequente no entorno comum. Era, assim, um programa voltado sobretudo para acolher uma comunidade de pessoas praticantes - pessoas que, apos terem entrado em contacto com o MO_AND nos workshops, labs e escolas, quisessem prosseguir com a sua prática. A Pensacção recebia, ainda, constantemente, curioses a chegar pela primeira vez ao AND Lab, motivo pelo qual muitas vezes também se faziam introduções curtas no âmbito das sessões. O programa anual de Escolas de Verão AND é o outro - e o mais marcante - ancestral da Escola do Reparar. Este programa surgiu em 2015 , com a realização de uma 'edição zero' em Lisboa, organizada por Fernanda Eugenio e tendo como interlocuções convidadas Ana Dinger, Francisco Gaspar Neto e Soraya Jorge. A esta primeira incursão se seguiram, entre 2016 e 2019, quatro edições regulares, sempre a cada mês de julho, com o acolhimento do Polo Cultural das Gaivotas, e convocando, a cada vez, diferentes colaborações para andar junto com o MO_AND. Com a duração de duas semanas intensivas, com atividades de manhã e à tarde, a Escola se instalava enquanto zona temporária de atenção e de investigação experiencial e coletiva, à volta de uma questão transversal, diferente a cada ano. Por este espaço-tempo imersivo, passaram centenas de pessoas participantes, em grupos que cresciam a cada ano e foram, lentamente, indicando que a escola precisava de se alastrar e recobrir todo o ano - as duas semanas de verão eram mesmo muito apertadas para tanta matéria e afeto. Tendo o MO_AND como fio condutor e contando com a mediação continuada de Fernanda Eugenio, cada edição convocava à pesquisa da improvisação-criação coletiva e da (com)posição-com (d)o comum, em conversa com outras ferramentas e práticas. Uma equipa de apoio recorrente formou-se a contar com Ana Dinger, Iacã Macerata e Sílvia Pinto Coelho, à qual juntaram-se, nas diferentes edições, também as presenças recorrentes de Francisco Gaspar Neto, Gustavo Ciríaco e Soraya Jorge, além de outras colaborações pontuais. Através da experimentação duracional com o próprio e o alheio, e de exercícios de reciprocidade entre o cuidado de si e o cuidado do entorno, as Escolas de Verão AND procuravam gerar atenção sobre os processos consequentes através dos quais aquilo que fazemos (e, sobretudo, como o fazemos) nos faz em retorno: gestos, palavras, hábitos, perspectivas, posturas, modulações. Os encontros destinavam-se a toda a gente interessada na re-materialização de saberes cristalizados em saberes inventivos e situados; na pesquisa de políticas da convivência e numa ética suficiente para o aprender-fazendo, a partir do lugar-qualquer. A afluência regular de participantes vindes do Brasil foi firmando, a cada ano, uma ponte afetiva muito viva e potente com diferentes cidades do país, que coincidiu com a emergência, ao longo daqueles anos, dos núcleos locais do AND Lab em Curitiba, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Foi assim que, a partir de 2018 , emergiu o terceiro ancestral marcante da Escola do Reparar: o programa itinerante Laboratórios de Verão AND Brasil. Desenhado como versão compacta das Escolas de Verão AND de Lisboa, os labs tinham a duração de uma semana intensiva, sempre iniciando com uma introdução ao MO_AND e seguindo com a exploração de uma questão única em cada cidade pela qual passava. Esse programa procurava reinventar, com colaboradores locais e através de várias parcerias, em diferentes cidades do Brasil, as condições para a instalação de uma zona temporária de atenção e pesquisa aberta a todas as pessoas interessadas na experimentação com ferramentas ético-estéticas para o viver-juntes. Entre 2018 e 2020, foram realizadas três edições do programa, cada uma com duas ou três cidades, totalizando sete labs. ESCOLA DE VERÃO AND | Edições realizadas: 2019 | edição #4 : reparar (n)o Irreparável: exercícios de atenção distributiva, escuta metalógica e amor disseminado com Fernanda Eugenio e investigadores/artistas convidades: Ana Dinger, Dani d’Emilia e Sílvia Pinto Coelho + mini-lab experimental The Insider, com Cristina Maldonado e Fernanda Eugenio. 2018 | edição #3 : ANDbodiment: modos da pré-paração ante o Irreparável com Fernanda Eugenio e investigadores/artistas convidades: Ana Dinger, Flora Mariah, Guto Macedo, Milene Duenha, Sílvia Pinto Coelho, Soraya Jorge + interlocução de Eduardo Passos, Iacã Macerata, Mariana Ferreira e Ruan Rocha. 2017 I edição #2 : os modos do cuidado: cartografar, performar, curar com Fernanda Eugenio e investigadores/artistas convidades: Ana Dinger, Francisco Gaspar Neto, Gustavo Ciríaco, Iacã Macerata, Sílvia Pinto Coelho + prática de relaxamento final com Anna Marocco. 2016 | edição #1 : entre-modos de fazer: práticas de criar corpo e mundo, ferramentas ético-estéticas, procedimentos para a improvisação colaborativa & políticas da convivência com Fernanda Eugenio e investigadores/artistas convidades: Ana Dinger, Ana Mira, Francisco Gaspar Neto, Gustavo Ciríaco, Mariana Ferreira, Sílvia Pinto Coelho, Soraya Jorge. 2015 | edição #0 : isso e isto: os afectos e as suas manifestações com Fernanda Eugenio e investigadores/artistas convidades: Ana Dinger, Francisco Gaspar Neto e Soraya Jorge. LABS DE VERÃO AND BRASIL | Edições realizadas: Edição #3 | Rio de Janeiro e São Paulo, 2020: Rio de Janeiro – 01 a 07 de fevereiro de 2020 | No Irreparável, agora: táticas para corporificar franqueza e sentir firmeza , com Fernanda Eugenio, em interlocução com Guto Macedo, Iacã Macerata, Letícia Barbosa e Mariana Pimentel. Parcerias: Coletivo Corposições, Espaço Mova. São Paulo – 14 a 21 de fevereiro de 2020 | In-tensionar, inter-ferir: táticas de des-ilusão e des-cisão ante o Irreparável , com Fernanda Eugenio, em interlocução com Naiá Delion, Patrícia Bergantin e Julia Salem. Parcerias: Casa Líquida. Curitiba - 14 a 23 de março de 2020 | (Alter)ações: outrar, (re)inventar, mundificar, ofertar, com Fernanda Eugenio em interlocução com Milene Duenha, Francisco Gaspar Neto e Teatro Secalhar. Parcerias: Ap da 13, Casa Hoffmann, Encosta Residência [cancelado pela pandemia de covid-19] Edição #2 | Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo, 2019: Rio de Janeiro – 26 de Janeiro a 01 de fevereiro de 2019 | Corpo de Escuta, Corpo de Luta: táticas de (auto)cuidado e comunalidade , com Fernanda Eugenio, em interlocução com Guto Macedo, Iacã Macerata, Letícia Barbosa e Mariana Pimentel. Parcerias: Coletivo Corposições, Casa-Consultório. Curitiba – 16 a 22 de março de 2019 | Outros (ar)rumos: táticas de multiplicação para corpos e territórios , com Fernanda Eugenio, em interlocução com Ana Dinger, Francisco Gaspar Neto e Milene Duenha. Parceria: Casa Quatro Ventos. São Paulo – 25 a 30 de março de 2019 | (Des)aparecer, Comparecer, Permanecer: táticas para tomar coragem , com Fernanda Eugenio, em interlocução com Ana Dinger, Naiá Delion e Patrícia Bergantin. Produção: Rafael Petri. Parceria: Espaço Leviatã. Edição #1 | Rio de Janeiro e São Paulo, 2018: Rio de Janeiro – 20 a 26 de Janeiro de 2018 | Praticar o Cuidado e Performar o Comum. Um encontro entre o Modo Operativo AND e as Práticas de Cuidado , com Fernanda Eugenio, em interlocução com Ana Dinger, Guto Macedo, Iacã Macerata, Letícia Barbosa, Mariana Borges, Mariana Pimentel e equipa do Espaço Mova. Parceria: Coletivo Corposições e Espaço Mova São Paulo – 29 de Janeiro a 4 de Fevereiro de 2018 | Tomar Corpo, Acontecer. Práticas Ético-Estéticas e Práticas Somáticas. Um encontro entre o Modo Operativo AND e o Movimento Autêntico , com Fernanda Eugenio e Soraya Jorge, em colaboração com Ana Dinger, Carolina de Nadai e Naiá Delion. Parceria: Condomínio Cultural QUANDO-ONDE? Atividades Relacionadas às Edições no Calendário (Edição Atual + Histórico) [rolar com as setas ou clicar numa atividade para abri-la em outra janela/separador] Ainda não há eventos relacionados a este programa/atividade no calendário. 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  • edicao-05-2024 | AND Lab

    edicao-05-2024 edicao-05-2024 VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) [sobre a Escola] [ver outras edições] APRESENTAÇÃO Escola do Reparar Ed#5-2024 Edição comemorativa 'TY' - Ten Years / Thank You 5 anos de Escola do Reparar, 10 anos de escolas de verão A Escola do Reparar é um programa anual continuado de investigação-criação expandida e formação artístico-política, que abriga quatro interfaces de encontro e se desenrola no eixo Portugal-Brasil. Apoiada na criação sempre em processo de Fernanda Eugenio com o Modo Operativo AND , em colaboração com a rede multilocalizada de artistas do Coletivo AND e com diferentes artistas convidades a cada vez, a Escola do Reparar toma, a partir da constelação prático-teórica do MO_AND, uma questão-tema por ano como mote para a criação de novos dispositivos performativos de encontro, proposições vivenciais, jogos e ferramentas de composição-criação coletiva, adotando a estrutura duracional da viagem para convidar à habitação e à persistência no trabalho íntimo-político da trans-forma-ação . As suas quatro linhas de atividades estão desenhadas de modo a propiciar às pessoas participantes um percurso gradual e amparado de navegação na questão-tema do ano. Começamos sempre pelo hANDling , oficinas de partilha do MO_AND e práticas afins (março a junho; setembro a novembro, em Lisboa e diferentes cidades do Brasil a cada ano) , dedicado a oferecer as bases de sustentação da jornada anual, através da introdução e do desdobramento das ferramentas-conceito e princípios centrais do Modo Operativo AND, aliado a práticas corporais do Coletivo AND. A seguir, entramos nos Estudos Indóceis , grupo de estudos praticados e experimentais (maio - Portugal e outubro - Brasil) , dedicado a partilhar a filosofia habitada à volta dos conceitos em foco a cada ano. Chegamos então ao LANDscape , curso-retiro imersivo (julho - Portugal e janeiro - Brasil) , construído sob a forma de jornada-ritual de trans-forma-ação , na qual o Modo Operativo AND se multiplica num conjunto de proposições político-afetivas encarnadas mais complexas, que convocam diferentes modulações de jogo da constelação AND lado a lado a peças-rituais especialmente criadas, a cada vez, para propiciar a experiência sensível e vivencial da questão-tema. Esta atividade é, ao mesmo tempo, fim e começo: uma culminância da jornada de cada ano, todos os meses de julho, que, ao se repetir em janeiro, opera também a pré-paração para o ano seguinte, e para uma nova questão-tema prestes a emergir. Toda a viagem é assistida e nutrida pelo [ under]stANDing , programa de investigação continuada e de criação de artefatos por Fernanda Eugenio em colaboração com o Coletivo AND. O stANDing é a escola sendo gestada enquanto acontece e perpassa todo o ano em duas temporadas (fevereiro-julho e setembro-janeiro), compostas por trabalho presencial no Atelier AND Lab em Lisboa, encontros online e pelas Residências de Criação LAND, se abrindo ao exterior através de sessões de partilha e mostra informal de processos algumas vezes por ano. Cabe ainda ressaltar que, embora hANDling, Estudos Indóceis e LANDscape se constituam enquanto atividades encadeadas, estão articuladas de modo a também permitir o ingresso de novas pessoas participantes a qualquer momento da viagem, que venham a acessar a experiência de modo avulso e pontual. A Escola do Reparar propõe habitar o 'entre' enquanto intervalo de potência, instaurando-se no seio dos cruzamentos arte-vida e estruturando-se de forma espraiada e multilocalizada, no trânsito entre Portugal e Brasil, entre o urbano e o rural e entre o presencial e o virtual, num compromisso em conjugar uma consistente deslocação subjetiva e sensível com o descentramento geográfico e a propagação digital. Reivindica-se, assim, enquanto campo de amparo para o encanto, enquanto campo seguro para o risco: firmado no cuidado e focado em (re)ativar a relação atenta com a Terra-Soma e, ao mesmo tempo, em infiltrar e sustentar um modo comunitário no quotidiano urbano e digital. A Escola do Reparar oferece anualmente um mínimo de 25% de vagas sob a forma de bolsas integrais com perfil interseccional, para pessoas vulnerabilizadas por intersecções de classe, raça, gênero, deficiência, orientação sexual, corporalidades dissidentes, migração e/ou origem étnica. As atividades da Escola do Reparar em Portugal são bilíngues (português e inglês) e têm tradução em Língua Gestual Portuguesa sempre que necessário. CALENDÁRIO DE ATIVIDADES (clicar nas imagens para ver detalhes separadamente, em outra janela) under stANDing Investigação-Criação com o MO_AND Módulo-Residência de Criação A Linha-interface under stANDing conforma um plano contínuo de pesquisa e criação com o Modo Operativo AND, no qual a metodologia dobra-se sobre si própria, a partir de uma questão-tema a cada ano, mantendo-se assim enquanto organismo vivo em constante (re)formulação. O nome under stANDing aponta para um modo de investigar-criar que desvia da interpretose e da representação, comprometendo-se com a experiência direta, a sustentação do não-saber e a sintonização com sabedorias encarnadas, aquém-além da ilusão humana do ponto de vista. hANDling Formação no MO_AND Módulo de Introdução & Desdobramento A Linha-interface hANDling foca-se na dimensão (trans)formativa e de partilha do MO_AND enquanto ferramenta de mediação e composição. Oferece oficinas intensivas e extensivas de transmissão e prática da constelação de jogos e ferramentas-conceito do Modo Operativo AND. O nome hANDling convoca a mancha semântica do verbo 'to handle' para sinalizar um duplo compromisso: por um lado, com a ética do manuseamento, em contraponto à manipulação, que norteia o Modo Operativo AND; por outro, com a entrega/oferta das nossas ferramentas, criando situações de transmissão-partilha que favoreçam a sua incorporação pela via da frequentação, da prática e do cultivo da autonomia e da singularidade de cada praticante. LANDscape Jornada Ritual com o MO_AND Módulo de Aprofundamento/Vivência Imersiva A Linha-interface LANDscape foca-se na dimensão de (auto)reparação individual e coletiva através da criação de vivências-rituais em modo retiro. Programa-paisagem construído sob a forma de jornada-ritual de trans-forma-ação, na qual o Modo Operativo AND se multiplica num conjunto de proposições somáticas e político-afetivas encarnadas mais complexas, os LANDscape convocam diferentes modulações de jogo da constelação AND, lado a lado a peças-rituais especialmente criadas, a cada vez, para propiciar a experiência sensível e vivencial da questão-tema. EDIÇÃO ATUAL | INSCRIÇÕES Lamentamos, mas a edição atual Escola está em andamento e as inscrições para as modalidades do seu eixo continuado já foram encerradas. Para ver a disponibilidade de vagas de participação avulsa, ir ao Calendário do site. IR AO CALENDÁRIO IR AO CALENDÁRIO Ver o quadro de detalhes/valores das modalidades Clicar no botão da modalidade escilhida e preencher o formulário Efetuar o pagamento (se houver) QUESTÃO-TEMA Dis-cernir e Inseparar: o encantamento do Irreparável Em 2024 a Escola do Reparar debruça-se sobre a ferramenta-conceito dis-cernir , que convida a exercitar a musculatura ética do diferenciar, do re-conhecer dos cernes, numa modulação na qual é justo o acesso à multiplicidade de perspectivas vitais (entre-cernes e intra-cernes) que permite (re)encantar e reconectar com a experiência sensível da inseparabilidade. Insistimos na pesquisa de antídotos aos afetos do desemparo e do desencanto, manifestos pelo esgotamento e pelo embotamento das sensibilidades, que marcam de modo desigual mas pervasivo os estados individuais e coletivos contemporâneos. Convocamos as operações do re-pouso/amparo - enquanto vivência de ninho, descanso profundo, entrega, rendição e (re)conexão - e do re-voo/encanto - enquanto acesso ao Fundo Comum da Vida, às sabedorias encarnadas aquém-além do humano que compõem o agregado provisório de toda e cada uma das formas de vida, e re-sintonização com o ser (em) bando, num pleno habitar e co(n)sentir da coexistência. Nas diferentes proposições de encontro que perfazem a investigação-criação deste ano, propomos, ainda, uma demora em duas outras operações: o re-conhecimento - um honrar das ancestralidades que nos dão hoje (an)coragem (ancoramento e coragem) e um empenho firme e franco em voltar a conhecer-se - e a re(e)nunciação - renúncia das ilusões sistémicas aglutinadas à volta dos pontos de vista individuais e re-enunciação de si que desbloqueia o acesso à vista do ponto. É um ano em que comemoramos duplamente! ■ Por um lado, os 5 anos em que as nossas propostas de partilha do Modo Operativo AND assumiram o formato do programa continuado de formação artístico-política Escola do Reparar, com edições temáticas anuais desde 2020; ■ Por outro lado, os 10 anos de emergência do formato Escolas de Verão AND, predecessor da Escola do Reparar, que teve a sua primeira edição piloto em Lisboa, no verão de 2015, e se estendeu até 2019! O programa desdobra-se em duas temporadas, contemplando atividades presenciais em Portugal, circulações por Alemanha e Brasil e atividades online. ■ De março a julho, serão oferecidas em modo extensivo presencial e intensivo online as oficinas hANDling de Introdução ao MO_AND e as oficinas Estudos Indóceis de Desdobramento do MO_AND e estudo praticado de ferramentas-conceito, bem como, no verão, o Curso-Retiro LANDscape Portugal de Aprofundamento do MO_AND e Jornada-Ritual de Ninho e Bando. ■ De agosto a janeiro, serão oferecidas em modo intensivo presencial oficinas hANDling de Introdução ao MO_AND na Alemanha e em Portugal, uma oficina (under)stANDing extensiva online, de Desdobramento do MO_AND e partilha de projetos colaborativos do Coletivo AND e um Curso-Retiro LANDscape no Brasil, de Aprofundamento do MO_AND e Encontro-Síntese Retrospetiva 2024. FICHA TÉCNICA Direção: Fernanda Eugenio Curadoria e Formulação: Fernanda Eugenio Assistência de Direção Henrique Antão Interlocuções/Interlocutions LANDscape Barril de Alva: Ana Dinger, Bernardo Chatillon, Manoela Rangel, Ruan Rocha Interlocuções LANDscape Guapimirim: Mariana Pimentel e membres do Coletivo AND a definir Interlocuções (under)stANDing: Ana Corrêa, Constança Carvalho Homem, Dai, Henrique Antão, Ruan Rocha, Manoela Rangel Design Original e Plataforma Online: Alexandre Eugenio Produção e Comunicação: Catarina Serrazina e Luís Filipe Fernandes Produção local (Alemanha): produção Onsite e Núcleo AND Lab Berlim Produção local (Brasil): Rede AND Lab Brasil - Núcleo Mata Atlântica Mídia Digital: Pat Bergantin e Patrícia Araújo Documentação Audiovisual: Gabriela Jung e Inês T. Alves Parcerias: Trust Collective (PT), Onsite Berlin (DE), Casa Amarela/Fazendinha (BR) Apoio: DGArtes - República Portuguesa - Cultura LINKS RELEVANTES Sobre a Escola do Reparar Sobre o Modo Operativo AND Site da Trust Collective (parceira do AND Lab e sítio de acolhimento do retiro LANDscape) [sobre a Escola] [ver outras edições] VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) edicao-05-2024 edicao-05-2024

  • Estudos-Indoceis

    Programas do Modo Operativo AND | AND Lab VOLTAR ITEM ANTERIOR PRÓXIMO ITEM Estudos Indóceis Concepção de Fernanda Eugenio; Coordenação de Luís Filipe Fernandes Desde 2019 CONTEÚDO EM 'PRÉ-PARAÇÃO' NOVIDADES EM BREVE :) Estudos Indóceis O formato dos 'Estudos Indóceis' faz com que esta oficina transite do Programa Escola do Reparar para se aninhar no nosso Fazer Comum. Mantém-se enquanto actividade de desdobramento mas desta feita em "relação com". Assim é uma actividade com curadoria do AND Lab mas orientada por ume proponente exterior, convidade por lhe re-conhecermos o potencial de ampliar estes estudos, tanto para nutrição nossa, enquanto equipa-coletivo, como vossa, público-rede. Residências de pesquisa-criação | Residências de pesquisa-transmissão laboratorial Respondendo à carência de espaços dedicados à pesquisa-criação na cidade de Lisboa, o AND Lab abre o seu espaço a pessoas e práticas convidadas à permanência extensiva. Em formato de residências, convidamos práticas artísticas a habitar duracionalmente o espaço para que sejam permeadas pelas práticas AND, num fluxo de troca e reciprocidade. Propõe-se assim simultaneamente a facilitação de condições a outres mas também a nutrição da própria estrutura AND Lab pelos saberes trazidos. Em ambos os formatos de residência proposta neste eixo propõe-se responder à questão “como potenciar a investigação-criação artística enquando lugar de produção de conhecimento?”. Sendo que no caso dos Estudos Indóceis | Residências de pesquisa-criação procura-se criar condições para o desdobramento e descoberta, criando espaço aos artistas convidades para que possam mergulhar e organizar o seu saber, oferecendo a possibilidade de partilha pública no final do processo; enquanto nos Estudos Indóceis | Residências de pesquisa-transmissão , propõe-se a programação de laboratórios participativos por temporada de estudos praticados de ferramentas de criação artística e de mediação relacional, abertos ao público por meio de inscrições. Cada Estudos Indóceis | Residências de pesquisa-transmissão é precedido por um período de residência de investigação para o desenvolvimento ou adaptação da proposta laboratorial situada. QUANDO-ONDE? Atividades Relacionadas no Calendário (Atuais + Histórico) [rolar com as setas ou clicar numa atividade para abri-la em outra janela/separador] Ainda não há eventos relacionados a este programa/atividade no calendário. CALENDÁRIO DE ATIVIDADES SOBRE O AND LAB TOPO

  • Guto Macedo | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Guto Macedo Núcleo Rio de Janeiro, Brasil Participante do Coletivo AND Guto Macedo foi pioneiro no Ensino do Contato Improvisação no Brasil. Atua também como Professor de Dança Contemporânea e Moderna, Movimento Autêntico, Coreógrafo, Ator-bailarino, Músico, Cantor, Educador Somático e de Percepção Musical, Pesquisador do Movimento e Facilitador da Lei do Tempo. Pesquisador teórico-prático independente, membro participante e co-fundador dos coletivos CIMA e Corposições. Integra o Núcleo And Lab Rio e o AND Collective e colabora na Escola do Reparar. Formado em direção teatral (UFRJ/2006), Pós-Graduado em Neurociências (UFRJ/2016) e Facilitador da Lei do Tempo (Instituto Lei do Tempo/2017). Foi dançarino profissional integrante de diferentes grupos no Rio de Janeiro e em Nova Iorque. Desde 2003 pratica o Movimento Autêntico (MA) com a Introdutora do MA no Brasil, Soraya Jorge. Com ela criou o CIMA (Centro Internacional do Movimento Autêntico) e desenvolveu a pesquisa Afecção Entre o Movimento Autêntico e o Contato Improvisação. Seu trabalho circulou por diferentes países na América do Sul (Brasil, Argentina, Uruguai), na Europa (Portugal, Espanha, Áustria, Alemanha, Rússia e Grécia) e EUA (NY), tendo participado de diversos festivais e encontros internacionais. < Anterior Próxima > VOLTAR

  • Documentario-10-Anos

    Programas do Modo Operativo AND | AND Lab VOLTAR ITEM ANTERIOR PRÓXIMO ITEM Documentário Dez anos do AND Lab: uma Re-membração Realização de Inês T. Alves Lançado em 2022 Dez anos do AND Lab: Uma Re-membração Documentário de Inês T. Alves [trailer] Estamos em 2021 e o AND Lab, estrutura artesanal de investigação artística a operar no cruzamento entre as artes, o pensamento crítico, as práticas encarnadas e as pedagogias somático-políticas indisciplinadas/indisciplinares, vai completar dez anos de existência em Portugal. Essa data marcante acontece mais ou menos junto com os quase vinte anos do Modo Operativo AND enquanto pesquisa continuada de Fernanda Eugenio acerca das políticas de com-posição relacional e do cuidado-curadoria íntimo e coletivo do comum. Nesse ano de re-membração - rememoração e remembramento - a estrutura vê-se às voltas com o desafio de retomar as atividades presenciais (após longa temporada em modo online devido à pandemia), ao mesmo tempo em que ensaia uma movida da cidade para o campo, numa relação mais direta com a terra. O documentário acompanha a realização de uma primeira edição do curso-retiro LANDscape no âmbito da Escola do Reparar, percorrendo os diferentes jogos e proposições que perfazem a constelação de práticas do Modo Operativo AND inventadas nos últimos dez anos. Intercalam-se depoimentos e testemunhos da rede de colaboradores do AND Lab, em Portugal e no Brasil. Realização, imagem, som direto e montagem Inês T. Alves Edição de som Artur Moura Tradução para inglês Ana Dinger Revisão da tradução José Roseira Depoimentos, Entrevistas, Falas Direção AND Lab Fernanda Eugenio (Lisboa) Coletivo AND Flora Mariah (Lisboa) Guto Macedo (Rio de Janeiro) Iacã Macerata (Rio de Janeiro) Manoela Rangel (São Paulo e Berlim) Mariana Pimentel (Rio de Janeiro) Milene Duenha (Curitiba) Naiá Delion (São Paulo) Pat Bergantin (São Paulo) Ruan Rocha (Lisboa) Colaborações Extensivas Ana Dinger (Lisboa) Mariana Ferreira (Lisboa) Silvia Pinto Coelho (Lisboa) Soraya Jorge (Rio de Janeiro) Outras colaborações Alina Duchrow (Brasília e Rabat) Bernardo Chatillon (Barril de Alva e Berlim) Carlos Oliveira (Lisboa) Erika Kobayashi (São Paulo) Liliana Coutinho (Lisboa) Imagens de arquivo And Intensive, Projeto AND Lab 2011, espaço alkantara, Lisboa, imagens e edição de Waléria Américo Secalharidade conferência-performance, Culturgest/Festival alkantara 2012, Lisboa, imagens e edição de Pedro Filipe Marques Escola de Verão AND Lisboa 2016, imagens e edição de Joana Maia Escola de Verão AND Lisboa 2017, imagens de Andrea Capella e Renato Japi, edição de Pedro Henrique Risse Escola de Verão AND Lisboa 2018, imagens e edição de Ana Luiza Braga Escola de Verão AND Lisboa 2019, imagens de Olivia Pedroso e Joana Maia, edição de Olivia Pedroso Lab de Verão AND Brasil Rio de Janeiro 2018, imagens e edição de Michel Schettert Lab de Verão AND Brasil Rio de Janeiro 2019, imagens e edição de Gabriela Jung Lab de Verão AND Brasil Rio de Janeiro 2020, imagens e edição de Gabriela Jung Lab de Verão AND Brasil São Paulo 2018, imagens e edição de Alexandre Lima Lab de Verão AND Brasil São Paulo 2019, imagens e edição de Iago Matti Lab de Verão AND Brasil São Paulo 2020, imagens de Pat Bergantin, Manoela Rangel, Dani d’Emilia e edição de Manuela Libman Lab de Verão AND Brasil Curitiba 2019, imagens de Ana Dinger e edição de Pedro Henrique Risse Filmado durante o curso-retiro LANDscape Portugal, parte da programação da "Escola do Reparar 2021 - Re-membrar: (Des)integração e Curadoria do Irreparável" Barril de Alva, agosto de 2021 Desenho, coordenação e orientação Fernanda Eugenio Equipa de apoio e facilitação Manoela Rangel, Ruan Rocha, Bernardo Chatillon, Flora Mariah Participam/Aparecem Alina Duchrow, Aleksandra Valieva, Ana Dinger, Camila Ganc, Daniel Pizamiglio, Erika Kobayashi, Guida Marques, Inês T. Alves, Léa Raulin Briot, Mafalda Jacinto, Mariana Ferreira, Mariella Mars, Sarah Amsler, Teresa Madeira Parceria institucional Fundo de Fomento Cultural / Garantir Cultura / República Portuguesa – Ministério da Cultura Acolhimento Trust Collective Uma iniciativa de AND Lab | Arte-Pensamento & Políticas da Convivência QUANDO-ONDE? Atividades Relacionadas no Calendário (Atuais + Histórico) [rolar com as setas ou clicar numa atividade para abri-la em outra janela/separador] Ainda não há eventos relacionados a este programa/atividade no calendário. CALENDÁRIO DE ATIVIDADES SOBRE O AND LAB TOPO

  • Mariana Ferreira | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Mariana Ferreira Colaboração em Investigações e Práticas Mariana Ferreira formou-se em Reabilitação Psicomotora pela Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa, fez estágio de observação psicomotora no ISPE-GAE (São Paulo); estudou no Texas e Califórnia BA Fine Art (dança e pintura). Ao longo dos anos interessou-se e formou-se em Dynamic Theatre e Deep Memory Process e frequentou aulas e grupos de dança com Silvana Pedrazzi (dança clássica indiana Odissi e dança oriental) e Marina Nabais (dança contemporânea); é praticante de Movimento Autêntico com Soraya Jorge. Hoje em dia, frequenta o ano final da especialização em Psicoterapia Psicanalítica Relacional (Psirelacional). Atuou como Psicomotricista no Instituto de Neuroeducação de Lisboa e, hoje, trabalha em clínica privada com crianças, adolescentes e adultos; leciona Desenvolvimento Psicomotor na Pós-graduação Neuroeducação do Instituto Português de Psicologia e Outras Ciências. Trabalhou com grupos terapêuticos de mulheres e crianças, orientou as oficinas Perdas (2012), As teias que as mulheres tecem (2009) e Pelo corpo é que vamos (2009). Ao longo do ano letivo 2015/16 desenvolveu com Fernanda Eugénio o projeto "O AND vai à Escola", com alunos do ensino básico vocacional, na Escola Básica de Azeitão. < Anterior Próxima > VOLTAR

  • Naiá Delion | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Naiá Delion Núcleo São Paulo, Brasil Participante do Coletivo AND Naiá Delion formou-se em Comunicação das Artes do Corpo na PUC-SP em 2002, com habilitação em Dança. Tem como formação paralela à graduação universitária, o Núcleo de Improvisação coordenado pela bailarina Zélia Monteiro. Ainda na universidade, realizou pesquisa científica sobre a relação Brasil-Japão nas artes, orientado pela Profa.Dra. Christine Greiner. Como bailarina, formou-se no Curso Técnico da Escola e Faculdade Angel Vianna e participou de diversas residências artísticas no Brasil e no mundo. Entre elas o coLABoratório, em 2009, onde conheceu Fernanda Eugenio e iniciou sua parceria com o AND Lab. Na mesma época, criou o solo "Use o assento para flutuar" em parceria com Volmir Cordeiro, contemplado pelo Prêmio Funarte Klauss Vianna. Como educadora do movimento, formou-se na Escola Ivaldo Bertazzo (2003), e como instrutora de pilates (2013) e de Gyrotonic (2019). Atualmente, faz parte do Processo Formativo do Movimento Autêntico, dirige o Estúdio de Pilates e Gyrotonic AMANA, integra o Núcleo AND Lab São Paulo e o AND Collective, e colabora com a Escola do Reparar. < Anterior Próxima > VOLTAR

  • edicao-02-2021 | AND Lab

    edicao-02-2021 edicao-02-2021 VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) [sobre a Escola] [ver outras edições] APRESENTAÇÃO Em 2021, o AND Lab completa dez anos de existência como estrutura artesanal de investigação artística a operar no cruzamento entre as artes, o pensamento crítico, as práticas encarnadas e as pedagogias somático-políticas indisciplinadas/indisciplinares. Essa data marcante acontece mais ou menos junto com os quase vinte anos do Modo Operativo AND enquanto pesquisa continuada de Fernanda Eugenio acerca das políticas de com-posição relacional e do cuidado-curadoria íntimo e coletivo do comum. Honrando esse marco, a Escola do Reparar 2021 toma corpo a partir da questão-tema Re-membrar: (Des)integração e Cura(doria) do Irreparável, convidando-nos a um encontro retrospectivo e prospectivo com a matéria do que nos constitui e nos acontece: daquilo de que fomos e somos feitos, do que fizemos/fazemos com o que nos fizeram, e a que retornamos a cada vez, ou que nos tornamos. O que já ou ainda (não) somos, que podemos (não) ser ou (não) fazer. Convidamos todes a vir conosco nesta jornada investigativa dos modos como assistimo-nos reciprocamente nos processos de morrer-nascer pelos quais - seja a um nível singular ou coletivo; pessoal, trans ou infrapessoal; ancestral, histórico ou cósmico - vamos curando (cuidando, fazendo a curadoria) e tecendo as geografias moventes de re-mediações possíveis do Irreparável que fazemos e nos faz. Sintonizando e reconectando com a teia mais vasta que nos (des)integra do/no fundo comum e da ordem implicada da Vida, no entre-tecido que nos in-separa pela diferença, assistindo e respeitando as manifestações infinitamente variadas do acontecer, do sentir e do de(s)vir a ser. Posicionando-se no seio de uma tarefa paradoxal e urgente, entre a irreparabilidade do mundo-como-É e o compromisso ético com a sua reparação, a Escola do Reparar, programa continuado de formação artístico-política do AND Lab, propõe conjugar o Modo Operativo AND com outras proposições artístico-políticas encarnadas, ferramentas de composição colaborativa e práticas somáticas, num programa transdisciplinar e indisciplinado, dedicado à articulação corporeidade-comunalidade e ao reconhecimento e à invenção-criação de táticas para o desaprendizado das violências arraigadas e desigualmente distribuídas em cada ume de nós. A Escola do Reparar surge do desejo de contribuir para um processo que se dispara pelo reconhecimento de que já não é possível reiterar um mundo insustentável, apoiado em lógicas predatórias-extrativistas. Ao propor uma escola multilocalizada, transversal e baseada em saberes praticados, a conectar realidades e corpos diversamente afetados pelo Irreparável, pretendemos criar um espaço-brecha dedicado a coletivizar o ato de pesquisar-criar, tornando-o coincidente com os atos de viver-habitar e relacionar-performar. Um espaço para o entre-ter - o termo-nos reciprocamente umes a outres, em comunidade -, no qual possamos exercitar modos de sermos íntimes sem sermos/estarmos próximes, e nutrir, juntes, possibilidades de refazer sensibilidades e mundos. O programa se desdobra de março a dezembro, com direção e curadoria de Fernanda Eugenio, incluindo: grupo de estudos online ( Estudos Indóceis ); oficinas e sessões regulares de práticas de corpo, jogo MO_AND e escuta sensível ( programa hANDling ); programa público de partilha de criações em processo ( programa stANDing ); programa público de conversas ( programa comemorativo Dez Anos em Posição-Com ); residências de investigação-criação ( LAND) e cursos-retiros imersivos no campo ( LANDscape Portugal e Brasil ). CALENDÁRIO DE ATIVIDADES (clicar nas imagens para ver detalhes separadamente, em outra janela) under stANDing Investigação-Criação com o MO_AND Módulo-Residência de Criação A Linha-interface under stANDing conforma um plano contínuo de pesquisa e criação com o Modo Operativo AND, no qual a metodologia dobra-se sobre si própria, a partir de uma questão-tema a cada ano, mantendo-se assim enquanto organismo vivo em constante (re)formulação. O nome under stANDing aponta para um modo de investigar-criar que desvia da interpretose e da representação, comprometendo-se com a experiência direta, a sustentação do não-saber e a sintonização com sabedorias encarnadas, aquém-além da ilusão humana do ponto de vista. hANDling Formação no MO_AND Módulo de Introdução & Desdobramento A Linha-interface hANDling foca-se na dimensão (trans)formativa e de partilha do MO_AND enquanto ferramenta de mediação e composição. Oferece oficinas intensivas e extensivas de transmissão e prática da constelação de jogos e ferramentas-conceito do Modo Operativo AND. O nome hANDling convoca a mancha semântica do verbo 'to handle' para sinalizar um duplo compromisso: por um lado, com a ética do manuseamento, em contraponto à manipulação, que norteia o Modo Operativo AND; por outro, com a entrega/oferta das nossas ferramentas, criando situações de transmissão-partilha que favoreçam a sua incorporação pela via da frequentação, da prática e do cultivo da autonomia e da singularidade de cada praticante. LANDscape Jornada Ritual com o MO_AND Módulo de Aprofundamento/Vivência Imersiva A Linha-interface LANDscape foca-se na dimensão de (auto)reparação individual e coletiva através da criação de vivências-rituais em modo retiro. Programa-paisagem construído sob a forma de jornada-ritual de trans-forma-ação, na qual o Modo Operativo AND se multiplica num conjunto de proposições somáticas e político-afetivas encarnadas mais complexas, os LANDscape convocam diferentes modulações de jogo da constelação AND, lado a lado a peças-rituais especialmente criadas, a cada vez, para propiciar a experiência sensível e vivencial da questão-tema. EDIÇÃO ATUAL | INSCRIÇÕES Lamentamos, mas a edição atual Escola está em andamento e as inscrições para as modalidades do seu eixo continuado já foram encerradas. Para ver a disponibilidade de vagas de participação avulsa, ir ao Calendário do site. IR AO CALENDÁRIO IR AO CALENDÁRIO Ver o quadro de detalhes/valores das modalidades Clicar no botão da modalidade escilhida e preencher o formulário Efetuar o pagamento (se houver) FICHA TÉCNICA Direção: Fernanda Eugenio Desenho e Curadoria: Fernanda Eugenio Equipa Artística (stANDing) : Fernanda Eugenio, Dani d'Emilia, Manoela Rangel, Pat Bergantin Equipa Pedagógica (Estudos Indóceis, hANDling, LANDscape): Fernanda Eugenio, Flora Mariah, Guto Macedo, Manoela Rangel, Mariana Pimentel, Milene Duenha, Naiá Delion, Pat Bergantin, Soraya Jorge Acompanhamento e Cuidado: Ruan Rocha, Iacã Macerata, Mariana Ferreira Interlocuções Convidadas (stANDing, LANDscape ou Dez anos em Posição-Com): Ana Dinger, Bernardo Chatillon, Carlos Oliveira, João Fiadeiro, Liliana Coutinho, Mariana Ferreira, Sarah Amsler, Sílvia Pinto Coelho Design, Plataforma Online e Gestão Administrativa : Alexandre Eugenio Produção: Pat B, Ruan Rocha Comunicação: Pat B Documentação Audiovisual LANDscape: Inês T. Alves Documentação Audiovisual atividades online: Gabriela Jung Parcerias: Trust Collective, Orla Eco-Social Regeneration, Penhasco Arte Cooperativa Apoios: República Portuguesa - Cultura; Fundo de Emergência Social - Câmara Municipal de Lisboa LINKS RELEVANTES Sobre a Escola do Reparar Sobre o Modo Operativo AND Site da Trust Collective (parceira do AND Lab e sítio de acolhimento do retiro LANDscape) [sobre a Escola] [ver outras edições] VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) edicao-02-2021 edicao-02-2021

  • edicao-03-2022 | AND Lab

    edicao-03-2022 edicao-03-2022 VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) [sobre a Escola] [ver outras edições] APRESENTAÇÃO Escola do Reparar Ed#3-2022 Entre abril e dezembro, entre Portugal e Brasil, entre os formatos presencial e online, a Escola do Reparar 2022 percorrerá quatro programas. Começaremos pelo hANDling , um programa dedicado a oferecer e a manusear - a (re)incorporar através do uso contínuo - as ferramentas de que dispomos no AND Lab: o Modo Operativo AND e as práticas corporais e de cuidado do Coletivo AND (abril a julho). A seguir, no programa stANDing , partilharemos as novas ferramentas que andam a surgir no plano das nossas investigações-criações em processo, em workshops dedicados às três diretrizes do AND Lab: o AND Soma, o AND Terra e o AND Cuidado (setembro). Então, já suficientemente pré-parades, entraremos mais frontalmente na questão-tema do ano, em dois programas: nos Estudos Indóceis (outubro) faremos uma aproximação, em modo grupo de estudos, às ferramentas-conceito da re-membração, do amparo e do encanto; e no LANDscape (novembro), mergulharemos num curso-retiro intensivo inteiramente dedicado a (des)dobrá-las de modo vivencial e em contato direto com a terra - no território-corpo e no corpo-território. A Escola do Reparar 2022 também trará, em paralelo, a possibilidade do público entrar em contato com o Modo Operativo AND através da websérie em três episódios Manual de Sobrevivência para Tempos Irreparáveis , que será lançada em abril, juntamente com o nosso encontro público de abertura. Finalizaremos o ano com um encontro de balanço aberto a todes, no início de dezembro. CALENDÁRIO DE ATIVIDADES (clicar nas imagens para ver detalhes separadamente, em outra janela) under stANDing Investigação-Criação com o MO_AND Módulo-Residência de Criação A Linha-interface under stANDing conforma um plano contínuo de pesquisa e criação com o Modo Operativo AND, no qual a metodologia dobra-se sobre si própria, a partir de uma questão-tema a cada ano, mantendo-se assim enquanto organismo vivo em constante (re)formulação. O nome under stANDing aponta para um modo de investigar-criar que desvia da interpretose e da representação, comprometendo-se com a experiência direta, a sustentação do não-saber e a sintonização com sabedorias encarnadas, aquém-além da ilusão humana do ponto de vista. hANDling Formação no MO_AND Módulo de Introdução & Desdobramento A Linha-interface hANDling foca-se na dimensão (trans)formativa e de partilha do MO_AND enquanto ferramenta de mediação e composição. Oferece oficinas intensivas e extensivas de transmissão e prática da constelação de jogos e ferramentas-conceito do Modo Operativo AND. O nome hANDling convoca a mancha semântica do verbo 'to handle' para sinalizar um duplo compromisso: por um lado, com a ética do manuseamento, em contraponto à manipulação, que norteia o Modo Operativo AND; por outro, com a entrega/oferta das nossas ferramentas, criando situações de transmissão-partilha que favoreçam a sua incorporação pela via da frequentação, da prática e do cultivo da autonomia e da singularidade de cada praticante. LANDscape Jornada Ritual com o MO_AND Módulo de Aprofundamento/Vivência Imersiva A Linha-interface LANDscape foca-se na dimensão de (auto)reparação individual e coletiva através da criação de vivências-rituais em modo retiro. Programa-paisagem construído sob a forma de jornada-ritual de trans-forma-ação, na qual o Modo Operativo AND se multiplica num conjunto de proposições somáticas e político-afetivas encarnadas mais complexas, os LANDscape convocam diferentes modulações de jogo da constelação AND, lado a lado a peças-rituais especialmente criadas, a cada vez, para propiciar a experiência sensível e vivencial da questão-tema. EDIÇÃO ATUAL | INSCRIÇÕES Lamentamos, mas a edição atual Escola está em andamento e as inscrições para as modalidades do seu eixo continuado já foram encerradas. Para ver a disponibilidade de vagas de participação avulsa, ir ao Calendário do site. IR AO CALENDÁRIO IR AO CALENDÁRIO Ver o quadro de detalhes/valores das modalidades Clicar no botão da modalidade escilhida e preencher o formulário Efetuar o pagamento (se houver) QUESTÃO-TEMA Amparo e Encanto: Re-membração e Descontinuação do Irreparável Estamos cansades e confuses. Um pacto com o desamparo, tão involuntário quanto inescapável, tem drenado as nossas capacidades de co-sentir - de habitar plenamente a inter e a intraconectividade enquanto rede inesgotável de cuidado e sustento recíprocos. Estamos ofuscades e tristes. Navegando na faixa de frequência do desencanto, entoamos a falta num peito-buraco-sem-fundo. Vamos seguindo, atordoades demais para reconhecer e honrar o que já temos e o que não paramos de receber. Atordoades demais, também, para sonhar retribuições, superações vitais e invenções revitalizantes. Nesta terceira edição da Escola do Reparar, a proposta é pesquisar, na carne e com as forças que nela circulam, vias para voltar a acessar a sensibilidade do amparo e do encanto - duas modulações da experiência sensível da inseparabilidade que, apostamos, vibram a potência de outras cura(doria)s de vida, afinadas com um comum mais-que-humano, infinitesimal e cósmico. O amparo vibra enquanto re-pouso: é e acontece lá onde voltamos a chegar onde já estamos, aterramos. E, porque acessamos o estado de pouso, também des-cansamos, repousamos. É aquela faixa de frequência na qual experimentamos sustento e dádiva - o amparo do Fundo Comum da Vida, no qual co-participamos enquanto partícula feita e fazedora de outras partículas. Somos, ao mesmo tempo, parte e inteires. Sentimos a vida enquanto atravessamento incontornável e ilimitado, na sua abundância de manifestações infra e transpessoais, se estendendo para além e para aquém de nós. Amparo é, assim, aprender a receber. O encanto, por sua vez, vibra enquanto re-voo. Brilha lá onde descolamos dos mecanismos da identificação e do entendimento, e, por isso, também decolamos. Deixamos de nos confundir, experimentamos, nem que seja de relance, re-fundir: voltar a sintonizar com a faixa de frequência na qual sabemos-nos amálgama, sabemos-nos cúmplices do mistério e o podemos sustentar sem pressa nem desejos de desvendamento ou pacificação. A faixa de frequência na qual nos apropriamos plenamente das consequências de ser parte-tode: de estarmos visceralmente implicades, em tudo o que há e em tudo o que se dá. Encanto é, assim, aprender a retribuir. Dando continuidade à pesquisa da re-membração enquanto gesto de despactuação com o Irreparável, a Escola do Reparar 2022 convida a uma jornada experiencial e experimental pelas diferentes modulações sentidas do Irreparável - seja enquanto dano e saque estrutural, que é preciso inaceitar radicalmente, descontinuar; seja enquanto dimensão não apreensível, desconhecida e desconhecível, que comparece junto a cada acontecimento, e que porta ares e moléculas de outros mundos possíveis. Porta antídotos. A fim de pesquisar modos para reencontrar as experiências encarnadas e sentidas do amparo e do encanto, propomos percorrer demoradamente três fases do processo de re-membração: a manifestação, o acesso e o re-conhecimento. E aprender as suas três táticas de reparação: a involução, a (des)integração e a renunciação. Percorrendo esse caminho, vamos operando a re-membração, tanto enquanto rememoração - reagregação no presente de espaços-tempos ancestrais e futuros-, quanto enquanto remembramento - um voltar a unir o que a cisão (pós)moderna insiste em separar, fragmentar e desligar - e, assim, também alienar e anestesiar. Propomos um programa continuado, que se desenrolará ao longo de todo o ano para, juntes, (des)dobrarmos estas questões, acreditando que sintonizar com a inseparabilidade ao nível do Soma e da Terra é imprescindível para dar corpo de sustentação a um posicionamento político consistente de descontinuação das lógicas de dívida e dúvida que, consecutivamente, vêm corrompendo a nossa relação com a dádiva e reiterando as lógicas usurpatórias de um Irreparável hegemónico e estrutural. Fernanda Eugenio Lisboa, março de 2022 FICHA TÉCNICA Direção: Fernanda Eugenio Desenho, Curadoria e Formulação Conceitual: Fernanda Eugenio Equipa Pedagógica: Fernanda Eugenio, Guto Macedo, Iacã Macerata, Manoela Rangel, Mariana Pimentel, Milene Duenha, Naiá Delion, Pat Bergantin, Ruan Rocha Acompanhamento e Cuidado: Iacã Macerata e Ruan Rocha I nterlocuções Convidadas: Ana Dinger, Soraya Jorge Design, Plataforma Online e Gestão Administrativa: Alexandre Eugenio Produção: PatB & Coletivo AND Comunicação: PatB Documentação Audiovisual : Gabriela Jung Parcerias: Trust Collective, Penhasco Arte Cooperativa, Prosa Plataforma Cultural, Casa Amarela Guapimirim, Pés no Chão, Fundaci Apoio: Polo Cultural Gaivotas-Boavista, Câmara Municipal de Lisboa LINKS RELEVANTES Sobre a Escola do Reparar Sobre o Modo Operativo AND Site da Trust Collective (parceira do AND Lab e sítio de acolhimento do retiro LANDscape) [sobre a Escola] [ver outras edições] VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) edicao-03-2022 edicao-03-2022

  • edicao-07-2026 | AND Lab

    edicao-07-2026 edicao-07-2026 VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) [sobre a Escola] [ver outras edições] APRESENTAÇÃO Escola do Reparar Ed#7-2026 Eixo Continuado | 10 de maio a 1 de agosto de 2025 (início em 16 de março para artistas residentes) Re-flexo & Re-clame: a rechamação do mistério O eixo continuado da Escola do Reparar ed#7 2026 propõe um programa condensado, com duração total de 3 ou 5 meses, que permite aos participantes construir uma relação de intimidade com o Modo Operativo AND, oferecendo um processo formativo completo que percorre toda a sua constelação de jogos e ferramentas, aliado a uma vivência de aprofundamento na dimensão ritual da prática. Incorpora ainda a possibilidade de participação como artista residente no plano de investigação-criação da Escola, participando no processo de criação em curso do AND. A seguir, apresentamos os detalhes sobre o cronograma , os módulos e processo de inscrição (ou candidatura , no caso de artistas residentes), que se inicia na página comparativa para escolha entre as modalidades de participação Integral , Parcial e Artista Residente . Mais adiante, encontra-se o Manifesto Questão-Tema da Edição , também explicativo sobre as novas co-operações Re-Flexo e Re-Clame e a nova ferramenta-conceito da Rechamação. MÓDULOS DO PROGRAMA Clicar nas imagens se desejar ver detalhes de cada módulo separadamente, em outra janela/separador. under stANDing Investigação-Criação com o MO_AND Módulo-Residência de Criação 16 de março a 3 de maio de 2026 Fernanda Eugenio & Coletivo AND Lisboa: espaço AND Lab e espaço Alkantara | Barril de Alva (Arganil): Trust Collective Disponível para a Modalidade: Artista Residente Mostrar Mais hANDling Formação no MO_AND Módulo de Introdução & Desdobramento 10 de maio a 7 de julho de 2026 Fernanda Eugenio e Mariana Pimentel Lisboa | espaço AND Lab Disponível para as Modalidades: Integral, Parcial e Artista Residente Mostrar Mais LANDscape Jornada Ritual com o MO_AND Módulo de Aprofundamento/Vivência Imersiva 24 de julho a 1 de agosto de 2026 Fernanda Eugenio, Mariana Pimentel e Manoela Rangel Trust Collective, Barril de Alva (Arganil) Disponível para as Modalidades: Integral e Artista Residente Mostrar Mais MODALIDADES & INSCRIÇÕES Lamentamos, mas a edição atual Escola está em andamento e as inscrições para as modalidades do seu eixo continuado já foram encerradas. Para ver a disponibilidade de vagas de participação avulsa, ir ao Calendário do site. IR AO CALENDÁRIO IR AO CALENDÁRIO Ver o quadro de detalhes/valores das modalidades Clicar no botão da modalidade escilhida e preencher o formulário Efetuar o pagamento (se houver) QUESTÃO-TEMA Re-flexo & Re-clame: a rechamação do mistério Um pouco sobre as novas co-operações Re-Flexo e Re-Clame e a nova ferramenta-conceito da Rechamação A Escola do Reparar 2026 convida a mais uma viagem de pesquisa vivencial, colaborativa e encarnada à volta dos processos íntimo-coletivos de reparação. Nesta 7ª edição do programa, a proposta é adentrar a investigação pelo prisma das co-operações entre Re-flexo e Re-clame , que se desdobram a partir dos estados de Alumbramento e Chamadouro , respetivamente, e dão corpo à nova ferramenta-conceito da Rechamação . Desejamos pesquisar vias de reconexão sensível com a complexa e intrincada teia de inseparabilidade pela qual co-participamos e somos co-participades , reciprocamente, em/por tudo o que há, na confiança de que um corpo de implicação política na reparação no/do Irreparável sistémico aí pode (re)encontrar forças de sustentação e proliferação. Reconhecendo que é ao nível do corpo-soma que o Irreparável se aloja, e que é a partir daí que faz de cada ume vetor da sua perpetuação, insistimos na investigação da questão-chave que move o Modo Operativo AND - como matar/descontinuar o sistema em nós sem morrer? - enquanto compromisso com um trabalho interminável de reorientação dos nossos modos de existir, relacionar e habitar, na direção do respeito e do honrar da Vida. Em conexão com o elemento água e formas aquosas de vida, a proposta desta 7ª edição é desdobrar novas práticas de jogo e ritual para sintonizar com as sabedorias da dis-solução, da trans-forma-ação e da condução/canalização - perseverando, assim, na pesquisa de possíveis desinvestimentos consistentes nas lógicas hegemónicas da solução, da fixação e da ordenação. Com o amparo da constituição de um campo assegurado , que maneja cuidado e risco em metaestabilidade, o processo coletivo visa propiciar as condições para (re)constituir, em cada pessoa participante, um corpo com continente suficiente para experimentar-se em (auto-)reparação. A frequentação da prática propicia a sintonização com a ética do Reparar, simultaneamente enquanto atenção distribuída, manuseamento do possível e serviço de (re)curadoria relacional, convidando a testemunhar - no cosmos do cada ume e do entre-muites - os padrões e esquemas Irreparáveis que possam estar a reiterar a ilusão estéril da separação, e a pesquisar, situadamente, modos de regenerar a sensopercepção da inseparabilidade e a consciência encarnada de que somos mistura impura, reencontrando-nos enquanto meio e conduto do fluxo vital. Com a água, que é ao mesmo tempo fonte e curso ( source ), convocamos o desaprendizado da objetificação em recurso ( resource ) das matérias, entes, relações e situações que nos perfazem e com-põem. Seguindo o fio do recente trabalho à volta dos estados reparadores dos Alumbramentos e dos Chamadouros , temos andado a investigar modos de restituir acessos sensíveis à multidimensionalidade do Tudo-Todo e de remediar canais transespecíficos de fala, escuta, co(n)sentimento e (des)integração somática. Ao longo de 2026, propomos aprofundar a pesquisa desses estados, focando, desta vez, em esmiuçar as suas operações e co-operações, e em demorarmo-nos suficientemente nelas para que possamos reabilitar o seu espectro alargado de manifestação. Nas suas versões encurtadas e estreitadas pelos funcionamentos arraigados do Irreparável, Re-Flexo e Re-Clame desativam-se enquanto sabedorias encarnadas, restringindo-se em mero reflexo - loop de reatividade - e mero reclame, queixa projetiva e desresponsabilizante. Restituídas à sua amplitude, poderão, talvez, reabrir-se enquanto tecnologias de sintonização e de instauração de campo . Assim, confiamos que reparar nessas co-operações propiciará devolver ao Re-Flexo a sua qualidade hipnótica e co(m)passionante e, ao Re-Clame, a sua qualidade telepática e manifestante . Num percurso duracional de investigação-criação e frequentação vivencial, convidamos a experimentar o re-fletir enquanto sabedoria de curva e espiralação - a possibilidade de voltar a dobrar sobre si , reacessando a vista do ponto que o ponto de vista tende a suprimir - e o re-clamar enquanto sabedoria de escuta de chamados e vocalização de chamas - a possibilidade de reacender a guiança interna e reconectar com a poli-voz da integridade multidimensional . No Re-Flexo, trata-se de reafinar com a suficiência sábia dos funcionamentos orgánicos involuntários , que nunca perderam a conexão com a fonte do Fundo Comum da Vida e seguem propagando-a por espelhamento direto. Trata-se, ainda, de ressintonizar com a sua função ressonante , que permite o acoplamento somático e o co(n)sentir entre-seres : modo reflexo-empático que, a cada encontro, re-conhece outres em mim e mim em outres , reanimando a liga afetiva do comum. No Re-Clame, o trabalho envolve recalibrar o manejo do próprio pensamento e da sua enunciação em palavra com responsabilidade e rigor, reempossar o clamor interno reacendendo a multiplicidade do eu, reaprender a frequentar com parcimónia e justeza a gradação entre pedir e reivindicar . Trata-se de voltar a ouvir os chamados vitais, próprios e alheios, de necessidade, vontade, desejo, limite, propósito, discernindo-os da sua atual captura pelo capital, que os converte em apelos de consumo, discursos prontos e palavras de ordem, que não páram de reiterar a ilusão da separação e a lógica da falta e, no seu vozerio ininterrupto, ora sufocam ora anestesiam os canais sensíveis individuais e coletivos pelos quais poderia estar a correr o pulso encantado e abundante do comum e da comunicação intra, inter e transespecífica. Re-Flexo e Re-Clame confluem na Rechamação , modulação do gesto reparador que atua no resgate radical de uma relação de reverência ao Mistério, o desconhecido-desconhecível (im)permanente que nos insepara . Rechamar, forma verbal arcaica, é ato de fazer brilhar, resplandecer, pasmar, espantar-encantar . É, ainda, o ato de recuperar elos perdidos de memória ou informação, fazendo-os voltar a comparecer em presente e presença. Enquanto ferramenta-conceito, é ativado, também e por fim, no que o óbvio da palavra sugere: enquanto gesto de renomeação e de reconvocação , que permite reformular o que vem sendo dito (e feito) injustamente - ou, como temos praticado com o MO_AND, permite-nos bem-dizer a mal-dição , contribuindo para a remissão do Irreparável do mundo-como-É e abrindo caminho, de perto em perto, para que possamos nos achegar ao mundo-como-E. Fernanda Eugenio Lisboa, dezembro de 2025 FICHA TÉCNICA Direção, Concepção e Facilitação : Fernanda Eugenio Assistência de Direção : Mariana Pimentel Co-facilitação : Mariana Pimentel e Manoela Rangel Produção: Luís Filipe Fernandes Gestão : Rita Maia Design Gráfico e Plataforma Digital : Alexandre Eugenio Comunicação : Eduardo Quinhones Hall Fotos do Projeto Gráfico: Oleg Doroshenko Documentação Audiovisual : Violeta Mora, Inês T. Alves Parcerias: Alkantara, Trust Collective Apoios Locais: Junta de Freguesia de Côja e Barril de Alva, RIJU Coja Financiamento: República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes LINKS & BIOS LINKS RELEVANTES Sobre a Escola do Reparar Sobre o Modo Operativo AND Site da Trust Collective (parceira do AND Lab e sítio de acolhimento do retiro LANDscape) BIOS Fernanda Eugenio Mariana Pimentel Manoela Rangel [sobre a Escola] [ver outras edições] VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) edicao-07-2026 edicao-07-2026

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