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  • Fazer-Comum

    Programas Colaborativos | AND Lab Next COMO? (Fazer Comum) ANTERIOR PRÓXIMA páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum Ocupações do Espaço AND Lab Coordenação de Luís Filipe Fernandes Fazer Comum é um programa de habitação do Espaço AND Lab, que tem como principal objetivo contribuir para a dinamização do tecido artístico e cultural de Lisboa, proporcionando espaço para trabalho, diálogo, encontro, pesquisa e partilha de práticas inseridas no âmbito de trabalho AND Lab - Arte, Política, Comunidade. São acolhidas práticas de (auto)cuidado e de expressão-criação extensivas, como aulas/sessões regulares, workshops pontuais e residências artísticas. OCUPAÇÕES DO ESPAÇO AND LAB Convida-se a comunidade artística local, agentes culturais e o público em geral para se mobilizarem juntes no fazer (do) comum , alastrando-o a partir do entorno mais imediato e pesquisando, pela frequentação, formas de infiltrar e sustentar modos comunitários de convivência no quotidiano urbano, aliando (auto)cuidado, partilha de fazeres artísticos e co-participação responsável no plano coletivo. MODALIDADES DE ACOLHIMENTO Residências e ensaios Aulas regulares Encontros periódicos Workshops pontuais OFERECEMOS Utilização do Estúdio AND Lab, localizado a 5min a caminhar da estação do metro Cabo Ruivo (Linha Vermelha). Possui um estúdio com 74m2, com piso vinílico preto, apropriado para práticas de movimento. Dispões de ar condicionado e aquecedor; Coluna de Som com conexão por Bluetooth ou Cabo Projetor de Vídeo; Copa com microondas, frigorífico, cafeteira, jarra elétrica e tostadeira, em sala adjacente. Apoio à divulgação: inclusão da atividade na newsletter mensal, website AND Lab, cartaz da programação mensal do espaço e demais comunicações da programação. Possibilidade de elaboração de e-flyer. Possibilidade de realização de apresentação/partilha pública, integrada nas mostras de processo AND Hap. HORÁRIOS Residências & Ensaios - por turnos: manhã (10h-14h) | tarde (14h-18h) | noite (18h-22h) OU diárias (10 às 18h); Práticas Abertas & Aulas Regulares - horários matinais 8h às 9h e 9h às 10h | horários pós-laborais 18h30-19h30, 19h30-20h30, 20h30-21h30 | Possibilidade de outros horários, consoante disponibilidade do espaço; Workshops & Eventos Pontuais - dias e horários a definir, consoante a proposta e a disponibilidade do espaço. CUSTOS (para atividades que contam com apoios financeiros e/ou que vão gerar receitas): Residências & Ensaios: 20€ por turno (4h) ou 35€ diária (6h). Valor negociável para acolhimentos com duração superior a 3 dias. Práticas & Aulas Regulares: 7.5 €/hora Workshops & Eventos Pontuais: 10 €/hora ACOLHIMENTOS GRATUITOS Atividades de investigação-criação sem financiamento: acolhimento gratuito de 1 residência por mês, tendo como orientação uma política de equidade e representatividade, na qual serão priorizados projetos propostos/protagonizados por pessoas negras e/ou trans/travestis. Duração de 5 ou 10 dias (turno a definir, consoante disponibilidade do espaço) + realização de partilha final CLICAR PARA SUBMETER UMA PROPOSTA Espaço AND Lab Av. Infante Dom Henrique 334, Edifício Expresso, piso 3, salas 3.08-09-10, 1800-224 Lisboa, Portugal. Mais informações sobre o Espaço AND Lab, aqui . PARA VER AS OCUPAÇÕES ATUAIS DO NOSSO ESPAÇO, IR A PÁGINA DO CALENDÁRIO QUANDO-ONDE? Opções disponíveis e histórico deste Programa no Calendário de Eventos & Agendamentos VER A PROGRAMAÇÃO DO CALENDÁRIO Close VER AULAS E OCUPAÇÕES DO ESPAÇO AND LAB Close VER A BANCA DE ARTEFATOS PUBLICADOS Close Eventos atuais e/ou anteriores relacionados no Calendário [se houver atividades atuais, elas aparecerão primeiro; rolar a lista para ver o histórico de atividades realizadas] páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum ANTERIOR PRÓXIMA

  • Praticas-Colaborativas

    Programas Colaborativos | AND Lab Next COMO? (Fazer Comum) ANTERIOR PRÓXIMA páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum Práticas MO_AND em Conversa Com Fernanda Eugenio & Múltiplas Colaborações Práticas originadas da linha de colaborações externas "MO_AND em Conversa Com...", que podem integrar eventualmente a programação do Calendário ou das edições anuais da Escola do Reparar. MO_AND & PERFORMANCE SITE-SPECIFIC Fernanda Eugenio & Gustavo Ciríaco City Labs Cidades são tão diversas quanto as camadas que as compõem. Não param de voltar a emergir, de se re-performar ao olhar e de nos envolver com as suas atmosferas imperiosas e inevitáveis, acidentais e náufragas, frágeis e fortes, banais e extraordinárias. São alquimias sempre em processo, que vão produzindo padrões por vezes conflitantes, ainda que osmóticos, de habitação, experiência sensível e (des)agregação social. Além disso, resultantes de muitos sonhos de arquitetura, da mistura espúria entre fantasias utópicas, soluções improvisadas, estruturas de poder e desvios locais contingentes, as cidades são simultaneamente formas concretas e territórios efêmeros. Nelas vivemos e morremos, nos encontramos e nos despedimos, mantendo a ficção diária que une os interstícios do panorama mais amplo dos fenômenos urbanos. City Labs são laboratórios temporários de atenção, mapeamento, criação e performance in situ , instalados em bairros e vizinhanças críticas de diferentes cidades, escolhidos pela ligação pertinente a questões políticas e afetivas locais. Com esta estrutura itinerante, Fernanda Eugenio e Gustavo Ciríaco têm viajado, desde 2009, pelas mais diversas ambiências urbanas, na América do Sul, nos EUA, na Europa e na Ásia, colecionando uma multiplicidade de acoplamentos e arranjos, situados entre as operações urbanas, e pesquisando a variabilidade performativa da forma-cidade. Nesta colaboração duracional, os protocolos da Etnografia como Performance Situada, de Fernanda Eugenio, entram em conversa com os procedimentos de criação contextual, que Gustavo Ciríaco emprega na construção das suas peças imersivas e relacionais, gerando proposições por vezes transportáveis para outros sítios, por vezes irrepetíveis, além de serem partilhados através das oficinas Práticas Site-Specific . Práticas Site-Specific Orientadas por Fernanda Eugenio em colaboração com o artista contextual Gustavo Ciríaco, foram criadas a partir da experiência angariada com o projeto colaborativo City Labs, que vem sendo alimentado desde 2009, com a instalação de laboratórios temporários de pesquisa artística em espaços públicos de países tão diversos quanto o Vietname, os EUA ou o Brasil. Algumas edições da oficina incluem também a partilha e/ou o re-enactment de excertos de peças contextuais, de Gustavo Ciríaco, e de jogos-performances da Série Re-Programas, de Fernanda Eugenio. A proposta é praticar um conjunto de proposições perceptivas para experimentar (com) o lugar e para investigar a performatividade das cidades. Misturando os protocolos da Etnografia como Performance Situada com abordagens vindas da arte contextual, a primeira parte do trabalho envolve uma jornada exploratória pelas vizinhanças geográficas e sociais do lugar que acolhe a própria oficina, exercitando o reconhecimento das materialidades e operações que perfazem a experiência urbana e a atenção ao diminuto e ao rarefeito que dão acesso à dimensão poética do cotidiano. Com a matéria sensível recolhida, as pessoas participantes são então convidadas a experimentar criar pequenas performances in situ , individualmente ou em pequenos grupos, incidindo na zona limítrofe entre o que já lá está a acontecer e o contato mais ou menos efêmero com um “possível alargado”, jogando com a fantasia do que podem ser os lugares. As Práticas Site-Specific geralmente são oferecidas em oficinas, com a duração de uma semana, que tomam lugar durante a Primavera ou o Verão de Lisboa, momento do ano mais favorável para passar longos períodos ao ar livre. As oficinas também acontecem (inter)nacionalmente no âmbito de festivais, residências artísticas ou a convite de estruturas artísticas e culturais. MO_AND & MOVIMENTO AUTÊNTICO Fernanda Eugenio & Soraya Jorge Neste projeto de investigação colaborativa, apostamos no potencial político e na urgência de constituir um campo de troca, de coabitação e de criação de procedimentos cruzados entre práticas ético-estéticas e práticas somáticas. Práticas de Reparagem & Testemunho A partir da colocação em conversa e da aproximação entre a prática da reparagem/reparação (MO_AND) e a prática do testemunho (MA) , unimos forças na direção da constituição de um conjunto de táticas para o cuidado de si e o cuidado do entorno. Ao mesmo tempo, tentamos que as duas práticas possam complementar-se reciprocamente e funcionar como ‘anticorpo’ uma da outra. Embora formalmente muito distintas, é explícita a correspondência entre as práticas. Ambas partilham um mesmo afeto-questão: o compromisso com a afinação da escuta sensível e com a constituição de uma sensibilidade (micro)política, através de uma investigação de cunho experiencial, relacional e situado. O Movimento Autêntico (MA) é uma prática somática relacional para o desenvolvimento da consciência encarnada/corporificada, chamada de somafulness por Soraya Jorge, responsável pela introdução deste trabalho no Brasil e em Portugal, e criadora, há mais de vinte anos, de uma abordagem singular para a sua prática e partilha. O fundamento da investigação proposta pelo MA é a estrutura posicional movedor-testemunha: é a partir do estabelecimento de uma relação de confiança e reciprocidade entre as posições de ver e ser visto que se instaura um campo de forças seguro para a contemplação do corpo e seus estados e para a prática da escuta direta da sensação. A (re)conexão com o plano da sensação funciona como chave para mapear, mover e curar padrões reincidentes, tendências reativas e feridas emocionais, a partir do desenvolvimento gradual da chamada testemunha interna: uma consciência em movimento, capaz de acompanhar sem julgar, comunicar sem acusar e responsabilizar-se pelas narrativas e interpretações que cria. É notável o potencial político expandido da conjugação das ferramentas do MA com as do Modo Operativo AND, que partilhamos nas diferentes modalidades de oficinas colaborativas Práticas de Reparagem e Testemunho, orientadas por Fernanda Eugenio e Soraya Jorge, em dupla e/ou em articulação com os parceiros, e também integrantes desta pesquisa, Guto Macedo e Naiá Delion. Por um lado, o MO_AND contribui para a expansão da consciência encarnada proposta pelo MA, num compromisso não apenas com o autoconhecimento, mas com o engajamento e a participação no plano coletivo. Por outro lado, o MA convoca explicitamente a estender também ao plano do ‘acontecimento individual’ os exercícios de fractalização da percepção, de acolhimento do acidente e de tomada de posição suficiente, propostos pelo MO_AND. Empregando diferentes recursos, tanto o Modo Operativo AND quanto o Movimento Autêntico investigam, a partir de uma prática no terreno e no corpo, as modulações entre presença e ausência, dentro e fora, percepção e apreensão, afeto e partilha, foco e distração, instante e memória, singularidade e coletividade, desejo e responsabilidade. As oficinas MO_AND+MA começam com um ou dois dias dedicados à introdução, primeiro, a cada uma das práticas separadamente. Nos dias seguintes, parte-se para algumas proposições que exploram modos de combinar as ferramentas do MA – as posições movedore e testemunha e campo de potência para somafulness que se instaura entre ambes – com as do MO_AND – a ética de incorporação do acidente, a desfragmentação de si e a prática da re-paragem através do (contra)dispositivo do jogo quê-como-quando-onde. As oficinas têm durações e formatos variáveis e adota(ra)m diferentes títulos, consoante a modulação específica que se deseja explorar ou mover. https://www.youtube.com/watch?v=A3QbKDTHJqg Práticas de Reparagem e Testemunho: Modo Operativo AND e Movimento Autêntico MO_AND + DANÇA & COREOGRAFIA Fernanda Eugenio & Sílvia Pinto Coelho Práticas de Atenção Das muitas e variadas práticas que temos para nos colocarmos em estado de escuta ativa, de investigação e de criação, esta oficina procura ativar como hipótese a possibilidade de isolamento sensorial, delimitando uma zona temporária de atenção. A curiosidade da percepção e a criação de nexos em estado incipiente constituem o lugar privilegiado de pesquisa. Habitar um campo constituído envolve um processo de ajuste delicado e re-situado, em cada etapa, para encontrar uma implicação. Qualquer coisa como olear e afinar a máquina enquanto a usamos, num cuidadoso trabalho de sintonização. Por vezes, este processo já coabita conosco há muito tempo. O trabalho pode, nesse caso, passar por reconhecer o que já se encontra em andamento, para o explorar com a atenção, a imagem e a imaginação geradas. As Práticas de Atenção são o nome dado por Sílvia Pinto Coelho a um conjunto de proposições que têm vindo a desenvolver a partir de alguns métodos de olhar para as coreografias do cotidiano. No âmbito do AND Lab, estas práticas de atenção aliam-se às (também) práticas de atenção propostas pelo Modo Operativo AND, compondo uma oficina que propõe diferentes exercícios para inventariar o que já lá está, naquela difusa zona a que chamamos de ‘antes de começar’, observando se (e como) continuamos a(o) começar e pesquisando táticas de preparação e pré-paração. Tanto Fernanda Eugénio como Sílvia Pinto Coelho têm vindo a debruçar-se sobre vários modos de olhar para o processo como uma dramaturgia de decantação: tudo ‘pode’ (acontecer), mas entre aquilo que ‘pode’ (acontecer), o que é que se torna possível, o que é que se revela e é relevante, tanto individual como colectivamente? Esta oficina costuma ser oferecida no âmbito das edições anuais do AND Lab (atualmente a Escola do Reparar) constituindo o nosso modo de pré-paração para cada dia de trabalho. É também, por vezes, oferecida como módulo autónomo. MO_AND + TERNURA RADICAL Fernanda Eugenio & Dani D'Emilia Práticas de Des-Imunização Partem do campo de afinação entre a política de co(m)passionamento, experimentada por Fernanda Eugenio com o Modo Operativo AND, e a prática da Ternura Radical proposta pela artista Dani d’Emilia, no âmbito da performance e da pedagogia radical, para pesquisar, no plano da corporeidade, possíveis percursos para a ativação de modulações não-hierárquicas e disseminadas do amor e do amar, experimentando a sua liberação de conformações pré-definidas e a sua operatividade enquanto força de strangership : sintonização com o impróprio e o alheio, capacidade de prescindir da lógica da (des)identificação e do (des)entendimento para abrir-se em disponibilidade, comparência, escuta, engajamento e presença. Esta colaboração ancora-se no desejo de experimentar procedimentos relacionais e práticas político-afetivas encarnadas para a trans-formação social, explorando a dobra entre o íntimo e o político: entre os modos da vinculação proximal e aqueles que poderão operar, por emergência, mudanças sensíveis no coletivo. Criar as condições para o exercício desta política outra para a constituição situada do viver-juntes envolve acolher o risco e comprometer-se com o cuidado recíproco, a fim de sondar caminhos para a retomada de territórios afetivos imunizados pelos mecanismos da indiferença ou pelo fechamento identitário. Des-imunizar ao outro ( cum , o outro; o além de mim), experienciar a relação como dádiva ( munus ). Fazer no/do corpo coragem e franqueza para se implicar, a cada vez, no (re)fazer comum. Os procedimentos e as proposições vivenciais que vão sendo criados na relação entre es artistas são, periodicamente, partilhados sob a forma de diferentes oficinas experienciais abertas à participação de qualquer pessoa com disponibilidade e desejo de pesquisar o território vasto – e sempre ainda por inventar – dos modos como vivemos as nossas relações e distribuímos os nossos afetos. As oficinas propõem a cada vez um conjunto diferente de práticas emergentes da contaminação-afinação entre as políticas do co(m)passionamento e da ternura radical, sempre partindo do plano da corporeidade para investigar outras disposições sensíveis – menos dependentes da identificação e do entendimento – e modos de criar, frequentar e praticar formas disseminadas do amor. As proposições procuram criar um ambiente de confiança, acolhimento e franqueza – no qual o cuidado possa crescer na proporção do risco – e envolvem circuitos sensoriais e micro-scripts performativos para serem vividos em duplas, trios ou em pequenos grupos, circunscrevendo zonas temporárias de intimidade com o desconhecido e o desconhecível e convidando a experimentar estados de vulnerabilização deliberada e de elasticidade variável da (im)permeabilidade e do (des)conforto. Práticas de Dis-solução De Fernanda Eugenio e Dani d’Emilia, são parte da pesquisa colaborativa des artistas à volta da elasticidade das capacidades de vinculação íntima com o desconhecido/desconhecível e de possíveis percursos para a ativação de modulações politizadas, não-hierárquicas e disseminadas do amor. Apostando na sintonização com as valências da (dissolvência) como meio para pesquisar possíveis "foras" do regime hegemônico da solução, as Práticas de Dis-solução trabalham com a matéria íntima/pessoal para atravessá-la. Através de rituais psicosSOMAgicos, miram sintonizações com o infra e o transpessoal que permitam repousar no tecido da inseparabilidade, descansar no sentir distribuído e percorrer todo o espectro das sensações até a sua borda se (des)integrar no fora/dentro. Colocando em conversa o Modo Operativo AND e a Ternura Radical , esta colaboração iniciou em 2018 com as Práticas de Des-Imunizacão, focando em modos de retomada dos territórios afetivos imunizados pelos mecanismos de fechamento-proteção-indiferença característicos das relações entre humanes num enquadramento hegemônico-colonial-capitalístico. Com a pandemia e a demanda emergencial por imunização biológica, comprometeram-se as condições de proximidade que permitiam trabalhar na des-imunização afetiva à alteridade, ao mesmo tempo em que se tornou ainda mais urgente a sintonização com o fundo comum da Vida - feito não só do entrelaçamento com outres nomeáveis como "semelhantes", mas também da imbricação de cada ume com o corpo da Terra, com a vastidão ilimitada da vida para além e aquém das formas. Emergiram assim, em 2020, as Práticas de Dis-Solução, procurando fazer da ‘falta de contato físico’ entre humanes uma brecha para a coletivização do sentir, alargando as experimentações na direção de um repertório de intimidade relacional mais vasto, capaz de vibrar em amorosidade com outras formas de vida, mais-que-humanas. Experimento Re-Fusing Emerge na sequência de uma trajetória de investigação sobre como estender nossos modos e campos de intimidade entre e além do corpo social, de modo a incluir relações metabólicas mais amplas pelas quais somos constituídes e com as quais estamos continuamente entrelaçades. Movides pelo anseio e pela necessidade política de novas formas viscerais de respons(h)abilidade e pertencimento, temos vindo a investigar práticas que ativam a inseparabilidade e nos ajudam a sintonizar com ela enquanto uma experiência no sensível. Essa jornada começou em 2018, quando, colocando o Modo Operativo AND em conversa com a Ternura Radical , Fernanda e Dani criaram as Práticas de Des-imunização. A segunda fase dessa jornada deu lugar a outro campo de procedimentos relacionais, as Práticas de Dis-solução, por meio das quais emergiu uma série de Rituais PsicosSOMAgicos. Agora, com este primeiro experimento, circunscrevemos um novo campo de pesquisa na operação re-fusing - que sintetiza num só-multiplo movimento os gestos de recusar e refundir. Este é o desdobramento mais recente dessa pesquisa de longa duração, no qual, em conversa com Sarah Amsler, propomo-nos a estender mais amplamente abordagens queer ao plano das relações multiespécies, dando continuidade a esse trabalho dedicado a expandir formas de intimidade e a interromper, em si, inscrições sistêmicas que perpetuam a separabilidade. Iniciando um movimento mais direto de colocação em conversa das pedagogias do AND Lab e do coletivo Gestos Rumo a Futuros Decoloniais , o experimento encarnado Re-fusing propõe um protocolo simples para comparecer a encontros ume-para-ume com entidades mais-que-humanas, ativando modulações de relacionalidade cuir que permitam explorar em ato como co-sentir em vez de consentir - e, assim, pesquisar vias para reabrir e reorientar categorias e formas (passando do 'kind' ao 'kin'), sustentando a questão: 'o que é preciso recusar para re-fundir?' QUANDO-ONDE? Opções disponíveis e histórico deste Programa no Calendário de Eventos & Agendamentos VER A PROGRAMAÇÃO DO CALENDÁRIO Close VER AULAS E OCUPAÇÕES DO ESPAÇO AND LAB Close VER A BANCA DE ARTEFATOS PUBLICADOS Close Eventos atuais e/ou anteriores relacionados no Calendário [se houver atividades atuais, elas aparecerão primeiro; rolar a lista para ver o histórico de atividades realizadas] páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum ANTERIOR PRÓXIMA

  • Fernanda Eugenio | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Fernanda Eugenio Concepção, Direção e Curadoria Sede Lisboa & Coletivo AND Artista, Antropóloga, Investigadora e Educadora Fernanda Eugenio é artista, antropóloga, investigadora e educadora. O seu trabalho envolve pesquisa de campo, escrita, criação conceitual, intervenção social, práticas somático-espirituais e performance expandida (corpo, instalação, vídeo, fotografia e proposições situadas). Atua na construção de modos de fazer transversais para a com-posição relacional, o cuidado-curadoria íntimo e coletivo e a criação por re-materialização - nomeadamente através do Modo Operativo AND (MO_AND), metodologia de cunho ético-estético e somático-político, que criou e vem desdobrando desde os anos 2000, dedicada à prática co(m)passionada da presença, à sintonização com a experiência sensível da inseparabilidade e à pesquisa dos processos de emergência, trans-forma-ação e tomada de des-cisão, no entrelaçamento entre fazeres artísticos, processos participativos, política e espiritualidade. Fundou e dirige, desde 2011, a plataforma AND_Lab | Arte-Pensamento e Políticas da Convivência (com sede em Lisboa e núcleos no Brasil e em Espanha), uma estrutura artesanal de investigação artística, que opera no cruzamento entre as artes, o pensamento crítico, as práticas político-afetivas encarnadas e as pedagogias radicais, reunindo criadores comprometides com o exercício da arte enquanto reciprocidade que sustenta a vida (em) comum. É pós-doutorada (2012) pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa; doutorada (2006) e mestre (2002) em Antropologia Social pelo Museu Nacional - UFRJ, formada em Dança pela Escola Angel Vianna. No Brasil, foi Pesquisadora Associada do CESAP/IUPERJ/UCAM (2003-17) e Professora Adjunta de Ciências Sociais na PUC-Rio (2005-12). Nos últimos vinte anos tem atuado como professora convidada em diversos programas de formação em ciências sociais e humanas, artes e performance na Europa, EUA e América do Sul, tendo passado por mais de uma centena de instituições e tido o seu trabalho com o MO_AND estudado em dissertações de mestrado e teses de doutoramento nas mais diversas áreas de atuação, especialmente artes, psicologia, pedagogia, arquitetura e estudos culturais. Suas publicações, criações artísticas e colaborações circula(ra)m por Brasil, Chile, Argentina, Peru, Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia, Alemanha, Áustria, República Checa, Reino Unido, EUA, Canadá, Nova Zelândia, Vietnã e Filipinas. (foto: Andrea Capella) < Anterior Próxima >

  • Dai | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Dai Participante do Coletivo AND Nascide em Sabará, Minas Gerais, atualmente reside em Lisboa. Artista criador, pesquisa performance/corpo, palavra, vídeo e narrativas da margem. Pós-graduade em Escrita Criativa pela Universidade Nova de Lisboa, em Humor pela SP Escola de Teatro, em Arte Dramática pelo Senac São Paulo, e em Jornalismo. Em 2023 foi contemplade com uma residência de criação de solos pela plataforma Braba In, por Gaya de Medeiros. Em 2022 foi ganhadore da competição de poesia falada 'Minha Poetry Slam', na cidade de Guimarães. Também participou, pelo TNDMII, do projeto 'Esta noite grita-se', de leitura encenada de textos de mulheres escritoras. Recebeu menção honrosa no Marxe Festival Internacional de Videpoesia, de Galiza. Atuou na performance coletiva Barricada, com o performer Marcelo Evelin, dentro da Mostra Internacional de Artes Performativas de Almada. Em 2021 atuou em formato online com o Grupo XIX de Teatro, no Festival Fracasso e na Mostra 'O Cinema como Presença', com os trabalhos 'm.o.n.s.t.r.ထ' & 'korpa çantu'. Atuou também nos espetáculos: Neverland e Quarenta e Duas (Cia Artehúmus), Estrada de Ferro (Cia do Funil), Tareias (Grupo Redimunho), Minha Nossa e o Abajur Lilás. na Cia São Jorge de Variedades. Trabalhou como assistente de produção no espetáculo de rua Barafonda. Performou em Sala de Espera – cena cômica de improvisação premiada no Festival Nacional de Cenas Curtas (Grupo Galpão) e no Festival Parlapatões Patifes e Paspalhões. Em 2024 apresentou a performance m.o.n.s.t.r.oo no Espaço do Tempo, através da residência de criação pelo Queerartlab, com orientação de Gaya de Medeiros. < Anterior Próxima >

  • Naiá Delion | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Naiá Delion Núcleo São Paulo, Brasil Participante do Coletivo AND Naiá Delion formou-se em Comunicação das Artes do Corpo na PUC-SP em 2002, com habilitação em Dança. Tem como formação paralela à graduação universitária, o Núcleo de Improvisação coordenado pela bailarina Zélia Monteiro. Ainda na universidade, realizou pesquisa científica sobre a relação Brasil-Japão nas artes, orientado pela Profa.Dra. Christine Greiner. Como bailarina, formou-se no Curso Técnico da Escola e Faculdade Angel Vianna e participou de diversas residências artísticas no Brasil e no mundo. Entre elas o coLABoratório, em 2009, onde conheceu Fernanda Eugenio e iniciou sua parceria com o AND Lab. Na mesma época, criou o solo "Use o assento para flutuar" em parceria com Volmir Cordeiro, contemplado pelo Prêmio Funarte Klauss Vianna. Como educadora do movimento, formou-se na Escola Ivaldo Bertazzo (2003), e como instrutora de pilates (2013) e de Gyrotonic (2019). Atualmente, faz parte do Processo Formativo do Movimento Autêntico, dirige o Estúdio de Pilates e Gyrotonic AMANA, integra o Núcleo AND Lab São Paulo e o AND Collective, e colabora com a Escola do Reparar. < Anterior Próxima >

  • Henrique Antão | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Henrique Antão Participante do Coletivo AND Henrique Antão é artista, engenheiro, educador e investigador do movimento, do som e do corpo. O processo fisiológico do movimento embrionário e dos primeiros anos de vida surge na sua investigação enquanto ponto de encontro e de partida para questionamentos transversais à ecologia humana, movidos pela possibilidade de uma boa convivência. Da pesquisa experiencial em práticas de escuta sensorial em movimento, procura pensar contextos educativos que re-centrem a sensibilidade, o jogo e a criação artística enquanto forças motrizes de um bem-estar em transformação, apoiado numa ética reparativa das relações. Mestre em Engenharia Electrónica e Telecomunicações pela Universidade de Aveiro em parceria com a Technische Universität Hamburg (2014), prossegue a sua formação académica com frequências em estudos de som e imagem no mestrado Sound/Vision na Hamburg University of Applied Sciences (2017), estudos curatoriais e pensamento crítico com Prof. Dr. Bonaventure Soh Bejeng Ndikung no mestrado Spatial Strategies na Weißensee Academy of Art Berlin (2022) e completa recentemente uma formação profissional em Pedadogia Somática para a Infância e Adolescência, no programa C.A.R.E. pela Somatische Akademie Berlin (2023). Enquanto artista do som, teve a oportunidade de criar espaços sónicos para a conferência The Live Legacy Project: Correspondences between German Contemporary Dance and the Judson Dance Theater Movement (Düsseldorf 2014), DanceKiosk-Hamburg (2016), Ponderosa Unfestival (Brandenburg 2020), SAVVY Contemporary (Berlim 2020). Vive na Alemanha entre 2011 e 2023, onde tem a oportunidade de contactar e ressoar com o trabalho de professores, pensadores e artistas do movimento destacando Tex Hobijn, Pauline de Groot, Angela Guerreiro, Bernardo Chatillon, Eva Karczag, Ka Rustler, Adalisa Menghini, Bonnie Bainbridge Cohen, Trude Cone, Peter Pleyer, Sigal Zouk, Joy Mariama Smith e Mark Tompkins. Recém-volvido a Portugal, reside actualmente em Lisboa. Integra a equipa do AND Lab a partir de março de 2024, após alguns anos a seguir o trabalho em oficinas e retiros da Escola do Reparar. < Anterior Próxima >

  • Ana Corrêa | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Ana Corrêa Participante do Coletivo AND Licenciada em Biologia Vegetal Aplicada e doutorada em Ecofisiologia. Trabalhou em investigação até 2013. Em 2009 mudou-se para Granada, Espanha, para fazer um pós-doutoramento, onde começou a sua formação em dança com o colectivo Enclave. Recebeu formação em dança contemporânea, dança teatro, clown, butoh, teatro físico e outras técnicas de performance e movimento. Estudou e trabalhou com Ana Buitrago, Luis Biasotto, Aitana Cordero, João Fiadeiro, Vera Mantero, Loic Touzé, entre outros. Em 2013 deixa a investigação científica e dedica-se a criação em dança e performance, tornando-se parte do colectivo Enclave. Em simultâneo, trabalha em tradução, com um foco em tradução cientifica e algumas incursões em poesia e arte, nomeadamente colaborando com João Fiadeiro. Em 2014 colabora com Horácio Macuacua numa nova criação. Em 2014-2015 frequenta a FIA- Formação Intensiva Avançada, no C.E.M.-Centro em movimento, em Lisboa. Em 2017 cria e apresenta Blow , na Zaratan e Traça (Lisbon), é seleccionada para o festival Nordic Fringe (Estocolmo, Suécia) com I will not tell you our love story , e cria e apresenta Tanzen, com Beatrice Cordier e Marta Correia. Em 2019 cria e apresenta Procedimentos para encontrar-se, com Julia Salem (São Paulo-Lisboa). Presentemente divide o seu tempo entre ciência, investigando sistemas simbióticos, e arte, nomeadamente em colaboração com Fernando Pelliccioli and Carlos Osatinsky (Argentina-Berlim), Kim Baraka (Beirute-Amsterdão) e Mafalda Miranda Jacinto. Em 2022 tornou-se membro do colectivo Rabit Hole (Lisboa-Berlim). < Anterior Próxima >

  • AND Lab em Festa

    Programas Colaborativos | AND Lab Next COMO? (Fazer Comum) ANTERIOR PRÓXIMA páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum AND Lab em Festa Coordenação de Luís Filipe Fernandes As mostras AND Hap constituem zonas temporárias de encontro que abrem periodicamente o Espaço AND Lab ao exterior, convidando o público como cúmplice e participante em situações singulares de partilha do que anda a decorrer por aqui nos planos da criação e da pesquisa. Os AND Hap's ativam-se diversas vezes por ano, abrigando, sob a forma do happening , diferentes tipos de acontecimentos, que vão de ensaios abertos e mostras de processo das residências acolhidas no Espaço a propostas tais como intervenções e performances, palestras e conferências, tertúlias e festas etc. Além disso, também acionamos a interface AND Hap para a partilha periódica dos nossos artefatos emergentes e para marcar os inícios e desfechos de cada temporada da nossa programação. Na parte final da página, poderá encontrar uma lista dos AND Hap's já ocorridos até o momento, com links para os seus respetivos eventos :) QUANDO-ONDE? Opções disponíveis e histórico deste Programa no Calendário de Eventos & Agendamentos VER A PROGRAMAÇÃO DO CALENDÁRIO Close VER AULAS E OCUPAÇÕES DO ESPAÇO AND LAB Close VER A BANCA DE ARTEFATOS PUBLICADOS Close Eventos atuais e/ou anteriores relacionados no Calendário [se houver atividades atuais, elas aparecerão primeiro; rolar a lista para ver o histórico de atividades realizadas] páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum ANTERIOR PRÓXIMA

  • Manual-Sobrevivencia-Tempos-Irreparaveis

    Programas de Artefatos | AND Lab Next COMO? (Artefatos ) ANTERIOR PRÓXIMA páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum Manual de Sobrevivência para Tempos Irreparáveis Fernanda Eugenio & Coletivo AND Desde 2021 Concebido como caixa de ferramentas e kit de sobrevivência performativo para tempos pandêmicos , o "Manual de Sobrevivência para Tempos Irreparáveis" toma a forma de uma websérie prático-teórica em vídeo, oferecendo uma introdução propositiva às práticas do Modo Operativo AND. A proposta, que explora o formato digital e a linguagem das vídeo-séries, tem como objetivo promover a acessibilidade e a popularização das ferramentas de reparação do MO_AND, oferecendo um novo plano de contato possível com as práticas do AND, independente do encontro ao vivo, seja ele presencial ou online. Na sua primeira temporada, é composta por três episódios, apresentando as questões-chave da filosofia habitada do MO_AND, a estrutura-base da prática e as diferentes modalidades de jogo. Com a continuação em futuras temporadas, a intenção é compor, aos poucos, um corpo de (auto)curso que permita a experimentação autônoma das ferramentas e jogos. A escolha do nome "manual" convoca a dimensão de "companhia assistida para uma ação solitária" que os manuais em geral proporcionam, mas desvia da sua eventual característica de receita pronta, a ser meramente seguida, ou de instruções técnicas cuja execução possa ser medida em termos de certo/errado. "Manual" ressalta, ao contrário, a inevitabilidade do erro enquanto errância, inerente ao gesto de pôr as mãos na massa, tocar na ferida e implicar-se no problema. Ressalta, então, a inevitabilidade do risco e, por isso, a importância de que se aumentar, proporcionalmente, também o cuidado. Nessa modulação é que procuramos oferecer um manual: assistir no sentido de prestar assistência, colocar-se a serviço, oferecer amparo - ante a tarefa interminável, talvez impossível e, por isso mesmo, urgente, de reparar (n)o Irreparável. "Manual", assim, chama para jogo as inflexões éticas do cuidado, da atenção distribuída, do manejo e do manuseamento, pelas quais o Modo Operativo AND se concretiza em gesto no fazer de cada ume, proporcionando vias de reconexão com sabedorias encarnadas. Composto por uma seleção das práticas criadas ao longo dos dez anos do AND Lab , este material, juntamente com um documentário da realizadora Inês T. Alves, funciona como objeto-memória do programa comemorativo Dez anos em Posição-Com e da edição 2021 da Escola do Reparar. Ambos, websérie de documentário, foram ser produzidos com a parceria institucional do Programa Garantir Cultura - República Portuguesa - Cultura, durante a pandemia de covid-19. PARA ASSISTIR: FICHA TÉCNICA Roteiro: Fernanda Eugenio, Pat Bergantin & Patrícia Araujo Direção, Fotografia e Montagem: Patrícia Araujo Assistência de Direção e Produção: Pat Bergantin Assistência de Fotografia: Larissa Ramos Texto: Fernanda Eugenio Vozes em off: Fernanda Eugenio & Patrícia Araujo Gravação off’s: Biel Basile Trilha Sonora: Xavier +trilha adicional de banco Finalização: Aterro Filmes Parceria Institucional: Garantir Cultura / República Portuguesa / Cultura Acolhimento: Fundaci Agradecimento: Pés no Chão Realização: AND Lab Filmado em Ilhabela, SP, durante o retiro LANDscape Brasil, parte da programação da Escola do Reparar 2021 QUANDO-ONDE? Opções disponíveis e histórico deste Programa no Calendário de Eventos & Agendamentos VER A PROGRAMAÇÃO DO CALENDÁRIO Close VISITAR A NOSSA 'BANCA DE ARTEFATOS' Go Eventos atuais e/ou anteriores relacionados no Calendário [se houver atividades atuais, elas aparecerão primeiro; rolar a lista para ver o histórico de atividades realizadas] páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum ANTERIOR PRÓXIMA

  • A-Escola

    Programas & Atividades | A Escola do Reparar | AND Lab Next 'COMO? ' (Escola do Reparar) ANTERIOR PRÓXIMA páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum Escola do Reparar Fernanda Eugenio, Coletivo AND e diferentes colaboradores a cada edição Desde 2020 O programa artístico-político continuado de formação e investigação-criação do/com o Modo Operativo AND Posicionando-se no seio de uma tarefa paradoxal e urgente, entre a irreparabilidade do mundo-como-É e o compromisso com a reparação , a Escola do Reparar é um programa artístico-político continuado, com edições temáticas anuais, dedicado à habitação coletiva e duracional da questão-motora do Modo Operativo AND - como reparar (n)o Irreparável? - e à pesquisa de práticas éticas, somáticas e rituais para a reconexão com a experiência sensível da inseparabilidade e o exercício coletivo do cuidado do comum. A Escola do Reparar emerge do desejo de contribuir para um processo de cura(doria) de outras possíveis ecologias senso-perceptivas e existenciais , assentes na reciprocidade, a partir do reconhecimento de que já não é possível reiterar modos de vida que reproduzem lógicas predatório-extrativistas de saque, consumo, acumulação e descarte, reiteram violências sistêmicas e agravam a separação e a indiferença manifestas no constante loop afetivo do desamparo e do desencanto. Ao propor uma escola multilocalizada, transversal e baseada em saberes praticados , a conectar realidades e corpas diversamente afetadas pelo Irreparável , pretendemos criar um espaço-brecha dedicado a coletivizar o ato de pesquisar-criar, tornando-o coincidente com os atos de viver-habitar e relacionar-performar . Um espaço para o entre-ter - o termo-nos e apoiarmo-nos reciprocamente em comunidade -, no qual possamos exercitar modos de não-sabermos juntes e de sermos íntimes na/com a diferença, nutrindo possibilidades de refazer sensibilidades e mundos. Ao reclamar que um tal espaço possa ser uma escola, reivindicamos, ainda, a possibilidade de reparar este dispositivo, que historicamente opera pela (con)formação, trabalhando na sua potência enquanto campo de (des)aprendizagem e trans-forma-ação . A Escola do Reparar é composta por três linhas-interfaces de relação com o Modo Operativo AND: hANDling, (under)stANDing e LANDscape . Estas três linhas se entrelaçam e combinam de diferentes maneiras na composição de um programa anual estruturado em dois grandes eixos: o Eixo Continuado e o Eixo Nómada . EIXO CONTINUADO A Escola do Reparar Continuada tem a duração total de 6 meses e acontece uma vez por ano em Portugal, entre Abril e Setembro, no Espaço AND Lab em Lisboa e no Espaço Trust Collective, na aldeia do Barril de Alva (Arganil, Beira Interior). Oferece 3 modalidades de participação: integral, avulsa ou como artista residente. A modalidade de participação integral envolve a frequentação de um percurso contínuo, entre Abril (ou, nalguns anos, Maio) e Julho, que se inicia com um módulo intensivo hANDling , desdobra-se num módulo extensivo hANDling e desfecha-se num retiro LANDscape . A modalidade de participação avulsa permite cursar somente o módulo intensivo hANDling inicial (geralmente em Abril; nalguns anos em Maio) ou somente o retiro LANDscape final (Julho). A modalidade de participação enquanto Artista Residente desenrola-se entre Abril (ou, nalguns anos, Maio) e Setembro, somando ao percurso contínuo integral (hANDling intensivo e extensivo + retiro LANDscape) uma outra camada de trabalho, inserida na linha ( under)stANDing , que admite até 3 artistas por ano para trabalharem numa criação individual articulada à questão-tema do ano, com orientação e acompanhamento de Fernanda Eugenio entre Abril/Maio e Setembro e apresentação final em Setembro. A Escola do Reparar Continuada tem um calendário regular e abre novas inscrições anualmente, nas 3 modalidades de participação. EIXO NÓMADA A Escola do Reparar Nómada leva a diferentes geografias e contextos as 3 linhas-interfaces que compõem o programa - hANDling , ( under)stANDing e LANDscape - procurando tanto nutrir e sustentar os vínculos com a rede multilocalizada de praticantes do Modo Operativo AND, que se espalha por várias cidades/países, quanto abrir novas frentes de contacto, através da difusão para novos territórios . Tem um calendário variável a cada ano, oferecendo oficinas/laboratórios e vivências/retiros numa programação flexível e emergente , composta por iniciativas que têm lugar em diferentes cidades e países a cada ano , tanto em circulação nacional quanto internacional. Trata-se da dimensão de itinerância da Escola, englobando tanto módulos co-produzidos pelo AND Lab com diferentes parceiros (inter)nacionais quanto módulos realizados a convite de outras estruturas e inseridos nas suas programações, quanto, ainda, iniciativas propostas pelos núcleos locais do AND Lab em diferentes países. A Escola do Reparar Nómada distribui-se ao longo dos 12 meses do ano e abre inscrições para cada módulo individualmente. AS LINHAS-INTERFACES hANDling, (under)stANDing e LANDscape A Linha-interface hANDling foca-se na dimensão (trans)formativa e de partilha do MO_AND enquanto ferramenta de mediação e composição. Oferece oficinas intensivas e extensivas de transmissão e prática da constelação de jogos e ferramentas-conceito do Modo Operativo AND. O nome hANDling convoca a mancha semântica do verbo 'to handle' para sinalizar um duplo compromisso: por um lado, com a ética do manuseamento , em contraponto à manipulação, que norteia o Modo Operativo AND; por outro, com a entrega/oferta das nossas ferramentas , criando situações de transmissão-partilha que favoreçam a sua incorporação pela via da frequentação, da prática e do cultivo da autonomia e da singularidade de cada praticante. A Linha-interface ( under)stANDing conforma um plano contínuo de pesquisa e criação com o Modo Operativo AND, no qual a metodologia dobra-se sobre si própria, a partir de uma questão-tema a cada ano, mantendo-se assim enquanto organismo vivo em constante (re)formulação . Tem um caráter de pesquisa interna continuada e abre-se à participação exterior de duas maneiras: através do subprograma Artistas Residentes em Criação e através da oferta esporádica de oficinas/laboratórios que partilham novas ferramentas e práticas em construção, além de investigações em curso no plano mais alargado do Coletivo AND ou dos Projetos Colaborativos MO_AND em Com-versa. O nome (under)stANDing aponta para um modo de investigar-criar que desvia da interpretose e da representação , comprometendo-se com a experiência direta , a sustentação do não-saber e a sintonização com sabedorias encarnadas , aquém-além da ilusão humana do ponto de vista. A Linha-interface LANDscape foca-se na dimensão de (auto)reparação individual e coletiva através da criação de vivências-rituais em modo retiro. Programa-paisagem construído sob a forma de jornada-ritual de trans-forma-ação, na qual o Modo Operativo AND se multiplica num conjunto de proposições somáticas e político-afetivas encarnadas mais complexas, os LANDscape convocam diferentes modulações de jogo da constelação AND, lado a lado a peças-rituais especialmente criadas, a cada vez, para propiciar a experiência sensível e vivencial da questão-tema. Os LANDscape são, assim, objetos híbridos, entre a peça-ritual participativa duracional e o curso imersivo . Tomam lugar em localidades junto à natureza, de modo a encontrar condições de quietude e contorno propiciadoras de um trabalho de re-membração da sensopercepção da inseparabilidade , enquanto gesto político de cuidado e (auto)reparação do senso encarnado de potência-agência e de responsabilidade. Cada LANDscape é irrepetível, assumindo uma dramaturgia singular a cada vez , combinando diferentes experiências performativas-transformativas num só percurso. Atuam na (re)ativação do co-sentir via convivência intensiva (dormir/comer juntes, caminhadas, convívio imersivo etc) e na (re)aproximação a uma biodiversidade mais-que-humana, conduzindo as pessoas participantes numa viagem íntimo-coletiva de ex-conjuração do Irreparável . HISTORIAL A ESCOLA DO REPARAR é, desde 2020, o coração das atividades do AND Lab, conformando um campo para a frequentação expandida da prática e para a contínua investigação-criação do Modo Operativo AND, enquanto metodologia de composição colaborativa, ética relacional e cuidado do comum, que reúne uma constelação de ferramentas-conceitos, jogos e rituais dedicados à incorporação da operação REPARAR, enquanto exercício de atenção infinitesimal, recurso para a tomada de decisão implicada e gesto micropolítico de (auto)reparação da senso-percepção, da subjetividade e de injustiças estruturais encarnadas. O atual desenho da Escola do Reparar, sendo já uma reformulação do desenho assumido nos seus primeiros 5 anos de existência (2020-2024), tomou corpo enquanto versão amadurecida e ampliada dos anteriores programas Escolas de Verão AND Lisboa (2015-2019) e Laboratórios de Verão AND Brasil (2017-2020). As Escolas de Verão AND Lisboa tiveram 5 edições. Tomando lugar anualmente em Julho em Lisboa, as escolas de verão propunham a cada vez uma questão-tema situada como porta de entrada para a constelação de práticas do MO_AND, num programa com duração de 2 semanas com curadoria e condução de Fernanda Eugenio, que combinava os jogos AND com outras práticas somáticas e político-afetivas encarnadas, convidadas a compor um itinerário coletivo de pesquisa praticada. Os Laboratórios de Verão AND Brasil nasceram dois anos mais tarde, com o propósito de oferecer uma versão curta das escolas de Lisboa, anualmente entre Janeiro e Março, em 3 cidades do Brasil: Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. Foram 4 edições, cada uma delas composta por um laboratório com a duração de uma semana a tomar lugar em cada uma das 3 cidades. Com o objetivo de alimentar os núcleos locais de praticantes do MO_AND existentes nestas cidades brasileiras, os Laboratórios de Verão AND Brasil implicavam o compromisso anual de Fernanda Eugenio em visitar cada núcleo para introduzir a prática a novas pessoas interessadas e para partilhar os seus desdobramentos mais recentes com a comunidade já formada. Cada Lab envolvia, para além do MO_AND, práticas companheiras oferecidas por membres dos núcleos locais. (Podes ler mais sobre estes programas na seção Ancestrais da Escola do Reparar.) Entre cada edição das escolas e labs já havia uma oferta também de oficinas intensivas distribuídas ao longo do ano, além de temporadas de Pensacção (sessões abertas de prática), mas não havia, ainda, um fio estruturado que propiciasse a frequentação da prática de modo extensivo. Ao longo dos anos, com o acumular das edições dos programas em Portugal e no Brasil, foi emergindo um desejo coletivo por um espaço perene que permitisse continuar a habitar a prática entre os momentos intensivos das escolas e dos labs. Em paralelo, os constantes desdobramentos do próprio Modo Operativo AND começaram, mais e mais, a proliferar em dimensões rituais da prática, para lá das suas dimensões conceptuais e de jogo, e a dar lugar à emergência de proposições que abordavam, cada vez mais, seja a matéria íntima das pessoas participantes, seja a relação com a terra e uma biodiversidade mais-que-humana, pedindo também por ocasiões mais protegidas, e dando assim lugar ao desejo por experimentar o formato retiro e por r e-situar os encontros em localidades afastadas dos centros urbanos . Foi com este desejo que em 2020 emergiu a primeira proposta da Escola do Reparar enquanto programa continuado, a interligar proposições com diferentes formatos num programa único, aberto tanto à participação integral como à avulsa, que se propunha, na altura, a articular ações a acontecer no eixo Portugal-Brasil , juntando, dos dois lados do oceano, forças, saberes, fazeres e corpos diversamente afetados pelo Irreparável colonial, para lidar com a questão ética da reparação. O primeiro desenho da Escola do Reparar, que teve 5 edições (2020-2024) distribuiu-se entre diferentes cidades e localidades rurais dos dois países, com uma programação composta por um conjunto de ações intensivas e extensivas, variável a cada ano, interligadas pelo guarda-chuva de uma questão-tema comum. Internamente, o programa da Escola adoptou 5 linhas-interfaces : além das ainda atuais hANDling, (under)stANDing e LANDscape, era ainda composto por retiros não-públicos LAND, que procuravam reunir o Coletivo AND em ações internas de investigação-criação, e por grupos de partilha pública das investigações-criações em andamento, os então Estudos Indóceis. Algumas edições anuais incluíram também atividades online e atividades em outros países, para além do eixo Portugal-Brasil. O atual desenho da Escola do Reparar emergiu de uma nova espiral de amadurecimento das práticas e do próprio AND Lab, dando lugar a um programa por um lado mais enxuto , com apenas três linhas-interfaces no seu calendário público de atividades - hANDling (foco na transmissão-formação) , ( under)stANDing (foco na investigação-criação) e LANDscape (foco na auto-reparação) , por outro lado mais abrangente, passando a articular-se num Eixo Continuado com base em Portugal, sobretudo no Espaço AND Lab em Lisboa, e num Eixo Nómada , que segue incluindo um conjunto de proposições no Brasil (em co-produção com a Rede AND Lab Brasil), mas passa a incorporar também uma oferta variada a cada ano de atividades em circulação (inter)nacional em diversas localidades urbanas e rurais. Neste novo formato, a Escola do Reparar passou, ainda, a admitir anualmente um pequeno grupo de artistas residentes interessades em trabalhar com o tema do ano numa criação individual, com acompanhamento de Fernanda Eugenio. Para além do calendário público anual, a Escola do Reparar engloba ainda uma dimensão interna permanente , subjacente às ações públicas, que se desenrola ao longo de todo o ano enquadrada na linha (under)stANDing, envolvendo a criação de novos jogos, conceitos, artefatos e proposições rituais por Fernanda Eugenio, incluindo ainda diversas linhas de investigação de/com o Coletivo AND, projetos colaborativos com artistas convidades e residências internas para encontro periódico entre integrantes da Rede AND Lab Brasil e dos núcleos locais (Brasil, Espanha, Alemanha, França). QUANDO-ONDE? Edição atual da Escola + Histórico de Edições anteriores Edições Anuais anteriores da Escola do Reparar [clicar sobre os "flyers" para ver a página da edição e a sua programação de atividades] páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum ANTERIOR PRÓXIMA

  • De-Perto-em-Perto

    Programas do Modo Operativo AND | AND Lab Next COMO? (MO_AND ) ANTERIOR PRÓXIMA páginas de programas do mo_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum Foto: Kotenko De Perto em Perto Coordenação de Ana Dinger Desde 2025 De Perto em Perto Programa de Multiplicação de Encontros com o Modo Operativo AND O De Perto em Perto é um programa focado em multiplicar as interlocuções com a metodologia desenvolvida no AND Lab, o Modo Operativo AND (MO_AND). De Perto em Perto é uma expressão que faz parte do léxico do MO_AND, convocando diferentes experiências, nomeadamente a de vizinhança, a de aproximação e a de tentativa. O nome do programa é indicativo de uma vontade de chegar a mais e mais pessoas e situações, comprometendo-se com desdobramentos, ajustes e adaptações às ferramentas do MO_AND que permitam ir ao encontro das especificidades de cada grupo que se convida, visita ou acolhe. Ensaiando modos de hospitalidade, o De Perto em Perto ocupa-se sobretudo com a imaginação e o desenho de atividades direcionadas para situações que confrontam o MO_AND com outros projetos e variados contextos, colocando-o em conversa com outras práticas, metodologias, investigações e constelações de pessoas. Há várias questões que alimentam esta linha de investigação, entre as quais: Que aspetos do Modo Operativo AND podem ser usados em que contextos? Que ajustes podem ser introduzidos na transmissão e comunicação do Modo Operativo AND para ampliar o acesso e a acessibilidade? Como operam estas interlocuções no exercício do desapego e da (des)aprendizagem? Quais gestos de desdobramento podem ser reciprocamente encontrados? Entre as atividades do programa contam-se ações de proximidade , mais orientadas para a interlocução com as vizinhanças (geográficas ou temáticas); ações experimentais , que inauguram interlocuções e arriscam ramificações da pesquisa; e investigações continuadas , que sustentam e rearticulam interlocuções de longa duração. A cada ciclo anual, serão partilhadas as ações e investigações em curso. Atividades do programa e colaborações iniciadas em 2025 que irão compor o calendário da temporada em 2026 | O Corpoemcadeia é um projeto artístico para a inclusão e transformação social que atua em contexto prisional, implementado no Estabelecimento Prisional do Linhó, Centro Educativo do Padre António Oliveira e, mais recentemente, no Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus. É promovido pela Companhia Olga Roriz — no Estabelecimento Prisional do Linhó e no Centro Educativo — e pela Creative Connection — no Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus. QUANDO-ONDE? Opções disponíveis e histórico deste Programa no Calendário de Eventos & Agendamentos VER A PROGRAMAÇÃO DO CALENDÁRIO Close SOLICITAR OFICINA OU SESSÃO DE JOGO Close SOLICITAR RESIDÊNCIA ASSISTIDA Close Eventos atuais e/ou históricos relacionados no Calendário [se houver atividades atuais, elas aparecerão primeiro; rolar a lista para ver o histórico de atividades realizadas] Ainda não há eventos relacionados a este programa/atividade no calendário. páginas de programas do mo_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum ANTERIOR PRÓXIMA

  • Diretrizes

    Sobre o AND Lab e o Modo Operativo AND | AND Lab Next QU Ê? (O AND Lab) Diretrizes do AND Lab As Diretrizes Território, Cuidado & Soma AND Território Esta diretriz é, ao mesmo tempo, o ancestral e o futuro do AND Lab. Foi pela pesquisa no/com o Território que aquilo que viria ser o Modo Operativo AND emergiu, ainda no Brasil e no início dos anos 2000, sob a nomenclatura de Etnografia enquanto Performance Situada, na dobra entre antropologia e dança. Nesta altura, a prática do Reparar se dava em "grande escala", sobretudo em territórios urbanos e numa relação de mergulho e encantamento com a rua e os espaços comuns. Transpondo a metodologia antropológica do trabalho de campo para um plano de criação de proposições situadas e de performação do encontro, era através do território - experimentado à escala humana, seja pela caminhada, seja pela permanência - que Fernanda Eugenio se propunha, então, a mapear questões do lugar, emergentes das relações entre geografia e arquitetura, macro e micropolíticas, hábitos e habitações, códigos e desvios, contiguidade e coexistência, conflitos e comunhões, visibilidade e invisibilidade. Enquanto estado sensível, o exercício do Reparar convoca, ainda hoje, tanto a modulação do movimento como a da pausa, sendo vivido enquanto exercício de deslocação simultaneamente subjetiva e espácio-temporal (enquanto abdicação da interpretação e da 'interpretose' em favor do percorrer e do descrever, de perto em perto) e, ao mesmo tempo, enquanto compromisso em permanecer, persistir, demorar-se no território investigado e fazer com ele - e para ele. A diretriz de entrada nas questões pela via do Território acompanha todas as modulações seguintes do Modo Operativo AND e se assenta na prerrogativa do acontecimento coletivo em detrimento da autoridade do sujeito e numa ética de extrair os critérios para cada escolha, gesto ou jogada da escuta situada - para o cuidado-curadoria do comum. Assume-se que o território é o próprio saber-sabor, o saber encarnado a inquirir - via reparagem - para ser possível tomar decisões que sejam, também e sempre, des-cisões. Des-cisão, um desfazer da cisão entre eu e outre, e entorno envolvente, permitindo a reconexão com a experiência sensível da inseparabilidade. Se a pesquisa com o Território, sobretudo em meio urbano, marcou o início do MO_AND, ela vem apontando, agora, também para o seu futuro. Nos mais recentes desdobramentos do Modo Operativo AND, cresce uma inclinação que nos leva, mais e mais, não somente para fora do estúdio, mas também para fora da cidade. O Território volta a comparecer, alargado em Terra, nas novas modulações dos jogos de cuidado-curadoria e das proposições rituais do/com o MO_AND, que se dedicam à vivência da inseparabilidade e acontecem em ambientes 'naturais', experimentado o contato e a fricção com uma biodiversidade mais-que-humana. Este movimento tem, pouco a pouco, carregado o AND Lab num 'devir LAND' - que se manifesta concretamente na emergência dos cursos LANDscape da Escola do Reparar, que acontecem em modo retiro, em localidades afastadas dos centros urbanos, e sinalizam uma tendência/desejo de assentamento futuro do próprio AND Lab fora da cidade. AND Cuidado O atravessamento do Cuidado se manifesta pervasivamente no AND Lab, enquanto ética, modo de fazer e de habitar e, ainda, enquanto dimensão inerente e efeito somático-político da frequentação da prática do próprio Modo Operativo AND. A enunciação do Cuidado como diretriz e modo de atuação direta do AND Lab, embora sempre estivesse estado lá, no próprio ato do Reparar, só foi delineada explicitamente a partir do encontro com a área da Psicologia Transdisciplinar - 'acidente' que levou à emergência de um campo de pesquisa de longa duração, hoje abrangido no projeto colaborativo duracional MO_AND + Clínica-Cuidado. As consequências que a prática do MO_AND traz ao plano da produção de cuidado e da subjetividade têm sido exploradas seja em pesquisas universitárias seja dentro do próprio AND Lab, com a criação e o desdobramento de práticas dirigidas especificamente para a formulação dos afetos experimentados em jogo e para o re-conhecimento das micro-transformações emergentes. A linha orientadora do cuidado enquanto pulso da presença no Modo Operativo AND assenta no compromisso com o exercício transversal da comparência co(m)passionada e da des-ilusão, através da desidentificação com normatividades pré-determinadas e da ativação de modulações politizadas, não-hierárquicas e disseminadas do amor. Aproxima-se, assim, o cuidar do curar, enquanto assume-se o curar não como restabelecimento da ordem ou de um estado previamente definido como bom ou saudável, mas enquanto gesto de curadoria: prática de re-membração, re-imaginação e re-invenção de si e do mundo. AND Soma A diretriz Soma, a abarcar a injunção entre o íntimo e o político, e entre a micropolítica de reciprocidade praticada no MO_AND e a espiritualidade, é aquela que mais recentemente foi reconhecida e se assentou em formulação no AND Lab. Mais uma vez, embora tenha 'sempre estado lá' - no foco dado à encarnação/presentação como via para a tomada de posição, bem como ao ISSO, o afeto inominável, enquanto motor do acontecimento -, este atravessamento vem sendo explicitamente endereçado através da multiplicação, nos últimos anos, das modulações do jogo AND que tomam o corpo-território enquanto 'tabuleiro' e permitem abordar as marcas do Irreparável em cada ume, interpelando de modo mais direto a matéria sensível que nos constitui e nos insepara. Esta diretriz assinala a transversalidade, na prática do MO_AND, de uma compreensão expandida do corpo e da corporeidade, tomados enquanto lugar privilegiado para trabalhar, por fractalização da percepção e por in/ex-corporação, a des-ilusão e a des-cisão, através da escuta da sensação enquanto se Repara e da constituição de um campo seguro para atravessar e re-membrar o Irreparável, exercitando o Reparar enquanto co-sentir com o aquém e o além de nós. Invocar a nomeação Soma é parte de uma orientação que aborda o corpo como agregado (des)dobrado. Soma é o corpo físico, é o 'cada corpo', mas é também multiplicidade, corpos. Abarca o físico e o energético, o trans e o infra-pessoal; o individual e o ancestral; o social, o cultural, o histórico, mas também o cosmológico e o infinitesimal. É, ainda, o reconhecimento da continuidade entre todos os corpos no corpo mais vasto, mais-que-humano, da Vida enquanto fundo comum que comporta todas as formas manifestas e por manifestar. A diretriz Soma sublinha, assim, a pesquisa de vias de reconexão com a experiência sensível da inseparabilidade enquanto objetivo transversal de toda a constelação de práticas do MO_AND, e enquanto gesto ao mesmo tempo político e espiritual. VER OS PROGRAMAS & ATIVIDADES DO AND Go VER OS PROGRAMAS & PRÁTICAS COLABORATIVAS Close

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