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  • Jaqueline Silva | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Jaqueline Silva Núcleo Brasília, Brasil Jaqueline Silva é gestora e artivista. Bacharela em Direito e em Gestão de Políticas Públicas, Mestre em Ciência Política e doutoranda em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília. Investiga e experimenta os diferentes artivismos, presenciais e virtuais, e a relação entre estética e política nas performances de atores e movimentos sociais, realizando composições a partir de corpos reciprocamente afetados. É bailarina convidada da Anti Status Quo Companhia de Dança (DF) e participa do Núcleo de Formação da Companhia desde 2015; e professora da técnica Klauss Vianna em formação pelo Salão do Movimento (SP). É pesquisadora do Grupo Política e Afetos, da Câmara dos Deputados; e dos Grupos Relações entre Sociedade e Estado (Resocie-IPol) e Escola de Teatro Político e Vídeo Popular (Artes Cênicas), ambos da Universidade de Brasília. É técnica em violão popular, pela Escola de Música de Brasília, tendo integrado a Orquestra de Violões até 2008. Integra o Núcleo AND Lab Brasília. @corpassionamento < Anterior Próxima >

  • Praticas-Colaborativas

    Programas Colaborativos | AND Lab Next COMO? (Fazer Comum) ANTERIOR PRÓXIMA páginas do programa do mo_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum Práticas MO_AND em Conversa Com Fernanda Eugenio & Múltiplas Colaborações Práticas originadas da linha de colaborações externas "MO_AND em Conversa Com...", que podem integrar eventualmente a programação do Calendário ou das edições anuais da Escola do Reparar. MO_AND & PERFORMANCE SITE-SPECIFIC Fernanda Eugenio & Gustavo Ciríaco City Labs Cidades são tão diversas quanto as camadas que as compõem. Não param de voltar a emergir, de se re-performar ao olhar e de nos envolver com as suas atmosferas imperiosas e inevitáveis, acidentais e náufragas, frágeis e fortes, banais e extraordinárias. São alquimias sempre em processo, que vão produzindo padrões por vezes conflitantes, ainda que osmóticos, de habitação, experiência sensível e (des)agregação social. Além disso, resultantes de muitos sonhos de arquitetura, da mistura espúria entre fantasias utópicas, soluções improvisadas, estruturas de poder e desvios locais contingentes, as cidades são simultaneamente formas concretas e territórios efêmeros. Nelas vivemos e morremos, nos encontramos e nos despedimos, mantendo a ficção diária que une os interstícios do panorama mais amplo dos fenômenos urbanos. City Labs são laboratórios temporários de atenção, mapeamento, criação e performance in situ , instalados em bairros e vizinhanças críticas de diferentes cidades, escolhidos pela ligação pertinente a questões políticas e afetivas locais. Com esta estrutura itinerante, Fernanda Eugenio e Gustavo Ciríaco têm viajado, desde 2009, pelas mais diversas ambiências urbanas, na América do Sul, nos EUA, na Europa e na Ásia, colecionando uma multiplicidade de acoplamentos e arranjos, situados entre as operações urbanas, e pesquisando a variabilidade performativa da forma-cidade. Nesta colaboração duracional, os protocolos da Etnografia como Performance Situada, de Fernanda Eugenio, entram em conversa com os procedimentos de criação contextual, que Gustavo Ciríaco emprega na construção das suas peças imersivas e relacionais, gerando proposições por vezes transportáveis para outros sítios, por vezes irrepetíveis, além de serem partilhados através das oficinas Práticas Site-Specific . Práticas Site-Specific Orientadas por Fernanda Eugenio em colaboração com o artista contextual Gustavo Ciríaco, foram criadas a partir da experiência angariada com o projeto colaborativo City Labs, que vem sendo alimentado desde 2009, com a instalação de laboratórios temporários de pesquisa artística em espaços públicos de países tão diversos quanto o Vietname, os EUA ou o Brasil. Algumas edições da oficina incluem também a partilha e/ou o re-enactment de excertos de peças contextuais, de Gustavo Ciríaco, e de jogos-performances da Série Re-Programas, de Fernanda Eugenio. A proposta é praticar um conjunto de proposições perceptivas para experimentar (com) o lugar e para investigar a performatividade das cidades. Misturando os protocolos da Etnografia como Performance Situada com abordagens vindas da arte contextual, a primeira parte do trabalho envolve uma jornada exploratória pelas vizinhanças geográficas e sociais do lugar que acolhe a própria oficina, exercitando o reconhecimento das materialidades e operações que perfazem a experiência urbana e a atenção ao diminuto e ao rarefeito que dão acesso à dimensão poética do cotidiano. Com a matéria sensível recolhida, as pessoas participantes são então convidadas a experimentar criar pequenas performances in situ , individualmente ou em pequenos grupos, incidindo na zona limítrofe entre o que já lá está a acontecer e o contato mais ou menos efêmero com um “possível alargado”, jogando com a fantasia do que podem ser os lugares. As Práticas Site-Specific geralmente são oferecidas em oficinas, com a duração de uma semana, que tomam lugar durante a Primavera ou o Verão de Lisboa, momento do ano mais favorável para passar longos períodos ao ar livre. As oficinas também acontecem (inter)nacionalmente no âmbito de festivais, residências artísticas ou a convite de estruturas artísticas e culturais. MO_AND & MOVIMENTO AUTÊNTICO Fernanda Eugenio & Soraya Jorge Neste projeto de investigação colaborativa, apostamos no potencial político e na urgência de constituir um campo de troca, de coabitação e de criação de procedimentos cruzados entre práticas ético-estéticas e práticas somáticas. Práticas de Reparagem & Testemunho A partir da colocação em conversa e da aproximação entre a prática da reparagem/reparação (MO_AND) e a prática do testemunho (MA) , unimos forças na direção da constituição de um conjunto de táticas para o cuidado de si e o cuidado do entorno. Ao mesmo tempo, tentamos que as duas práticas possam complementar-se reciprocamente e funcionar como ‘anticorpo’ uma da outra. Embora formalmente muito distintas, é explícita a correspondência entre as práticas. Ambas partilham um mesmo afeto-questão: o compromisso com a afinação da escuta sensível e com a constituição de uma sensibilidade (micro)política, através de uma investigação de cunho experiencial, relacional e situado. O Movimento Autêntico (MA) é uma prática somática relacional para o desenvolvimento da consciência encarnada/corporificada, chamada de somafulness por Soraya Jorge, responsável pela introdução deste trabalho no Brasil e em Portugal, e criadora, há mais de vinte anos, de uma abordagem singular para a sua prática e partilha. O fundamento da investigação proposta pelo MA é a estrutura posicional movedor-testemunha: é a partir do estabelecimento de uma relação de confiança e reciprocidade entre as posições de ver e ser visto que se instaura um campo de forças seguro para a contemplação do corpo e seus estados e para a prática da escuta direta da sensação. A (re)conexão com o plano da sensação funciona como chave para mapear, mover e curar padrões reincidentes, tendências reativas e feridas emocionais, a partir do desenvolvimento gradual da chamada testemunha interna: uma consciência em movimento, capaz de acompanhar sem julgar, comunicar sem acusar e responsabilizar-se pelas narrativas e interpretações que cria. É notável o potencial político expandido da conjugação das ferramentas do MA com as do Modo Operativo AND, que partilhamos nas diferentes modalidades de oficinas colaborativas Práticas de Reparagem e Testemunho, orientadas por Fernanda Eugenio e Soraya Jorge, em dupla e/ou em articulação com os parceiros, e também integrantes desta pesquisa, Guto Macedo e Naiá Delion. Por um lado, o MO_AND contribui para a expansão da consciência encarnada proposta pelo MA, num compromisso não apenas com o autoconhecimento, mas com o engajamento e a participação no plano coletivo. Por outro lado, o MA convoca explicitamente a estender também ao plano do ‘acontecimento individual’ os exercícios de fractalização da percepção, de acolhimento do acidente e de tomada de posição suficiente, propostos pelo MO_AND. Empregando diferentes recursos, tanto o Modo Operativo AND quanto o Movimento Autêntico investigam, a partir de uma prática no terreno e no corpo, as modulações entre presença e ausência, dentro e fora, percepção e apreensão, afeto e partilha, foco e distração, instante e memória, singularidade e coletividade, desejo e responsabilidade. As oficinas MO_AND+MA começam com um ou dois dias dedicados à introdução, primeiro, a cada uma das práticas separadamente. Nos dias seguintes, parte-se para algumas proposições que exploram modos de combinar as ferramentas do MA – as posições movedore e testemunha e campo de potência para somafulness que se instaura entre ambes – com as do MO_AND – a ética de incorporação do acidente, a desfragmentação de si e a prática da re-paragem através do (contra)dispositivo do jogo quê-como-quando-onde. As oficinas têm durações e formatos variáveis e adota(ra)m diferentes títulos, consoante a modulação específica que se deseja explorar ou mover. Práticas de Reparagem e Testemunho: Modo Operativo AND e Movimento Autêntico MO_AND + DANÇA & COREOGRAFIA Fernanda Eugenio & Sílvia Pinto Coelho Práticas de Atenção Das muitas e variadas práticas que temos para nos colocarmos em estado de escuta ativa, de investigação e de criação, esta oficina procura ativar como hipótese a possibilidade de isolamento sensorial, delimitando uma zona temporária de atenção. A curiosidade da percepção e a criação de nexos em estado incipiente constituem o lugar privilegiado de pesquisa. Habitar um campo constituído envolve um processo de ajuste delicado e re-situado, em cada etapa, para encontrar uma implicação. Qualquer coisa como olear e afinar a máquina enquanto a usamos, num cuidadoso trabalho de sintonização. Por vezes, este processo já coabita conosco há muito tempo. O trabalho pode, nesse caso, passar por reconhecer o que já se encontra em andamento, para o explorar com a atenção, a imagem e a imaginação geradas. As Práticas de Atenção são o nome dado por Sílvia Pinto Coelho a um conjunto de proposições que têm vindo a desenvolver a partir de alguns métodos de olhar para as coreografias do cotidiano. No âmbito do AND Lab, estas práticas de atenção aliam-se às (também) práticas de atenção propostas pelo Modo Operativo AND, compondo uma oficina que propõe diferentes exercícios para inventariar o que já lá está, naquela difusa zona a que chamamos de ‘antes de começar’, observando se (e como) continuamos a(o) começar e pesquisando táticas de preparação e pré-paração. Tanto Fernanda Eugénio como Sílvia Pinto Coelho têm vindo a debruçar-se sobre vários modos de olhar para o processo como uma dramaturgia de decantação: tudo ‘pode’ (acontecer), mas entre aquilo que ‘pode’ (acontecer), o que é que se torna possível, o que é que se revela e é relevante, tanto individual como colectivamente? Esta oficina costuma ser oferecida no âmbito das edições anuais do AND Lab (atualmente a Escola do Reparar) constituindo o nosso modo de pré-paração para cada dia de trabalho. É também, por vezes, oferecida como módulo autónomo. MO_AND + TERNURA RADICAL Fernanda Eugenio & Dani D'Emilia Práticas de Des-Imunização Partem do campo de afinação entre a política de co(m)passionamento, experimentada por Fernanda Eugenio com o Modo Operativo AND, e a prática da Ternura Radical proposta pela artista Dani d’Emilia, no âmbito da performance e da pedagogia radical, para pesquisar, no plano da corporeidade, possíveis percursos para a ativação de modulações não-hierárquicas e disseminadas do amor e do amar, experimentando a sua liberação de conformações pré-definidas e a sua operatividade enquanto força de strangership : sintonização com o impróprio e o alheio, capacidade de prescindir da lógica da (des)identificação e do (des)entendimento para abrir-se em disponibilidade, comparência, escuta, engajamento e presença. Esta colaboração ancora-se no desejo de experimentar procedimentos relacionais e práticas político-afetivas encarnadas para a trans-formação social, explorando a dobra entre o íntimo e o político: entre os modos da vinculação proximal e aqueles que poderão operar, por emergência, mudanças sensíveis no coletivo. Criar as condições para o exercício desta política outra para a constituição situada do viver-juntes envolve acolher o risco e comprometer-se com o cuidado recíproco, a fim de sondar caminhos para a retomada de territórios afetivos imunizados pelos mecanismos da indiferença ou pelo fechamento identitário. Des-imunizar ao outro ( cum , o outro; o além de mim), experienciar a relação como dádiva ( munus ). Fazer no/do corpo coragem e franqueza para se implicar, a cada vez, no (re)fazer comum. Os procedimentos e as proposições vivenciais que vão sendo criados na relação entre es artistas são, periodicamente, partilhados sob a forma de diferentes oficinas experienciais abertas à participação de qualquer pessoa com disponibilidade e desejo de pesquisar o território vasto – e sempre ainda por inventar – dos modos como vivemos as nossas relações e distribuímos os nossos afetos. As oficinas propõem a cada vez um conjunto diferente de práticas emergentes da contaminação-afinação entre as políticas do co(m)passionamento e da ternura radical, sempre partindo do plano da corporeidade para investigar outras disposições sensíveis – menos dependentes da identificação e do entendimento – e modos de criar, frequentar e praticar formas disseminadas do amor. As proposições procuram criar um ambiente de confiança, acolhimento e franqueza – no qual o cuidado possa crescer na proporção do risco – e envolvem circuitos sensoriais e micro-scripts performativos para serem vividos em duplas, trios ou em pequenos grupos, circunscrevendo zonas temporárias de intimidade com o desconhecido e o desconhecível e convidando a experimentar estados de vulnerabilização deliberada e de elasticidade variável da (im)permeabilidade e do (des)conforto. Práticas de Dis-solução De Fernanda Eugenio e Dani d’Emilia, são parte da pesquisa colaborativa des artistas à volta da elasticidade das capacidades de vinculação íntima com o desconhecido/desconhecível e de possíveis percursos para a ativação de modulações politizadas, não-hierárquicas e disseminadas do amor. Apostando na sintonização com as valências da (dissolvência) como meio para pesquisar possíveis "foras" do regime hegemônico da solução, as Práticas de Dis-solução trabalham com a matéria íntima/pessoal para atravessá-la. Através de rituais psicosSOMAgicos, miram sintonizações com o infra e o transpessoal que permitam repousar no tecido da inseparabilidade, descansar no sentir distribuído e percorrer todo o espectro das sensações até a sua borda se (des)integrar no fora/dentro. Colocando em conversa o Modo Operativo AND e a Ternura Radical , esta colaboração iniciou em 2018 com as Práticas de Des-Imunizacão, focando em modos de retomada dos territórios afetivos imunizados pelos mecanismos de fechamento-proteção-indiferença característicos das relações entre humanes num enquadramento hegemônico-colonial-capitalístico. Com a pandemia e a demanda emergencial por imunização biológica, comprometeram-se as condições de proximidade que permitiam trabalhar na des-imunização afetiva à alteridade, ao mesmo tempo em que se tornou ainda mais urgente a sintonização com o fundo comum da Vida - feito não só do entrelaçamento com outres nomeáveis como "semelhantes", mas também da imbricação de cada ume com o corpo da Terra, com a vastidão ilimitada da vida para além e aquém das formas. Emergiram assim, em 2020, as Práticas de Dis-Solução, procurando fazer da ‘falta de contato físico’ entre humanes uma brecha para a coletivização do sentir, alargando as experimentações na direção de um repertório de intimidade relacional mais vasto, capaz de vibrar em amorosidade com outras formas de vida, mais-que-humanas. Experimento Re-Fusing Emerge na sequência de uma trajetória de investigação sobre como estender nossos modos e campos de intimidade entre e além do corpo social, de modo a incluir relações metabólicas mais amplas pelas quais somos constituídes e com as quais estamos continuamente entrelaçades. Movides pelo anseio e pela necessidade política de novas formas viscerais de respons(h)abilidade e pertencimento, temos vindo a investigar práticas que ativam a inseparabilidade e nos ajudam a sintonizar com ela enquanto uma experiência no sensível. Essa jornada começou em 2018, quando, colocando o Modo Operativo AND em conversa com a Ternura Radical , Fernanda e Dani criaram as Práticas de Des-imunização. A segunda fase dessa jornada deu lugar a outro campo de procedimentos relacionais, as Práticas de Dis-solução, por meio das quais emergiu uma série de Rituais PsicosSOMAgicos. Agora, com este primeiro experimento, circunscrevemos um novo campo de pesquisa na operação re-fusing - que sintetiza num só-multiplo movimento os gestos de recusar e refundir. Este é o desdobramento mais recente dessa pesquisa de longa duração, no qual, em conversa com Sarah Amsler, propomo-nos a estender mais amplamente abordagens queer ao plano das relações multiespécies, dando continuidade a esse trabalho dedicado a expandir formas de intimidade e a interromper, em si, inscrições sistêmicas que perpetuam a separabilidade. Iniciando um movimento mais direto de colocação em conversa das pedagogias do AND Lab e do coletivo Gestos Rumo a Futuros Decoloniais , o experimento encarnado Re-fusing propõe um protocolo simples para comparecer a encontros ume-para-ume com entidades mais-que-humanas, ativando modulações de relacionalidade cuir que permitam explorar em ato como co-sentir em vez de consentir - e, assim, pesquisar vias para reabrir e reorientar categorias e formas (passando do 'kind' ao 'kin'), sustentando a questão: 'o que é preciso recusar para re-fundir?' QUANDO-ONDE? Opções disponíveis e histórico deste Programa no Calendário de Eventos & Agendamentos VER A PROGRAMAÇÃO DO CALENDÁRIO Close VER AULAS E OCUPAÇÕES DO ESPAÇO AND LAB Close VER A BANCA DE ARTEFATOS PUBLICADOS Close Eventos atuais e/ou anteriores relacionados no Calendário [se houver atividades atuais, elas aparecerão primeiro; rolar a lista para ver o histórico de atividades realizadas] páginas do programa do mo_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum ANTERIOR PRÓXIMA

  • edicao-04-2023 | AND Lab

    edicao-04-2023 edicao-04-2023 VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) [sobre a Escola] [ver outras edições] APRESENTAÇÃO Escola do Reparar Ed#4-2023 novas ferramentas-conceito da filosofia habitada do Modo Operativo AND A Escola do Reparar é um programa anual continuado de investigação-criação expandida e formação artístico-política, que abriga quatro interfaces de encontro e se desenrola no eixo Portugal-Brasil. Apoiada na criação sempre em processo de Fernanda Eugenio com o Modo Operativo AND , em colaboração com a rede multilocalizada de artistas do Coletivo AND e com diferentes artistas convidades a cada vez, a Escola do Reparar toma, a partir da constelação prático-teórica do MO_AND, uma questão-tema por ano como mote para a criação de novos dispositivos performativos de encontro, proposições vivenciais, jogos e ferramentas de composição-criação coletiva, adotando a estrutura duracional da viagem para convidar à habitação e à persistência no trabalho íntimo-político da trans-forma-ação . As suas quatro linhas de atividades estão desenhadas de modo a propiciar às pessoas participantes um percurso gradual e amparado de navegação na questão-tema do ano. Começamos sempre pelo hANDling , oficinas de partilha do MO_AND e práticas afins (março a junho; setembro a novembro, em Lisboa e diferentes cidades do Brasil a cada ano) , dedicado a oferecer as bases de sustentação da jornada anual, através da introdução e do desdobramento das ferramentas-conceito e princípios centrais do Modo Operativo AND, aliado a práticas corporais do Coletivo AND. A seguir, entramos nos Estudos Indóceis , grupo de estudos praticados e experimentais (maio - Portugal e outubro - Brasil) , dedicado a partilhar a filosofia habitada à volta dos conceitos em foco a cada ano. Chegamos então ao LANDscape , curso-retiro imersivo (julho - Portugal e janeiro - Brasil) , construído sob a forma de jornada-ritual de trans-forma-ação , na qual o Modo Operativo AND se multiplica num conjunto de proposições político-afetivas encarnadas mais complexas, que convocam diferentes modulações de jogo da constelação AND lado a lado a peças-rituais especialmente criadas, a cada vez, para propiciar a experiência sensível e vivencial da questão-tema. Esta atividade é, ao mesmo tempo, fim e começo: uma culminância da jornada de cada ano, todos os meses de julho, que, ao se repetir em janeiro, opera também a pré-paração para o ano seguinte, e para uma nova questão-tema prestes a emergir. Toda a viagem é assistida e nutrida pelo [ under]stANDing , programa de investigação continuada e de criação de artefatos por Fernanda Eugenio em colaboração com o Coletivo AND. O stANDing é a escola sendo gestada enquanto acontece e perpassa todo o ano em duas temporadas (fevereiro-julho e setembro-janeiro), compostas por trabalho presencial no Atelier AND Lab em Lisboa, encontros online e pelas Residências de Criação LAND, se abrindo ao exterior através de sessões de partilha e mostra informal de processos algumas vezes por ano. Cabe ainda ressaltar que, embora hANDling, Estudos Indóceis e LANDscape se constituam enquanto atividades encadeadas, estão articuladas de modo a também permitir o ingresso de novas pessoas participantes a qualquer momento da viagem, que venham a acessar a experiência de modo avulso e pontual. A Escola do Reparar propõe habitar o 'entre' enquanto intervalo de potência, instaurando-se no seio dos cruzamentos arte-vida e estruturando-se de forma espraiada e multilocalizada, no trânsito entre Portugal e Brasil, entre o urbano e o rural e entre o presencial e o virtual, num compromisso em conjugar uma consistente deslocação subjetiva e sensível com o descentramento geográfico e a propagação digital. Reivindica-se, assim, enquanto campo de amparo para o encanto, enquanto campo seguro para o risco: firmado no cuidado e focado em (re)ativar a relação atenta com a Terra-Soma e, ao mesmo tempo, em infiltrar e sustentar um modo comunitário no quotidiano urbano e digital. A Escola do Reparar oferece anualmente um mínimo de 25% de vagas sob a forma de bolsas integrais com perfil interseccional, para pessoas vulnerabilizadas por intersecções de classe, raça, gênero, deficiência, orientação sexual, corporalidades dissidentes, migração e/ou origem étnica. As atividades da Escola do Reparar em Portugal são bilíngues (português e inglês) e têm tradução em Língua Gestual Portuguesa sempre que necessário. As instalações do Atelier AND Lab em Lisboa são acessíveis para pessoas em cadeiras de roda ou canadianas/muletas. CALENDÁRIO DE ATIVIDADES (clicar nas imagens para ver detalhes separadamente, em outra janela) under stANDing Investigação-Criação com o MO_AND Módulo-Residência de Criação A Linha-interface under stANDing conforma um plano contínuo de pesquisa e criação com o Modo Operativo AND, no qual a metodologia dobra-se sobre si própria, a partir de uma questão-tema a cada ano, mantendo-se assim enquanto organismo vivo em constante (re)formulação. O nome under stANDing aponta para um modo de investigar-criar que desvia da interpretose e da representação, comprometendo-se com a experiência direta, a sustentação do não-saber e a sintonização com sabedorias encarnadas, aquém-além da ilusão humana do ponto de vista. hANDling Formação no MO_AND Módulo de Introdução & Desdobramento A Linha-interface hANDling foca-se na dimensão (trans)formativa e de partilha do MO_AND enquanto ferramenta de mediação e composição. Oferece oficinas intensivas e extensivas de transmissão e prática da constelação de jogos e ferramentas-conceito do Modo Operativo AND. O nome hANDling convoca a mancha semântica do verbo 'to handle' para sinalizar um duplo compromisso: por um lado, com a ética do manuseamento, em contraponto à manipulação, que norteia o Modo Operativo AND; por outro, com a entrega/oferta das nossas ferramentas, criando situações de transmissão-partilha que favoreçam a sua incorporação pela via da frequentação, da prática e do cultivo da autonomia e da singularidade de cada praticante. LANDscape Jornada Ritual com o MO_AND Módulo de Aprofundamento/Vivência Imersiva A Linha-interface LANDscape foca-se na dimensão de (auto)reparação individual e coletiva através da criação de vivências-rituais em modo retiro. Programa-paisagem construído sob a forma de jornada-ritual de trans-forma-ação, na qual o Modo Operativo AND se multiplica num conjunto de proposições somáticas e político-afetivas encarnadas mais complexas, os LANDscape convocam diferentes modulações de jogo da constelação AND, lado a lado a peças-rituais especialmente criadas, a cada vez, para propiciar a experiência sensível e vivencial da questão-tema. MODALIDADES & INSCRIÇÕES Participação Integral/Parcial no Percurso (Trans)Formativo do MO_AND Participação como Artista Residente | Investigação-Criação com o MO_AND Escolher Modalidade ESCOLHER MODALIDADE Ver o quadro de detalhes/valores das modalidades Clicar no botão da modalidade escilhida e preencher o formulário Efetuar o pagamento (se houver) QUESTÃO-TEMA Re-pouso & Re-voo: Amparo, Encanto e Restauração (Re)começamos sempre pelo Ninho , assim como também (re)começamos a cada vez que deixamos o ninho e nos tornamos Bando . A Escola do Reparar 2023 convida a uma viagem prática e vivencial de reencontro com as experiências encarnadas do Ninho e do Band o, concretizações que emanam dos gestos-rituais do Re-pouso e do Re-voo, questão-tema da edição deste ano. Dando continuidade à pesquisa do Amparo e do Encanto enquanto vias de resgate da experiência sensível da inseparabilidade, o Re-pouso e o Re-voo serão desdobrados numa jornada duracional, marcada por diferentes oficinas, laboratórios e cursos-retiros a se desenrolarem ao longo do ano, criando um campo seguro para pesquisarmos e experimentarmos, íntima e coletivamente, modos de operar a Restauração. Persistindo na investigação de como Reparar (n)o Irreparável, que sustenta o Modo Operativo AND, propomos uma demora na Restauração enquanto uma das muitas modulações da reparação. A Restauração é aqui convocada, ao mesmo tempo, enquanto descanso profundo e restauração das forças , na luta pela descontinuação do Irreparável sistémico, e enquanto re-historiação das formas de vida , permitindo re-formular, e, assim, re-orientar, os nossos modos de existir, relacionar e habitar, na direção do respeito e do honrar da Vida. Acreditamos que sintonizar com a inseparabilidade ao nível do corpo-soma é imprescindível para dar sustentação a um posicionamento político consistente de desprogramação, no plano íntimo do cada-ume (e, por reverberação, no plano coletivo onde somos muites), das lógicas de Dívida e Dúvida que, consecutivamente, vem corrompendo a nossa relação com a Dádiva e reiterando as lógicas usurpatórias do Irreparável hegemónico e estrutural. O desamparo e o desencanto, sob a forma do cansaço e da confusão, por um lado, e da tristeza e da indiferença, por outro lado, configuram a sintomática da expropriação capitalística do sensível, e produzem a ilusão da separação característica das subjetividades contemporâneas, reiterando a perpetuação do saque Irreparável. Desmobilizar o Irreparável, assim, envolve re-membrar - lembrar que somos inseparáveis e, também, voltar a juntar o que foi separado, reparando (n)o acesso a uma sabedoria do (i)limite, muito mais vasta do que cada ume de nós: a sabedoria encarnada, implicada e intemporal do agregado Soma-Terra que nos conecta ao Fundo Comum da Vida. Para enfrentar essa missão, que reencena a questão-chave do Modo Operativo AND - como matar o sistema (em nós) sem morrer? - é preciso estarmos restaurades. Com as forças refeitas, e com as formas amolecidas, porosas, reabertas - deformadas… Assim, ao invés de responder, re-perguntamos: Ante o Irreparável manifesto na ilusão da separação e no consequente afeto do esgotamento/desamparo e do embotamento/desencanto , COMO (SE AUTO)ANINHAR E (SE DE)BANDAR? Chamamos um Estado de Re-pouso, no qual possamos re-orientar o desamparo em Amparo. Um estado, ao mesmo tempo, de des-canso (repouso) e de reencontro com o corpo-soma da Terra (re-pouso), no qual é possível voltar a chegar, aterrar e abrir caminho para uma regeneração urgente. Fazer Ninho para, assim, permitimo-nos ser (re)feites por ele, reconectando com o sustento, o envolvimento, o abrigo e o refúgio do Amparo, no qual torna-se possível reaprender a receber . O ninho, onde re-pousamos em Amparo, é onde se pré-para (numa pausa-espera pelo nascimento, ou renascimento), onde se prepara (no gestar, esse gesto de construir o que virá) e, por vezes, também onde se repara (oferecendo campo seguro para o refazimento da vida através de deixar morrer aquilo que precisa morrer ) De variadas maneiras, o ninho é onde a força do porvir re-pousa até tomar, outra vez, forma de Vida - se encantar e re-voar. Então o ninho é também lugar da manifestação primeira do encanto : fulgor da vida-morte a irromper. Portal, no aqui-e-agora, para a beleza e a justeza de tudo que há. Chamamos um estado de Re-voo, no qual possamos re-orientar o desencanto em Encanto. Um estado de des-ilusão radical, no qual, porque descolamos dos mecanismos da identificação e do entendimento, enfeitiçamos a maldição do ponto de vista individual que, desfeita, nos permite também decolar: entrar na revoada, retornar ao Bando. Na solidariedade infra e trans individual do bando, re-ligamos o acesso ao Encanto, passagem para a ordem implicada do Mistério, para o manancial (extra)ordinário dos possíveis da Vida, em constante re-generação e re-união, no qual torna-se possível reaprender a retribuir . O Bando - que é também debandagem da solidão sistémica - é quando e onde experimentamos a fusão sem confusão , a integridade sem inteireza do existir em co(n)sentimento com o Tudo-Todo, ao mesmo tempo aquém e além do ume. É quando e onde incorporamos o re-conhecimento de inter-sermos (e infra-sermos, e trans-sermos), e experimentamos a (des)integração na pertença à imensidão do Fundo Comum da Vida. Fazer bando é fazer nada a não ser estar a serviço : em sintonia com o entorno mais imediato, nem mais rápido nem mais devagar, nem muito perto nem muito longe, nem muito igual nem muito diferente, nem faltante nem em excesso, apenas e justo num estado que é porque é comum. Fernanda Eugenio Lisboa, março de 2023 FICHA TÉCNICA Direção: Fernanda Eugenio Curadoria e Formulação: Fernanda Eugenio Equipa Artística e Pedagógica: Fernanda Eugenio, Guto Macedo, Iacã Macerata, Manoela Rangel, Mariana Pimentel, Milene Duenha, Naiá Delion, Pat Bergantin, Ruan Rocha Acompanhamento e Cuidado: Iacã Macerata e Ruan Rocha Interlocuções Convidadas (LANDscape Barril de Alva): Ana Dinger, Bernardo Chatillon, Sílvia Pinto Coelho Design e Plataforma Online: Alexandre Eugenio Produção: Catarina Serrazina Produção local (Brasil): Núcleos AND Lab Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Palmas Comunicação: Pat Bergantin Documentação Audiovisual: Gabriela Jung e Inês T. Alves Parcerias Portugal: Trust Collective, Plataforma Revólver Parcerias Brasil: : UnB, Galeria DeCurators, Centro de Dança do Distrito Federal, Casa Amarela/Fazendinha, Pés no Chão, Fundaci Apoio: DGArtes - República Portuguesa LINKS RELEVANTES Sobre a Escola do Reparar Sobre o Modo Operativo AND Site da Trust Collective (parceira do AND Lab e sítio de acolhimento do retiro LANDscape) [sobre a Escola] [ver outras edições] VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) edicao-04-2023 edicao-04-2023

  • Sílvia Guerra | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Sílvia Guerra Contabilidade Silvia Guerra N.1970. Habilitação de Técnica Oficial de Contas pelo Centro de Estudos de Contabilidade (1995). Desempenhou funções em diversas entidades, tais como: Selmiconta-Gabinete de Contabilidade como escrituraria (1988-1996), Gestiponte - Operação e Manutenção das Travessias do Tejo, como assessora financeira (1996-2000), SGLP-Soc.Mediação Imobiliária, Lda, Artes & Manhas - Artes Decorativas, Artes & Manhas II - Bar Galeria, e A.Pinheiro- Construção Civil, como gerente (2001-2008). Ao longo desde período acumulou funções como Técnica Oficial de Contas em diversas empresas. Desempenhou funções de contabilista e de apoio à gestão administrativa e financeira na Materiais Diversos (2007 a 2012) e na Revista Obscena (2010). Atualmente, além de cuidar da gestão financeira do AND Lab, colabora como contabilista e gestora financeira na RE.Al, na Nova Companhia e como contabilista na produção de filmes na Ar de Filmes, Ld < Anterior Próxima >

  • Sílvia Pinto Coelho | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Sílvia Pinto Coelho Colaboração em Investigações e Práticas Sílvia Pinto Coelho desenvolve a sua atividade profissional como coreógrafa, bailarina e performer, desde 1996, tendo produzido, coreografado e participado em processos de pesquisa coreográfica, pedagogia e em filmes, com colaboradores de várias áreas. Apresentou peças suas em Portugal, na Alemanha, onde viveu três anos, e em Espanha. Do seu trabalho destaca as peças Einzimmerwohnung (2004), Süss (2007), Un Femme (2009) e Aprés 7 Ans de Malheures Elle Brisa Son Mirroir (2013). Iniciou a sua formação em dança na Academia de Bailado Clássico Pirmin Treku, no Porto (1981/1993), mudou-se para Lisboa para estudar na Escola Superior de Dança (1993/1996). Interessou-se sobretudo pela dança contemporânea de tradição europeia/americana com especial interesse por processos de composição e de improvisação. Destaca a influência da formação que recebeu no Curso de Intérpretes de Dança Contemporânea do Fórum Dança (1997/1999), no c.e.m. (desde 1997), nos laboratórios da RE.AL/João Fiadeiro (desde 1999), bem como o contacto com uma série de autores e formadores em Berlim (2002/2005). Atualmente, leciona no seminário de Dança em Contexto, como assistente convidada, na FCSH-NOVA. É investigadora do CIC.Digital-FCSH e participa na organização de vários encontros, em colaboração com o AND Lab, o Baldio-Estudos de Performance, a RIA-Rede de Investigação Artística e o Sense Lab de Montreal. É doutorada em Ciências da Comunicação (2016) com a tese «Corpo, Imagem e Pensamento Coreográfico», mestre em Cultura Contemporânea e Novas Tecnologias (FCSH-NOVA), licenciada em Antropologia (FCSH) e bacharel em Dança, ramos espectáculo (ESD). É investigadora associada ao AND Lab Lisboa desde 2012 e integrou a equipa de várias edições das Escolas de Verão AND, desenvolvendo, em colaboração com Fernanda Eugenio, uma investigação acerca da articulação entre as ferramentas do Modo Operativo AND e outras Práticas de Atenção. < Anterior Próxima >

  • Manoela Rangel | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Manoela Rangel Participante do Coletivo AND Manoela Rangel nunca sabe o que vai fazer. Sua pesquisa é sobre sair da própria frente permitindo que o caminho se faça menos pelo protagonismo da agência e mais pela emergência do que a situação pede. Durante a graduação em teatro se tornou acrobata dos aparelhos aéreos de circo. Concluída a universidade se tornou professora de inglês e em seguida de ashtanga yoga. Junto às aulas de yoga atuou num espetáculo de dança, um filme, uma peça de teatro infantil, fez performance numa banda de música, coreografou e dançou um show queer, criou seu solo de circo, dirigiu um trabalho de dança, escreveu e deu voz aos textos em projeto de arte sonora pop e há alguns agoras investiga como viver junto em parceria com o AND Lab. Não estabilizar identidade \artística/ e mestiçar linguagem para mediar fala é sua \deslocada/ posição de jogo. [Graduada – UDESC 2005. Artista circense – Acrobáticos Fratelli 2009-12. Professora de inglês – Wizard 2005 e de yoga – Yoga Shala de Camila Reitz 2006-08. Bailarina para Volmir Cordeiro – Prêmio Klauss Vianna 2008. Atriz para Carla Candiotto - Prêmio PROAC - indicação melhor atriz FEMSA 2013. Performer – banda o Teatro Mágico 2014-17. Coreógrafa show queer Shanawaara - Projeto Brasil tour Alemanha / Portugal 2016. Solo circo – prêmio PROAC 2015. Criação / direção em dança – prêmio Cultura Inglesa 2018. Projeto sonoro pseudo pornô em parceria com Dudu Tsuda – Fusion Festival Alemanha 2019. Integra o AND Lab São Paulo e o AND Collective desde 2020]. < Anterior Próxima >

  • Constança Carvalho Homem | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Constança Carvalho Homem Colaboração através do Programa Fazer Comum Participante do Coletivo AND Licenciou-se na FLUP em Línguas e Literaturas Modernas – Estudos Portugueses e Ingleses, tendo recebido o Prémio Eng. António de Almeida. Completou com distinção o MA Text and Performance Studies no King’s College London e na RADA. Procurou uma formação artística ampla que inclui criadores e practitioners como Teresa Villaverde, Mónica Calle, Joana von Mayer Trindade e Hugo Calhim Cristovão, Corinne Soum e Steven Wasson, Howard Barker, Anatoly Vassiliev, Matej Matejka, Thomas Richards e Mario Biagini, e Maud Robart. Principais colaborações: Ensemble, ASSéDIO, As Boas Raparigas, Casa Conveniente, Comédias do Minho, Teatro da Garagem, Teatro do Vão, e Daniel Pinheiro, João Madeira, João Sousa Cardoso, Teresa Coutinho, Filipe Caldeira e Paulo Mota. Moveu-se do teatro no sentido mais estrito para campos como a música improvisada, a performance e o cinema. Integra a equipa de programação dos festivais internacionais de cinema Queer Lisboa & Queer Porto. É membro do grupo de performance em rede Utterings e do colectivo de pesquisa do AND Lab. FAZER COMUM é um programa de habitação do Espaço AND Lab, que tem como principal objetivo contribuir para a dinamização do tecido artístico e cultural de Lisboa, proporcionando espaço para trabalho, diálogo, encontro, pesquisa e partilha de práticas inseridas no âmbito de trabalho AND Lab - Arte, Política, Comunidade. São acolhidas práticas de (auto)cuidado e de expressão-criação extensivas, como aulas/sessões regulares, workshops pontuais e residências artísticas. Há também espaço para propostas de eventos tais como grupos de estudo, lançamentos de livros, conferências e palestras, reuniões e encontros, exposições e apresentações informais, entre outros. < Anterior Próxima >

  • edicao-07-2026 | AND Lab

    edicao-07-2026 edicao-07-2026 VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) [sobre a Escola] [ver outras edições] APRESENTAÇÃO Escola do Reparar Ed#7-2026 Eixo Continuado | 10 de maio a 1 de agosto de 2025 (início em 16 de março para artistas residentes) Re-flexo & Re-clame: a rechamação do mistério O eixo continuado da Escola do Reparar ed#7 2026 propõe um programa condensado, com duração total de 3 ou 5 meses, que permite aos participantes construir uma relação de intimidade com o Modo Operativo AND, oferecendo um processo formativo completo que percorre toda a sua constelação de jogos e ferramentas, aliado a uma vivência de aprofundamento na dimensão ritual da prática. Incorpora ainda a possibilidade de participação como artista residente no plano de investigação-criação da Escola, participando no processo de criação em curso do AND. A seguir, apresentamos os detalhes sobre o cronograma , os módulos e processo de inscrição (ou candidatura , no caso de artistas residentes), que se inicia na página comparativa para escolha entre as modalidades de participação Integral , Parcial e Artista Residente . Mais adiante, encontra-se o Manifesto Questão-Tema da Edição , também explicativo sobre as novas co-operações Re-Flexo e Re-Clame e a nova ferramenta-conceito da Rechamação. MÓDULOS & MODALIDADES (clicar nas imagens se quiser ver detalhes de cada módulo separadamente, em outra janela) under stANDing Investigação-Criação com o MO_AND Módulo-Residência de Criação 16 de março a 3 de maio de 2026 Fernanda Eugenio & Coletivo AND Lisboa: espaço AND Lab e espaço Alkantara | Barril de Alva (Arganil): Trust Collective Disponível para a Modalidade: Artista Residente Mostrar Mais hANDling Formação no MO_AND Módulo de Introdução & Desdobramento 10 de maio a 7 de julho de 2026 Fernanda Eugenio e Mariana Pimentel Lisboa | espaço AND Lab Disponível para as Modalidades: Integral, Parcial e Artista Residente Mostrar Mais LANDscape Jornada Ritual com o MO_AND Módulo de Aprofundamento/Vivência Imersiva 24 de julho a 1 de agosto de 2026 Fernanda Eugenio, Mariana Pimentel e Manoela Rangel Trust Collective, Barril de Alva (Arganil) Disponível para as Modalidades: Integral e Artista Residente Mostrar Mais MODALIDADES & INSCRIÇÕES PARTICIPAÇÃO INTEGRAL: envolve a frequentação de um percurso contínuo de (trans)formação no MO_AND e imersão vivencial da questão tema anual da Escola, entre maio e julho. PARTICIPAÇÃO PARCIAL: oferece o percurso formativo hANDling (módulos intensivo e extensivo), que decorrem entre maio e julho, e percorre a constelação de temas e jogos AND. ARTISTA RESIDENTE: desenrola-se entre março e julho e corresponde a um convite remunerado, inserido na linha (under)stANDing, para trabalhar na criação de um artefato AND, somado à oferta de uma bolsa 100% para vivenciar o percurso contínuo integral. Escolher Modalidade ESCOLHER MODALIDADE Ver o quadro de detalhes/valores das modalidades Clicar no botão da modalidade escilhida e preencher o formulário Efetuar o pagamento (se houver) QUESTÃO-TEMA Re-flexo & Re-clame: a rechamação do mistério Um pouco sobre as novas co-operações Re-Flexo e Re-Clame e a nova ferramenta-conceito da Rechamação A Escola do Reparar 2026 convida a mais uma viagem de pesquisa vivencial, colaborativa e encarnada à volta dos processos íntimo-coletivos de reparação. Nesta 7ª edição do programa, a proposta é adentrar a investigação pelo prisma das co-operações entre Re-flexo e Re-clame , que se desdobram a partir dos estados de Alumbramento e Chamadouro , respetivamente, e dão corpo à nova ferramenta-conceito da Rechamação . Desejamos pesquisar vias de reconexão sensível com a complexa e intrincada teia de inseparabilidade pela qual co-participamos e somos co-participades , reciprocamente, em/por tudo o que há, na confiança de que um corpo de implicação política na reparação no/do Irreparável sistémico aí pode (re)encontrar forças de sustentação e proliferação. Reconhecendo que é ao nível do corpo-soma que o Irreparável se aloja, e que é a partir daí que faz de cada ume vetor da sua perpetuação, insistimos na investigação da questão-chave que move o Modo Operativo AND - como matar/descontinuar o sistema em nós sem morrer? - enquanto compromisso com um trabalho interminável de reorientação dos nossos modos de existir, relacionar e habitar, na direção do respeito e do honrar da Vida. Em conexão com o elemento água e formas aquosas de vida, a proposta desta 7ª edição é desdobrar novas práticas de jogo e ritual para sintonizar com as sabedorias da dis-solução, da trans-forma-ação e da condução/canalização - perseverando, assim, na pesquisa de possíveis desinvestimentos consistentes nas lógicas hegemónicas da solução, da fixação e da ordenação. Com o amparo da constituição de um campo assegurado , que maneja cuidado e risco em metaestabilidade, o processo coletivo visa propiciar as condições para (re)constituir, em cada pessoa participante, um corpo com continente suficiente para experimentar-se em (auto-)reparação. A frequentação da prática propicia a sintonização com a ética do Reparar, simultaneamente enquanto atenção distribuída, manuseamento do possível e serviço de (re)curadoria relacional, convidando a testemunhar - no cosmos do cada ume e do entre-muites - os padrões e esquemas Irreparáveis que possam estar a reiterar a ilusão estéril da separação, e a pesquisar, situadamente, modos de regenerar a sensopercepção da inseparabilidade e a consciência encarnada de que somos mistura impura, reencontrando-nos enquanto meio e conduto do fluxo vital. Com a água, que é ao mesmo tempo fonte e curso ( source ), convocamos o desaprendizado da objetificação em recurso ( resource ) das matérias, entes, relações e situações que nos perfazem e com-põem. Seguindo o fio do recente trabalho à volta dos estados reparadores dos Alumbramentos e dos Chamadouros , temos andado a investigar modos de restituir acessos sensíveis à multidimensionalidade do Tudo-Todo e de remediar canais transespecíficos de fala, escuta, co(n)sentimento e (des)integração somática. Ao longo de 2026, propomos aprofundar a pesquisa desses estados, focando, desta vez, em esmiuçar as suas operações e co-operações, e em demorarmo-nos suficientemente nelas para que possamos reabilitar o seu espectro alargado de manifestação. Nas suas versões encurtadas e estreitadas pelos funcionamentos arraigados do Irreparável, Re-Flexo e Re-Clame desativam-se enquanto sabedorias encarnadas, restringindo-se em mero reflexo - loop de reatividade - e mero reclame, queixa projetiva e desresponsabilizante. Restituídas à sua amplitude, poderão, talvez, reabrir-se enquanto tecnologias de sintonização e de instauração de campo . Assim, confiamos que reparar nessas co-operações propiciará devolver ao Re-Flexo a sua qualidade hipnótica e co(m)passionante e, ao Re-Clame, a sua qualidade telepática e manifestante . Num percurso duracional de investigação-criação e frequentação vivencial, convidamos a experimentar o re-fletir enquanto sabedoria de curva e espiralação - a possibilidade de voltar a dobrar sobre si , reacessando a vista do ponto que o ponto de vista tende a suprimir - e o re-clamar enquanto sabedoria de escuta de chamados e vocalização de chamas - a possibilidade de reacender a guiança interna e reconectar com a poli-voz da integridade multidimensional . No Re-Flexo, trata-se de reafinar com a suficiência sábia dos funcionamentos orgánicos involuntários , que nunca perderam a conexão com a fonte do Fundo Comum da Vida e seguem propagando-a por espelhamento direto. Trata-se, ainda, de ressintonizar com a sua função ressonante , que permite o acoplamento somático e o co(n)sentir entre-seres : modo reflexo-empático que, a cada encontro, re-conhece outres em mim e mim em outres , reanimando a liga afetiva do comum. No Re-Clame, o trabalho envolve recalibrar o manejo do próprio pensamento e da sua enunciação em palavra com responsabilidade e rigor, reempossar o clamor interno reacendendo a multiplicidade do eu, reaprender a frequentar com parcimónia e justeza a gradação entre pedir e reivindicar . Trata-se de voltar a ouvir os chamados vitais, próprios e alheios, de necessidade, vontade, desejo, limite, propósito, discernindo-os da sua atual captura pelo capital, que os converte em apelos de consumo, discursos prontos e palavras de ordem, que não páram de reiterar a ilusão da separação e a lógica da falta e, no seu vozerio ininterrupto, ora sufocam ora anestesiam os canais sensíveis individuais e coletivos pelos quais poderia estar a correr o pulso encantado e abundante do comum e da comunicação intra, inter e transespecífica. Re-Flexo e Re-Clame confluem na Rechamação , modulação do gesto reparador que atua no resgate radical de uma relação de reverência ao Mistério, o desconhecido-desconhecível (im)permanente que nos insepara . Rechamar, forma verbal arcaica, é ato de fazer brilhar, resplandecer, pasmar, espantar-encantar . É, ainda, o ato de recuperar elos perdidos de memória ou informação, fazendo-os voltar a comparecer em presente e presença. Enquanto ferramenta-conceito, é ativado, também e por fim, no que o óbvio da palavra sugere: enquanto gesto de renomeação e de reconvocação , que permite reformular o que vem sendo dito (e feito) injustamente - ou, como temos praticado com o MO_AND, permite-nos bem-dizer a mal-dição , contribuindo para a remissão do Irreparável do mundo-como-É e abrindo caminho, de perto em perto, para que possamos nos achegar ao mundo-como-E. Fernanda Eugenio Lisboa, dezembro de 2025 FICHA TÉCNICA Direção, Concepção e Facilitação : Fernanda Eugenio Assistência de Direção : Mariana Pimentel Co-facilitação : Mariana Pimentel e Manoela Rangel Produção: Luís Filipe Fernandes Gestão : Rita Maia Design Gráfico e Plataforma Digital : Alexandre Eugenio Comunicação : Eduardo Quinhones Hall Fotos do Projeto Gráfico: Oleg Doroshenko Documentação Audiovisual : Violeta Mora, Inês T. Alves Parcerias: Alkantara, Trust Collective Apoios Locais: Junta de Freguesia de Côja e Barril de Alva, RIJU Coja Financiamento: República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes LINKS & BIOS LINKS RELEVANTES Sobre a Escola do Reparar Sobre o Modo Operativo AND Site da Trust Collective (parceira do AND Lab e sítio de acolhimento do retiro LANDscape) BIOS Fernanda Eugenio Mariana Pimentel Manoela Rangel [sobre a Escola] [ver outras edições] VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) edicao-07-2026 edicao-07-2026

  • Elise Hirako | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Elise Hirako Núcleo Brasília, Brasil Professora, atriz, pesquisadora e produtora. Atualmente é doutoranda em Artes Cênicas pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade de Brasília, Mestre pela mesma instituição, Bacharel e Licenciada em Artes Cênicas Artes pela Universidade de Brasília. Possui experiência na área de Artes, com ênfase em Interpretação Teatral, atuando principalmente nos temas: interculturalidade, cultura japonesa, performance, coreografia, dança e tecnologia e Butoh. Associada às Instituições de Cultura Japonesa: Rede Nikkei Brasil - REN e na Associação de Cultura Nipo-Brasileira de Anápolis - GO. Integra o núcleo AND Lab Brasília. < Anterior Próxima >

  • Pat Bergantin | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Pat Bergantin Núcleo São Paulo, Brasil Participante do Coletivo AND Pat Bergantin é artista de dança. Como educadora se dedica a partilhar sua prática Corpo Antena, que reconhece o corpo como transmissor, receptor, modulador e transdutor de forças. Sua pesquisa trabalha com a percepção de corpo-campo, reativando a autonomia relacional e integrando tanto aspectos físicos, mentais e emocionais, quanto sociais, ancestrais e espirituais. Também faz parte da equipe pedagógica da Escola do Reparar do Modo Operativo AND, metodologia de cunho ético-estético e político para a investigação experiencial da relação e da reciprocidade, criada pela antropóloga e artista brasileira Fernanda Eugenio. Integra o núcleo AND Lab São Paulo e o AND Collective. Como coreógrafa e dançarina destacam-se os trabalhos "Mandíbula", "Égua" e "Contágio", em colaboração com Josefa Pereira, e "Monstra", de Elisabete Finger e Manuela Eichner. Apresentou-se em lugares como Moderna Museet na Suécia (2020), Bienal de Dança SP (2019), Festival Internacional de Dança do Uruguai (FIDCU) (2018) e Museu de Arte Moderna (MAM-SP) (2018). Em sua trajetória estudou em Veneza (Itália), Bruxelas (Bélgica), Havana (Cuba) e NY (EUA), e trabalhou com Marta Soares, Jorge Garcia além de em produções internacionais de artistas como Jerôme Bel, Tino Sehgal, Angie Hiesl & Roland Kaiser e Yvonne Rainer. Formada em Balé Clássico pela Escuela Nacional de Cuba, é graduada no curso de Letras da USP. patbergantin.wordpress.com @patbergantin | @corpoantena < Anterior Próxima >

  • Manual-Sobrevivencia-Tempos-Irreparaveis

    Programas de Artefatos | AND Lab Next COMO? (Artefatos ) ANTERIOR PRÓXIMA páginas do programa do mo_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum Manual de Sobrevivência para Tempos Irreparáveis Fernanda Eugenio & Coletivo AND Desde 2021 Concebido como caixa de ferramentas e kit de sobrevivência performativo para tempos pandêmicos , o "Manual de Sobrevivência para Tempos Irreparáveis" toma a forma de uma websérie prático-teórica em vídeo, oferecendo uma introdução propositiva às práticas do Modo Operativo AND. A proposta, que explora o formato digital e a linguagem das vídeo-séries, tem como objetivo promover a acessibilidade e a popularização das ferramentas de reparação do MO_AND, oferecendo um novo plano de contato possível com as práticas do AND, independente do encontro ao vivo, seja ele presencial ou online. Na sua primeira temporada, é composta por três episódios, apresentando as questões-chave da filosofia habitada do MO_AND, a estrutura-base da prática e as diferentes modalidades de jogo. Com a continuação em futuras temporadas, a intenção é compor, aos poucos, um corpo de (auto)curso que permita a experimentação autônoma das ferramentas e jogos. A escolha do nome "manual" convoca a dimensão de "companhia assistida para uma ação solitária" que os manuais em geral proporcionam, mas desvia da sua eventual característica de receita pronta, a ser meramente seguida, ou de instruções técnicas cuja execução possa ser medida em termos de certo/errado. "Manual" ressalta, ao contrário, a inevitabilidade do erro enquanto errância, inerente ao gesto de pôr as mãos na massa, tocar na ferida e implicar-se no problema. Ressalta, então, a inevitabilidade do risco e, por isso, a importância de que se aumentar, proporcionalmente, também o cuidado. Nessa modulação é que procuramos oferecer um manual: assistir no sentido de prestar assistência, colocar-se a serviço, oferecer amparo - ante a tarefa interminável, talvez impossível e, por isso mesmo, urgente, de reparar (n)o Irreparável. "Manual", assim, chama para jogo as inflexões éticas do cuidado, da atenção distribuída, do manejo e do manuseamento, pelas quais o Modo Operativo AND se concretiza em gesto no fazer de cada ume, proporcionando vias de reconexão com sabedorias encarnadas. Composto por uma seleção das práticas criadas ao longo dos dez anos do AND Lab , este material, juntamente com um documentário da realizadora Inês T. Alves, funciona como objeto-memória do programa comemorativo Dez anos em Posição-Com e da edição 2021 da Escola do Reparar. Ambos, websérie de documentário, foram ser produzidos com a parceria institucional do Programa Garantir Cultura - República Portuguesa - Cultura, durante a pandemia de covid-19. PARA ASSISTIR: FICHA TÉCNICA Roteiro: Fernanda Eugenio, Pat Bergantin & Patrícia Araujo Direção, Fotografia e Montagem: Patrícia Araujo Assistência de Direção e Produção: Pat Bergantin Assistência de Fotografia: Larissa Ramos Texto: Fernanda Eugenio Vozes em off: Fernanda Eugenio & Patrícia Araujo Gravação off’s: Biel Basile Trilha Sonora: Xavier +trilha adicional de banco Finalização: Aterro Filmes Parceria Institucional: Garantir Cultura / República Portuguesa / Cultura Acolhimento: Fundaci Agradecimento: Pés no Chão Realização: AND Lab Filmado em Ilhabela, SP, durante o retiro LANDscape Brasil, parte da programação da Escola do Reparar 2021 QUANDO-ONDE? Opções disponíveis e histórico deste Programa no Calendário de Eventos & Agendamentos VER A PROGRAMAÇÃO DO CALENDÁRIO Close VISITAR A NOSSA 'BANCA DE ARTEFATOS' Go Eventos atuais e/ou anteriores relacionados no Calendário [se houver atividades atuais, elas aparecerão primeiro; rolar a lista para ver o histórico de atividades realizadas] páginas do programa do mo_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum ANTERIOR PRÓXIMA

  • edicao-03-2022 | AND Lab

    edicao-03-2022 edicao-03-2022 VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) [sobre a Escola] [ver outras edições] APRESENTAÇÃO Escola do Reparar Ed#3-2022 Entre abril e dezembro, entre Portugal e Brasil, entre os formatos presencial e online, a Escola do Reparar 2022 percorrerá quatro programas. Começaremos pelo hANDling , um programa dedicado a oferecer e a manusear - a (re)incorporar através do uso contínuo - as ferramentas de que dispomos no AND Lab: o Modo Operativo AND e as práticas corporais e de cuidado do Coletivo AND (abril a julho). A seguir, no programa stANDing , partilharemos as novas ferramentas que andam a surgir no plano das nossas investigações-criações em processo, em workshops dedicados às três diretrizes do AND Lab: o AND Soma, o AND Terra e o AND Cuidado (setembro). Então, já suficientemente pré-parades, entraremos mais frontalmente na questão-tema do ano, em dois programas: nos Estudos Indóceis (outubro) faremos uma aproximação, em modo grupo de estudos, às ferramentas-conceito da re-membração, do amparo e do encanto; e no LANDscape (novembro), mergulharemos num curso-retiro intensivo inteiramente dedicado a (des)dobrá-las de modo vivencial e em contato direto com a terra - no território-corpo e no corpo-território. A Escola do Reparar 2022 também trará, em paralelo, a possibilidade do público entrar em contato com o Modo Operativo AND através da websérie em três episódios Manual de Sobrevivência para Tempos Irreparáveis , que será lançada em abril, juntamente com o nosso encontro público de abertura. Finalizaremos o ano com um encontro de balanço aberto a todes, no início de dezembro. CALENDÁRIO DE ATIVIDADES (clicar nas imagens para ver detalhes separadamente, em outra janela) under stANDing Investigação-Criação com o MO_AND Módulo-Residência de Criação A Linha-interface under stANDing conforma um plano contínuo de pesquisa e criação com o Modo Operativo AND, no qual a metodologia dobra-se sobre si própria, a partir de uma questão-tema a cada ano, mantendo-se assim enquanto organismo vivo em constante (re)formulação. O nome under stANDing aponta para um modo de investigar-criar que desvia da interpretose e da representação, comprometendo-se com a experiência direta, a sustentação do não-saber e a sintonização com sabedorias encarnadas, aquém-além da ilusão humana do ponto de vista. hANDling Formação no MO_AND Módulo de Introdução & Desdobramento A Linha-interface hANDling foca-se na dimensão (trans)formativa e de partilha do MO_AND enquanto ferramenta de mediação e composição. Oferece oficinas intensivas e extensivas de transmissão e prática da constelação de jogos e ferramentas-conceito do Modo Operativo AND. O nome hANDling convoca a mancha semântica do verbo 'to handle' para sinalizar um duplo compromisso: por um lado, com a ética do manuseamento, em contraponto à manipulação, que norteia o Modo Operativo AND; por outro, com a entrega/oferta das nossas ferramentas, criando situações de transmissão-partilha que favoreçam a sua incorporação pela via da frequentação, da prática e do cultivo da autonomia e da singularidade de cada praticante. LANDscape Jornada Ritual com o MO_AND Módulo de Aprofundamento/Vivência Imersiva A Linha-interface LANDscape foca-se na dimensão de (auto)reparação individual e coletiva através da criação de vivências-rituais em modo retiro. Programa-paisagem construído sob a forma de jornada-ritual de trans-forma-ação, na qual o Modo Operativo AND se multiplica num conjunto de proposições somáticas e político-afetivas encarnadas mais complexas, os LANDscape convocam diferentes modulações de jogo da constelação AND, lado a lado a peças-rituais especialmente criadas, a cada vez, para propiciar a experiência sensível e vivencial da questão-tema. MODALIDADES & INSCRIÇÕES Participação Integral/Parcial no Percurso (Trans)Formativo do MO_AND Participação como Artista Residente | Investigação-Criação com o MO_AND Escolher Modalidade ESCOLHER MODALIDADE Ver o quadro de detalhes/valores das modalidades Clicar no botão da modalidade escilhida e preencher o formulário Efetuar o pagamento (se houver) QUESTÃO-TEMA Amparo e Encanto: Re-membração e Descontinuação do Irreparável Estamos cansades e confuses. Um pacto com o desamparo, tão involuntário quanto inescapável, tem drenado as nossas capacidades de co-sentir - de habitar plenamente a inter e a intraconectividade enquanto rede inesgotável de cuidado e sustento recíprocos. Estamos ofuscades e tristes. Navegando na faixa de frequência do desencanto, entoamos a falta num peito-buraco-sem-fundo. Vamos seguindo, atordoades demais para reconhecer e honrar o que já temos e o que não paramos de receber. Atordoades demais, também, para sonhar retribuições, superações vitais e invenções revitalizantes. Nesta terceira edição da Escola do Reparar, a proposta é pesquisar, na carne e com as forças que nela circulam, vias para voltar a acessar a sensibilidade do amparo e do encanto - duas modulações da experiência sensível da inseparabilidade que, apostamos, vibram a potência de outras cura(doria)s de vida, afinadas com um comum mais-que-humano, infinitesimal e cósmico. O amparo vibra enquanto re-pouso: é e acontece lá onde voltamos a chegar onde já estamos, aterramos. E, porque acessamos o estado de pouso, também des-cansamos, repousamos. É aquela faixa de frequência na qual experimentamos sustento e dádiva - o amparo do Fundo Comum da Vida, no qual co-participamos enquanto partícula feita e fazedora de outras partículas. Somos, ao mesmo tempo, parte e inteires. Sentimos a vida enquanto atravessamento incontornável e ilimitado, na sua abundância de manifestações infra e transpessoais, se estendendo para além e para aquém de nós. Amparo é, assim, aprender a receber. O encanto, por sua vez, vibra enquanto re-voo. Brilha lá onde descolamos dos mecanismos da identificação e do entendimento, e, por isso, também decolamos. Deixamos de nos confundir, experimentamos, nem que seja de relance, re-fundir: voltar a sintonizar com a faixa de frequência na qual sabemos-nos amálgama, sabemos-nos cúmplices do mistério e o podemos sustentar sem pressa nem desejos de desvendamento ou pacificação. A faixa de frequência na qual nos apropriamos plenamente das consequências de ser parte-tode: de estarmos visceralmente implicades, em tudo o que há e em tudo o que se dá. Encanto é, assim, aprender a retribuir. Dando continuidade à pesquisa da re-membração enquanto gesto de despactuação com o Irreparável, a Escola do Reparar 2022 convida a uma jornada experiencial e experimental pelas diferentes modulações sentidas do Irreparável - seja enquanto dano e saque estrutural, que é preciso inaceitar radicalmente, descontinuar; seja enquanto dimensão não apreensível, desconhecida e desconhecível, que comparece junto a cada acontecimento, e que porta ares e moléculas de outros mundos possíveis. Porta antídotos. A fim de pesquisar modos para reencontrar as experiências encarnadas e sentidas do amparo e do encanto, propomos percorrer demoradamente três fases do processo de re-membração: a manifestação, o acesso e o re-conhecimento. E aprender as suas três táticas de reparação: a involução, a (des)integração e a renunciação. Percorrendo esse caminho, vamos operando a re-membração, tanto enquanto rememoração - reagregação no presente de espaços-tempos ancestrais e futuros-, quanto enquanto remembramento - um voltar a unir o que a cisão (pós)moderna insiste em separar, fragmentar e desligar - e, assim, também alienar e anestesiar. Propomos um programa continuado, que se desenrolará ao longo de todo o ano para, juntes, (des)dobrarmos estas questões, acreditando que sintonizar com a inseparabilidade ao nível do Soma e da Terra é imprescindível para dar corpo de sustentação a um posicionamento político consistente de descontinuação das lógicas de dívida e dúvida que, consecutivamente, vêm corrompendo a nossa relação com a dádiva e reiterando as lógicas usurpatórias de um Irreparável hegemónico e estrutural. Fernanda Eugenio Lisboa, março de 2022 FICHA TÉCNICA Direção: Fernanda Eugenio Desenho, Curadoria e Formulação Conceitual: Fernanda Eugenio Equipa Pedagógica: Fernanda Eugenio, Guto Macedo, Iacã Macerata, Manoela Rangel, Mariana Pimentel, Milene Duenha, Naiá Delion, Pat Bergantin, Ruan Rocha Acompanhamento e Cuidado: Iacã Macerata e Ruan Rocha I nterlocuções Convidadas: Ana Dinger, Soraya Jorge Design, Plataforma Online e Gestão Administrativa: Alexandre Eugenio Produção: PatB & Coletivo AND Comunicação: PatB Documentação Audiovisual : Gabriela Jung Parcerias: Trust Collective, Penhasco Arte Cooperativa, Prosa Plataforma Cultural, Casa Amarela Guapimirim, Pés no Chão, Fundaci Apoio: Polo Cultural Gaivotas-Boavista, Câmara Municipal de Lisboa LINKS RELEVANTES Sobre a Escola do Reparar Sobre o Modo Operativo AND Site da Trust Collective (parceira do AND Lab e sítio de acolhimento do retiro LANDscape) [sobre a Escola] [ver outras edições] VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) edicao-03-2022 edicao-03-2022

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