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  • edicao-02-2021 | AND Lab

    edicao-02-2021 edicao-02-2021 VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) [sobre a Escola] [ver outras edições] APRESENTAÇÃO Em 2021, o AND Lab completa dez anos de existência como estrutura artesanal de investigação artística a operar no cruzamento entre as artes, o pensamento crítico, as práticas encarnadas e as pedagogias somático-políticas indisciplinadas/indisciplinares. Essa data marcante acontece mais ou menos junto com os quase vinte anos do Modo Operativo AND enquanto pesquisa continuada de Fernanda Eugenio acerca das políticas de com-posição relacional e do cuidado-curadoria íntimo e coletivo do comum. Honrando esse marco, a Escola do Reparar 2021 toma corpo a partir da questão-tema Re-membrar: (Des)integração e Cura(doria) do Irreparável, convidando-nos a um encontro retrospectivo e prospectivo com a matéria do que nos constitui e nos acontece: daquilo de que fomos e somos feitos, do que fizemos/fazemos com o que nos fizeram, e a que retornamos a cada vez, ou que nos tornamos. O que já ou ainda (não) somos, que podemos (não) ser ou (não) fazer. Convidamos todes a vir conosco nesta jornada investigativa dos modos como assistimo-nos reciprocamente nos processos de morrer-nascer pelos quais - seja a um nível singular ou coletivo; pessoal, trans ou infrapessoal; ancestral, histórico ou cósmico - vamos curando (cuidando, fazendo a curadoria) e tecendo as geografias moventes de re-mediações possíveis do Irreparável que fazemos e nos faz. Sintonizando e reconectando com a teia mais vasta que nos (des)integra do/no fundo comum e da ordem implicada da Vida, no entre-tecido que nos in-separa pela diferença, assistindo e respeitando as manifestações infinitamente variadas do acontecer, do sentir e do de(s)vir a ser. Posicionando-se no seio de uma tarefa paradoxal e urgente, entre a irreparabilidade do mundo-como-É e o compromisso ético com a sua reparação, a Escola do Reparar, programa continuado de formação artístico-política do AND Lab, propõe conjugar o Modo Operativo AND com outras proposições artístico-políticas encarnadas, ferramentas de composição colaborativa e práticas somáticas, num programa transdisciplinar e indisciplinado, dedicado à articulação corporeidade-comunalidade e ao reconhecimento e à invenção-criação de táticas para o desaprendizado das violências arraigadas e desigualmente distribuídas em cada ume de nós. A Escola do Reparar surge do desejo de contribuir para um processo que se dispara pelo reconhecimento de que já não é possível reiterar um mundo insustentável, apoiado em lógicas predatórias-extrativistas. Ao propor uma escola multilocalizada, transversal e baseada em saberes praticados, a conectar realidades e corpos diversamente afetados pelo Irreparável, pretendemos criar um espaço-brecha dedicado a coletivizar o ato de pesquisar-criar, tornando-o coincidente com os atos de viver-habitar e relacionar-performar. Um espaço para o entre-ter - o termo-nos reciprocamente umes a outres, em comunidade -, no qual possamos exercitar modos de sermos íntimes sem sermos/estarmos próximes, e nutrir, juntes, possibilidades de refazer sensibilidades e mundos. O programa se desdobra de março a dezembro, com direção e curadoria de Fernanda Eugenio, incluindo: grupo de estudos online ( Estudos Indóceis ); oficinas e sessões regulares de práticas de corpo, jogo MO_AND e escuta sensível ( programa hANDling ); programa público de partilha de criações em processo ( programa stANDing ); programa público de conversas ( programa comemorativo Dez Anos em Posição-Com ); residências de investigação-criação ( LAND) e cursos-retiros imersivos no campo ( LANDscape Portugal e Brasil ). CALENDÁRIO DE ATIVIDADES (clicar nas imagens para ver detalhes separadamente, em outra janela) under stANDing Investigação-Criação com o MO_AND Módulo-Residência de Criação A Linha-interface under stANDing conforma um plano contínuo de pesquisa e criação com o Modo Operativo AND, no qual a metodologia dobra-se sobre si própria, a partir de uma questão-tema a cada ano, mantendo-se assim enquanto organismo vivo em constante (re)formulação. O nome under stANDing aponta para um modo de investigar-criar que desvia da interpretose e da representação, comprometendo-se com a experiência direta, a sustentação do não-saber e a sintonização com sabedorias encarnadas, aquém-além da ilusão humana do ponto de vista. hANDling Formação no MO_AND Módulo de Introdução & Desdobramento A Linha-interface hANDling foca-se na dimensão (trans)formativa e de partilha do MO_AND enquanto ferramenta de mediação e composição. Oferece oficinas intensivas e extensivas de transmissão e prática da constelação de jogos e ferramentas-conceito do Modo Operativo AND. O nome hANDling convoca a mancha semântica do verbo 'to handle' para sinalizar um duplo compromisso: por um lado, com a ética do manuseamento, em contraponto à manipulação, que norteia o Modo Operativo AND; por outro, com a entrega/oferta das nossas ferramentas, criando situações de transmissão-partilha que favoreçam a sua incorporação pela via da frequentação, da prática e do cultivo da autonomia e da singularidade de cada praticante. LANDscape Jornada Ritual com o MO_AND Módulo de Aprofundamento/Vivência Imersiva A Linha-interface LANDscape foca-se na dimensão de (auto)reparação individual e coletiva através da criação de vivências-rituais em modo retiro. Programa-paisagem construído sob a forma de jornada-ritual de trans-forma-ação, na qual o Modo Operativo AND se multiplica num conjunto de proposições somáticas e político-afetivas encarnadas mais complexas, os LANDscape convocam diferentes modulações de jogo da constelação AND, lado a lado a peças-rituais especialmente criadas, a cada vez, para propiciar a experiência sensível e vivencial da questão-tema. EDIÇÃO ATUAL | INSCRIÇÕES Lamentamos, mas a edição atual Escola está em andamento e as inscrições para as modalidades do seu eixo continuado já foram encerradas. Para ver a disponibilidade de vagas de participação avulsa, ir ao Calendário do site. IR AO CALENDÁRIO IR AO CALENDÁRIO Ver o quadro de detalhes/valores das modalidades Clicar no botão da modalidade escilhida e preencher o formulário Efetuar o pagamento (se houver) FICHA TÉCNICA Direção: Fernanda Eugenio Desenho e Curadoria: Fernanda Eugenio Equipa Artística (stANDing) : Fernanda Eugenio, Dani d'Emilia, Manoela Rangel, Pat Bergantin Equipa Pedagógica (Estudos Indóceis, hANDling, LANDscape): Fernanda Eugenio, Flora Mariah, Guto Macedo, Manoela Rangel, Mariana Pimentel, Milene Duenha, Naiá Delion, Pat Bergantin, Soraya Jorge Acompanhamento e Cuidado: Ruan Rocha, Iacã Macerata, Mariana Ferreira Interlocuções Convidadas (stANDing, LANDscape ou Dez anos em Posição-Com): Ana Dinger, Bernardo Chatillon, Carlos Oliveira, João Fiadeiro, Liliana Coutinho, Mariana Ferreira, Sarah Amsler, Sílvia Pinto Coelho Design, Plataforma Online e Gestão Administrativa : Alexandre Eugenio Produção: Pat B, Ruan Rocha Comunicação: Pat B Documentação Audiovisual LANDscape: Inês T. Alves Documentação Audiovisual atividades online: Gabriela Jung Parcerias: Trust Collective, Orla Eco-Social Regeneration, Penhasco Arte Cooperativa Apoios: República Portuguesa - Cultura; Fundo de Emergência Social - Câmara Municipal de Lisboa LINKS RELEVANTES Sobre a Escola do Reparar Sobre o Modo Operativo AND Site da Trust Collective (parceira do AND Lab e sítio de acolhimento do retiro LANDscape) [sobre a Escola] [ver outras edições] VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) edicao-02-2021 edicao-02-2021

  • A-Escola

    Programas do Modo Operativo AND | AND Lab VOLTAR ITEM ANTERIOR PRÓXIMO ITEM A Escola do Reparar Fernanda Eugenio, & Coletivo AND + Colaborações a cada Edição Desde 2020 O programa artístico-político continuado de formação e investigação-criação do/com o Modo Operativo AND Posicionando-se no seio de uma tarefa paradoxal e urgente, entre a irreparabilidade do mundo-como-É e o compromisso com a reparação , a Escola do Reparar é um programa artístico-político continuado, com edições temáticas anuais, dedicado à habitação coletiva e duracional da questão-motora do Modo Operativo AND - como reparar (n)o Irreparável? - e à pesquisa de práticas éticas, somáticas e rituais para a reconexão com a experiência sensível da inseparabilidade e o exercício coletivo do cuidado do comum. A Escola do Reparar emerge do desejo de contribuir para um processo de cura(doria) de outras possíveis ecologias senso-perceptivas e existenciais , assentes na reciprocidade, a partir do reconhecimento de que já não é possível reiterar modos de vida que reproduzem lógicas predatório-extrativistas de saque, consumo, acumulação e descarte, reiteram violências sistêmicas e agravam a separação e a indiferença manifestas no constante loop afetivo do desamparo e do desencanto. Ao propor uma escola multilocalizada, transversal e baseada em saberes praticados , a conectar realidades e corpas diversamente afetadas pelo Irreparável , pretendemos criar um espaço-brecha dedicado a coletivizar o ato de pesquisar-criar, tornando-o coincidente com os atos de viver-habitar e relacionar-performar . Um espaço para o entre-ter - o termo-nos e apoiarmo-nos reciprocamente em comunidade -, no qual possamos exercitar modos de não-sabermos juntes e de sermos íntimes na/com a diferença, nutrindo possibilidades de refazer sensibilidades e mundos. Ao reclamar que um tal espaço possa ser uma escola, reivindicamos, ainda, a possibilidade de reparar este dispositivo, que historicamente opera pela (con)formação, trabalhando na sua potência enquanto campo de (des)aprendizagem e trans-forma-ação . A Escola do Reparar é composta por três linhas-interfaces de relação com o Modo Operativo AND: hANDling, (under)stANDing e LANDscape . Estas três linhas se entrelaçam e combinam de diferentes maneiras na composição de um programa anual estruturado em dois grandes eixos: o Eixo Continuado e o Eixo Nómada . EIXO CONTINUADO A Escola do Reparar Continuada tem a duração total de 6 meses e acontece uma vez por ano em Portugal, entre Abril e Setembro, no Espaço AND Lab em Lisboa e no Espaço Trust Collective, na aldeia do Barril de Alva (Arganil, Beira Interior). Oferece 3 modalidades de participação: integral, avulsa ou como artista residente. A modalidade de participação integral envolve a frequentação de um percurso contínuo, entre Abril (ou, nalguns anos, Maio) e Julho, que se inicia com um módulo intensivo hANDling , desdobra-se num módulo extensivo hANDling e desfecha-se num retiro LANDscape . A modalidade de participação avulsa permite cursar somente o módulo intensivo hANDling inicial (geralmente em Abril; nalguns anos em Maio) ou somente o retiro LANDscape final (Julho). A modalidade de participação enquanto Artista Residente desenrola-se entre Abril (ou, nalguns anos, Maio) e Setembro, somando ao percurso contínuo integral (hANDling intensivo e extensivo + retiro LANDscape) uma outra camada de trabalho, inserida na linha ( under)stANDing , que admite até 3 artistas por ano para trabalharem numa criação individual articulada à questão-tema do ano, com orientação e acompanhamento de Fernanda Eugenio entre Abril/Maio e Setembro e apresentação final em Setembro. A Escola do Reparar Continuada tem um calendário regular e abre novas inscrições anualmente, nas 3 modalidades de participação. EIXO NÓMADA A Escola do Reparar Nómada leva a diferentes geografias e contextos as 3 linhas-interfaces que compõem o programa - hANDling , ( under)stANDing e LANDscape - procurando tanto nutrir e sustentar os vínculos com a rede multilocalizada de praticantes do Modo Operativo AND, que se espalha por várias cidades/países, quanto abrir novas frentes de contacto, através da difusão para novos territórios . Tem um calendário variável a cada ano, oferecendo oficinas/laboratórios e vivências/retiros numa programação flexível e emergente , composta por iniciativas que têm lugar em diferentes cidades e países a cada ano , tanto em circulação nacional quanto internacional. Trata-se da dimensão de itinerância da Escola, englobando tanto módulos co-produzidos pelo AND Lab com diferentes parceiros (inter)nacionais quanto módulos realizados a convite de outras estruturas e inseridos nas suas programações, quanto, ainda, iniciativas propostas pelos núcleos locais do AND Lab em diferentes países. A Escola do Reparar Nómada distribui-se ao longo dos 12 meses do ano e abre inscrições para cada módulo individualmente. AS LINHAS-INTERFACES hANDling, (under)stANDing e LANDscape A Linha-interface hANDling foca-se na dimensão (trans)formativa e de partilha do MO_AND enquanto ferramenta de mediação e composição. Oferece oficinas intensivas e extensivas de transmissão e prática da constelação de jogos e ferramentas-conceito do Modo Operativo AND. O nome hANDling convoca a mancha semântica do verbo 'to handle' para sinalizar um duplo compromisso: por um lado, com a ética do manuseamento, em contraponto à manipulação, que norteia o Modo Operativo AND; por outro, com a entrega/oferta das nossas ferramentas, criando situações de transmissão-partilha que favoreçam a sua incorporação pela via da frequentação, da prática e do cultivo da autonomia e da singularidade de cada praticante. A Linha-interface (under)stANDing conforma um plano contínuo de pesquisa e criação com o Modo Operativo AND, no qual a metodologia dobra-se sobre si própria, a partir de uma questão-tema a cada ano, mantendo-se assim enquanto organismo vivo em constante (re)formulação. Tem um caráter de pesquisa interna continuada e abre-se à participação exterior de duas maneiras: através do subprograma Artistas Residentes em Criação e através da oferta esporádica de oficinas/laboratórios que partilham novas ferramentas e práticas em construção, além de investigações em curso no plano mais alargado do Coletivo AND ou dos Projetos Colaborativos MO_AND em Com-versa. O nome (under)stANDing aponta para um modo de investigar-criar que desvia da interpretose e da representação, comprometendo-se com a experiência direta, a sustentação do não-saber e a sintonização com sabedorias encarnadas, aquém-além da ilusão humana do ponto de vista. A Linha-interface LANDscape foca-se na dimensão de (auto)reparação individual e coletiva através da criação de vivências-rituais em modo retiro. Programa-paisagem construído sob a forma de jornada-ritual de trans-forma-ação, na qual o Modo Operativo AND se multiplica num conjunto de proposições somáticas e político-afetivas encarnadas mais complexas, os LANDscape convocam diferentes modulações de jogo da constelação AND, lado a lado a peças-rituais especialmente criadas, a cada vez, para propiciar a experiência sensível e vivencial da questão-tema. Os LANDscape são, assim, objetos híbridos, entre a peça-ritual participativa duracional e o curso imersivo. Tomam lugar em localidades junto à natureza, de modo a encontrar condições de quietude e contorno propiciadoras de um trabalho de re-membração da sensopercepção da inseparabilidade, enquanto gesto político de cuidado e (auto)reparação do senso encarnado de potência-agência e de responsabilidade. Cada LANDscape é irrepetível, assumindo uma dramaturgia singular a cada vez, combinando diferentes experiências performativas-transformativas num só percurso. Atuam na (re)ativação do co-sentir via convivência intensiva (dormir/comer juntes, caminhadas, convívio imersivo etc) e na (re)aproximação a uma biodiversidade mais-que-humana, conduzindo as pessoas participantes numa viagem íntimo-coletiva de ex-conjuração do Irreparável. EDIÇÃO ATUAL DA ESCOLA + HISTÓRICO DE EDIÇÕES [clicar na imagem para abrir a página da Edição ou nas setas laterais para rolar entre Edições] PÁGINA DA EDIÇÃO ATUAL HISTORIAL A ESCOLA DO REPARAR é, desde 2020, o coração das atividades do AND Lab, conformando um campo para a frequentação expandida da prática e para a contínua investigação-criação do Modo Operativo AND, enquanto metodologia de composição colaborativa, ética relacional e cuidado do comum, que reúne uma constelação de ferramentas-conceitos, jogos e rituais dedicados à incorporação da operação REPARAR, enquanto exercício de atenção infinitesimal, recurso para a tomada de decisão implicada e gesto micropolítico de (auto)reparação da senso-percepção, da subjetividade e de injustiças estruturais encarnadas. O atual desenho da Escola do Reparar, sendo já uma reformulação do desenho assumido nos seus primeiros 5 anos de existência (2020-2024), tomou corpo enquanto versão amadurecida e ampliada dos anteriores programas Escolas de Verão AND Lisboa (2015-2019) e Laboratórios de Verão AND Brasil (2017-2020). As Escolas de Verão AND Lisboa tiveram 5 edições. Tomando lugar anualmente em Julho em Lisboa, as escolas de verão propunham a cada vez uma questão-tema situada como porta de entrada para a constelação de práticas do MO_AND, num programa com duração de 2 semanas com curadoria e condução de Fernanda Eugenio, que combinava os jogos AND com outras práticas somáticas e político-afetivas encarnadas, convidadas a compor um itinerário coletivo de pesquisa praticada. Os Laboratórios de Verão AND Brasil nasceram dois anos mais tarde, com o propósito de oferecer uma versão curta das escolas de Lisboa, anualmente entre Janeiro e Março, em 3 cidades do Brasil: Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. Foram 4 edições, cada uma delas composta por um laboratório com a duração de uma semana a tomar lugar em cada uma das 3 cidades. Com o objetivo de alimentar os núcleos locais de praticantes do MO_AND existentes nestas cidades brasileiras, os Laboratórios de Verão AND Brasil implicavam o compromisso anual de Fernanda Eugenio em visitar cada núcleo para introduzir a prática a novas pessoas interessadas e para partilhar os seus desdobramentos mais recentes com a comunidade já formada. Cada Lab envolvia, para além do MO_AND, práticas companheiras oferecidas por membres dos núcleos locais. (Podes ler mais sobre estes programas na seção Ancestrais da Escola do Reparar.) Entre cada edição das escolas e labs já havia uma oferta também de oficinas intensivas distribuídas ao longo do ano, além de temporadas de Pensacção (sessões abertas de prática), mas não havia, ainda, um fio estruturado que propiciasse a frequentação da prática de modo extensivo. Ao longo dos anos, com o acumular das edições dos programas em Portugal e no Brasil, foi emergindo um desejo coletivo por um espaço perene que permitisse continuar a habitar a prática entre os momentos intensivos das escolas e dos labs. Em paralelo, os constantes desdobramentos do próprio Modo Operativo AND começaram, mais e mais, a proliferar em dimensões rituais da prática, para lá das suas dimensões conceptuais e de jogo, e a dar lugar à emergência de proposições que abordavam, cada vez mais, seja a matéria íntima das pessoas participantes, seja a relação com a terra e uma biodiversidade mais-que-humana, pedindo também por ocasiões mais protegidas, e dando assim lugar ao desejo por experimentar o formato retiro e por r e-situar os encontros em localidades afastadas dos centros urbanos . Foi com este desejo que em 2020 emergiu a primeira proposta da Escola do Reparar enquanto programa continuado, a interligar proposições com diferentes formatos num programa único, aberto tanto à participação integral como à avulsa, que se propunha, na altura, a articular ações a acontecer no eixo Portugal-Brasil , juntando, dos dois lados do oceano, forças, saberes, fazeres e corpos diversamente afetados pelo Irreparável colonial, para lidar com a questão ética da reparação. O primeiro desenho da Escola do Reparar, que teve 5 edições (2020-2024) distribuiu-se entre diferentes cidades e localidades rurais dos dois países, com uma programação composta por um conjunto de ações intensivas e extensivas, variável a cada ano, interligadas pelo guarda-chuva de uma questão-tema comum. Internamente, o programa da Escola adoptou 5 linhas-interfaces : além das ainda atuais hANDling, (under)stANDing e LANDscape, era ainda composto por retiros não-públicos LAND, que procuravam reunir o Coletivo AND em ações internas de investigação-criação, e por grupos de partilha pública das investigações-criações em andamento, os então Estudos Indóceis. Algumas edições anuais incluíram também atividades online e atividades em outros países, para além do eixo Portugal-Brasil. O atual desenho da Escola do Reparar emergiu de uma nova espiral de amadurecimento das práticas e do próprio AND Lab, dando lugar a um programa por um lado mais enxuto , com apenas três linhas-interfaces no seu calendário público de atividades - hANDling (foco na transmissão-formação) , ( under)stANDing (foco na investigação-criação) e LANDscape (foco na auto-reparação) , por outro lado mais abrangente, passando a articular-se num Eixo Continuado com base em Portugal, sobretudo no Espaço AND Lab em Lisboa, e num Eixo Nómada , que segue incluindo um conjunto de proposições no Brasil (em co-produção com a Rede AND Lab Brasil), mas passa a incorporar também uma oferta variada a cada ano de atividades em circulação (inter)nacional em diversas localidades urbanas e rurais. Neste novo formato, a Escola do Reparar passou, ainda, a admitir anualmente um pequeno grupo de artistas residentes interessades em trabalhar com o tema do ano numa criação individual, com acompanhamento de Fernanda Eugenio. Para além do calendário público anual, a Escola do Reparar engloba ainda uma dimensão interna permanente , subjacente às ações públicas, que se desenrola ao longo de todo o ano enquadrada na linha (under)stANDing, envolvendo a criação de novos jogos, conceitos, artefatos e proposições rituais por Fernanda Eugenio, incluindo ainda diversas linhas de investigação de/com o Coletivo AND, projetos colaborativos com artistas convidades e residências internas para encontro periódico entre integrantes da Rede AND Lab Brasil e dos núcleos locais (Brasil, Espanha, Alemanha, França). QUANDO-ONDE? Atividades Relacionadas às Edições no Calendário (Edição Atual + Histórico) [rolar com as setas ou clicar numa atividade para abri-la em outra janela/separador] Ainda não há eventos relacionados a este programa/atividade no calendário. CALENDÁRIO DE ATIVIDADES SOBRE O AND LAB TOPO

  • Astrid Takche Toledo | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Astrid Takche Toledo Núcleo França Astrid Takche de Toledo formou-se em dança contemporânea na Escola Angel Vianna, no Rio de Janeiro, e na London Contemporary Dance School. Em 2006, concluiu a licenciatura em dança na Universidade Paris VIII e estudou filosofia na Universidade Paris I – Sorbonne. A partir de 2003, iniciou um trabalho de criação autoral que deu origem às peças MadalenaMagdalenaMadeleine onde eu não sei estar e The Night Will Be Black . Desde 2005, colabora com diversos artistas, entre os quais Mourad Merzouki, Julie Desprairies, Fabrice Ramalingom, Lia Rodrigues, Marie-Caroline Hominal, Marco Berrettini, Cindy Van Acker e Maguy Marin. Em 2017, concebeu o projeto AGORA Ocupação, em parceria com a Aliança Francesa do Rio de Janeiro e a Escola de Teatro da UNIRIO. Em 2018/2019, realizou formação no Life/Art Process de Anna Halprin, no Tamalpa Institute, na Califórnia. Atualmente, continua o desenvolvimento do projeto SOL(O) , alem de dar continuidade a sua trajetória de transmissão projeto que tem seguido em colaboração com o AND Lab e orientado por Fernanda Eugenio. < Anterior Próxima > VOLTAR

  • edicao-07-2026 | AND Lab

    edicao-07-2026 edicao-07-2026 VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) [sobre a Escola] [ver outras edições] APRESENTAÇÃO Escola do Reparar Ed#7-2026 Eixo Continuado | 10 de maio a 1 de agosto de 2025 (início em 16 de março para artistas residentes) Re-flexo & Re-clame: a rechamação do mistério O eixo continuado da Escola do Reparar ed#7 2026 propõe um programa condensado, com duração total de 3 ou 5 meses, que permite aos participantes construir uma relação de intimidade com o Modo Operativo AND, oferecendo um processo formativo completo que percorre toda a sua constelação de jogos e ferramentas, aliado a uma vivência de aprofundamento na dimensão ritual da prática. Incorpora ainda a possibilidade de participação como artista residente no plano de investigação-criação da Escola, participando no processo de criação em curso do AND. A seguir, apresentamos os detalhes sobre o cronograma , os módulos e processo de inscrição (ou candidatura , no caso de artistas residentes), que se inicia na página comparativa para escolha entre as modalidades de participação Integral , Parcial e Artista Residente . Mais adiante, encontra-se o Manifesto Questão-Tema da Edição , também explicativo sobre as novas co-operações Re-Flexo e Re-Clame e a nova ferramenta-conceito da Rechamação. MÓDULOS DO PROGRAMA Clicar nas imagens se desejar ver detalhes de cada módulo separadamente, em outra janela/separador. under stANDing Investigação-Criação com o MO_AND Módulo-Residência de Criação 16 de março a 3 de maio de 2026 Fernanda Eugenio & Coletivo AND Lisboa: espaço AND Lab e espaço Alkantara | Barril de Alva (Arganil): Trust Collective Disponível para a Modalidade: Artista Residente Mostrar Mais hANDling Formação no MO_AND Módulo de Introdução & Desdobramento 10 de maio a 7 de julho de 2026 Fernanda Eugenio e Mariana Pimentel Lisboa | espaço AND Lab Disponível para as Modalidades: Integral, Parcial e Artista Residente Mostrar Mais LANDscape Jornada Ritual com o MO_AND Módulo de Aprofundamento/Vivência Imersiva 24 de julho a 1 de agosto de 2026 Fernanda Eugenio, Mariana Pimentel e Manoela Rangel Trust Collective, Barril de Alva (Arganil) Disponível para as Modalidades: Integral e Artista Residente Mostrar Mais MODALIDADES & INSCRIÇÕES Lamentamos, mas a edição atual Escola está em andamento e as inscrições para as modalidades do seu eixo continuado já foram encerradas. Para ver a disponibilidade de vagas de participação avulsa, ir ao Calendário do site. IR AO CALENDÁRIO IR AO CALENDÁRIO Ver o quadro de detalhes/valores das modalidades Clicar no botão da modalidade escilhida e preencher o formulário Efetuar o pagamento (se houver) QUESTÃO-TEMA Re-flexo & Re-clame: a rechamação do mistério Um pouco sobre as novas co-operações Re-Flexo e Re-Clame e a nova ferramenta-conceito da Rechamação A Escola do Reparar 2026 convida a mais uma viagem de pesquisa vivencial, colaborativa e encarnada à volta dos processos íntimo-coletivos de reparação. Nesta 7ª edição do programa, a proposta é adentrar a investigação pelo prisma das co-operações entre Re-flexo e Re-clame , que se desdobram a partir dos estados de Alumbramento e Chamadouro , respetivamente, e dão corpo à nova ferramenta-conceito da Rechamação . Desejamos pesquisar vias de reconexão sensível com a complexa e intrincada teia de inseparabilidade pela qual co-participamos e somos co-participades , reciprocamente, em/por tudo o que há, na confiança de que um corpo de implicação política na reparação no/do Irreparável sistémico aí pode (re)encontrar forças de sustentação e proliferação. Reconhecendo que é ao nível do corpo-soma que o Irreparável se aloja, e que é a partir daí que faz de cada ume vetor da sua perpetuação, insistimos na investigação da questão-chave que move o Modo Operativo AND - como matar/descontinuar o sistema em nós sem morrer? - enquanto compromisso com um trabalho interminável de reorientação dos nossos modos de existir, relacionar e habitar, na direção do respeito e do honrar da Vida. Em conexão com o elemento água e formas aquosas de vida, a proposta desta 7ª edição é desdobrar novas práticas de jogo e ritual para sintonizar com as sabedorias da dis-solução, da trans-forma-ação e da condução/canalização - perseverando, assim, na pesquisa de possíveis desinvestimentos consistentes nas lógicas hegemónicas da solução, da fixação e da ordenação. Com o amparo da constituição de um campo assegurado , que maneja cuidado e risco em metaestabilidade, o processo coletivo visa propiciar as condições para (re)constituir, em cada pessoa participante, um corpo com continente suficiente para experimentar-se em (auto-)reparação. A frequentação da prática propicia a sintonização com a ética do Reparar, simultaneamente enquanto atenção distribuída, manuseamento do possível e serviço de (re)curadoria relacional, convidando a testemunhar - no cosmos do cada ume e do entre-muites - os padrões e esquemas Irreparáveis que possam estar a reiterar a ilusão estéril da separação, e a pesquisar, situadamente, modos de regenerar a sensopercepção da inseparabilidade e a consciência encarnada de que somos mistura impura, reencontrando-nos enquanto meio e conduto do fluxo vital. Com a água, que é ao mesmo tempo fonte e curso ( source ), convocamos o desaprendizado da objetificação em recurso ( resource ) das matérias, entes, relações e situações que nos perfazem e com-põem. Seguindo o fio do recente trabalho à volta dos estados reparadores dos Alumbramentos e dos Chamadouros , temos andado a investigar modos de restituir acessos sensíveis à multidimensionalidade do Tudo-Todo e de remediar canais transespecíficos de fala, escuta, co(n)sentimento e (des)integração somática. Ao longo de 2026, propomos aprofundar a pesquisa desses estados, focando, desta vez, em esmiuçar as suas operações e co-operações, e em demorarmo-nos suficientemente nelas para que possamos reabilitar o seu espectro alargado de manifestação. Nas suas versões encurtadas e estreitadas pelos funcionamentos arraigados do Irreparável, Re-Flexo e Re-Clame desativam-se enquanto sabedorias encarnadas, restringindo-se em mero reflexo - loop de reatividade - e mero reclame, queixa projetiva e desresponsabilizante. Restituídas à sua amplitude, poderão, talvez, reabrir-se enquanto tecnologias de sintonização e de instauração de campo . Assim, confiamos que reparar nessas co-operações propiciará devolver ao Re-Flexo a sua qualidade hipnótica e co(m)passionante e, ao Re-Clame, a sua qualidade telepática e manifestante . Num percurso duracional de investigação-criação e frequentação vivencial, convidamos a experimentar o re-fletir enquanto sabedoria de curva e espiralação - a possibilidade de voltar a dobrar sobre si , reacessando a vista do ponto que o ponto de vista tende a suprimir - e o re-clamar enquanto sabedoria de escuta de chamados e vocalização de chamas - a possibilidade de reacender a guiança interna e reconectar com a poli-voz da integridade multidimensional . No Re-Flexo, trata-se de reafinar com a suficiência sábia dos funcionamentos orgánicos involuntários , que nunca perderam a conexão com a fonte do Fundo Comum da Vida e seguem propagando-a por espelhamento direto. Trata-se, ainda, de ressintonizar com a sua função ressonante , que permite o acoplamento somático e o co(n)sentir entre-seres : modo reflexo-empático que, a cada encontro, re-conhece outres em mim e mim em outres , reanimando a liga afetiva do comum. No Re-Clame, o trabalho envolve recalibrar o manejo do próprio pensamento e da sua enunciação em palavra com responsabilidade e rigor, reempossar o clamor interno reacendendo a multiplicidade do eu, reaprender a frequentar com parcimónia e justeza a gradação entre pedir e reivindicar . Trata-se de voltar a ouvir os chamados vitais, próprios e alheios, de necessidade, vontade, desejo, limite, propósito, discernindo-os da sua atual captura pelo capital, que os converte em apelos de consumo, discursos prontos e palavras de ordem, que não páram de reiterar a ilusão da separação e a lógica da falta e, no seu vozerio ininterrupto, ora sufocam ora anestesiam os canais sensíveis individuais e coletivos pelos quais poderia estar a correr o pulso encantado e abundante do comum e da comunicação intra, inter e transespecífica. Re-Flexo e Re-Clame confluem na Rechamação , modulação do gesto reparador que atua no resgate radical de uma relação de reverência ao Mistério, o desconhecido-desconhecível (im)permanente que nos insepara . Rechamar, forma verbal arcaica, é ato de fazer brilhar, resplandecer, pasmar, espantar-encantar . É, ainda, o ato de recuperar elos perdidos de memória ou informação, fazendo-os voltar a comparecer em presente e presença. Enquanto ferramenta-conceito, é ativado, também e por fim, no que o óbvio da palavra sugere: enquanto gesto de renomeação e de reconvocação , que permite reformular o que vem sendo dito (e feito) injustamente - ou, como temos praticado com o MO_AND, permite-nos bem-dizer a mal-dição , contribuindo para a remissão do Irreparável do mundo-como-É e abrindo caminho, de perto em perto, para que possamos nos achegar ao mundo-como-E. Fernanda Eugenio Lisboa, dezembro de 2025 FICHA TÉCNICA Direção, Concepção e Facilitação : Fernanda Eugenio Assistência de Direção : Mariana Pimentel Co-facilitação : Mariana Pimentel e Manoela Rangel Produção: Luís Filipe Fernandes Gestão : Rita Maia Design Gráfico e Plataforma Digital : Alexandre Eugenio Comunicação : Eduardo Quinhones Hall Fotos do Projeto Gráfico: Oleg Doroshenko Documentação Audiovisual : Violeta Mora, Inês T. Alves Parcerias: Alkantara, Trust Collective Apoios Locais: Junta de Freguesia de Côja e Barril de Alva, RIJU Coja Financiamento: República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes LINKS & BIOS LINKS RELEVANTES Sobre a Escola do Reparar Sobre o Modo Operativo AND Site da Trust Collective (parceira do AND Lab e sítio de acolhimento do retiro LANDscape) BIOS Fernanda Eugenio Mariana Pimentel Manoela Rangel [sobre a Escola] [ver outras edições] VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) edicao-07-2026 edicao-07-2026

  • edicao-01-2020 | AND Lab

    edicao-01-2020 edicao-01-2020 VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) [sobre a Escola] [ver outras edições] APRESENTAÇÃO Posicionando-se no seio de uma tarefa paradoxal e urgente, entre a irreparabilidade do mundo-como-É e o compromisso ético com a sua reparação, a Escola do Reparar, novo programa continuado de formação artístico-política do AND Lab , propõe conjugar o Modo Operativo AND com outras proposições artístico-políticas encarnadas, ferramentas de composição colaborativa e práticas somáticas, num programa transdisciplinar e indisciplinado, dedicado à articulação corporeidade-comunalidade e ao reconhecimento e à invenção-criação de táticas para o desaprendizado das violências arraigadas e desigualmente distribuídas em cada ume de nós. Ante o imponderável da crise pandémica, seguimos os princípios do próprio Modo Operativo AND e, desde março, re-paramos - procurando fazer das condicionantes, condições, e escutar o que se faz possível no agora. A edição piloto 2020 da Escola do Reparar nasce, assim, de um gesto de reparação radical, que envolveu aceitar a suspensão inevitável da dimensão situada e corpo-a-corpo, abrindo-nos a novos formatos para reinventar toda uma programação. Apoiada por uma nova plataforma digital de comunidade-acervo , esta edição é composta por um conjunto de atividades, todas dedicadas, este ano, à questão-tema das Dez Posições ante o Irreparável: (an)coragem, co(m)passionamento, consistência, comparência, firmeza, franqueza, suficiência, justeza, des-ilusão e des-cisão. O programa se desdobra de julho a dezembro, incluindo: Estudos Indóceis - Grupo de Estudos Praticados e Escuta Recíproca (online, em andamento); LAND - Residência de Investigação-Criação, ANDscape - Curso Extensivo (online, inscrições abertas) hANDling - Sessões Individuais de Escuta, Jogo e Práticas Corporais (online, por marcação) e understANDding - Programa Público Online de Partilhas Teórico-Reflexivas, Proposições Performativas e Conversas com Convidades (transmissões online). A Escola do Reparar surge do desejo de contribuir para um processo que se dispara pelo reconhecimento de que já não é possível reiterar um mundo insustentável, apoiado em lógicas predatórias-extrativistas. Ao propor uma escola multilocalizada, transversal e baseada em saberes praticados, a conectar realidades e corpos diversamente afetados pelo Irreparável, pretendemos criar um espaço-brecha dedicado a coletivizar o ato de pesquisar-criar, tornando-o coincidente com os atos de viver-habitar e relacionar-performar. Um espaço para o entre-ter - o termo-nos reciprocamente umes a outres, em comunidade -, no qual possamos exercitar modos de sermos íntimes sem sermos/estarmos próximes, e nutrir, juntes, possibilidades de refazer sensibilidades e mundos. CALENDÁRIO DE ATIVIDADES (clicar nas imagens para ver detalhes separadamente, em outra janela) under stANDing Investigação-Criação com o MO_AND Módulo-Residência de Criação A Linha-interface under stANDing conforma um plano contínuo de pesquisa e criação com o Modo Operativo AND, no qual a metodologia dobra-se sobre si própria, a partir de uma questão-tema a cada ano, mantendo-se assim enquanto organismo vivo em constante (re)formulação. O nome under stANDing aponta para um modo de investigar-criar que desvia da interpretose e da representação, comprometendo-se com a experiência direta, a sustentação do não-saber e a sintonização com sabedorias encarnadas, aquém-além da ilusão humana do ponto de vista. hANDling Formação no MO_AND Módulo de Introdução & Desdobramento A Linha-interface hANDling foca-se na dimensão (trans)formativa e de partilha do MO_AND enquanto ferramenta de mediação e composição. Oferece oficinas intensivas e extensivas de transmissão e prática da constelação de jogos e ferramentas-conceito do Modo Operativo AND. O nome hANDling convoca a mancha semântica do verbo 'to handle' para sinalizar um duplo compromisso: por um lado, com a ética do manuseamento, em contraponto à manipulação, que norteia o Modo Operativo AND; por outro, com a entrega/oferta das nossas ferramentas, criando situações de transmissão-partilha que favoreçam a sua incorporação pela via da frequentação, da prática e do cultivo da autonomia e da singularidade de cada praticante. LANDscape Jornada Ritual com o MO_AND Módulo de Aprofundamento/Vivência Imersiva A Linha-interface LANDscape foca-se na dimensão de (auto)reparação individual e coletiva através da criação de vivências-rituais em modo retiro. Programa-paisagem construído sob a forma de jornada-ritual de trans-forma-ação, na qual o Modo Operativo AND se multiplica num conjunto de proposições somáticas e político-afetivas encarnadas mais complexas, os LANDscape convocam diferentes modulações de jogo da constelação AND, lado a lado a peças-rituais especialmente criadas, a cada vez, para propiciar a experiência sensível e vivencial da questão-tema. EDIÇÃO ATUAL | INSCRIÇÕES Lamentamos, mas a edição atual Escola está em andamento e as inscrições para as modalidades do seu eixo continuado já foram encerradas. Para ver a disponibilidade de vagas de participação avulsa, ir ao Calendário do site. IR AO CALENDÁRIO IR AO CALENDÁRIO Ver o quadro de detalhes/valores das modalidades Clicar no botão da modalidade escilhida e preencher o formulário Efetuar o pagamento (se houver) FICHA TÉCNICA Direção Fernanda Eugenio Desenho e Curadoria: Fernanda Eugenio & Dani d'Emilia Design & Plataforma Online: Alexandre Eugenio Equipa Artística: Fernanda Eugenio & Dani d'Emilia Equipa Pedagógica: Fernanda Eugenio, Pat Bergantin, Mariana Pimentel, Guto Macedo, Milene Duenha, Naiá Delion, Dani d'Emilia, Julia Salem Acompanhamento e Cuidado: Iacã Macerata, Ruan Rocha, Jade Lemos, Roberta Ferraz, Stephanie Cristina Interlocutores Convidades: Liliana Coutinho, Sarah Amsler, Andreia de Sade & Nuno do Carmo, Leandro Cunha, Alexa Santos, Soraya Jorge, Xana Piteira & Ana Marreiro, Marta Lança, Vanessa Andreotti, Benício Pitaguary, Julia Salem Gestão Administrativa: Alexandre Eugenio Produção: Pat Bergantin & Julia Salem Comunicação e Mídia Digital: Pat Bergantin Documentação e Tratamento: Pedro Henrique Risse e Pat Bergantin Apoio: Câmara Municipal de Lisboa Fundo de Emergência Social - Cultura Parceria Instituciona: Fundo de Fomento Cultural - República Portuguesa Parceria (Acolhimento): ORLA - Eco Social Regeneration, Penhas co Arte Cooperativa LINKS RELEVANTES Sobre a Escola do Reparar Sobre o Modo Operativo AND Site da Trust Collective (parceira do AND Lab e sítio de acolhimento do retiro LANDscape) [sobre a Escola] [ver outras edições] VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) edicao-01-2020 edicao-01-2020

  • Caixa-Livro

    Programas do Modo Operativo AND | AND Lab VOLTAR ITEM ANTERIOR PRÓXIMO ITEM Caixa-Livro Concepção de Fernanda Eugenio Lançada em 2019 A Caixa-Livro AND é um artefato-constelação, que, pela primeira vez, transporta para a publicação a dimensão de jogo performativo, a experimentação com a materialidade da(s) palavra(s) e a multiplicidade do Modo Operativo AND - metodologia ético-artístico-política para a investigação relacional dos processos de tomada de posição-com e das modulações emergentes do acontecer. Integram a caixa os livretos Palavras, Jogos, Articulações e Conversas, além de dois cartazes e seis cartelas. O conjunto inclui um glossário de ferramentas-conceito, as Dez Posições ante o Irreparável; uma série de palavras-palestra; diagramas tais como o do Jogo das Perguntas, o da tripla modulação do Re-parar e do Irreparável. Apresenta, ainda, um conjunto atualizado e detalhado das proposições-jogo AND, dividido em Jogos de Zona de Interferência, de Zona de Transferência e de Cuidado-Curadoria; uma compilação de textos e artigos que exploram a trajetória desta filosofia habitada de modo cruzado e não-linear e uma reunião de conversas e depoimentos sobre os usos e as aplicações do MO_AND. A Caixa-Livro AND foi escrita por Fernanda Eugenio e concebida com a colaboração de Ana Dinger, Luiza Leite, Tatiana Pudlubny e Cecília Costa, no âmbito da parceria entre o AND Lab e a editora de publicações de artista Fada Inflada, que habita o circuito editorial independente do Rio de Janeiro, com o apoio da República Portuguesa - Cultura / Direção Geral das Artes. Caixa-Livro AND €27.00 ENCOMENDAR hANDbook [Caixa-Livro em Inglês] €37.00 ENCOMENDAR QUANDO-ONDE? Atividades Relacionadas no Calendário (Atuais + Histórico) [rolar com as setas ou clicar numa atividade para abri-la em outra janela/separador] Ainda não há eventos relacionados a este programa/atividade no calendário. CALENDÁRIO DE ATIVIDADES SOBRE O AND LAB TOPO

  • Alina Duchrow | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Alina Duchrow Núcleo Curitiba, Brasil Alina d’Alva Duchrow nasceu em Fortaleza- CE – Brasil, atualmente vive e trabalha em Rabat, Marrocos. Arquiteta e artista visual, fez Pós-graduação em Artes Visuais pela Universidade Alanus Hochschule, Bonn, Alemanha (2010) e graduou-se em Arquitetura e Planejamento Urbano pela Universidade de São Paulo – EESC USP (1996). Atualmente é doutoranda do Programa de Pós-graduação em Artes Visuais da UNB (Universidade de Brasília) e pesquisadora do Modo Operativo AND. Como artista tem utilizado o vídeo, a fotografia, o desenho e instalações em espaços públicos e privados. Na maioria das vezes o trabalho tem como foco um contexto local, um ponto de partida que vai gerar ferramentas e insights sobre como lidar com o tempo, o espaço e o outro. Integra o Núcleo AND Lab Brasília. [www.alinaduchrow.com ] < Anterior Próxima > VOLTAR

  • Performances-Situadas

    Programas do Modo Operativo AND | AND Lab VOLTAR ITEM ANTERIOR PRÓXIMO ITEM Foto: Alípio Padilha Performances Situadas Concepção/Realização de Fernanda Eugenio & Gustavo Ciríaco Desde 2005 (anterior à emergência do AND Lab) Cidades de Vapor Fernanda Eugenio e Gustavo Ciríaco propõem transportar operações sensíveis de uma cidade para outra, construindo, através do convite a navegar numa ambiência sensorial recriada, um espaço-tempo cruzado e imaginário, pelo qual vapores urbanos se podem propagar - e uma viagem poético-experiencial se descortina como experiência compartilhada no aqui-agora. Seguindo os vapores da cidade numa jornada, entre o vôo e o mergulho, pelo plano das sensações, Cidades de Vapor propõe uma infiltração instalativa no fluxo cotidiano, “beliscando” os sentidos amortecidos do habitar urbano e chamando a atenção para uma necessária revalorização dos tempos intervalares do trajeto e da relação lúdica e imaginativa com os espaços habitados. Disparada a partir do manuseio dos blocos de sensações inefáveis, Cidades de Vapor convida a uma reconexão com as emanações que se desprendem do vivido e que só podem ser experimentadas a partir de uma relação de envolvimento direto. Cruzar vapores de diferentes cidades, para a dupla de artistas, é um modo de colaborar para a reabertura sensível ao ser-estar dos lugares, em tempos de virtualização das relações e de elogio ao consumo fugaz do sítio. O desejo de captar e partilhar vapores vai ao encontro da reativação de uma sensibilidade menos marcada pela hegemonia da visão, que englobe todos os sentidos e convoque o público a um reencantamento pelo que já lá está. O convite a imergir nessa paisagem de vapores pretende criar uma suspensão ao modo zapping do ecrãs, sem negar a sua operacionalidade cambiante e veloz, também presente nas cidades, mas proporcionando uma nova relação entre os sentidos mais diretos da visão e da audição e essa zona menos hegemónica do tato, do olfato e do paladar, misturando-os todos na nossa deriva espacial e subjetiva. Cidades de Vapor é uma obra site-specific nómada, que se dedica, a cada edição, a uma cidade pela qual a dupla passou, e que busca capturar o incapturável, o efémero que constitui o presente de uma cidade, os seus traços mais deléveis, porém característicos: as emanações da sua vida cotidiana. Para cada cidade, um formato diferente é adotado na sua tradução, entre a instalação, a performance e o espetáculo interativo. As proposições sensoriais, por vezes, propõem-se a transportar experiências de cidade em cidade, e, noutras vezes, procuram recriá-las na mesma cidade em que surgiram, porém em outro contexto. Para isso, a dupla combina diferentes ferramentas site-specific na criação de dispositivos imaginários atravessados por múltiplos cruzamos espaço-temporais. A obra busca, em um plano mais amplo, navegar por questões importantes relacionadas à ativação da sensibilidade artística como geradora de reflexão, sabedoria coletiva e empoderamento ativo. Edições já realizadas: Cidades de Vapor #1 - Nova Iorque, em Nova Iorque, 2015 Cidades de Vapor #2 - HCMC/Saigon, em Lisboa, 2019 Cidades de Vapor #3 - Manila e Baatan, em Manila, 2022 City Labs Cidades são tão diversas quanto as camadas que as compõem. Não param de voltar a emergir, de se re-performar ao olhar e de nos envolver com as suas atmosferas imperiosas e inevitáveis, acidentais e náufragas, frágeis e fortes, banais e extraordinárias. São alquimias sempre em processo, que vão produzindo padrões por vezes conflitantes, ainda que osmóticos, de habitação, experiência sensível e (des)agregação social. Além disso, resultantes de muitos sonhos de arquitetura, da mistura espúria entre fantasias utópicas, soluções improvisadas, estruturas de poder e desvios locais contingentes, as cidades são simultaneamente formas concretas e territórios efêmeros. Nelas vivemos e morremos, nos encontramos e nos despedimos, mantendo a ficção diária que une os interstícios do panorama mais amplo dos fenômenos urbanos. City Labs são laboratórios temporários de atenção, mapeamento, criação e performance in situ , instalados em bairros e vizinhanças críticas de diferentes cidades, escolhidos pela ligação pertinente a questões políticas e afetivas locais. Com esta estrutura itinerante, Fernanda Eugenio e Gustavo Ciríaco têm viajado, desde 2009, pelas mais diversas ambiências urbanas, na América do Sul, nos EUA, na Europa e na Ásia, colecionando uma multiplicidade de acoplamentos e arranjos, situados entre as operações urbanas, e pesquisando a variabilidade performativa da forma-cidade. Nesta colaboração duracional, os protocolos da Etnografia como Performance Situada, de Fernanda Eugenio, entram em conversa com os procedimentos de criação contextual, que Gustavo Ciríaco emprega na construção das suas peças imersivas e relacionais, gerando proposições por vezes transportáveis para outros sítios, por vezes irrepetíveis, além de serem partilhados através da oficina conjunta Práticas Site-Specific . QUANDO-ONDE? Atividades Relacionadas no Calendário (Atuais + Histórico) [rolar com as setas ou clicar numa atividade para abri-la em outra janela/separador] Ainda não há eventos relacionados a este programa/atividade no calendário. 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  • Ancestrais-da-Escola

    Programas do Modo Operativo AND | AND Lab VOLTAR ITEM ANTERIOR PRÓXIMO ITEM Ancestrais da Escola do Reparar Fernanda Eugenio & Colaboradores 2013-2020 Enquanto desejo de ocupação e reorientação do formato "escola", a partir de uma persistência no habitar, no partilhar, no experimentar e no curar de outros mundos possíveis, a Escola do Reparar é um sonho antigo, que remonta aos primeiros projetos desenhados por Fernanda Eugenio ainda no início dos anos 2000, aquando das suas primeiras formulações do Modo Operativo AND. O formato atual da Escola do Reparar ancora-se na experiência de três anteriores programas regulares oferecidos pelo AND Lab: O mais antigo desses ancestrais é o programa Pensacção (2013-2019) , grupo de estudos através de sessões regulares de prática e conversa à volta do Modo Operativo AND, que integrou a nossa programação sob a forma de 'temporadas de encontro', com regularidades variadas - semanais, quinzenais ou mensais, a depender da época - durante seis anos. Essas sessões de prática continuada do MO_AND eram oferecidas tanto na sede em Lisboa, orientadas por Fernanda Eugenio e, por vezes, Ana Dinger, quanto nos núcleos no Brasil e na Espanha, cuidadas pelas pessoas integrantes da coordenação local, assegurando que haveria sempre assistência e acompanhamento ao grupo que se quisesse juntar. O propósito central da Pensacção era o de funcionar enquanto espaço de prática regular no qual praticantes do Modo Operativo AND pudessem dar continuidade ao encontro com esta ferramenta, voltar a reunir-se e, assim, desdobrar em conjunto as questões ético-políticas emergentes do manuseamento, distributivo e atento, entre os afetos pessoais e a participação consequente no entorno comum. Era, assim, um programa voltado sobretudo para acolher uma comunidade de pessoas praticantes - pessoas que, apos terem entrado em contacto com o MO_AND nos workshops, labs e escolas, quisessem prosseguir com a sua prática. A Pensacção recebia, ainda, constantemente, curioses a chegar pela primeira vez ao AND Lab, motivo pelo qual muitas vezes também se faziam introduções curtas no âmbito das sessões. O programa anual de Escolas de Verão AND é o outro - e o mais marcante - ancestral da Escola do Reparar. Este programa surgiu em 2015 , com a realização de uma 'edição zero' em Lisboa, organizada por Fernanda Eugenio e tendo como interlocuções convidadas Ana Dinger, Francisco Gaspar Neto e Soraya Jorge. A esta primeira incursão se seguiram, entre 2016 e 2019, quatro edições regulares, sempre a cada mês de julho, com o acolhimento do Polo Cultural das Gaivotas, e convocando, a cada vez, diferentes colaborações para andar junto com o MO_AND. Com a duração de duas semanas intensivas, com atividades de manhã e à tarde, a Escola se instalava enquanto zona temporária de atenção e de investigação experiencial e coletiva, à volta de uma questão transversal, diferente a cada ano. Por este espaço-tempo imersivo, passaram centenas de pessoas participantes, em grupos que cresciam a cada ano e foram, lentamente, indicando que a escola precisava de se alastrar e recobrir todo o ano - as duas semanas de verão eram mesmo muito apertadas para tanta matéria e afeto. Tendo o MO_AND como fio condutor e contando com a mediação continuada de Fernanda Eugenio, cada edição convocava à pesquisa da improvisação-criação coletiva e da (com)posição-com (d)o comum, em conversa com outras ferramentas e práticas. Uma equipa de apoio recorrente formou-se a contar com Ana Dinger, Iacã Macerata e Sílvia Pinto Coelho, à qual juntaram-se, nas diferentes edições, também as presenças recorrentes de Francisco Gaspar Neto, Gustavo Ciríaco e Soraya Jorge, além de outras colaborações pontuais. Através da experimentação duracional com o próprio e o alheio, e de exercícios de reciprocidade entre o cuidado de si e o cuidado do entorno, as Escolas de Verão AND procuravam gerar atenção sobre os processos consequentes através dos quais aquilo que fazemos (e, sobretudo, como o fazemos) nos faz em retorno: gestos, palavras, hábitos, perspectivas, posturas, modulações. Os encontros destinavam-se a toda a gente interessada na re-materialização de saberes cristalizados em saberes inventivos e situados; na pesquisa de políticas da convivência e numa ética suficiente para o aprender-fazendo, a partir do lugar-qualquer. A afluência regular de participantes vindes do Brasil foi firmando, a cada ano, uma ponte afetiva muito viva e potente com diferentes cidades do país, que coincidiu com a emergência, ao longo daqueles anos, dos núcleos locais do AND Lab em Curitiba, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Foi assim que, a partir de 2018 , emergiu o terceiro ancestral marcante da Escola do Reparar: o programa itinerante Laboratórios de Verão AND Brasil. Desenhado como versão compacta das Escolas de Verão AND de Lisboa, os labs tinham a duração de uma semana intensiva, sempre iniciando com uma introdução ao MO_AND e seguindo com a exploração de uma questão única em cada cidade pela qual passava. Esse programa procurava reinventar, com colaboradores locais e através de várias parcerias, em diferentes cidades do Brasil, as condições para a instalação de uma zona temporária de atenção e pesquisa aberta a todas as pessoas interessadas na experimentação com ferramentas ético-estéticas para o viver-juntes. Entre 2018 e 2020, foram realizadas três edições do programa, cada uma com duas ou três cidades, totalizando sete labs. ESCOLA DE VERÃO AND | Edições realizadas: 2019 | edição #4 : reparar (n)o Irreparável: exercícios de atenção distributiva, escuta metalógica e amor disseminado com Fernanda Eugenio e investigadores/artistas convidades: Ana Dinger, Dani d’Emilia e Sílvia Pinto Coelho + mini-lab experimental The Insider, com Cristina Maldonado e Fernanda Eugenio. 2018 | edição #3 : ANDbodiment: modos da pré-paração ante o Irreparável com Fernanda Eugenio e investigadores/artistas convidades: Ana Dinger, Flora Mariah, Guto Macedo, Milene Duenha, Sílvia Pinto Coelho, Soraya Jorge + interlocução de Eduardo Passos, Iacã Macerata, Mariana Ferreira e Ruan Rocha. 2017 I edição #2 : os modos do cuidado: cartografar, performar, curar com Fernanda Eugenio e investigadores/artistas convidades: Ana Dinger, Francisco Gaspar Neto, Gustavo Ciríaco, Iacã Macerata, Sílvia Pinto Coelho + prática de relaxamento final com Anna Marocco. 2016 | edição #1 : entre-modos de fazer: práticas de criar corpo e mundo, ferramentas ético-estéticas, procedimentos para a improvisação colaborativa & políticas da convivência com Fernanda Eugenio e investigadores/artistas convidades: Ana Dinger, Ana Mira, Francisco Gaspar Neto, Gustavo Ciríaco, Mariana Ferreira, Sílvia Pinto Coelho, Soraya Jorge. 2015 | edição #0 : isso e isto: os afectos e as suas manifestações com Fernanda Eugenio e investigadores/artistas convidades: Ana Dinger, Francisco Gaspar Neto e Soraya Jorge. LABS DE VERÃO AND BRASIL | Edições realizadas: Edição #3 | Rio de Janeiro e São Paulo, 2020: Rio de Janeiro – 01 a 07 de fevereiro de 2020 | No Irreparável, agora: táticas para corporificar franqueza e sentir firmeza , com Fernanda Eugenio, em interlocução com Guto Macedo, Iacã Macerata, Letícia Barbosa e Mariana Pimentel. Parcerias: Coletivo Corposições, Espaço Mova. São Paulo – 14 a 21 de fevereiro de 2020 | In-tensionar, inter-ferir: táticas de des-ilusão e des-cisão ante o Irreparável , com Fernanda Eugenio, em interlocução com Naiá Delion, Patrícia Bergantin e Julia Salem. Parcerias: Casa Líquida. Curitiba - 14 a 23 de março de 2020 | (Alter)ações: outrar, (re)inventar, mundificar, ofertar, com Fernanda Eugenio em interlocução com Milene Duenha, Francisco Gaspar Neto e Teatro Secalhar. Parcerias: Ap da 13, Casa Hoffmann, Encosta Residência [cancelado pela pandemia de covid-19] Edição #2 | Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo, 2019: Rio de Janeiro – 26 de Janeiro a 01 de fevereiro de 2019 | Corpo de Escuta, Corpo de Luta: táticas de (auto)cuidado e comunalidade , com Fernanda Eugenio, em interlocução com Guto Macedo, Iacã Macerata, Letícia Barbosa e Mariana Pimentel. Parcerias: Coletivo Corposições, Casa-Consultório. Curitiba – 16 a 22 de março de 2019 | Outros (ar)rumos: táticas de multiplicação para corpos e territórios , com Fernanda Eugenio, em interlocução com Ana Dinger, Francisco Gaspar Neto e Milene Duenha. Parceria: Casa Quatro Ventos. São Paulo – 25 a 30 de março de 2019 | (Des)aparecer, Comparecer, Permanecer: táticas para tomar coragem , com Fernanda Eugenio, em interlocução com Ana Dinger, Naiá Delion e Patrícia Bergantin. Produção: Rafael Petri. Parceria: Espaço Leviatã. Edição #1 | Rio de Janeiro e São Paulo, 2018: Rio de Janeiro – 20 a 26 de Janeiro de 2018 | Praticar o Cuidado e Performar o Comum. Um encontro entre o Modo Operativo AND e as Práticas de Cuidado , com Fernanda Eugenio, em interlocução com Ana Dinger, Guto Macedo, Iacã Macerata, Letícia Barbosa, Mariana Borges, Mariana Pimentel e equipa do Espaço Mova. Parceria: Coletivo Corposições e Espaço Mova São Paulo – 29 de Janeiro a 4 de Fevereiro de 2018 | Tomar Corpo, Acontecer. Práticas Ético-Estéticas e Práticas Somáticas. Um encontro entre o Modo Operativo AND e o Movimento Autêntico , com Fernanda Eugenio e Soraya Jorge, em colaboração com Ana Dinger, Carolina de Nadai e Naiá Delion. Parceria: Condomínio Cultural QUANDO-ONDE? Atividades Relacionadas às Edições no Calendário (Edição Atual + Histórico) [rolar com as setas ou clicar numa atividade para abri-la em outra janela/separador] Ainda não há eventos relacionados a este programa/atividade no calendário. 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  • edicao-05-2024 | AND Lab

    edicao-05-2024 edicao-05-2024 VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) [sobre a Escola] [ver outras edições] APRESENTAÇÃO Escola do Reparar Ed#5-2024 Edição comemorativa 'TY' - Ten Years / Thank You 5 anos de Escola do Reparar, 10 anos de escolas de verão A Escola do Reparar é um programa anual continuado de investigação-criação expandida e formação artístico-política, que abriga quatro interfaces de encontro e se desenrola no eixo Portugal-Brasil. Apoiada na criação sempre em processo de Fernanda Eugenio com o Modo Operativo AND , em colaboração com a rede multilocalizada de artistas do Coletivo AND e com diferentes artistas convidades a cada vez, a Escola do Reparar toma, a partir da constelação prático-teórica do MO_AND, uma questão-tema por ano como mote para a criação de novos dispositivos performativos de encontro, proposições vivenciais, jogos e ferramentas de composição-criação coletiva, adotando a estrutura duracional da viagem para convidar à habitação e à persistência no trabalho íntimo-político da trans-forma-ação . As suas quatro linhas de atividades estão desenhadas de modo a propiciar às pessoas participantes um percurso gradual e amparado de navegação na questão-tema do ano. Começamos sempre pelo hANDling , oficinas de partilha do MO_AND e práticas afins (março a junho; setembro a novembro, em Lisboa e diferentes cidades do Brasil a cada ano) , dedicado a oferecer as bases de sustentação da jornada anual, através da introdução e do desdobramento das ferramentas-conceito e princípios centrais do Modo Operativo AND, aliado a práticas corporais do Coletivo AND. A seguir, entramos nos Estudos Indóceis , grupo de estudos praticados e experimentais (maio - Portugal e outubro - Brasil) , dedicado a partilhar a filosofia habitada à volta dos conceitos em foco a cada ano. Chegamos então ao LANDscape , curso-retiro imersivo (julho - Portugal e janeiro - Brasil) , construído sob a forma de jornada-ritual de trans-forma-ação , na qual o Modo Operativo AND se multiplica num conjunto de proposições político-afetivas encarnadas mais complexas, que convocam diferentes modulações de jogo da constelação AND lado a lado a peças-rituais especialmente criadas, a cada vez, para propiciar a experiência sensível e vivencial da questão-tema. Esta atividade é, ao mesmo tempo, fim e começo: uma culminância da jornada de cada ano, todos os meses de julho, que, ao se repetir em janeiro, opera também a pré-paração para o ano seguinte, e para uma nova questão-tema prestes a emergir. Toda a viagem é assistida e nutrida pelo [ under]stANDing , programa de investigação continuada e de criação de artefatos por Fernanda Eugenio em colaboração com o Coletivo AND. O stANDing é a escola sendo gestada enquanto acontece e perpassa todo o ano em duas temporadas (fevereiro-julho e setembro-janeiro), compostas por trabalho presencial no Atelier AND Lab em Lisboa, encontros online e pelas Residências de Criação LAND, se abrindo ao exterior através de sessões de partilha e mostra informal de processos algumas vezes por ano. Cabe ainda ressaltar que, embora hANDling, Estudos Indóceis e LANDscape se constituam enquanto atividades encadeadas, estão articuladas de modo a também permitir o ingresso de novas pessoas participantes a qualquer momento da viagem, que venham a acessar a experiência de modo avulso e pontual. A Escola do Reparar propõe habitar o 'entre' enquanto intervalo de potência, instaurando-se no seio dos cruzamentos arte-vida e estruturando-se de forma espraiada e multilocalizada, no trânsito entre Portugal e Brasil, entre o urbano e o rural e entre o presencial e o virtual, num compromisso em conjugar uma consistente deslocação subjetiva e sensível com o descentramento geográfico e a propagação digital. Reivindica-se, assim, enquanto campo de amparo para o encanto, enquanto campo seguro para o risco: firmado no cuidado e focado em (re)ativar a relação atenta com a Terra-Soma e, ao mesmo tempo, em infiltrar e sustentar um modo comunitário no quotidiano urbano e digital. A Escola do Reparar oferece anualmente um mínimo de 25% de vagas sob a forma de bolsas integrais com perfil interseccional, para pessoas vulnerabilizadas por intersecções de classe, raça, gênero, deficiência, orientação sexual, corporalidades dissidentes, migração e/ou origem étnica. As atividades da Escola do Reparar em Portugal são bilíngues (português e inglês) e têm tradução em Língua Gestual Portuguesa sempre que necessário. CALENDÁRIO DE ATIVIDADES (clicar nas imagens para ver detalhes separadamente, em outra janela) under stANDing Investigação-Criação com o MO_AND Módulo-Residência de Criação A Linha-interface under stANDing conforma um plano contínuo de pesquisa e criação com o Modo Operativo AND, no qual a metodologia dobra-se sobre si própria, a partir de uma questão-tema a cada ano, mantendo-se assim enquanto organismo vivo em constante (re)formulação. O nome under stANDing aponta para um modo de investigar-criar que desvia da interpretose e da representação, comprometendo-se com a experiência direta, a sustentação do não-saber e a sintonização com sabedorias encarnadas, aquém-além da ilusão humana do ponto de vista. hANDling Formação no MO_AND Módulo de Introdução & Desdobramento A Linha-interface hANDling foca-se na dimensão (trans)formativa e de partilha do MO_AND enquanto ferramenta de mediação e composição. Oferece oficinas intensivas e extensivas de transmissão e prática da constelação de jogos e ferramentas-conceito do Modo Operativo AND. O nome hANDling convoca a mancha semântica do verbo 'to handle' para sinalizar um duplo compromisso: por um lado, com a ética do manuseamento, em contraponto à manipulação, que norteia o Modo Operativo AND; por outro, com a entrega/oferta das nossas ferramentas, criando situações de transmissão-partilha que favoreçam a sua incorporação pela via da frequentação, da prática e do cultivo da autonomia e da singularidade de cada praticante. LANDscape Jornada Ritual com o MO_AND Módulo de Aprofundamento/Vivência Imersiva A Linha-interface LANDscape foca-se na dimensão de (auto)reparação individual e coletiva através da criação de vivências-rituais em modo retiro. Programa-paisagem construído sob a forma de jornada-ritual de trans-forma-ação, na qual o Modo Operativo AND se multiplica num conjunto de proposições somáticas e político-afetivas encarnadas mais complexas, os LANDscape convocam diferentes modulações de jogo da constelação AND, lado a lado a peças-rituais especialmente criadas, a cada vez, para propiciar a experiência sensível e vivencial da questão-tema. EDIÇÃO ATUAL | INSCRIÇÕES Lamentamos, mas a edição atual Escola está em andamento e as inscrições para as modalidades do seu eixo continuado já foram encerradas. Para ver a disponibilidade de vagas de participação avulsa, ir ao Calendário do site. IR AO CALENDÁRIO IR AO CALENDÁRIO Ver o quadro de detalhes/valores das modalidades Clicar no botão da modalidade escilhida e preencher o formulário Efetuar o pagamento (se houver) QUESTÃO-TEMA Dis-cernir e Inseparar: o encantamento do Irreparável Em 2024 a Escola do Reparar debruça-se sobre a ferramenta-conceito dis-cernir , que convida a exercitar a musculatura ética do diferenciar, do re-conhecer dos cernes, numa modulação na qual é justo o acesso à multiplicidade de perspectivas vitais (entre-cernes e intra-cernes) que permite (re)encantar e reconectar com a experiência sensível da inseparabilidade. Insistimos na pesquisa de antídotos aos afetos do desemparo e do desencanto, manifestos pelo esgotamento e pelo embotamento das sensibilidades, que marcam de modo desigual mas pervasivo os estados individuais e coletivos contemporâneos. Convocamos as operações do re-pouso/amparo - enquanto vivência de ninho, descanso profundo, entrega, rendição e (re)conexão - e do re-voo/encanto - enquanto acesso ao Fundo Comum da Vida, às sabedorias encarnadas aquém-além do humano que compõem o agregado provisório de toda e cada uma das formas de vida, e re-sintonização com o ser (em) bando, num pleno habitar e co(n)sentir da coexistência. Nas diferentes proposições de encontro que perfazem a investigação-criação deste ano, propomos, ainda, uma demora em duas outras operações: o re-conhecimento - um honrar das ancestralidades que nos dão hoje (an)coragem (ancoramento e coragem) e um empenho firme e franco em voltar a conhecer-se - e a re(e)nunciação - renúncia das ilusões sistémicas aglutinadas à volta dos pontos de vista individuais e re-enunciação de si que desbloqueia o acesso à vista do ponto. É um ano em que comemoramos duplamente! ■ Por um lado, os 5 anos em que as nossas propostas de partilha do Modo Operativo AND assumiram o formato do programa continuado de formação artístico-política Escola do Reparar, com edições temáticas anuais desde 2020; ■ Por outro lado, os 10 anos de emergência do formato Escolas de Verão AND, predecessor da Escola do Reparar, que teve a sua primeira edição piloto em Lisboa, no verão de 2015, e se estendeu até 2019! O programa desdobra-se em duas temporadas, contemplando atividades presenciais em Portugal, circulações por Alemanha e Brasil e atividades online. ■ De março a julho, serão oferecidas em modo extensivo presencial e intensivo online as oficinas hANDling de Introdução ao MO_AND e as oficinas Estudos Indóceis de Desdobramento do MO_AND e estudo praticado de ferramentas-conceito, bem como, no verão, o Curso-Retiro LANDscape Portugal de Aprofundamento do MO_AND e Jornada-Ritual de Ninho e Bando. ■ De agosto a janeiro, serão oferecidas em modo intensivo presencial oficinas hANDling de Introdução ao MO_AND na Alemanha e em Portugal, uma oficina (under)stANDing extensiva online, de Desdobramento do MO_AND e partilha de projetos colaborativos do Coletivo AND e um Curso-Retiro LANDscape no Brasil, de Aprofundamento do MO_AND e Encontro-Síntese Retrospetiva 2024. FICHA TÉCNICA Direção: Fernanda Eugenio Curadoria e Formulação: Fernanda Eugenio Assistência de Direção Henrique Antão Interlocuções/Interlocutions LANDscape Barril de Alva: Ana Dinger, Bernardo Chatillon, Manoela Rangel, Ruan Rocha Interlocuções LANDscape Guapimirim: Mariana Pimentel e membres do Coletivo AND a definir Interlocuções (under)stANDing: Ana Corrêa, Constança Carvalho Homem, Dai, Henrique Antão, Ruan Rocha, Manoela Rangel Design Original e Plataforma Online: Alexandre Eugenio Produção e Comunicação: Catarina Serrazina e Luís Filipe Fernandes Produção local (Alemanha): produção Onsite e Núcleo AND Lab Berlim Produção local (Brasil): Rede AND Lab Brasil - Núcleo Mata Atlântica Mídia Digital: Pat Bergantin e Patrícia Araújo Documentação Audiovisual: Gabriela Jung e Inês T. Alves Parcerias: Trust Collective (PT), Onsite Berlin (DE), Casa Amarela/Fazendinha (BR) Apoio: DGArtes - República Portuguesa - Cultura LINKS RELEVANTES Sobre a Escola do Reparar Sobre o Modo Operativo AND Site da Trust Collective (parceira do AND Lab e sítio de acolhimento do retiro LANDscape) [sobre a Escola] [ver outras edições] VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) edicao-05-2024 edicao-05-2024

  • edicao-06-2025 | AND Lab

    edicao-06-2025 edicao-06-2025 VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) [sobre a Escola] [ver outras edições] APRESENTAÇÃO Escola do Reparar Ed#6-2025 Novo Eixo Continuado | Maio a Julho de 2025 (Estendido a Setembro para Artistas Residentes) Chamadouros e Alumbramentos: a restituição da dádiva O eixo continuado da Escola do Reparar 2025 propõe um programa condensado, com duração total de 3 ou 5 meses, composto por dois módulos de formação e um módulo de investigação-criação no Espaço AND Lab em Lisboa e por um módulo retiro no Espaço Trust Collective, na aldeia do Barril de Alva, Arganil, Beira Interior. O redesenho do programa foi construído para permitir diferentes modalidades de participação, seja no programa completo (como artista residente ou como participante integral) ou apenas em alguns módulos (participações parcial ou avulsa). No encadeamento dos diferentes módulos, o novo eixo continuado permite construir uma relação de intimidade com o Modo Operativo AND, passando a oferecer um processo formativo completo que percorre toda a sua constelação de jogos e ferramentas, aliado a uma vivência de aprofundamento na dimensão ritual da prática. Incorpora, ainda, pela primeira vez, a possibilidade de participação como artista residente no plano de investigação-criação da Escola, num processo de criação individual em posição-com a questão-tema do ano, com acompanhamento de Fernanda Eugenio e apresentação final no AND Lab em Festa. A 6a. edição da Escola do Reparar inaugura, assim, uma redistribuição geral do programa , que passa a articular-se em dois eixos, continuado e nómada, e em 3 linhas-interfaces de relação com o Modo Operativo AND: hANDling (módulos com foco na transmissão-partilha e nas práticas-jogo), ( under)stANDing (módulos com foco na investigação-criação e no cruzamento jogo-ritual), LANDscape (módulos com foco na auto/reparação e nas vivências-rituais). CALENDÁRIO DE ATIVIDADES (clicar nas imagens para ver detalhes separadamente, em outra janela/separador) under stANDing Investigação-Criação com o MO_AND Módulo-Residência de Criação A Linha-interface under stANDing conforma um plano contínuo de pesquisa e criação com o Modo Operativo AND, no qual a metodologia dobra-se sobre si própria, a partir de uma questão-tema a cada ano, mantendo-se assim enquanto organismo vivo em constante (re)formulação. O nome under stANDing aponta para um modo de investigar-criar que desvia da interpretose e da representação, comprometendo-se com a experiência direta, a sustentação do não-saber e a sintonização com sabedorias encarnadas, aquém-além da ilusão humana do ponto de vista. hANDling Formação no MO_AND Módulo de Introdução & Desdobramento A Linha-interface hANDling foca-se na dimensão (trans)formativa e de partilha do MO_AND enquanto ferramenta de mediação e composição. Oferece oficinas intensivas e extensivas de transmissão e prática da constelação de jogos e ferramentas-conceito do Modo Operativo AND. O nome hANDling convoca a mancha semântica do verbo 'to handle' para sinalizar um duplo compromisso: por um lado, com a ética do manuseamento, em contraponto à manipulação, que norteia o Modo Operativo AND; por outro, com a entrega/oferta das nossas ferramentas, criando situações de transmissão-partilha que favoreçam a sua incorporação pela via da frequentação, da prática e do cultivo da autonomia e da singularidade de cada praticante. LANDscape Jornada Ritual com o MO_AND Módulo de Aprofundamento/Vivência Imersiva A Linha-interface LANDscape foca-se na dimensão de (auto)reparação individual e coletiva através da criação de vivências-rituais em modo retiro. Programa-paisagem construído sob a forma de jornada-ritual de trans-forma-ação, na qual o Modo Operativo AND se multiplica num conjunto de proposições somáticas e político-afetivas encarnadas mais complexas, os LANDscape convocam diferentes modulações de jogo da constelação AND, lado a lado a peças-rituais especialmente criadas, a cada vez, para propiciar a experiência sensível e vivencial da questão-tema. EDIÇÃO ATUAL | INSCRIÇÕES Lamentamos, mas a edição atual Escola está em andamento e as inscrições para as modalidades do seu eixo continuado já foram encerradas. Para ver a disponibilidade de vagas de participação avulsa, ir ao Calendário do site. IR AO CALENDÁRIO IR AO CALENDÁRIO Ver o quadro de detalhes/valores das modalidades Clicar no botão da modalidade escilhida e preencher o formulário Efetuar o pagamento (se houver) QUESTÃO-TEMA Chamadouros e Alumbramentos: a restituição da dádiva A Escola do Reparar 2025, 6a edição do programa, convida a mais uma viagem de pesquisa vivencial, coletiva e encarnada à volta dos processos íntimo-coletivos de reparação. Desta vez, a proposta é adentrar a investigação pelo prisma da nova ferramenta-conceito da Restituição , uma das muitas modulações do gesto reparador, que atua lá onde o Irreparável se manifesta, em doses infinitamente variadas, como Saque ao mesmo tempo (ir)remediável e (in)compensável à dádiva vital. Desejamos pesquisar vias para reparar Acessos sensíveis à complexa e intrincada teia de inseparabilidade pela qual co-participamos e somos co-participades , reciprocamente, em/por tudo o que há, na confiança de que um corpo de implicação política na reparação no/do Irreparável sistémico aí pode (re)encontrar a sua força de sustentação e proliferação. Reconhecendo que é ao nível do corpo-soma que o Irreparável se aloja, e que é a partir daí que faz de cada ume vetor da sua perpetuação, insistimos na investigação da questão-chave que move o Modo Operativo AND - como matar/descontinuar o sistema em nós sem morrer? - enquanto compromisso com um trabalho interminável de re-orientação dos nossos modos de existir, relacionar e habitar na direção do respeito e do honrar da Vida. Des-anestesiar e restituir a sensibilidade ao acontecimento enquanto dádiva - aquilo que se dá, fazendo-se, num só gesto, presença e presente - é trabalhar na curadoria microscópica de vidas menos ajustadas e mais justas, menos eficientes e mais suficientes, menos esgotadas e também menos embotadas. E assim, também mais disponíveis para usufruir e proporcionar usufruto, cuidar e serem cuidadas. Ainda, reconhecer a dádiva vai abrindo caminho para re-conhecer-se em retribuição e vai fortalecendo um corpo de recusa em continuar a participar no endosso e na reiteração de violências sistémicas arraigadas que não cessam de corromper a dádiva em dívida e dúvida no mundo-tal-como-É. De modo que restituir a dádiva, restitui também o contacto com a própria potência-agência, num processo de reconciliação íntima entre possibilidade e responsabilidade que vai permitindo a retoma da liberdade no exercício situado do dis-cernir . Demorar neste processo, saborear esta (des)aprendizagem, consiste em ir retomando a própria presença-presente, e em reclamar de volta o modo operativo espiralado do dar-receber-retribuir, reencontrando a integridade que permite fazer de cada dar um retribuir intervalado pelo receber, recebendo-se de volta também a cada vez, a partir do que se dá. Exercício de soltura e desapego; de entrega e confiança; de remediação da escuta entre diferenças radicais intra e inter-relações; de expansão afetiva e imaginativa a partir do deixar-manifestar das sabedorias encarnadas, ancestrais e cósmicas, históricas e subjetivas, que dão a consistência ( consistem e co-insistem ) dos agregados provisórios a que chamamos Eu, Outre e Situação. Na sequência de alguns anos a (des)aprender com as sabedorias do ar e dos seres alados, em que andamos a experimentar com os estados de Ninho e Bando e as suas (co)operações Re-Pouso e Re-voo, na procura de antídotos para os afetos ansiosos e depressivos do desamparo e do desencanto contemporáneos, convocamos agora, para o processo duracional de investigação-criação de 2025, as sabedorias da água e dos seres aquosos-aquáticos, e uma demora nos estados-de-encontro (por enquanto) nomeados como Chamadouros e Alumbramentos. Ao longo deste ano, convidamos a habitar estes estados enquanto chaves-de-portal para a sensopercepção da inseparabilidade, pesquisando, no cosmos de cada ume e do entre-muites, modos de ir reparando, por (des)integração, elos dissociados e nós de identificação . Cada qual à sua maneira, ambos são marcas do Irreparável que foram bloqueando o Acesso intensivo-extensivo à integridade multidimensional que constitui, apenas com variação de escala, ao mesmo tempo cada vivente e o entre-tecido do Vivo. No plano dos Chamadouros, desejamos experimentar modos interespecíficos de comunicação e co(n)sentimento, aquém-além da linguagem verbal, do gestuário e da expressividade humanos. No plano dos Alumbramentos, frequentar (co)operações entre Vislumbre e Deslumbre que nos possam abrir passagens relacionais , transversais à ilusão do tempo linear, para a vibratilidade encantada e (im)permanente do Fundo Comum da Vida , o desconhecido-desconhecível escondido no óbvio de tudo que existe. Fernanda Eugenio Lisboa, março de 2025 FICHA TÉCNICA Direção, Concepção e Facilitação : Fernanda Eugenio Assistência de Direção : Mariana Pimentel Co-facilitação: Mariana Pimentel e Manoela Rangel Design e Plataforma Digital: Alexandre Eugenio Documentação Audiovisual : Inês T. Alves Produção : Luís Filipe Fernandes Gestão : Rita Maia Parcerias : Trust Collective, Quinta da Rosa Tradução Simultânea : Camila Ganc Apoios locais : Centro Social Paroquial de Côja, Junta de Freguesia de Côja e Barril de Alva, RIJU Coja Apoio : Direção Geral das Artes - República Portuguesa - Cultura LINKS & BIOS LINKS RELEVANTES Sobre a Escola do Reparar Sobre o Modo Operativo AND Site da Trust Collective (parceira do AND Lab e sítio de acolhimento do retiro LANDscape) BIOS Fernanda Eugenio Mariana Pimentel Manoela Rangel [sobre a Escola] [ver outras edições] VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) edicao-06-2025 edicao-06-2025

  • Diretrizes

    Sobre o AND Lab e o Modo Operativo AND | AND Lab VOLTAR Diretrizes do AND Lab As Diretrizes Território, Cuidado & Soma AND Território Esta diretriz é, ao mesmo tempo, o ancestral e o futuro do AND Lab. Foi pela pesquisa no/com o Território que aquilo que viria ser o Modo Operativo AND emergiu, ainda no Brasil e no início dos anos 2000, sob a nomenclatura de Etnografia enquanto Performance Situada, na dobra entre antropologia e dança. Nesta altura, a prática do Reparar se dava em "grande escala", sobretudo em territórios urbanos e numa relação de mergulho e encantamento com a rua e os espaços comuns. Transpondo a metodologia antropológica do trabalho de campo para um plano de criação de proposições situadas e de performação do encontro, era através do território - experimentado à escala humana, seja pela caminhada, seja pela permanência - que Fernanda Eugenio se propunha, então, a mapear questões do lugar, emergentes das relações entre geografia e arquitetura, macro e micropolíticas, hábitos e habitações, códigos e desvios, contiguidade e coexistência, conflitos e comunhões, visibilidade e invisibilidade. Enquanto estado sensível, o exercício do Reparar convoca, ainda hoje, tanto a modulação do movimento como a da pausa, sendo vivido enquanto exercício de deslocação simultaneamente subjetiva e espácio-temporal (enquanto abdicação da interpretação e da 'interpretose' em favor do percorrer e do descrever, de perto em perto) e, ao mesmo tempo, enquanto compromisso em permanecer, persistir, demorar-se no território investigado e fazer com ele - e para ele. A diretriz de entrada nas questões pela via do Território acompanha todas as modulações seguintes do Modo Operativo AND e se assenta na prerrogativa do acontecimento coletivo em detrimento da autoridade do sujeito e numa ética de extrair os critérios para cada escolha, gesto ou jogada da escuta situada - para o cuidado-curadoria do comum. Assume-se que o território é o próprio saber-sabor, o saber encarnado a inquirir - via reparagem - para ser possível tomar decisões que sejam, também e sempre, des-cisões. Des-cisão, um desfazer da cisão entre eu e outre, e entorno envolvente, permitindo a reconexão com a experiência sensível da inseparabilidade. Se a pesquisa com o Território, sobretudo em meio urbano, marcou o início do MO_AND, ela vem apontando, agora, também para o seu futuro. Nos mais recentes desdobramentos do Modo Operativo AND, cresce uma inclinação que nos leva, mais e mais, não somente para fora do estúdio, mas também para fora da cidade. O Território volta a comparecer, alargado em Terra, nas novas modulações dos jogos de cuidado-curadoria e das proposições rituais do/com o MO_AND, que se dedicam à vivência da inseparabilidade e acontecem em ambientes 'naturais', experimentado o contato e a fricção com uma biodiversidade mais-que-humana. Este movimento tem, pouco a pouco, carregado o AND Lab num 'devir LAND' - que se manifesta concretamente na emergência dos cursos LANDscape da Escola do Reparar, que acontecem em modo retiro, em localidades afastadas dos centros urbanos, e sinalizam uma tendência/desejo de assentamento futuro do próprio AND Lab fora da cidade. AND Cuidado O atravessamento do Cuidado se manifesta pervasivamente no AND Lab, enquanto ética, modo de fazer e de habitar e, ainda, enquanto dimensão inerente e efeito somático-político da frequentação da prática do próprio Modo Operativo AND. A enunciação do Cuidado como diretriz e modo de atuação direta do AND Lab, embora sempre estivesse estado lá, no próprio ato do Reparar, só foi delineada explicitamente a partir do encontro com a área da Psicologia Transdisciplinar - 'acidente' que levou à emergência de um campo de pesquisa de longa duração, hoje abrangido no projeto colaborativo duracional MO_AND + Clínica-Cuidado. As consequências que a prática do MO_AND traz ao plano da produção de cuidado e da subjetividade têm sido exploradas seja em pesquisas universitárias seja dentro do próprio AND Lab, com a criação e o desdobramento de práticas dirigidas especificamente para a formulação dos afetos experimentados em jogo e para o re-conhecimento das micro-transformações emergentes. A linha orientadora do cuidado enquanto pulso da presença no Modo Operativo AND assenta no compromisso com o exercício transversal da comparência co(m)passionada e da des-ilusão, através da desidentificação com normatividades pré-determinadas e da ativação de modulações politizadas, não-hierárquicas e disseminadas do amor. Aproxima-se, assim, o cuidar do curar, enquanto assume-se o curar não como restabelecimento da ordem ou de um estado previamente definido como bom ou saudável, mas enquanto gesto de curadoria: prática de re-membração, re-imaginação e re-invenção de si e do mundo. AND Soma A diretriz Soma, a abarcar a injunção entre o íntimo e o político, e entre a micropolítica de reciprocidade praticada no MO_AND e a espiritualidade, é aquela que mais recentemente foi reconhecida e se assentou em formulação no AND Lab. Mais uma vez, embora tenha 'sempre estado lá' - no foco dado à encarnação/presentação como via para a tomada de posição, bem como ao ISSO, o afeto inominável, enquanto motor do acontecimento -, este atravessamento vem sendo explicitamente endereçado através da multiplicação, nos últimos anos, das modulações do jogo AND que tomam o corpo-território enquanto 'tabuleiro' e permitem abordar as marcas do Irreparável em cada ume, interpelando de modo mais direto a matéria sensível que nos constitui e nos insepara. Esta diretriz assinala a transversalidade, na prática do MO_AND, de uma compreensão expandida do corpo e da corporeidade, tomados enquanto lugar privilegiado para trabalhar, por fractalização da percepção e por in/ex-corporação, a des-ilusão e a des-cisão, através da escuta da sensação enquanto se Repara e da constituição de um campo seguro para atravessar e re-membrar o Irreparável, exercitando o Reparar enquanto co-sentir com o aquém e o além de nós. Invocar a nomeação Soma é parte de uma orientação que aborda o corpo como agregado (des)dobrado. Soma é o corpo físico, é o 'cada corpo', mas é também multiplicidade, corpos. Abarca o físico e o energético, o trans e o infra-pessoal; o individual e o ancestral; o social, o cultural, o histórico, mas também o cosmológico e o infinitesimal. É, ainda, o reconhecimento da continuidade entre todos os corpos no corpo mais vasto, mais-que-humano, da Vida enquanto fundo comum que comporta todas as formas manifestas e por manifestar. A diretriz Soma sublinha, assim, a pesquisa de vias de reconexão com a experiência sensível da inseparabilidade enquanto objetivo transversal de toda a constelação de práticas do MO_AND, e enquanto gesto ao mesmo tempo político e espiritual. PROGRAMAS DO AND LAB CALENDÁRIO DE ATIVIDADES TOPO

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