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  • Bernardo Chatillon | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Bernardo Chatillon Colaboração em Investigações e Práticas Bernardo Chatillon pretende imaginar novos mundos, colocando a hipótese de nos relacionarmos com os espaços que estão obstruídos, camuflados, ilegíveis, ignorados, invisíveis. Conviver com os corpos, as paisagens e os movimentos que estão presentes, mas não têm visibilidade, em articulação com o conceito de Pensamento Mágico aplicado à dimensão teatral. Estreou-se com os Artistas Unidos. Depois de completar o Chapitô integrou a Formação Intensiva Acompanhada no c.e.m e mais tarde a Escola Superior de Teatro e Cinema (Licenciatura Teatro / Actor). Entre 2012 e 2015 integra o casting da companhia do Teatro Nacional D. Maria II. Em 2016 muda-se para Berlim onde colabora em diversos formatos e projectos através de práticas artísticas, encontros e espectáculos com Marc Lohr, Sigal Zouk, Mineral Wasser Kolective, André Uerba, Peter Pleyer, Stephanie Mahler, Jeremy Wade , Benoilt Lachambre, Keith Hennessy, Joy Mariama Smith, Meg Stuart, Sandra Noeth, Natasha A Kelly, CA. Conrad, Sigmar Zecarias, Diego Aguillo, Sophia New, Fernanda Eugenio entre outros e completa o mestrado Solo/Dance/Authorship (SODA) pela Inter-University Center for Dance Berlin (HZT/UDK). Recentemente, criou os espetáculos Reindeer Age #0 , Uferstudios Berlin (2019), Teatro Do Bairro Alto (2020), Reindeer Age #1, P.T. 21 Espaço do Tempo (2021), O fazer do dizer , Centro Cultural de Belém (2022) , O que já cá está, Rua das Gaivotas 6 (2023). Em 2022 juntamente com Claudia Teixeira e Fernanda Eugenio começa a dar forma á criação da questão-tema “ politicas e praticas da amizade” para uma base de curadoria na programação do espaço Trust-Collective em Arganil. Em 2023 começou a lecionar na Escola Superior de Teatro e Cinema em Lisboa e entrou para a nova direção da associação R.I.Ju (Rancho Infantil e Juvenil de Coja) com o projeto Fôlego onde ensina, programa, experimenta e convive. < Anterior Próxima > VOLTAR

  • Pat Bergantin | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Pat Bergantin Núcleo São Paulo, Brasil Participante do Coletivo AND Pat Bergantin é artista de dança. Como educadora se dedica a partilhar sua prática Corpo Antena, que reconhece o corpo como transmissor, receptor, modulador e transdutor de forças. Sua pesquisa trabalha com a percepção de corpo-campo, reativando a autonomia relacional e integrando tanto aspectos físicos, mentais e emocionais, quanto sociais, ancestrais e espirituais. Também faz parte da equipe pedagógica da Escola do Reparar do Modo Operativo AND, metodologia de cunho ético-estético e político para a investigação experiencial da relação e da reciprocidade, criada pela antropóloga e artista brasileira Fernanda Eugenio. Integra o núcleo AND Lab São Paulo e o AND Collective. Como coreógrafa e dançarina destacam-se os trabalhos "Mandíbula", "Égua" e "Contágio", em colaboração com Josefa Pereira, e "Monstra", de Elisabete Finger e Manuela Eichner. Apresentou-se em lugares como Moderna Museet na Suécia (2020), Bienal de Dança SP (2019), Festival Internacional de Dança do Uruguai (FIDCU) (2018) e Museu de Arte Moderna (MAM-SP) (2018). Em sua trajetória estudou em Veneza (Itália), Bruxelas (Bélgica), Havana (Cuba) e NY (EUA), e trabalhou com Marta Soares, Jorge Garcia além de em produções internacionais de artistas como Jerôme Bel, Tino Sehgal, Angie Hiesl & Roland Kaiser e Yvonne Rainer. Formada em Balé Clássico pela Escuela Nacional de Cuba, é graduada no curso de Letras da USP. patbergantin.wordpress.com @patbergantin | @corpoantena < Anterior Próxima > VOLTAR

  • Diretrizes

    Sobre o AND Lab e o Modo Operativo AND | AND Lab Diretrizes do AND Lab As Diretrizes Território, Cuidado & Soma AND Território Esta diretriz é, ao mesmo tempo, o ancestral e o futuro do AND Lab. Foi pela pesquisa no/com o Território que aquilo que viria ser o Modo Operativo AND emergiu, ainda no Brasil e no início dos anos 2000, sob a nomenclatura de Etnografia enquanto Performance Situada, na dobra entre antropologia e dança. Nesta altura, a prática do Reparar se dava em "grande escala", sobretudo em territórios urbanos e numa relação de mergulho e encantamento com a rua e os espaços comuns. Transpondo a metodologia antropológica do trabalho de campo para um plano de criação de proposições situadas e de performação do encontro, era através do território - experimentado à escala humana, seja pela caminhada, seja pela permanência - que Fernanda Eugenio se propunha, então, a mapear questões do lugar, emergentes das relações entre geografia e arquitetura, macro e micropolíticas, hábitos e habitações, códigos e desvios, contiguidade e coexistência, conflitos e comunhões, visibilidade e invisibilidade. Enquanto estado sensível, o exercício do Reparar convoca, ainda hoje, tanto a modulação do movimento como a da pausa, sendo vivido enquanto exercício de deslocação simultaneamente subjetiva e espácio-temporal (enquanto abdicação da interpretação e da 'interpretose' em favor do percorrer e do descrever, de perto em perto) e, ao mesmo tempo, enquanto compromisso em permanecer, persistir, demorar-se no território investigado e fazer com ele - e para ele. A diretriz de entrada nas questões pela via do Território acompanha todas as modulações seguintes do Modo Operativo AND e se assenta na prerrogativa do acontecimento coletivo em detrimento da autoridade do sujeito e numa ética de extrair os critérios para cada escolha, gesto ou jogada da escuta situada - para o cuidado-curadoria do comum. Assume-se que o território é o próprio saber-sabor, o saber encarnado a inquirir - via reparagem - para ser possível tomar decisões que sejam, também e sempre, des-cisões. Des-cisão, um desfazer da cisão entre eu e outre, e entorno envolvente, permitindo a reconexão com a experiência sensível da inseparabilidade. Se a pesquisa com o Território, sobretudo em meio urbano, marcou o início do MO_AND, ela vem apontando, agora, também para o seu futuro. Nos mais recentes desdobramentos do Modo Operativo AND, cresce uma inclinação que nos leva, mais e mais, não somente para fora do estúdio, mas também para fora da cidade. O Território volta a comparecer, alargado em Terra, nas novas modulações dos jogos de cuidado-curadoria e das proposições rituais do/com o MO_AND, que se dedicam à vivência da inseparabilidade e acontecem em ambientes 'naturais', experimentado o contato e a fricção com uma biodiversidade mais-que-humana. Este movimento tem, pouco a pouco, carregado o AND Lab num 'devir LAND' - que se manifesta concretamente na emergência dos cursos LANDscape da Escola do Reparar, que acontecem em modo retiro, em localidades afastadas dos centros urbanos, e sinalizam uma tendência/desejo de assentamento futuro do próprio AND Lab fora da cidade. AND Cuidado O atravessamento do Cuidado se manifesta pervasivamente no AND Lab, enquanto ética, modo de fazer e de habitar e, ainda, enquanto dimensão inerente e efeito somático-político da frequentação da prática do próprio Modo Operativo AND. A enunciação do Cuidado como diretriz e modo de atuação direta do AND Lab, embora sempre estivesse estado lá, no próprio ato do Reparar, só foi delineada explicitamente a partir do encontro com a área da Psicologia Transdisciplinar - 'acidente' que levou à emergência de um campo de pesquisa de longa duração, hoje abrangido no projeto colaborativo duracional MO_AND + Clínica-Cuidado. As consequências que a prática do MO_AND traz ao plano da produção de cuidado e da subjetividade têm sido exploradas seja em pesquisas universitárias seja dentro do próprio AND Lab, com a criação e o desdobramento de práticas dirigidas especificamente para a formulação dos afetos experimentados em jogo e para o re-conhecimento das micro-transformações emergentes. A linha orientadora do cuidado enquanto pulso da presença no Modo Operativo AND assenta no compromisso com o exercício transversal da comparência co(m)passionada e da des-ilusão, através da desidentificação com normatividades pré-determinadas e da ativação de modulações politizadas, não-hierárquicas e disseminadas do amor. Aproxima-se, assim, o cuidar do curar, enquanto assume-se o curar não como restabelecimento da ordem ou de um estado previamente definido como bom ou saudável, mas enquanto gesto de curadoria: prática de re-membração, re-imaginação e re-invenção de si e do mundo. AND Soma A diretriz Soma, a abarcar a injunção entre o íntimo e o político, e entre a micropolítica de reciprocidade praticada no MO_AND e a espiritualidade, é aquela que mais recentemente foi reconhecida e se assentou em formulação no AND Lab. Mais uma vez, embora tenha 'sempre estado lá' - no foco dado à encarnação/presentação como via para a tomada de posição, bem como ao ISSO, o afeto inominável, enquanto motor do acontecimento -, este atravessamento vem sendo explicitamente endereçado através da multiplicação, nos últimos anos, das modulações do jogo AND que tomam o corpo-território enquanto 'tabuleiro' e permitem abordar as marcas do Irreparável em cada ume, interpelando de modo mais direto a matéria sensível que nos constitui e nos insepara. Esta diretriz assinala a transversalidade, na prática do MO_AND, de uma compreensão expandida do corpo e da corporeidade, tomados enquanto lugar privilegiado para trabalhar, por fractalização da percepção e por in/ex-corporação, a des-ilusão e a des-cisão, através da escuta da sensação enquanto se Repara e da constituição de um campo seguro para atravessar e re-membrar o Irreparável, exercitando o Reparar enquanto co-sentir com o aquém e o além de nós. Invocar a nomeação Soma é parte de uma orientação que aborda o corpo como agregado (des)dobrado. Soma é o corpo físico, é o 'cada corpo', mas é também multiplicidade, corpos. Abarca o físico e o energético, o trans e o infra-pessoal; o individual e o ancestral; o social, o cultural, o histórico, mas também o cosmológico e o infinitesimal. É, ainda, o reconhecimento da continuidade entre todos os corpos no corpo mais vasto, mais-que-humano, da Vida enquanto fundo comum que comporta todas as formas manifestas e por manifestar. A diretriz Soma sublinha, assim, a pesquisa de vias de reconexão com a experiência sensível da inseparabilidade enquanto objetivo transversal de toda a constelação de práticas do MO_AND, e enquanto gesto ao mesmo tempo político e espiritual. PROGRAMAS DO AND LAB CALENDÁRIO DE ATIVIDADES VOLTAR TOPO

  • Sílvia Pinto Coelho | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Sílvia Pinto Coelho Colaboração em Investigações e Práticas Sílvia Pinto Coelho desenvolve a sua atividade profissional como coreógrafa, bailarina e performer, desde 1996, tendo produzido, coreografado e participado em processos de pesquisa coreográfica, pedagogia e em filmes, com colaboradores de várias áreas. Apresentou peças suas em Portugal, na Alemanha, onde viveu três anos, e em Espanha. Do seu trabalho destaca as peças Einzimmerwohnung (2004), Süss (2007), Un Femme (2009) e Aprés 7 Ans de Malheures Elle Brisa Son Mirroir (2013). Iniciou a sua formação em dança na Academia de Bailado Clássico Pirmin Treku, no Porto (1981/1993), mudou-se para Lisboa para estudar na Escola Superior de Dança (1993/1996). Interessou-se sobretudo pela dança contemporânea de tradição europeia/americana com especial interesse por processos de composição e de improvisação. Destaca a influência da formação que recebeu no Curso de Intérpretes de Dança Contemporânea do Fórum Dança (1997/1999), no c.e.m. (desde 1997), nos laboratórios da RE.AL/João Fiadeiro (desde 1999), bem como o contacto com uma série de autores e formadores em Berlim (2002/2005). Atualmente, leciona no seminário de Dança em Contexto, como assistente convidada, na FCSH-NOVA. É investigadora do CIC.Digital-FCSH e participa na organização de vários encontros, em colaboração com o AND Lab, o Baldio-Estudos de Performance, a RIA-Rede de Investigação Artística e o Sense Lab de Montreal. É doutorada em Ciências da Comunicação (2016) com a tese «Corpo, Imagem e Pensamento Coreográfico», mestre em Cultura Contemporânea e Novas Tecnologias (FCSH-NOVA), licenciada em Antropologia (FCSH) e bacharel em Dança, ramos espectáculo (ESD). É investigadora associada ao AND Lab Lisboa desde 2012 e integrou a equipa de várias edições das Escolas de Verão AND, desenvolvendo, em colaboração com Fernanda Eugenio, uma investigação acerca da articulação entre as ferramentas do Modo Operativo AND e outras Práticas de Atenção. < Anterior Próxima > VOLTAR

  • Series-Proposicoes

    Programas do Modo Operativo AND | AND Lab ITEM ANTERIOR PRÓXIMO ITEM Séries de Proposições Performativas Fernanda Eugenio, Coletivo AND & Colaboradores Desde 2006 (anterior ao surgimento do AND Lab) Série Dez posições ante o Irreparável Cinco performers, dez ações performativas e a proposição de atravessarmos juntes o momento mundialmente crítico de incerteza e suspensão instaurado pela pandemia de covid-19, ativando o sentipensar dos modos de viver juntes propostos pela ética de reparagem e reparação do MO_AND. "Dez posições ante o Irreparável" é uma série online de performances-para-a-câmera, que conjuga as linguagens da performance ao vivo e do vídeo, concebida por Fernanda Eugenio em colaboração com es integrantes do Coletivo AND Pat Bergantin, Mariana Pimentel, Milene Duenha e Guto Macedo, a partir das palavras que compõem as Dez Posições ante o Irreparável, de Fernanda Eugenio. (An)coragem, co(m)passionamento, consistência, comparência, firmeza,franqueza, suficiência, justeza, des-ilusão, des-cisão são as ferramentas-conceito traduzidas em gesto, articulando o dizer e o mover, num encontro entre corpos de pessoas, de palavras e de laranjas. O programa performativo que orienta a série consiste na enunciação do conceito de cada palavra acompanhada de uma ação que a encarna, no encontro-confronto entre as peles humanas e as da fruta. Enquanto cada 'verbete' revive numa leitura em alta voz, por Fernanda Eugenio, o seu corpo-fala se desmembra e remembra, através de composições efêmeras que emergem a partir da montagem, no vídeo, com partes de outros corpos em ação: corpos-gestos que materializam em ato as operações (po)ético-políticas postas em jogo pelos conceitos. Assim, a tela/ecrã se faz plano comum, no qual a força que cada palavra-posição porta não cessa de circular - e de se "descomportar" - numa corporificação multiplicada e movente. Criados numa colaboração à distância, durante a primeira onda da pandemia de covid-19, com cada integrante do grupo a trabalhar a partir da sua casa, os vídeos ativam recursos simples e que já estavam à mão na situação de isolamento: câmeras de telefone e elementos presentes no ambiente doméstico. Dentre eles, como forma de plasmar um plano comum, o grupo acabou por eleger laranjas enquanto materialidade agregadora partilhável - por estarem disponíveis em todas as cozinhas e carregarem, enquanto corpo vivo com carne-recheio e casca-couraça, operações sensíveis caras à pesquisa manuseada e sentida do Irreparável. Os episódios da série de videoperformances dedicam-se, cada um, à leitura encarnada de uma das dez palavras-posições, e tanto podem ser assistidos autonomamente quanto formam, no seu conjunto, um percurso-jogo que vai da primeira à décima palavra, numa jornada de constituição de corpo para "reparar (n)o Irreparável". A série foi contemplada pelo prêmio Arte como Respiro 2020 , do Itaú Cultural e estreou em julho do mesmo ano, no âmbito dos Estudos Indóceis da edição piloto da Escola do Reparar , abrindo um espaço coletivo de desdobramento da experiência e de reflexão crítica à volta da (ir)reparabilidade do mundo tal como o conhecemos - uma problemática que tem norteado o trabalho do MO_AND, e que se agudiza no contexto pandêmico. Ações PsicosSOMAgicas Consiste num conjunto de programas performativos para operar no sensível através de uma formulação mágico-ritual que ativa operações de dis-solução: (des)integração, trans-formação, (trans)bordamento, com-temporaneidade e (re)pouso. Procurando abordar o Soma enquanto agregado aquém-além do corpo físico, envolvendo dimensões mais-que-humanas trans e infra-pessoais - individuais e ancestrais, sociais e culturais, históricas e cosmológicas - as Ações propõem vivências duracionais e intensivas, quase-jornadas, que miram a matéria íntima-pessoal (sob a forma do desconforto e da inquietação e/ou de emoções desafiadoras como o medo, a raiva, a vergonha e a culpa) para atravessá-la e transmutá-la num plano simbólico-performativo. As Ações, criadas por Fernanda Eugenio e Dani d'Emilia no âmbito da sua pesquisa colaborativa Práticas de Dis-solução , emergiram ao longo da edição 2020 do programa stANDing da Escola do Reparar , com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, quando as Práticas de Dis-solução entraram em conversa com as Dez Posições ante o Irreparável, de Fernanda Eugenio, que funcionaram como tema para as atividades daquele ano. Esta série foi sintetizada em cinco vídeos inéditos , com edição de Pedro Henrique Risse, cada um deles dedicado à colisão entre duas das palavras-posições/ferramentas-conceito de Fernanda Eugenio: (an)coragem & co(m)passionamento, consistência & comparência, firmeza & franqueza, suficiência & justeza, des-ilusão & des-cisão. Série Metálogos Nesta série, iniciada em 2015, Fernanda Eugenio e Ana Dinger colecionam conversas-performance situadas, experimentando com o público diferentes gradações da participação. Como uma conversa usual, os metálogos são irrepetíveis e ingovernáveis. Comportam o risco do encontro porque os seus percursos, meios e tons emergem no próprio fazer. Diferentemente de uma conversa usual, os metálogos recuperam uma operação avançada por Gregory Bateson: o compromisso de tentar que o modo de conversar materialize aquilo que está a ser conversado. No metálogo, procura fazer-se com conceitos ou, se possível, fazer os próprios conceitos, performando modos intensivos de pensar em relação. O esforço é o de presentação e não de representação, no sentido de superar, através do uso, tensões como estrutura/matéria e forma/conteúdo. A questão-problema, a ser manuseada, a cada edição, tem sido extraída do tema oferecido por um evento anfitrião. São sobretudo as condições do encontro que se preparam e esse trabalho preparatório (já, muitas vezes, também, metalógico) consiste no mapeamento das vizinhanças do problema e na proposição de ferramentas, materiais, formatos ou interfaces. O metálogo habita diferentes territórios, a cada vez resultando num objeto singular. O programa recorre sem remontar, outro modo de dizer que se repete o procedimento, diferindo a sua materialização. Constroem-se objetos tão distintos como uma batalha de slides, um artigo escrito ao vivo, uma palestra sem fala, um jogo de baralho ou um mecanismo-convite à realização de um conjunto de tarefas numa praça. Ensaiando um modo operativo perspectivista, o metálogo percorre a paisagem do problema através de uma tática da dádiva: o problema ganha corpo através do receber e retribuir de cada tomada de posição recíproca. Insiste-se no metálogo até que a questão inaugural se reformule, por desdobramento, numa outra ou mais questões. Os metálogos são criados, a princípio, segundo uma lógica usualmente atribuída ao happening : para serem apresentados uma única vez, na/para a situação que os dispara e acolhe originariamente. A materialidade emergente de alguns dos metálogos tem, entretanto, levado a que se explore a possibilidade do re-enactment e/ou da autonomização do artefato resultante de uma edição, quando esta revela um desdobramento em potencial e pede por uma continuação da direção encontrada. Edições já realizadas Metálogo #1 - os modos da situação ( Performance, Art and Politics , Atenas, Setembro de 2015); Metálogo #2 - o artista etnográfo & o etnográfo artista ( Mind the Gap , Universidade Católica, Lisboa, Novembro de 2015); Metálogo #3 - os modos da superfície ( À procura da superfície, ESE, Porto, Abril de 2016); Metálogo #4 - histórias & geografias da performance ( Performance Art em Portugal , CCB Museu Berardo, Lisboa, Julho de 2016) Metálogo #5 - os modos do público ( Festival Amostra Urbana, Curitiba, Novembro de 2017) Metálogo #6 - o irreparável, entre o passado e o futuro ( Exposições-Ocupação AND ; Mira Artes Performativas, Porto, e Rua das Gaivotas 6, Lisboa, Dezembro de 2019) Metálogo #7 - a cicatriz ( Dez anos em Posição-Com , Penhasco, Lisboa, Outubro de 2021) Série AND How Iniciada em 2015 por Fernanda Eugenio e Francisco Gaspar Neto, é uma proposição-situação participativa que, através da instalação de uma ambiência temporária de convívio entre pessoas desconhecidas (o público), convida a uma investigação coletiva à volta de como operam as diferentes dimensões da vida, sintetizadas, a cada edição, numa só palavra-questão. A cada vez, a proposta acontece num entre-2 (Fernanda Eugenio ou Francisco Gaspar convidam ou são convidades por alguém) e é ativada enquanto plano de encontro através da extensão do convite a um entre-muites – pessoas que partilhem da mesma inquietação e queiram juntar-se e contribuir com matérias e perguntas. Cada edição do AND How é instalada numa ambiência diferente, partindo de uma coleção de materiais iniciais (sob a curadoria das pessoas proponentes de cada edição) que conformam um território-pergunta. É a habitação coletiva temporária deste território-pergunta que descobrirá-inventará os modos de voltar a arrumar estas matérias, encontrando o próximo rumo. Edições já realizadas: AND HOW #1 os modos da conversa , situada num jantar entre desconhecides | com Fernanda Eugenio e o artista e colaborador do AND Lab Francisco Gaspar Neto (Lisboa, 2015) AND HOW #2 os modos da solidão , situada num final de semana de auto-etnografia da intimidade, mediado por um conjunto de tarefas e gravações em áudio | com Fernanda Eugenio e o artista e colaborador do AND Lab Francisco Gaspar Neto (Lisboa, 2015) AND HOW #3 os modos da pausa , situada na vivência de uma cerimônia do chá japonesa | com Fernanda Eugenio e a artista nipo-brasileira Erika Kobayashi (Lisboa, 2015) AND HOW #4 os modos da palavra , situada no uso e experimentação com o conjunto das ferramentas-conceito AND e de jogos poéticos | com Fernanda Eugenio e a poeta Gab Marcondes (Lisboa, 2015) AND HOW #5 os modos da sintonia , situada no uso e experimentação dos procedimentos da artista visual Lygia Clark | com Fernanda Eugenio e a psicóloga Catarina Resende (Lisboa, 2016) AND HOW #6 os modos da frequência , com Francisco Gaspar Neto e a artista e colaboradora do AND Lab Milene Duenha, situada na relação com os diferentes tipos de pessoas frequentadoras de uma casa-ocupação (Curitiba, 2018) Série SECALHARIDADE Secalharidade foi, originalmente, uma conferência-performance criada em colaboração por Fernanda Eugenio e João Fiadeiro, com produção da RE.AL e co-produção da Culturgest e do Festival Alkantara, estreada em 2012. A matéria central gerada da peça era uma faixa-manifesto de 2 metros de cumprimento, escrita ao vivo por Fernanda enquanto João fazia girar lentamente o papel em torno de um poste pertencente à arquitetura do Pequeno Auditório da Culturgest. O poste, geralmente evitado ou camuflado nas obras lá montadas, neste caso foi tornado num elemento-chave, em torno do qual a proposição emergiu. Nos dois anos subsequentes, a faixa-manifesto se autonomizou do seu contexto inicial e tornou-se, primeiramente, numa serigrafia de edição limitada criada pela editora Ghost (2013) e, a seguir, em ações site-specific nas quais a faixa foi levada à rua, em duas ocasiões bastante distintas. A primeira delas foi a manifestação "Que se lixe a Troika, queremos as nossas vidas" (Lisboa, 2013), a maior manifestação contra as medidas de austeridade da Troika então vigentes em Portugal. A segunda deu-se durante o Serralves em Festa (Porto, 2014), evento de grande porte no qual as portas do museu ficam abertas por 48 horas e recebe a maior afluência de público do ano. No primeiro caso, a faixa camuflou-se em meio a outras faixas com escritos reivindicativos, ao mesmo tempo adequando-se ao contexto e destoando dele, pelo tom ligeiramente deslocado, filosófico-poético, dos dizeres. No segundo caso, ela inseriu-se de propósito como objeto estranho, deslocado, em meio a uma situação em que se esperavam ver obras de arte, expectativa que a faixa ao mesmo tempo confirmava e da qual destoava, com a sua materialidade precária e 'mal acabada'. Após muitos anos guardado, o objeto voltou a Serralves em 2021, no âmbito da exposição "Para uma timeline a haver - história da dança em Portugal', de Ana Bigotte Vieira e João dos Santos Martins. Texto original da folha de sala da peça Secalharidade, apresentada em junho de 2012 no pequeno auditório da Culturgest: Estamos aqui para tomar uma posição e para partilhá-la em com-posição, em “modo encontro”. É da matéria explicitada e re-situada deste comparecer recíproco que ambicionamos extrair uma via para resistir. Para re-existir. Uma via pela qual contornar o estado de refém em que a lógica da representação nos encerra. Uma maneira de traí-la, apenas o suficiente para devolver o encontro ao plano do uso. Não para negá-la, nem para afirmá-la – já que as máquinas do Não e do Sim só iriam reforçá-la, mas para fazer com ela. Para retroceder ao invés de avançar, estancando a cinética moderna do saber, proliferada e agravada, hoje mais do que nunca, no vício colecionista do “isso é isto” e no loop pós-moderno do “isso é isto ou isto, ou ainda isto...” Entretenimento que nos imuniza num desperdício ad nauseum de respostas que, entretanto, se esquece de questionar a pergunta. Condição mínima: não faltar ao acontecimento e, sobretudo, chegar atempadamente. Desarmados de respostas prévias, disponíveis para flagrar no Óbvio a emergência de uma outra pergunta. Desativar a expectativa e todos os seus duplos – desejos de controle e manipulação – que, por norma, nos fazem chegar adiantados ao “saber” e atrasados ao “que sabe” o encontro. Ativar, no seu lugar, um estado de secalharidade, uma espera distraída de todos os parti pris, que se adensa à medida que nos empenhamos numa estimativa recíproca, numa abertura ao “acidente” do Outro. Ativar ainda, uma responsabilidade filigranar, ética do manuseamento atento, em vez da apatia, da não-comparência, de um fugir generalizado, da desistência desiludida. Estamos aqui, pois, a propor um entre-tenimento. Um “ter com”, um sustentar recíproco do não saber. Um “deixar-se estar” o tempo suficiente para que o próprio intervalo se efetue em “e”, em relação, em alteração mútua e em alargamento de mundo. Um entre-ter que cresce e se propaga como meio. Não como meio-termo, mas como meio-ambiente. A conferência-demonstração O Jogo das Perguntas Criada também neste período, em 2013, para funcionar como um instrumento de mediação, permitindo apresentar ao público o Modo Operativo AND em um formato expositivo. Fazendo uso combinado de elementos orais, performativos, audiovisuais e gráficos, a situação de partilha instaurada permitia tocar nas principais ferramentas e questões do projeto AND Lab em pouco menos de uma hora. Dentro da conferência, uma versão-maquete do poste presente na peça Secalharidade, bem como o re-enactment da escrita da faixa-manifesto, serviam de agregadores, em torno dos quais se estruturava a apresentação. A conferência-demonstração O Jogo das Perguntas foi apresentada diversas vezes ao longo do ano de 2013, em Portugal (Atelier RE.AL, Lisboa; Centro Cultural de Cascais, Cascais; Museu de Serralves, Porto), no Brasil (Festival Múltipla Dança, Florianópolis) e na Argentina (IUNA, Buenos Aires). Trecho da sinopse original: O jogo das perguntas começa quando somos apanhades pelo imprevisível. Começa, então, nem pelo início nem pelo fim, mas pelo meio: aquele lugar-situação em que o acidente irrompe e nos interrompe, dando-nos a oportunidade de encontrar um outro jogo, no qual as regras possam emergir do próprio jogar. A ativação deste outro modo operativo acontece na passagem do “saber o porquê” ao “saborear o quê”, permitindo que seja o próprio acontecimento a nos dizer a que sabe. Neste jogo, já não é a situação em redor que ocupa o lugar daquilo que se espera, mas nós própries é que entramos em “modo espera”. O primeiro e talvez o único gesto é mesmo este: parar. Ou, melhor dizendo, “re-parar”: voltar a parar para reparar.Logo que “re-paramos”, o meio ganha relevo: somos o que temos e o que nos têm, nesta implicação recíproca que nos torna, junto com o acidente, simultaneamente espaço, tempo, matéria e relação. Se pudermos sustentar este justo meio, se pudermos aguentar não saber, será a sustentabilidade do próprio encontro que terá então espaço para se (des)dobrar em convivência e plano comum. Série Palavras-Palestra Seria possível entrar em relação-traição com a linguagem, ao mesmo tempo fazendo com ela e fora dela, e fazendo desta operação um meio para desviar a sua vocação para a ordem ou o endosso? Seria possível fazer a palavra e palavrar o fazer, circunscrevendo sem nunca chegar a escrever? Nesta série Fernanda Eugenio explora, desde 2006, diferentes procedimentos de intervenção direta na materialidade das palavras – ou de re-materialização poética e escultórica da palavra – enquanto modos para a invenção conceitual e para a pesquisa da consistência entre o pensar e o fazer, o dizer e o praticar. Este trabalho de (pa)lavragem – lavrar da palavra – deseja-se incansável e talvez se relacione com o inconformismo de um qualquer cansaço que, às vezes, as palavras experimentam. Relaciona-se, certamente, com aceitar que é preciso fazer com o que se tem – mesmo que o que se tem sejam só palavras cansadas. Relaciona-se, também, com o alargamento do que pode ser a tradução, reivindicando um território de pesquisa para a tradução intra-língua, para além daquele entre-línguas que já lhe está assegurado. Ao longo de mais de dez anos, foram trabalhadas incontáveis palavras, que resultaram em objetos performativos apoiados nas mais diversas interfaces: poesia, carimbo e estêncil urbano; vídeo e fotografia; desenho; escultura com materiais improváveis como gelo, massa caseira, objetos de uso quotidiano, etc. Algumas das palavras exploradas foram: quase, erro, atenção, demora, coragem, distância, não, assim, logo, fora. Da Série Palavras-Palestra emergiram todos os jogos de palavras (por relações de tensão, por triangulação ou por transformação e neologismo) que compõem, atualmente, as ferramentas-conceito do Modo Operativo AND. Série Re-Programas Esta série reúne um conjunto de proposições sensíveis ao lugar, sob a forma de performances invisíveis e/ou duracionais, deambulações-coleções imagéticas e jogos-performance participativos, criações de Fernanda Eugenio, a partir dos procedimentos desenvolvidos na sua pesquisa de longa duração Etnografia como Performance Situada. Estes trabalhos, apesar da diversidade, têm em comum o afecto pela textura viva e mutante do agregado corpo-cidade-paisagem, um uso recorrente do relato (escrita e imagem fotográfica) como modo de arquivar a experiência e, sobretudo, o recurso a um mesmo protocolo de criação, composto pelos dispositivos da Reparagem e do Re-programa. Reúne-os um modo de criar cuja execução produz, ao mesmo tempo que dá a ver (com graus de visibilidade variados), uma obra-operação que, uma vez programada – ou seja, organizada como território para que algo se passe ou não se passe – permite trabalhar recursivamente com suas próprias consequências, numa série potencialmente ilimitada. A partir da instalação de uma zona comum de atenção num território da cidade, trabalha-se com diferentes cortes fractais de matéria urbana, seguindo o percurso: deambulação e paragem > descrição e maximização > circunscrição e menorização > proposição do programa > execução e recolha de consequências > re-proposicão do programa. Trata-se de um procedimento que desloca a sensibilidade e o fazer etnográficos para um plano de uso comum e coletivo, abordando-os como instrumentos para o jogo de com-posição relacional em escala cotidiana e para a performance ao vivo do encontro. QUANDO-ONDE? Atividades Relacionadas no Calendário (Atuais + Histórico) [rolar com as setas ou clicar numa atividade para abri-la em outra janela/separador] Ainda não há eventos relacionados a este programa/atividade no calendário. CALENDÁRIO DE ATIVIDADES SOBRE O AND E O MO_AND VOLTAR TOPO

  • edicao-02-2021 | AND Lab

    edicao-02-2021 edicao-02-2021 VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) [sobre a Escola] [ver outras edições] ESCOLA DO REPARAR Edição#2-2021 Re-membrar: (Des)integração e Cura(doria) do Irreparável APRESENTAÇÃO Em 2021, o AND Lab completa dez anos de existência como estrutura artesanal de investigação artística a operar no cruzamento entre as artes, o pensamento crítico, as práticas encarnadas e as pedagogias somático-políticas indisciplinadas/indisciplinares. Essa data marcante acontece mais ou menos junto com os quase vinte anos do Modo Operativo AND enquanto pesquisa continuada de Fernanda Eugenio acerca das políticas de com-posição relacional e do cuidado-curadoria íntimo e coletivo do comum. Honrando esse marco, a Escola do Reparar 2021 toma corpo a partir da questão-tema Re-membrar: (Des)integração e Cura(doria) do Irreparável, convidando-nos a um encontro retrospectivo e prospectivo com a matéria do que nos constitui e nos acontece: daquilo de que fomos e somos feitos, do que fizemos/fazemos com o que nos fizeram, e a que retornamos a cada vez, ou que nos tornamos. O que já ou ainda (não) somos, que podemos (não) ser ou (não) fazer. Convidamos todes a vir conosco nesta jornada investigativa dos modos como assistimo-nos reciprocamente nos processos de morrer-nascer pelos quais - seja a um nível singular ou coletivo; pessoal, trans ou infrapessoal; ancestral, histórico ou cósmico - vamos curando (cuidando, fazendo a curadoria) e tecendo as geografias moventes de re-mediações possíveis do Irreparável que fazemos e nos faz. Sintonizando e reconectando com a teia mais vasta que nos (des)integra do/no fundo comum e da ordem implicada da Vida, no entre-tecido que nos in-separa pela diferença, assistindo e respeitando as manifestações infinitamente variadas do acontecer, do sentir e do de(s)vir a ser. Posicionando-se no seio de uma tarefa paradoxal e urgente, entre a irreparabilidade do mundo-como-É e o compromisso ético com a sua reparação, a Escola do Reparar, programa continuado de formação artístico-política do AND Lab, propõe conjugar o Modo Operativo AND com outras proposições artístico-políticas encarnadas, ferramentas de composição colaborativa e práticas somáticas, num programa transdisciplinar e indisciplinado, dedicado à articulação corporeidade-comunalidade e ao reconhecimento e à invenção-criação de táticas para o desaprendizado das violências arraigadas e desigualmente distribuídas em cada ume de nós. A Escola do Reparar surge do desejo de contribuir para um processo que se dispara pelo reconhecimento de que já não é possível reiterar um mundo insustentável, apoiado em lógicas predatórias-extrativistas. Ao propor uma escola multilocalizada, transversal e baseada em saberes praticados, a conectar realidades e corpos diversamente afetados pelo Irreparável, pretendemos criar um espaço-brecha dedicado a coletivizar o ato de pesquisar-criar, tornando-o coincidente com os atos de viver-habitar e relacionar-performar. Um espaço para o entre-ter - o termo-nos reciprocamente umes a outres, em comunidade -, no qual possamos exercitar modos de sermos íntimes sem sermos/estarmos próximes, e nutrir, juntes, possibilidades de refazer sensibilidades e mundos. O programa se desdobra de março a dezembro, com direção e curadoria de Fernanda Eugenio, incluindo: grupo de estudos online ( Estudos Indóceis ); oficinas e sessões regulares de práticas de corpo, jogo MO_AND e escuta sensível ( programa hANDling ); programa público de partilha de criações em processo ( programa stANDing ); programa público de conversas ( programa comemorativo Dez Anos em Posição-Com ); residências de investigação-criação ( LAND) e cursos-retiros imersivos no campo ( LANDscape Portugal e Brasil ). CALENDÁRIO DE ATIVIDADES [clicar nos flyers para ver detalhes das atividades separadamente, em outra janela/separador] under stANDing Investigação-Criação com o MO_AND Módulo-Residência de Criação A Linha-interface under stANDing conforma um plano contínuo de pesquisa e criação com o Modo Operativo AND, no qual a metodologia dobra-se sobre si própria, a partir de uma questão-tema a cada ano, mantendo-se assim enquanto organismo vivo em constante (re)formulação. O nome under stANDing aponta para um modo de investigar-criar que desvia da interpretose e da representação, comprometendo-se com a experiência direta, a sustentação do não-saber e a sintonização com sabedorias encarnadas, aquém-além da ilusão humana do ponto de vista. hANDling Formação no MO_AND Módulo de Introdução & Desdobramento A Linha-interface hANDling foca-se na dimensão (trans)formativa e de partilha do MO_AND enquanto ferramenta de mediação e composição. Oferece oficinas intensivas e extensivas de transmissão e prática da constelação de jogos e ferramentas-conceito do Modo Operativo AND. O nome hANDling convoca a mancha semântica do verbo 'to handle' para sinalizar um duplo compromisso: por um lado, com a ética do manuseamento, em contraponto à manipulação, que norteia o Modo Operativo AND; por outro, com a entrega/oferta das nossas ferramentas, criando situações de transmissão-partilha que favoreçam a sua incorporação pela via da frequentação, da prática e do cultivo da autonomia e da singularidade de cada praticante. LANDscape Jornada Ritual com o MO_AND Módulo de Aprofundamento/Vivência Imersiva A Linha-interface LANDscape foca-se na dimensão de (auto)reparação individual e coletiva através da criação de vivências-rituais em modo retiro. Programa-paisagem construído sob a forma de jornada-ritual de trans-forma-ação, na qual o Modo Operativo AND se multiplica num conjunto de proposições somáticas e político-afetivas encarnadas mais complexas, os LANDscape convocam diferentes modulações de jogo da constelação AND, lado a lado a peças-rituais especialmente criadas, a cada vez, para propiciar a experiência sensível e vivencial da questão-tema. Canal de Dúvidas A Escola do Reparar tem modalidades de participação integral, parcial ou como artista residente. Para ver as modalidades disponíveis no momento, ir à página da Edição atual. PÁGINA DA EDIÇÃO ATUAL FICHA TÉCNICA Direção: Fernanda Eugenio Desenho e Curadoria: Fernanda Eugenio Equipa Artística (stANDing) : Fernanda Eugenio, Dani d'Emilia, Manoela Rangel, Pat Bergantin Equipa Pedagógica (Estudos Indóceis, hANDling, LANDscape): Fernanda Eugenio, Flora Mariah, Guto Macedo, Manoela Rangel, Mariana Pimentel, Milene Duenha, Naiá Delion, Pat Bergantin, Soraya Jorge Acompanhamento e Cuidado: Ruan Rocha, Iacã Macerata, Mariana Ferreira Interlocuções Convidadas (stANDing, LANDscape ou Dez anos em Posição-Com): Ana Dinger, Bernardo Chatillon, Carlos Oliveira, João Fiadeiro, Liliana Coutinho, Mariana Ferreira, Sarah Amsler, Sílvia Pinto Coelho Design, Plataforma Online e Gestão Administrativa : Alexandre Eugenio Produção: Pat B, Ruan Rocha Comunicação: Pat B Documentação Audiovisual LANDscape: Inês T. Alves Documentação Audiovisual atividades online: Gabriela Jung Parcerias: Trust Collective, Orla Eco-Social Regeneration, Penhasco Arte Cooperativa Apoios: República Portuguesa - Cultura; Fundo de Emergência Social - Câmara Municipal de Lisboa LINKS RELEVANTES Sobre a Escola do Reparar Sobre o Modo Operativo AND Site da Trust Collective (parceira do AND Lab e sítio de acolhimento do retiro LANDscape) [sobre a Escola] [ver outras edições] VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) edicao-02-2021 edicao-02-2021

  • Mariana Pimentel | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Mariana Pimentel Assistência à Direção Artística Coordenação Rede AND Brasil Mariana Pimentel (Fortaleza, 1983) é artista da dança, gestora e produtora cultural, atuante na cidade do Rio de Janeiro. Estudou no Royal Conservatory of Antwerp, Bélgica e é licenciada pela Escola Superior de Dança de Lisboa. É mestre em Cultura Contemporânea e Novas Tecnologias pela Universidade Nova de Lisboa com pesquisa na presença do corpo na dança contemporânea e suas relações de alteridade. Seus trabalhos autorais tratam do tensionamento político entre corpo, espaço, identidades e noções de coletividade. Integra o Núcleo AND Lab Rio e do AND Collective, e colabora na Escola do Reparar. Seu trabalho foi apresentado em festivais, encontros e escolas de artes performativas em diferentes países, principalmente na América do Sul e na Europa. (foto: Tiago Cadete) < Anterior Próxima > VOLTAR

  • Candidaturas | Confirmação de Submissão | AND Lab

    A sua candidatura foi submetida com sucesso. Apreciamos muito o seu interesse e o tempo dedicado ao preparo das informações. Um e-mail sobre os próximos passos será recebido em instantes :) No caso de dúvidas, estamos à sua disposição através do email info@and-lab.org Voltar ao Site

  • Escola do Reparar | Bolsa | AND Lab

    VOLTAR Escola do Reparar | Solicitação de Bolsa Dados Pessoais * Por favor, confirme a opção de modalidade a que se refere esta solicitação Participação Integral (1 vaga) Participação Parcial (4 vagas) Ambas (as que tiverem disponibilidade) * Nome * Apelido Nome Artístico, se houver ou tiver preferência * Pronomes * Email * Localidade, País * Telefone * Este número pode ser usado para WhatsApp Signal Telegram Nenhum * Link de referência 2º Link de Referência (opcional) 3º Link de Referência (opcional) Links de trabalhos próprios ou enquanto intérprete de outres projetos ou viínculo a instituições. Não serão aceites links alojados em servidores ou serviços de cloud que exijam pedidos de autorização de acesso (como Google Drive, Dropbox, etc.). Informações da Candidatura * Por favor informe área(s) e tema(s) de interesse e/ou de atuação artística/cultural * Conte-nos um pouco sobre si, sobre o enquadramento do seu caso e a sua motivação para solicitar a bolsa * Apresente, por favor, uma nota biográfica breve sobre o seu trabalho e/ou estudo * Por fim, compartilhe connosco os seus objetivos através deste curso, e como vê o aproveitamento deste no seu âmbito profissional Informações Adicionais Tem alguma necessidade específica de comunicação, mobilidade ou outra? Em caso afirmativo, entraremos em contacto e buscaremos atendê-la da melhor forma possível. Espaço livre para adicionar comentários/observações ou pedir esclarecimentos Agradecemos se nos contar como chegou até aqui :) Acompanho o AND Sim, desejo receber notícias via email sobre o AND Lab (desconsiderar se já for assinante). * Sim, tomei conhecimento e estou de acordo com os Termos as Políticas de Privacidade do Site do AND Lab. * Um breve aviso: por favor verifique todas as caixas de entrada do seu e-mail, inclusive spam. Algumas das nossas comunicações são automáticas e podem ser acidentalmente direcionadas a outra caixa. SUBMETER VOLTAR

  • Escola do Reparar | Lista de Interesse | AND Lab

    VOLTAR Escola do Reparar | Solicitação de Lista de Espera Esta modalidade está sem vagas disponíveis neste momento. Se desejar, pode preencher as informações a seguir para ingressar na Lista de Espera da Escola. Tão logo haja alguma nova disponibilidade, as pessoas serão contactadas por ordem de chegada. Dados Pessoais * Por favor, confirme a opção de modalidade a que se refere esta solicitação Participação Integral Participação Parcial * Nome * Apelido Nome Artístico, se houver ou tiver preferência * Pronomes * Email * Localidade, País Telefone Este número pode ser usado para WhatsApp Signal Telegram Nenhum Espaço livre para adicionar comentários/observações ou pedir esclarecimentos Agradecemos se nos contar como chegou até aqui :) Acompanho o AND Sim, desejo receber notícias via email sobre o AND Lab (desconsiderar se já for assinante). * Sim, tomei conhecimento e estou de acordo com os Termos as Políticas de Privacidade do Site do AND Lab. SUBMETER VOLTAR

  • Documentario-10-Anos

    Programas do Modo Operativo AND | AND Lab ITEM ANTERIOR PRÓXIMO ITEM Documentário Dez anos do AND Lab: uma Re-membração Realização de Inês T. Alves Lançado em 2022 Dez anos do AND Lab: Uma Re-membração Documentário de Inês T. Alves [trailer] Estamos em 2021 e o AND Lab, estrutura artesanal de investigação artística a operar no cruzamento entre as artes, o pensamento crítico, as práticas encarnadas e as pedagogias somático-políticas indisciplinadas/indisciplinares, vai completar dez anos de existência em Portugal. Essa data marcante acontece mais ou menos junto com os quase vinte anos do Modo Operativo AND enquanto pesquisa continuada de Fernanda Eugenio acerca das políticas de com-posição relacional e do cuidado-curadoria íntimo e coletivo do comum. Nesse ano de re-membração - rememoração e remembramento - a estrutura vê-se às voltas com o desafio de retomar as atividades presenciais (após longa temporada em modo online devido à pandemia), ao mesmo tempo em que ensaia uma movida da cidade para o campo, numa relação mais direta com a terra. O documentário acompanha a realização de uma primeira edição do curso-retiro LANDscape no âmbito da Escola do Reparar, percorrendo os diferentes jogos e proposições que perfazem a constelação de práticas do Modo Operativo AND inventadas nos últimos dez anos. Intercalam-se depoimentos e testemunhos da rede de colaboradores do AND Lab, em Portugal e no Brasil. Realização, imagem, som direto e montagem Inês T. Alves Edição de som Artur Moura Tradução para inglês Ana Dinger Revisão da tradução José Roseira Depoimentos, Entrevistas, Falas Direção AND Lab Fernanda Eugenio (Lisboa) Coletivo AND Flora Mariah (Lisboa) Guto Macedo (Rio de Janeiro) Iacã Macerata (Rio de Janeiro) Manoela Rangel (São Paulo e Berlim) Mariana Pimentel (Rio de Janeiro) Milene Duenha (Curitiba) Naiá Delion (São Paulo) Pat Bergantin (São Paulo) Ruan Rocha (Lisboa) Colaborações Extensivas Ana Dinger (Lisboa) Mariana Ferreira (Lisboa) Silvia Pinto Coelho (Lisboa) Soraya Jorge (Rio de Janeiro) Outras colaborações Alina Duchrow (Brasília e Rabat) Bernardo Chatillon (Barril de Alva e Berlim) Carlos Oliveira (Lisboa) Erika Kobayashi (São Paulo) Liliana Coutinho (Lisboa) Imagens de arquivo And Intensive, Projeto AND Lab 2011, espaço alkantara, Lisboa, imagens e edição de Waléria Américo Secalharidade conferência-performance, Culturgest/Festival alkantara 2012, Lisboa, imagens e edição de Pedro Filipe Marques Escola de Verão AND Lisboa 2016, imagens e edição de Joana Maia Escola de Verão AND Lisboa 2017, imagens de Andrea Capella e Renato Japi, edição de Pedro Henrique Risse Escola de Verão AND Lisboa 2018, imagens e edição de Ana Luiza Braga Escola de Verão AND Lisboa 2019, imagens de Olivia Pedroso e Joana Maia, edição de Olivia Pedroso Lab de Verão AND Brasil Rio de Janeiro 2018, imagens e edição de Michel Schettert Lab de Verão AND Brasil Rio de Janeiro 2019, imagens e edição de Gabriela Jung Lab de Verão AND Brasil Rio de Janeiro 2020, imagens e edição de Gabriela Jung Lab de Verão AND Brasil São Paulo 2018, imagens e edição de Alexandre Lima Lab de Verão AND Brasil São Paulo 2019, imagens e edição de Iago Matti Lab de Verão AND Brasil São Paulo 2020, imagens de Pat Bergantin, Manoela Rangel, Dani d’Emilia e edição de Manuela Libman Lab de Verão AND Brasil Curitiba 2019, imagens de Ana Dinger e edição de Pedro Henrique Risse Filmado durante o curso-retiro LANDscape Portugal, parte da programação da "Escola do Reparar 2021 - Re-membrar: (Des)integração e Curadoria do Irreparável" Barril de Alva, agosto de 2021 Desenho, coordenação e orientação Fernanda Eugenio Equipa de apoio e facilitação Manoela Rangel, Ruan Rocha, Bernardo Chatillon, Flora Mariah Participam/Aparecem Alina Duchrow, Aleksandra Valieva, Ana Dinger, Camila Ganc, Daniel Pizamiglio, Erika Kobayashi, Guida Marques, Inês T. Alves, Léa Raulin Briot, Mafalda Jacinto, Mariana Ferreira, Mariella Mars, Sarah Amsler, Teresa Madeira Parceria institucional Fundo de Fomento Cultural / Garantir Cultura / República Portuguesa – Ministério da Cultura Acolhimento Trust Collective Uma iniciativa de AND Lab | Arte-Pensamento & Políticas da Convivência QUANDO-ONDE? Atividades Relacionadas no Calendário (Atuais + Histórico) [rolar com as setas ou clicar numa atividade para abri-la em outra janela/separador] Ainda não há eventos relacionados a este programa/atividade no calendário. CALENDÁRIO DE ATIVIDADES SOBRE O AND E O MO_AND VOLTAR TOPO

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