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  • Performances-Situadas

    Programas de Artefatos | AND Lab Next COMO? (Artefatos ) ANTERIOR PRÓXIMA páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum Performances Situadas Foto: Alípio Padilha Fernanda Eugenio & Gustavo Ciríaco Desde 2005 (anterior à emergência do AND Lab) Obras site-specific geradas a partir da colaboração entre o Modo Operativo AND e as Performances Situadas. Cidades de Vapor Fernanda Eugenio e Gustavo Ciríaco propõem transportar operações sensíveis de uma cidade para outra, construindo, através do convite a navegar numa ambiência sensorial recriada, um espaço-tempo cruzado e imaginário, pelo qual vapores urbanos se podem propagar - e uma viagem poético-experiencial se descortina como experiência compartilhada no aqui-agora. Seguindo os vapores da cidade numa jornada, entre o vôo e o mergulho, pelo plano das sensações, Cidades de Vapor propõe uma infiltração instalativa no fluxo cotidiano, “beliscando” os sentidos amortecidos do habitar urbano e chamando a atenção para uma necessária revalorização dos tempos intervalares do trajeto e da relação lúdica e imaginativa com os espaços habitados. Disparada a partir do manuseio dos blocos de sensações inefáveis, Cidades de Vapor convida a uma reconexão com as emanações que se desprendem do vivido e que só podem ser experimentadas a partir de uma relação de envolvimento direto. Cruzar vapores de diferentes cidades, para a dupla de artistas, é um modo de colaborar para a reabertura sensível ao ser-estar dos lugares, em tempos de virtualização das relações e de elogio ao consumo fugaz do sítio. O desejo de captar e partilhar vapores vai ao encontro da reativação de uma sensibilidade menos marcada pela hegemonia da visão, que englobe todos os sentidos e convoque o público a um reencantamento pelo que já lá está. O convite a imergir nessa paisagem de vapores pretende criar uma suspensão ao modo zapping do ecrãs, sem negar a sua operacionalidade cambiante e veloz, também presente nas cidades, mas proporcionando uma nova relação entre os sentidos mais diretos da visão e da audição e essa zona menos hegemónica do tato, do olfato e do paladar, misturando-os todos na nossa deriva espacial e subjetiva. Cidades de Vapor é uma obra site-specific nómada, que se dedica, a cada edição, a uma cidade pela qual a dupla passou, e que busca capturar o incapturável, o efémero que constitui o presente de uma cidade, os seus traços mais deléveis, porém característicos: as emanações da sua vida cotidiana. Para cada cidade, um formato diferente é adotado na sua tradução, entre a instalação, a performance e o espetáculo interativo. As proposições sensoriais, por vezes, propõem-se a transportar experiências de cidade em cidade, e, noutras vezes, procuram recriá-las na mesma cidade em que surgiram, porém em outro contexto. Para isso, a dupla combina diferentes ferramentas site-specific na criação de dispositivos imaginários atravessados por múltiplos cruzamos espaço-temporais. A obra busca, em um plano mais amplo, navegar por questões importantes relacionadas à ativação da sensibilidade artística como geradora de reflexão, sabedoria coletiva e empoderamento ativo. Edições já realizadas: Cidades de Vapor #1 - Nova Iorque, em Nova Iorque, 2015 Cidades de Vapor #2 - HCMC/Saigon, em Lisboa, 2019 Cidades de Vapor #3 - Manila e Baatan, em Manila, 2022 City Labs Cidades são tão diversas quanto as camadas que as compõem. Não param de voltar a emergir, de se re-performar ao olhar e de nos envolver com as suas atmosferas imperiosas e inevitáveis, acidentais e náufragas, frágeis e fortes, banais e extraordinárias. São alquimias sempre em processo, que vão produzindo padrões por vezes conflitantes, ainda que osmóticos, de habitação, experiência sensível e (des)agregação social. Além disso, resultantes de muitos sonhos de arquitetura, da mistura espúria entre fantasias utópicas, soluções improvisadas, estruturas de poder e desvios locais contingentes, as cidades são simultaneamente formas concretas e territórios efêmeros. Nelas vivemos e morremos, nos encontramos e nos despedimos, mantendo a ficção diária que une os interstícios do panorama mais amplo dos fenômenos urbanos. City Labs são laboratórios temporários de atenção, mapeamento, criação e performance in situ , instalados em bairros e vizinhanças críticas de diferentes cidades, escolhidos pela ligação pertinente a questões políticas e afetivas locais. Com esta estrutura itinerante, Fernanda Eugenio e Gustavo Ciríaco têm viajado, desde 2009, pelas mais diversas ambiências urbanas, na América do Sul, nos EUA, na Europa e na Ásia, colecionando uma multiplicidade de acoplamentos e arranjos, situados entre as operações urbanas, e pesquisando a variabilidade performativa da forma-cidade. Nesta colaboração duracional, os protocolos da Etnografia como Performance Situada, de Fernanda Eugenio, entram em conversa com os procedimentos de criação contextual, que Gustavo Ciríaco emprega na construção das suas peças imersivas e relacionais, gerando proposições por vezes transportáveis para outros sítios, por vezes irrepetíveis, além de serem partilhados através da oficina conjunta Práticas Site-Specific QUANDO-ONDE? Opções disponíveis e histórico deste Programa no Calendário de Eventos & Agendamentos VER A PROGRAMAÇÃO DO CALENDÁRIO Close VISITAR A NOSSA 'BANCA DE ARTEFATOS' Go Eventos atuais e/ou anteriores relacionados no Calendário [se houver atividades atuais, elas aparecerão primeiro; rolar a lista para ver o histórico de atividades realizadas] páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum ANTERIOR PRÓXIMA

  • Jaqueline Silva | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Jaqueline Silva Núcleo Brasília, Brasil Jaqueline Silva é gestora e artivista. Bacharela em Direito e em Gestão de Políticas Públicas, Mestre em Ciência Política e doutoranda em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília. Investiga e experimenta os diferentes artivismos, presenciais e virtuais, e a relação entre estética e política nas performances de atores e movimentos sociais, realizando composições a partir de corpos reciprocamente afetados. É bailarina convidada da Anti Status Quo Companhia de Dança (DF) e participa do Núcleo de Formação da Companhia desde 2015; e professora da técnica Klauss Vianna em formação pelo Salão do Movimento (SP). É pesquisadora do Grupo Política e Afetos, da Câmara dos Deputados; e dos Grupos Relações entre Sociedade e Estado (Resocie-IPol) e Escola de Teatro Político e Vídeo Popular (Artes Cênicas), ambos da Universidade de Brasília. É técnica em violão popular, pela Escola de Música de Brasília, tendo integrado a Orquestra de Violões até 2008. Integra o Núcleo AND Lab Brasília. @corpassionamento < Anterior Próxima >

  • Elise Hirako | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Elise Hirako Núcleo Brasília, Brasil Professora, atriz, pesquisadora e produtora. Atualmente é doutoranda em Artes Cênicas pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade de Brasília, Mestre pela mesma instituição, Bacharel e Licenciada em Artes Cênicas Artes pela Universidade de Brasília. Possui experiência na área de Artes, com ênfase em Interpretação Teatral, atuando principalmente nos temas: interculturalidade, cultura japonesa, performance, coreografia, dança e tecnologia e Butoh. Associada às Instituições de Cultura Japonesa: Rede Nikkei Brasil - REN e na Associação de Cultura Nipo-Brasileira de Anápolis - GO. Integra o núcleo AND Lab Brasília. < Anterior Próxima >

  • Gustavo Ciríaco | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Gustavo Ciríaco Colaboração em Investigações e Práticas Gustavo Ciríaco é um coreógrafo, bailarino e artista contextual baseado em Lisboa. Com formação em Ciências Políticas, Gustavo tem desenvolvido um conjunto multiforme de obras que transitam entre o teatro visual e a dança conceitual, passando por exposições vivas e trabalhos site-specific onde arquitetura, artes visuais e cênicas se encontram em performances marcadas pela partilha do sensível. Suas obras foram apresentadas em importantes festivais, galerias e instituições nacionais e internacionais como Crossing the Line/N.Iorque; Casa Encendida/Madri; Museu de Serralves/Porto; Mercat de Flors/Barcelona; Alkantara, Culturgest, TNDM II, ZDB, Museu Berardo/Lisboa; Ferme de Buisson, Paris Quartier d’Été/Paris; Tanz im August/Berlin; Al-Mammal Foundation/Jerusalém; Prague Theatre Festival/Praga; Vooruit/Ghent; Tokyo Wonder Site/Tóquio; Digital Art Center/Taipei; CENEART/Cidade do México; Panorama, Tempo Festival, CCBB/Rio de Janeiro; Arqueologías del Futuro/Buenos Aires; Bienal SESC de Dança, Itaú Cultural/São Paulo; Salón 44/Pereira; Walk&Talk/Ponta Delgada; London Festival, BAC, Laban Centre, Chelsea Theatre/Londres; NottDance/ Nottingham; Arnolfini/Bristol; Metropolis/Copenhague; NAVE/Santiago; FIDCU/Montevidéu; FADJR/Teerão;Danzalborde/Valparaíso; San Art Gallery/Ho Chi Minh, entre outros. Dentre as suas obras, destacam-se Aqui enquanto caminhamos/2006, Still – sob o estado das coisas/2007, Onde o horizonte se move/2012, Sala de Maravilhas/2012, Gentileza de um Gigante/2016, Viagem a uma planície enrugada/2017. Em 2018, Ciríaco estreou Cortado por todos os lados, Aberto por todos os cantos, no Teatro Nacional Dona Maria II, no marco do festival Alkantara, em Lisboa, e posteriormente no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, em Junho de 2019. Em 2019, estreia Entre Cães e Lobos, terceira parte de sua trilogia sobre a relação humana com a paisagem, estreada no Ilustração à Vista - 23 Milhas, seguindo em digressão no Uruguai, Brasil e em Portugal. Desde 2018, Ciríaco é artista-pesquisador de THIRD, na DAS Graduate School, Amsterdam University of the Arts, em Amsterdão. Desde 2009, Ciríaco tem colaborado com a artista e antropóloga Fernanda Eugênio realizando oficinas, laboratórios e criações que tomam a cidade e as práticas site-specific como seu foco de interesse. Suas práticas já xs levaram a diversas cidades, onde seguem com o seu laboratório de investigação em torno dos fenômenos particulares de cada contexto urbano, dentre elas Salvador (Plataforma Internacional de Dança), Lisboa (Atelier Re.Al/AND Lab/RuadasGaivotas6), Rio de Janeiro (Espaço SESC/Largo das Artes/Espaço Lia Rodrigues Completo da Maré), Fortaleza (Bienal de Par em Par), Saigon (Galeria Sàn Art) e mais recentemente em Nova Iorque (Hemispheric Institute for Performance and Politics) e Filipinas (Bellas Arts Project Manila). < Anterior Próxima >

  • Henrique Antão | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Henrique Antão Participante do Coletivo AND Henrique Antão é artista, engenheiro, educador e investigador do movimento, do som e do corpo. O processo fisiológico do movimento embrionário e dos primeiros anos de vida surge na sua investigação enquanto ponto de encontro e de partida para questionamentos transversais à ecologia humana, movidos pela possibilidade de uma boa convivência. Da pesquisa experiencial em práticas de escuta sensorial em movimento, procura pensar contextos educativos que re-centrem a sensibilidade, o jogo e a criação artística enquanto forças motrizes de um bem-estar em transformação, apoiado numa ética reparativa das relações. Mestre em Engenharia Electrónica e Telecomunicações pela Universidade de Aveiro em parceria com a Technische Universität Hamburg (2014), prossegue a sua formação académica com frequências em estudos de som e imagem no mestrado Sound/Vision na Hamburg University of Applied Sciences (2017), estudos curatoriais e pensamento crítico com Prof. Dr. Bonaventure Soh Bejeng Ndikung no mestrado Spatial Strategies na Weißensee Academy of Art Berlin (2022) e completa recentemente uma formação profissional em Pedadogia Somática para a Infância e Adolescência, no programa C.A.R.E. pela Somatische Akademie Berlin (2023). Enquanto artista do som, teve a oportunidade de criar espaços sónicos para a conferência The Live Legacy Project: Correspondences between German Contemporary Dance and the Judson Dance Theater Movement (Düsseldorf 2014), DanceKiosk-Hamburg (2016), Ponderosa Unfestival (Brandenburg 2020), SAVVY Contemporary (Berlim 2020). Vive na Alemanha entre 2011 e 2023, onde tem a oportunidade de contactar e ressoar com o trabalho de professores, pensadores e artistas do movimento destacando Tex Hobijn, Pauline de Groot, Angela Guerreiro, Bernardo Chatillon, Eva Karczag, Ka Rustler, Adalisa Menghini, Bonnie Bainbridge Cohen, Trude Cone, Peter Pleyer, Sigal Zouk, Joy Mariama Smith e Mark Tompkins. Recém-volvido a Portugal, reside actualmente em Lisboa. Integra a equipa do AND Lab a partir de março de 2024, após alguns anos a seguir o trabalho em oficinas e retiros da Escola do Reparar. < Anterior Próxima >

  • A-Escola

    Programas & Atividades | A Escola do Reparar | AND Lab Next 'COMO? ' (Escola do Reparar) ANTERIOR PRÓXIMA páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum Escola do Reparar Fernanda Eugenio, Coletivo AND e diferentes colaboradores a cada edição Desde 2020 O programa artístico-político continuado de formação e investigação-criação do/com o Modo Operativo AND Posicionando-se no seio de uma tarefa paradoxal e urgente, entre a irreparabilidade do mundo-como-É e o compromisso com a reparação , a Escola do Reparar é um programa artístico-político continuado, com edições temáticas anuais, dedicado à habitação coletiva e duracional da questão-motora do Modo Operativo AND - como reparar (n)o Irreparável? - e à pesquisa de práticas éticas, somáticas e rituais para a reconexão com a experiência sensível da inseparabilidade e o exercício coletivo do cuidado do comum. A Escola do Reparar emerge do desejo de contribuir para um processo de cura(doria) de outras possíveis ecologias senso-perceptivas e existenciais , assentes na reciprocidade, a partir do reconhecimento de que já não é possível reiterar modos de vida que reproduzem lógicas predatório-extrativistas de saque, consumo, acumulação e descarte, reiteram violências sistêmicas e agravam a separação e a indiferença manifestas no constante loop afetivo do desamparo e do desencanto. Ao propor uma escola multilocalizada, transversal e baseada em saberes praticados , a conectar realidades e corpas diversamente afetadas pelo Irreparável , pretendemos criar um espaço-brecha dedicado a coletivizar o ato de pesquisar-criar, tornando-o coincidente com os atos de viver-habitar e relacionar-performar . Um espaço para o entre-ter - o termo-nos e apoiarmo-nos reciprocamente em comunidade -, no qual possamos exercitar modos de não-sabermos juntes e de sermos íntimes na/com a diferença, nutrindo possibilidades de refazer sensibilidades e mundos. Ao reclamar que um tal espaço possa ser uma escola, reivindicamos, ainda, a possibilidade de reparar este dispositivo, que historicamente opera pela (con)formação, trabalhando na sua potência enquanto campo de (des)aprendizagem e trans-forma-ação . A Escola do Reparar é composta por três linhas-interfaces de relação com o Modo Operativo AND: hANDling, (under)stANDing e LANDscape . Estas três linhas se entrelaçam e combinam de diferentes maneiras na composição de um programa anual estruturado em dois grandes eixos: o Eixo Continuado e o Eixo Nómada . EIXO CONTINUADO A Escola do Reparar Continuada tem a duração total de 6 meses e acontece uma vez por ano em Portugal, entre Abril e Setembro, no Espaço AND Lab em Lisboa e no Espaço Trust Collective, na aldeia do Barril de Alva (Arganil, Beira Interior). Oferece 3 modalidades de participação: integral, avulsa ou como artista residente. A modalidade de participação integral envolve a frequentação de um percurso contínuo, entre Abril (ou, nalguns anos, Maio) e Julho, que se inicia com um módulo intensivo hANDling , desdobra-se num módulo extensivo hANDling e desfecha-se num retiro LANDscape . A modalidade de participação avulsa permite cursar somente o módulo intensivo hANDling inicial (geralmente em Abril; nalguns anos em Maio) ou somente o retiro LANDscape final (Julho). A modalidade de participação enquanto Artista Residente desenrola-se entre Abril (ou, nalguns anos, Maio) e Setembro, somando ao percurso contínuo integral (hANDling intensivo e extensivo + retiro LANDscape) uma outra camada de trabalho, inserida na linha ( under)stANDing , que admite até 3 artistas por ano para trabalharem numa criação individual articulada à questão-tema do ano, com orientação e acompanhamento de Fernanda Eugenio entre Abril/Maio e Setembro e apresentação final em Setembro. A Escola do Reparar Continuada tem um calendário regular e abre novas inscrições anualmente, nas 3 modalidades de participação. EIXO NÓMADA A Escola do Reparar Nómada leva a diferentes geografias e contextos as 3 linhas-interfaces que compõem o programa - hANDling , ( under)stANDing e LANDscape - procurando tanto nutrir e sustentar os vínculos com a rede multilocalizada de praticantes do Modo Operativo AND, que se espalha por várias cidades/países, quanto abrir novas frentes de contacto, através da difusão para novos territórios . Tem um calendário variável a cada ano, oferecendo oficinas/laboratórios e vivências/retiros numa programação flexível e emergente , composta por iniciativas que têm lugar em diferentes cidades e países a cada ano , tanto em circulação nacional quanto internacional. Trata-se da dimensão de itinerância da Escola, englobando tanto módulos co-produzidos pelo AND Lab com diferentes parceiros (inter)nacionais quanto módulos realizados a convite de outras estruturas e inseridos nas suas programações, quanto, ainda, iniciativas propostas pelos núcleos locais do AND Lab em diferentes países. A Escola do Reparar Nómada distribui-se ao longo dos 12 meses do ano e abre inscrições para cada módulo individualmente. AS LINHAS-INTERFACES hANDling, (under)stANDing e LANDscape A Linha-interface hANDling foca-se na dimensão (trans)formativa e de partilha do MO_AND enquanto ferramenta de mediação e composição. Oferece oficinas intensivas e extensivas de transmissão e prática da constelação de jogos e ferramentas-conceito do Modo Operativo AND. O nome hANDling convoca a mancha semântica do verbo 'to handle' para sinalizar um duplo compromisso: por um lado, com a ética do manuseamento , em contraponto à manipulação, que norteia o Modo Operativo AND; por outro, com a entrega/oferta das nossas ferramentas , criando situações de transmissão-partilha que favoreçam a sua incorporação pela via da frequentação, da prática e do cultivo da autonomia e da singularidade de cada praticante. A Linha-interface ( under)stANDing conforma um plano contínuo de pesquisa e criação com o Modo Operativo AND, no qual a metodologia dobra-se sobre si própria, a partir de uma questão-tema a cada ano, mantendo-se assim enquanto organismo vivo em constante (re)formulação . Tem um caráter de pesquisa interna continuada e abre-se à participação exterior de duas maneiras: através do subprograma Artistas Residentes em Criação e através da oferta esporádica de oficinas/laboratórios que partilham novas ferramentas e práticas em construção, além de investigações em curso no plano mais alargado do Coletivo AND ou dos Projetos Colaborativos MO_AND em Com-versa. O nome (under)stANDing aponta para um modo de investigar-criar que desvia da interpretose e da representação , comprometendo-se com a experiência direta , a sustentação do não-saber e a sintonização com sabedorias encarnadas , aquém-além da ilusão humana do ponto de vista. A Linha-interface LANDscape foca-se na dimensão de (auto)reparação individual e coletiva através da criação de vivências-rituais em modo retiro. Programa-paisagem construído sob a forma de jornada-ritual de trans-forma-ação, na qual o Modo Operativo AND se multiplica num conjunto de proposições somáticas e político-afetivas encarnadas mais complexas, os LANDscape convocam diferentes modulações de jogo da constelação AND, lado a lado a peças-rituais especialmente criadas, a cada vez, para propiciar a experiência sensível e vivencial da questão-tema. Os LANDscape são, assim, objetos híbridos, entre a peça-ritual participativa duracional e o curso imersivo . Tomam lugar em localidades junto à natureza, de modo a encontrar condições de quietude e contorno propiciadoras de um trabalho de re-membração da sensopercepção da inseparabilidade , enquanto gesto político de cuidado e (auto)reparação do senso encarnado de potência-agência e de responsabilidade. Cada LANDscape é irrepetível, assumindo uma dramaturgia singular a cada vez , combinando diferentes experiências performativas-transformativas num só percurso. Atuam na (re)ativação do co-sentir via convivência intensiva (dormir/comer juntes, caminhadas, convívio imersivo etc) e na (re)aproximação a uma biodiversidade mais-que-humana, conduzindo as pessoas participantes numa viagem íntimo-coletiva de ex-conjuração do Irreparável . HISTORIAL A ESCOLA DO REPARAR é, desde 2020, o coração das atividades do AND Lab, conformando um campo para a frequentação expandida da prática e para a contínua investigação-criação do Modo Operativo AND, enquanto metodologia de composição colaborativa, ética relacional e cuidado do comum, que reúne uma constelação de ferramentas-conceitos, jogos e rituais dedicados à incorporação da operação REPARAR, enquanto exercício de atenção infinitesimal, recurso para a tomada de decisão implicada e gesto micropolítico de (auto)reparação da senso-percepção, da subjetividade e de injustiças estruturais encarnadas. O atual desenho da Escola do Reparar, sendo já uma reformulação do desenho assumido nos seus primeiros 5 anos de existência (2020-2024), tomou corpo enquanto versão amadurecida e ampliada dos anteriores programas Escolas de Verão AND Lisboa (2015-2019) e Laboratórios de Verão AND Brasil (2017-2020). As Escolas de Verão AND Lisboa tiveram 5 edições. Tomando lugar anualmente em Julho em Lisboa, as escolas de verão propunham a cada vez uma questão-tema situada como porta de entrada para a constelação de práticas do MO_AND, num programa com duração de 2 semanas com curadoria e condução de Fernanda Eugenio, que combinava os jogos AND com outras práticas somáticas e político-afetivas encarnadas, convidadas a compor um itinerário coletivo de pesquisa praticada. Os Laboratórios de Verão AND Brasil nasceram dois anos mais tarde, com o propósito de oferecer uma versão curta das escolas de Lisboa, anualmente entre Janeiro e Março, em 3 cidades do Brasil: Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. Foram 4 edições, cada uma delas composta por um laboratório com a duração de uma semana a tomar lugar em cada uma das 3 cidades. Com o objetivo de alimentar os núcleos locais de praticantes do MO_AND existentes nestas cidades brasileiras, os Laboratórios de Verão AND Brasil implicavam o compromisso anual de Fernanda Eugenio em visitar cada núcleo para introduzir a prática a novas pessoas interessadas e para partilhar os seus desdobramentos mais recentes com a comunidade já formada. Cada Lab envolvia, para além do MO_AND, práticas companheiras oferecidas por membres dos núcleos locais. (Podes ler mais sobre estes programas na seção Ancestrais da Escola do Reparar.) Entre cada edição das escolas e labs já havia uma oferta também de oficinas intensivas distribuídas ao longo do ano, além de temporadas de Pensacção (sessões abertas de prática), mas não havia, ainda, um fio estruturado que propiciasse a frequentação da prática de modo extensivo. Ao longo dos anos, com o acumular das edições dos programas em Portugal e no Brasil, foi emergindo um desejo coletivo por um espaço perene que permitisse continuar a habitar a prática entre os momentos intensivos das escolas e dos labs. Em paralelo, os constantes desdobramentos do próprio Modo Operativo AND começaram, mais e mais, a proliferar em dimensões rituais da prática, para lá das suas dimensões conceptuais e de jogo, e a dar lugar à emergência de proposições que abordavam, cada vez mais, seja a matéria íntima das pessoas participantes, seja a relação com a terra e uma biodiversidade mais-que-humana, pedindo também por ocasiões mais protegidas, e dando assim lugar ao desejo por experimentar o formato retiro e por r e-situar os encontros em localidades afastadas dos centros urbanos . Foi com este desejo que em 2020 emergiu a primeira proposta da Escola do Reparar enquanto programa continuado, a interligar proposições com diferentes formatos num programa único, aberto tanto à participação integral como à avulsa, que se propunha, na altura, a articular ações a acontecer no eixo Portugal-Brasil , juntando, dos dois lados do oceano, forças, saberes, fazeres e corpos diversamente afetados pelo Irreparável colonial, para lidar com a questão ética da reparação. O primeiro desenho da Escola do Reparar, que teve 5 edições (2020-2024) distribuiu-se entre diferentes cidades e localidades rurais dos dois países, com uma programação composta por um conjunto de ações intensivas e extensivas, variável a cada ano, interligadas pelo guarda-chuva de uma questão-tema comum. Internamente, o programa da Escola adoptou 5 linhas-interfaces : além das ainda atuais hANDling, (under)stANDing e LANDscape, era ainda composto por retiros não-públicos LAND, que procuravam reunir o Coletivo AND em ações internas de investigação-criação, e por grupos de partilha pública das investigações-criações em andamento, os então Estudos Indóceis. Algumas edições anuais incluíram também atividades online e atividades em outros países, para além do eixo Portugal-Brasil. O atual desenho da Escola do Reparar emergiu de uma nova espiral de amadurecimento das práticas e do próprio AND Lab, dando lugar a um programa por um lado mais enxuto , com apenas três linhas-interfaces no seu calendário público de atividades - hANDling (foco na transmissão-formação) , ( under)stANDing (foco na investigação-criação) e LANDscape (foco na auto-reparação) , por outro lado mais abrangente, passando a articular-se num Eixo Continuado com base em Portugal, sobretudo no Espaço AND Lab em Lisboa, e num Eixo Nómada , que segue incluindo um conjunto de proposições no Brasil (em co-produção com a Rede AND Lab Brasil), mas passa a incorporar também uma oferta variada a cada ano de atividades em circulação (inter)nacional em diversas localidades urbanas e rurais. Neste novo formato, a Escola do Reparar passou, ainda, a admitir anualmente um pequeno grupo de artistas residentes interessades em trabalhar com o tema do ano numa criação individual, com acompanhamento de Fernanda Eugenio. Para além do calendário público anual, a Escola do Reparar engloba ainda uma dimensão interna permanente , subjacente às ações públicas, que se desenrola ao longo de todo o ano enquadrada na linha (under)stANDing, envolvendo a criação de novos jogos, conceitos, artefatos e proposições rituais por Fernanda Eugenio, incluindo ainda diversas linhas de investigação de/com o Coletivo AND, projetos colaborativos com artistas convidades e residências internas para encontro periódico entre integrantes da Rede AND Lab Brasil e dos núcleos locais (Brasil, Espanha, Alemanha, França). QUANDO-ONDE? Edição atual da Escola + Histórico de Edições anteriores Edições Anuais anteriores da Escola do Reparar [clicar sobre os "flyers" para ver a página da edição e a sua programação de atividades] páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum ANTERIOR PRÓXIMA

  • Dora Vicente | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Dora Vicente Colaboração através do Programa Fazer Comum Dora é Terapeuta e Formadora de Fasciaterapia e Psicopedagogia Percetiva (MDB) e atua nas Artes Visuais e Dança/Teatro, como professora, criadora e performer. Tem vindo a desenvolver trabalho pedagógico e criativo com diversas faixas etárias, incluindo pessoas com necessidades especiais, tanto no contexto escolar, como em museus ou projectos de intervenção artística e social. Estudou ballet da Royal Academy of Dance na Escola Norma Croner, continuando a sua formação no c.e.m e no Fórum Dança, onde concluiu o curso de Dança na Comunidade. Fez Licenciatura em Pintura na FBAUL, Pós-Graduação em Psicopedagogia Percetiva - Método Danis Bois e o curso Intensivo Touching Life Within com Danis Bois, em Nova Iorque em 2006. Como bailarina, participou em diversos projetos, destacando: Trasgo e o Realismo Mágico Celebratório de Conceição Nunes, Nijinsky ou o Sentimento da Poesis Dance, Segundo Raio de Luz de Luar da Eclipse Arte, Sephira do Imprevisto Colectivo e várias criações do grupo Coribantes. Em 2016/17, criou e desenvolveu TransHumâncias BIP/ZIP, um projecto de artes com a comunidade de Marvila. Em 2021, orientou oficinas de movimento e percepção para diversas faixas etárias e ações de formação para professores e técnicos sobre inclusão, inserida no projeto Coalescer de Ana Mira, promovido pela Porta33 em Porto Santo. dorahvicente.wix.com/fasciatherapy facebook.com/dorahvicente FAZER COMUM é um programa de habitação do Espaço AND Lab, que tem como principal objetivo contribuir para a dinamização do tecido artístico e cultural de Lisboa, proporcionando espaço para trabalho, diálogo, encontro, pesquisa e partilha de práticas inseridas no âmbito de trabalho AND Lab - Arte, Política, Comunidade. São acolhidas práticas de (auto)cuidado e de expressão-criação extensivas, como aulas/sessões regulares, workshops pontuais e residências artísticas. Há também espaço para propostas de eventos tais como grupos de estudo, lançamentos de livros, conferências e palestras, reuniões e encontros, exposições e apresentações informais, entre outros. < Anterior Próxima >

  • AND Haps

    Programas Colaborativos | AND Lab Next COMO? (Fazer Comum) ANTERIOR PRÓXIMA páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum AND Hap Coordenação de Luís Filipe Fernandes As mostras AND Hap constituem zonas temporárias de encontro que abrem periodicamente o Espaço AND Lab ao exterior, convidando o público como cúmplice e participante em situações singulares de partilha do que anda a decorrer por aqui nos planos da criação e da pesquisa. Os AND Hap's ativam-se diversas vezes por ano, abrigando, sob a forma do happening , diferentes tipos de acontecimentos, que vão de ensaios abertos e mostras de processo das residências acolhidas no Espaço a propostas tais como intervenções e performances, palestras e conferências, tertúlias e festas etc. Além disso, também acionamos a interface AND Hap para a partilha periódica dos nossos artefatos emergentes e para marcar os inícios e desfechos de cada temporada da nossa programação. Na parte final da página, poderá encontrar uma lista dos AND Hap's já ocorridos até o momento, com links para os seus respetivos eventos :) QUANDO-ONDE? Opções disponíveis e histórico deste Programa no Calendário de Eventos & Agendamentos VER A PROGRAMAÇÃO DO CALENDÁRIO Close VER AULAS E OCUPAÇÕES DO ESPAÇO AND LAB Close VER A BANCA DE ARTEFATOS PUBLICADOS Close Eventos atuais e/ou anteriores relacionados no Calendário [se houver atividades atuais, elas aparecerão primeiro; rolar a lista para ver o histórico de atividades realizadas] páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum ANTERIOR PRÓXIMA

  • Praticas-AND-Collective

    Programas Colaborativos | AND Lab Next COMO? (Fazer Comum) ANTERIOR PRÓXIMA páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum Práticas do Coletivo AND Foto: Amanda Morais Fernanda Eugenio & Coletivo AND Estas práticas podem integrar eventualmente a Programação do nosso Espaço, e algumas estão também abertas no nosso Calendário para pedidos de agendamento de sessões experimentais online. PRÁTICAS DE CUIDADO Fernanda Eugenio, Iacã Macerata, Ruan Rocha & colaborações de Mariana Ferreira As Práticas de Cuidado consistem na investigação vivencial das aplicações do MO_AND na Clínica com a Subjetividade e, reciprocamente, na explicitação da dimensão de cuidado e do sentido clínico inerentes ao exercício do MO_AND. Desdobram-se a partir do interesse em investigar os efeitos de cuidado e de produção de subjetividade presentes nas práticas do MO AND, experimentando a potencial modulação da materialidade dos funcionamentos subjetivos, bem como performando uma abordagem sensível e situada da subjetividade enquanto corporeidade. Posicionando-se na injunção entre a etnografia, a arte, os estudos da subjetividade, a psicologia, a saúde coletiva e a clínica psicanalítica, o MO_AND constitui-se como recurso conceitual e metodológico para a produção do cuidado. A partir da reciprocidade entre MO_AND e práticas de cuidado, buscamos conceber, formular e propor dispositivos de operação e produção coletiva do cuidado. A possibilidade do uso clínico transversal das ferramentas do MO_AND forja uma noção de cuidado que faz desviar a noção de cura da sua habitual função de restabelecimento da ordem, ao ser capaz de (re)performar, a cada vez, a sintonização entre o si e o seu entorno, entre o próprio e o outro, entre o singular e o comum, entre o individual e o coletivo, entre o íntimo e o político. Além disso, desloca as práticas de cuidado da ação técnica do especialista - do saber formal anterior à relação, re-situando-as como ética implicada do e no comum, ou seja, como uma modulação das políticas de convivência. Tal noção de cuidado portanto engloba e inocula a cura como prática de curadoria, colocando em um mesmo plano de reciprocidade o contínuo e sempre situado manuseamento das formas coletivas do acontecimento e das forças infinitesimais do desejo. Trata-se de uma rede de agenciamentos que (se) faz (n)um espaço relacional ou território de relação, constituído por três planos mutuamente implicados: o entre-si, uma relação de si para si, em cada vivente envolvide; o entre-nós, uma relação entre nós, viventes envolvides; e o entre-muites, uma relação entre viventes e artefatos, paisagens, elementos inumanos. Tradicionalmente usadas para produzir sentido-significado, as práticas de cuidado são aqui re-generadas para produzir um sentido-direção de criação e de co-implicação, entre o cuidado de si e o cuidado do entorno geográfico, social e político. Na medida em que emergem como uma modulação do viver juntes, (re)performam de modo co-emergente o si e o entorno, concretizando-se enquanto política de reciprocidade na relação com o acontecimento: descentram a narrativa do sujeito que explica ou é explicado, permitindo uma transferência de protagonismo para o acontecimento. As Práticas de Cuidado, portanto, reposicionam o sujeito desde o plano do explicável para o plano do inexplicável, logo para o plano da implicação. No âmbito do AND Lab, as Práticas de Cuidado são pesquisadas de diversas formas, subdividindo-se entre práticas regulares e duracionais com membres e praticantes assídues do MO_AND, e aquelas pesquisadas com participantes de atividades e proposições do AND Lab ao longo do ano. Actualmente estão em curso em 6 zonas de atuação: 1. Inter-reparagem (entre membres do AND Cuidado) Reuniões-pesquisa entre membres do AND Cuidado que se dedicam a inventariar os efeitos analíticos e de reposicionamento subjetivo emergentes das práticas de cuidado com o MO_AND. Constitui-se numa rede alargada de suporte e testemunho, que cuida do cuidar, acompanha o acompanhar, assiste o assistir, frequentando afetos vividos longitudinalmente às atividades, oficinas, reuniões, cursos e workshops do AND Lab. Nesses encontros pesquisamos também a explicitação de um plano transversal, colocando em relevo as implicações e co-incidências entre o AND Cuidado e a constelação AND Lab, frequentando questões, possíveis formulações e proposições-intervenções in situ . 2. Inter-reparagem (com a Direção do AND_Lab) Trata-se de uma pesquisa-proposição-intervenção junto à Direção do AND Lab em cujos encontros exercitamos coletivamente o Reparar (n)as múltiplas modulações entre o AND Lab, seus membros e membras, e as atividades que desenvolvem, frequentando temas informantes da sustentabilidade, planejamentos e sensibilidades estratégicas, e cuidados reparadores. 3. Encontros do Coletivo AND Quinzenalmente pesquisamos os efeitos e intervenções de curadoria in situ no âmbito do Coletivo AND, acompanhando processos que envolvem os núcleos do AND Lab no Brasil e membres assídues do AND Lab. 4. Jogo-Escuta Individual O Jogo-escuta individual é uma prática de pesquisa e tem se constituído simultaneamente como dispositivo de cuidado que adota o Modo Operativo AND como modulador da escuta, a partir do desdobramento de uma experiência de jogo. É voltado para praticantes regulares ou esporádicos do MO_AND, desde que tenham tido contato prévio com a metodologia. O Jogo-escuta se inspira na metodologia da entrevista cartográfica de modo a co-produzir em ato uma experiência sensível com base numa vivência de jogo. Adota o Reparar (n)a vivência, explorando o Quê, Como, Quando-Onde do vivido. O Jogo-escuta consiste num jogo de posição-com a matéria subjetiva mobilizada em jogo. Pode ser iniciado a qualquer momento por qualquer praticante do MO_AND. 5. Jogo-Conversa O Jogo-Conversa se trata de um dispositivo de investigação vivencial que adota o Modo Operativo AND como modulador da Conversa, fazendo da mesma o plano de jogo. Resulta do desdobramento do plano do tabuleiro para o plano da conversa, sendo o seu limite não mais traçado fisicamente por uma fita, mas sentido pela tangibilidade da fala e da escuta. O Jogo-Conversa visa à pesquisa frequentada das diversas modulações do falar e do escutar, e como elas concorrem em ato na constituição da conversa como plano do viver juntes. No Jogo-Conversa, a fala se performa como tomada de posição, e o escutar, como Reparar, fazendo da conversa o plano do versar-com, o plano comum . Como prática de pesquisa, inscreve-se como dispositivo de cuidado em grupo e pode ser praticado junto das proposições do AND Lab, em cursos, oficinas, workshops e laboratórios. 6. Pesquisa interinstitucional com a Universidade Federal Fluminense – Rio de Ostras / Brasil Pesquisa realizada entre o AND-Lab e o Departamento de Psicologia do Instituto de Humanidades e Saúde da Universidade Federal Fluminense, intitulada “A dimensão de cuidado do MO_AND: contribuições para uma clínica de território”, onde se investiga a experiência da prática do MO_AND a partir da abordagem enativa de Francisco Varela. A pesquisa busca validar a prática de jogo do MO_AND como prática de transformação, produtora de cuidado e de formação para o cuidado, circunscrevendo a relação entre o Modo Operativo e a experiência subjetiva. A dimensão de cuidado do MO_AND - II Bienal Jogo e Educação 2020 MO_AND como Jogo de Competência Ética Práticas de Re-mediação Fernanda Eugenio, Manoela Rangel e Pat Bergantin Constituem-se enquanto campo de investigação sensível de vias de (re)conexão entre práticas artístico-somáticas, uma espiritualidade politizada e uma política espiritualizada. Enquanto gesto político de reconectar o que o pensamento dual inscreveu como separado, as Práticas de Re-mediação fazem-se práticas de en/incorporação da des-cisão , (a)firmando a ligação com outros campos e integrando os planos que o pensamento moderno cristalizou como 'natural' e 'sobrenatural'. Isto será o mesmo que lembrar sensivelmente que tudo que está fora está dentro, e vice-versa, num exercício de des-identificação radical e de transicionalidade do Eu. Partindo dos recursos e ferramentas que compõem os jogos com o corpo-território do Modo Operativo AND, em especial das práticas de (auto)etnografia sensorial, ANDbodiment e Jogos de Comparência, as artistas propuseram-se a acompanhar-se reciprocamente 'movendo forças', de modo a investigar mais de perto manifestações da ordem do etéreo que vinham se tornando frequentes sempre que tais jogos eram ativados em workshops e labs do MO_AND. Com o desejo de re-conhecer (conhecer de novo) o que (não) sabemos - este plano em que espiritualidade, natureza e ancestralidade formam um todo indiviso -, a pesquisa se ancorou na dupla valência da operação da re-mediação: re-mediar é voltar a juntar o que estava desligado e é, também, curar, dar jeito e/ou remédio . Esse duplo sentido comparece quando damos passagem a três desdobramentos contemporâneos ao acontecimento: o corpo que é atravessado (forma-imediata), o corpo que atravessa (força-afeto), e o corpo travessia (forma-força-canal). Em estado de travessia-atravessamento-atravessade, os eventuais pontos que pareciam estar desconectados podem se re-ligar e a cura da re-mediação, até então, tem se manifestado em também três modulações: a cura através do corte , a cura através do antídoto , e a cura através da dádiva . Propondo pesquisar, em nossos próprios corpos-territórios, o espectro das frequências vibracionais que nos atravessa e constitui, as Práticas de Re-mediação interrogam, através da vivência, a possibilidade de sintonizarmos com a multidimensionalidade co-participativa da Vida, de dar passagem à sua manifestação, e de estarmos lá para ela, com uma capacidade ativa de senti-la, honrá-la e reconhecê-la. As práticas são partilhadas, em sessões individuais ou coletivas, através da ativação de um circuito que vai das 'águas da terra' - o Lago, o Mar e o Rio - às 'águas do céu' - as Chuvas, convidando as pessoas participantes a experimentarem operar micro-gestos de re-mediação em seus próprios campos energéticos. Três meios percorrem os exercícios: os meios de liberação - localizando e desbloqueando chaves de acesso para construir o corpo de travessia; os meios de canalização - exercitando-se enquanto canal transpessoal e constituindo campo para a aparição da questão a ser curada; e os meios de serviço - desobstruindo curas possíveis e disponibilizando caminhos para gestos de reparação que, através da concretização no ínfimo, possam, quem sabe, aos poucos reverberar mais vastamente. Ancorar Flora Mariah Ancorar é uma prática de pesquisa do corpo focada em investigar mais especificamente a pelve, que vem sendo desenvolvida por Flora Mariah como um desdobramento do projeto RABA POWER, numa tentativa de organizar e aprofundar todo material levantado desde 2018. Nossas ancas carregam camadas e mais camadas de história, nossa e de nossos ancestrais que são passadas de geração em geração. É uma zona do corpo historicamente marginalizada, o que faz com que partilhemos encarnações de violências e silenciamentos. A aposta desta pesquisa é que, através de um trabalho focado na pelve, podemos acessar memórias, liberar tensões e traumas e nos reconectar com aquilo que nos dá suporte tanto mecânico, quanto emocional. Trabalhar nossa base e entender sua conexão estrutural com o corpo como um todo nos garante o suporte necessário para apoiar nossas escolhas, nossas direções e nossos desejos na vida. Mergulhar nesse mar e mover essas águas tão profundas é um movimento de resgate de si mesmo, mas não só, é também parte de um processo coletivo de cura e descolonização de nossas corpas. Um mergulho que exige coragem para tocar naquilo que dói, naquilo que nos foi escondido, ou silenciado, que não conhecemos e tememos, naquilo que não podemos controlar, e tampouco nomear. Mas é também com coragem que entendemos que no mesmo lugar onde encontramos nossa dor, encontramos também nossa força, pois é dentro da própria ferida que achamos a sabedoria para curá-la. Portanto, as práticas do ANCORAR são um convite a abrir novos espaços, ancorar potências e liberar tensões desnecessárias, resgatando o prazer em habitar nosso próprio corpo. Foto/Photo: Biel Basile Corpo Antena Pat Bergantin Corpo Antena é uma prática corporal que aborda o corpo enquanto um dispositivo de conexão, que tem a potência de captar, transmitir, transduzir, modular e sintonizar. Atuando no campo das micropercepções, aguça os sentidos para o que move (em) nosso corpo aqui-agora, reativando circuitos que antes pareciam bloqueados ou apagados. Descolar para deslocar. Frequentar frequências. Mover e ser movida com aquilo que está pedindo passagem, acolhendo a vibratilidade visível, invisível e imprevisível daquilo que nos move. Para ser canal, meio, mídia é preciso sintonizar a percepção de corpo-campo, reconhecendo que não existe atravessar sem ser atravessada e que essa travessia é um jogo de forças. A continuidade da prática encaminha para uma integração tanto de aspectos físicos, mentais e emocionais, quanto sociais, ancestrais e espirituais, e é indicada a qualquer pessoa que se interesse pela proposta, independente de sua experiência com dança. Foto/Photo: Amanda Morais Corpo Multidimensional Guto Macedo A proposta do Corpo Multidimensional é criar corpo no entrecruzamento do visível e do invisível, do dentro e do fora, do que toca e é tocado no soma (corpo de si), transpondo limites entre o perceptível e o imperceptível. Nessa abertura perceptiva, cada ume com suas próprias multi-imagens de corpo, tece devires, onde o tempo cruza o espaço, o passado ressoa no presente e novos esquemas somáticos emergem. Dança Microscopicopolítica Milene Duenha Partindo da premissa de que as transformações na dimensão coletiva se referem a uma lógica recíproca de transformações que se dão nos corpos que a compõe, essa prática de ativação microscópica se volta ao cultivo das potencialidades sensíveis do corpo. A partir reconhecimento de que não sabemos tudo o que pode um corpo e pela provocação de uma modulação da atenção às vibrações de existências microscópicas, busca-se o refinamento perceptivo para as emergências, como potência de vida, que se dão nas inter-ferências entre os corpos do ambiente. Essa prática é operada por uma ética das relações que envolve um redimensionamento da atenção para as velocidades e intensidades do menor e seus aspectos de ingovernabilidade. Foto/Photo: Amanda Morais Práticas de Ajuntamento Mariana Pimentel Práticas de Ajuntamento experimenta as poéticas do aglutinar-se. Ativa práticas de reciprocidade através da presença meditativa, de pequenas danças e do fluxo livre de movimento entre umes e outres. Reúne vivências que convocam o corpo coletivo e expressão de sua presença nos diversos espaços e camadas que compõem a corporalidade. Práticas de Sintonização e Inventário Naiá Delion As Práticas de Sintonização tomam como ponto de partida a relação entre corpo e gravidade e propõem dedicar tempo para o mapeamento dos apoios do corpo no chão, dos apoios no ar ou em outro corpo, em pausa ou em movimento. Trata-se de acessar tecidos ósseos, musculares, elásticos e pele para investigar a fractalidade e a multidirecionalidade do movimento, dispondo o corpo para relacionar-se com o imponderável. As Práticas do Inventário tomam como ponto de partida algo que foi vivido. O mapeamento dessa experiência vai se afinando de fora para dentro até poder novamente incluir a relação do corpo com o campo gravitacional. Através do convite a este inventário singularizado, a proposta é que se possa abrir espaço para uma apropriação das vivências que permita disponibilizá-las como ferramentas para a investigação de cada ume. Práticas de Tra[d]ição Manoela Rangel Trair - A que sabe suspender o que sei sobre como me movo que caminhos percorro quem penso que sou ato voluntário de abrir fenda no tempo - Eu me desterritorio me desconheço sou movimento que toma formas cambiantes nômades - o que me move talvez seja um falso enigma - interessa o estado continuado de não saber a respeito do que sei de mim acompanhando o que deste sistema a que chamo Eu vai sendo feito - trair me e criar nova tradição trair me é criar outra tradição o que me move enquanto Eu descanso circuitos do sistema nervoso da rede de fáscias ser movida não mover >> o que se move através de mim e comigo quando algo em mim / me move - diminui o volume do que conheço de eu-agente >> aumenta o volume de agentes-outras [múltiplos de/em mim?] diminui o volume do desejo-objeto aumenta o volume da disponibilidade-desejo e assim des canso. QUANDO-ONDE? Opções disponíveis e histórico deste Programa no Calendário de Eventos & Agendamentos VER A PROGRAMAÇÃO DO CALENDÁRIO Close VER AULAS E OCUPAÇÕES DO ESPAÇO AND LAB Close VER A BANCA DE ARTEFATOS PUBLICADOS Close Eventos atuais e/ou anteriores relacionados no Calendário [se houver atividades atuais, elas aparecerão primeiro; rolar a lista para ver o histórico de atividades realizadas] páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum ANTERIOR PRÓXIMA

  • edicao-07-2026 | AND Lab

    edicao-07-2026 edicao-07-2026 VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) [sobre a Escola] [ver outras edições] APRESENTAÇÃO Escola do Reparar Ed#7-2026 Eixo Continuado | 10 de maio a 1 de agosto de 2025 (início em 16 de março para artistas residentes) Re-flexo & Re-clame: a rechamação do mistério O eixo continuado da Escola do Reparar ed#7 2026 propõe um programa condensado, com duração total de 3 ou 5 meses, que permite aos participantes construir uma relação de intimidade com o Modo Operativo AND, oferecendo um processo formativo completo que percorre toda a sua constelação de jogos e ferramentas, aliado a uma vivência de aprofundamento na dimensão ritual da prática. Incorpora ainda a possibilidade de participação como artista residente no plano de investigação-criação da Escola, participando no processo de criação em curso do AND. A seguir, apresentamos os detalhes sobre o cronograma , os módulos e processo de inscrição (ou candidatura , no caso de artistas residentes), que se inicia na página comparativa para escolha entre as modalidades de participação Integral , Parcial e Artista Residente . Mais adiante, encontra-se o Manifesto Questão-Tema da Edição , também explicativo sobre as novas co-operações Re-Flexo e Re-Clame e a nova ferramenta-conceito da Rechamação. MÓDULOS & MODALIDADES (clicar nas imagens se quiser ver detalhes de cada módulo separadamente, em outra janela) under stANDing Investigação-Criação com o MO_AND Módulo-Residência de Criação 16 de março a 3 de maio de 2026 Fernanda Eugenio & Coletivo AND Lisboa: espaço AND Lab e espaço Alkantara | Barril de Alva (Arganil): Trust Collective Disponível para a Modalidade: Artista Residente Mostrar Mais hANDling Formação no MO_AND Módulo de Introdução & Desdobramento 10 de maio a 7 de julho de 2026 Fernanda Eugenio e Mariana Pimentel Lisboa | espaço AND Lab Disponível para as Modalidades: Integral, Parcial e Artista Residente Mostrar Mais LANDscape Jornada Ritual com o MO_AND Módulo de Aprofundamento/Vivência Imersiva 24 de julho a 1 de agosto de 2026 Fernanda Eugenio, Mariana Pimentel e Manoela Rangel Trust Collective, Barril de Alva (Arganil) Disponível para as Modalidades: Integral e Artista Residente Mostrar Mais MODALIDADES & INSCRIÇÕES PARTICIPAÇÃO INTEGRAL: envolve a frequentação de um percurso contínuo de (trans)formação no MO_AND e imersão vivencial da questão tema anual da Escola, entre maio e julho. PARTICIPAÇÃO PARCIAL: oferece o percurso formativo hANDling (módulos intensivo e extensivo), que decorrem entre maio e julho, e percorre a constelação de temas e jogos AND. ARTISTA RESIDENTE: desenrola-se entre março e julho e corresponde a um convite remunerado, inserido na linha (under)stANDing, para trabalhar na criação de um artefato AND, somado à oferta de uma bolsa 100% para vivenciar o percurso contínuo integral. Escolher Modalidade ESCOLHER MODALIDADE Ver o quadro de detalhes/valores das modalidades Clicar no botão da modalidade escilhida e preencher o formulário Efetuar o pagamento (se houver) QUESTÃO-TEMA Re-flexo & Re-clame: a rechamação do mistério Um pouco sobre as novas co-operações Re-Flexo e Re-Clame e a nova ferramenta-conceito da Rechamação A Escola do Reparar 2026 convida a mais uma viagem de pesquisa vivencial, colaborativa e encarnada à volta dos processos íntimo-coletivos de reparação. Nesta 7ª edição do programa, a proposta é adentrar a investigação pelo prisma das co-operações entre Re-flexo e Re-clame , que se desdobram a partir dos estados de Alumbramento e Chamadouro , respetivamente, e dão corpo à nova ferramenta-conceito da Rechamação . Desejamos pesquisar vias de reconexão sensível com a complexa e intrincada teia de inseparabilidade pela qual co-participamos e somos co-participades , reciprocamente, em/por tudo o que há, na confiança de que um corpo de implicação política na reparação no/do Irreparável sistémico aí pode (re)encontrar forças de sustentação e proliferação. Reconhecendo que é ao nível do corpo-soma que o Irreparável se aloja, e que é a partir daí que faz de cada ume vetor da sua perpetuação, insistimos na investigação da questão-chave que move o Modo Operativo AND - como matar/descontinuar o sistema em nós sem morrer? - enquanto compromisso com um trabalho interminável de reorientação dos nossos modos de existir, relacionar e habitar, na direção do respeito e do honrar da Vida. Em conexão com o elemento água e formas aquosas de vida, a proposta desta 7ª edição é desdobrar novas práticas de jogo e ritual para sintonizar com as sabedorias da dis-solução, da trans-forma-ação e da condução/canalização - perseverando, assim, na pesquisa de possíveis desinvestimentos consistentes nas lógicas hegemónicas da solução, da fixação e da ordenação. Com o amparo da constituição de um campo assegurado , que maneja cuidado e risco em metaestabilidade, o processo coletivo visa propiciar as condições para (re)constituir, em cada pessoa participante, um corpo com continente suficiente para experimentar-se em (auto-)reparação. A frequentação da prática propicia a sintonização com a ética do Reparar, simultaneamente enquanto atenção distribuída, manuseamento do possível e serviço de (re)curadoria relacional, convidando a testemunhar - no cosmos do cada ume e do entre-muites - os padrões e esquemas Irreparáveis que possam estar a reiterar a ilusão estéril da separação, e a pesquisar, situadamente, modos de regenerar a sensopercepção da inseparabilidade e a consciência encarnada de que somos mistura impura, reencontrando-nos enquanto meio e conduto do fluxo vital. Com a água, que é ao mesmo tempo fonte e curso ( source ), convocamos o desaprendizado da objetificação em recurso ( resource ) das matérias, entes, relações e situações que nos perfazem e com-põem. Seguindo o fio do recente trabalho à volta dos estados reparadores dos Alumbramentos e dos Chamadouros , temos andado a investigar modos de restituir acessos sensíveis à multidimensionalidade do Tudo-Todo e de remediar canais transespecíficos de fala, escuta, co(n)sentimento e (des)integração somática. Ao longo de 2026, propomos aprofundar a pesquisa desses estados, focando, desta vez, em esmiuçar as suas operações e co-operações, e em demorarmo-nos suficientemente nelas para que possamos reabilitar o seu espectro alargado de manifestação. Nas suas versões encurtadas e estreitadas pelos funcionamentos arraigados do Irreparável, Re-Flexo e Re-Clame desativam-se enquanto sabedorias encarnadas, restringindo-se em mero reflexo - loop de reatividade - e mero reclame, queixa projetiva e desresponsabilizante. Restituídas à sua amplitude, poderão, talvez, reabrir-se enquanto tecnologias de sintonização e de instauração de campo . Assim, confiamos que reparar nessas co-operações propiciará devolver ao Re-Flexo a sua qualidade hipnótica e co(m)passionante e, ao Re-Clame, a sua qualidade telepática e manifestante . Num percurso duracional de investigação-criação e frequentação vivencial, convidamos a experimentar o re-fletir enquanto sabedoria de curva e espiralação - a possibilidade de voltar a dobrar sobre si , reacessando a vista do ponto que o ponto de vista tende a suprimir - e o re-clamar enquanto sabedoria de escuta de chamados e vocalização de chamas - a possibilidade de reacender a guiança interna e reconectar com a poli-voz da integridade multidimensional . No Re-Flexo, trata-se de reafinar com a suficiência sábia dos funcionamentos orgánicos involuntários , que nunca perderam a conexão com a fonte do Fundo Comum da Vida e seguem propagando-a por espelhamento direto. Trata-se, ainda, de ressintonizar com a sua função ressonante , que permite o acoplamento somático e o co(n)sentir entre-seres : modo reflexo-empático que, a cada encontro, re-conhece outres em mim e mim em outres , reanimando a liga afetiva do comum. No Re-Clame, o trabalho envolve recalibrar o manejo do próprio pensamento e da sua enunciação em palavra com responsabilidade e rigor, reempossar o clamor interno reacendendo a multiplicidade do eu, reaprender a frequentar com parcimónia e justeza a gradação entre pedir e reivindicar . Trata-se de voltar a ouvir os chamados vitais, próprios e alheios, de necessidade, vontade, desejo, limite, propósito, discernindo-os da sua atual captura pelo capital, que os converte em apelos de consumo, discursos prontos e palavras de ordem, que não páram de reiterar a ilusão da separação e a lógica da falta e, no seu vozerio ininterrupto, ora sufocam ora anestesiam os canais sensíveis individuais e coletivos pelos quais poderia estar a correr o pulso encantado e abundante do comum e da comunicação intra, inter e transespecífica. Re-Flexo e Re-Clame confluem na Rechamação , modulação do gesto reparador que atua no resgate radical de uma relação de reverência ao Mistério, o desconhecido-desconhecível (im)permanente que nos insepara . Rechamar, forma verbal arcaica, é ato de fazer brilhar, resplandecer, pasmar, espantar-encantar . É, ainda, o ato de recuperar elos perdidos de memória ou informação, fazendo-os voltar a comparecer em presente e presença. Enquanto ferramenta-conceito, é ativado, também e por fim, no que o óbvio da palavra sugere: enquanto gesto de renomeação e de reconvocação , que permite reformular o que vem sendo dito (e feito) injustamente - ou, como temos praticado com o MO_AND, permite-nos bem-dizer a mal-dição , contribuindo para a remissão do Irreparável do mundo-como-É e abrindo caminho, de perto em perto, para que possamos nos achegar ao mundo-como-E. Fernanda Eugenio Lisboa, dezembro de 2025 FICHA TÉCNICA Direção, Concepção e Facilitação : Fernanda Eugenio Assistência de Direção : Mariana Pimentel Co-facilitação : Mariana Pimentel e Manoela Rangel Produção: Luís Filipe Fernandes Gestão : Rita Maia Design Gráfico e Plataforma Digital : Alexandre Eugenio Comunicação : Eduardo Quinhones Hall Fotos do Projeto Gráfico: Oleg Doroshenko Documentação Audiovisual : Violeta Mora, Inês T. Alves Parcerias: Alkantara, Trust Collective Apoios Locais: Junta de Freguesia de Côja e Barril de Alva, RIJU Coja Financiamento: República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes LINKS & BIOS LINKS RELEVANTES Sobre a Escola do Reparar Sobre o Modo Operativo AND Site da Trust Collective (parceira do AND Lab e sítio de acolhimento do retiro LANDscape) BIOS Fernanda Eugenio Mariana Pimentel Manoela Rangel [sobre a Escola] [ver outras edições] VOLTAR (SOBRE A ESCOLA) edicao-07-2026 edicao-07-2026

  • Manual-Sobrevivencia-Tempos-Irreparaveis

    Programas de Artefatos | AND Lab Next COMO? (Artefatos ) ANTERIOR PRÓXIMA páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum Manual de Sobrevivência para Tempos Irreparáveis Fernanda Eugenio & Coletivo AND Desde 2021 Concebido como caixa de ferramentas e kit de sobrevivência performativo para tempos pandêmicos , o "Manual de Sobrevivência para Tempos Irreparáveis" toma a forma de uma websérie prático-teórica em vídeo, oferecendo uma introdução propositiva às práticas do Modo Operativo AND. A proposta, que explora o formato digital e a linguagem das vídeo-séries, tem como objetivo promover a acessibilidade e a popularização das ferramentas de reparação do MO_AND, oferecendo um novo plano de contato possível com as práticas do AND, independente do encontro ao vivo, seja ele presencial ou online. Na sua primeira temporada, é composta por três episódios, apresentando as questões-chave da filosofia habitada do MO_AND, a estrutura-base da prática e as diferentes modalidades de jogo. Com a continuação em futuras temporadas, a intenção é compor, aos poucos, um corpo de (auto)curso que permita a experimentação autônoma das ferramentas e jogos. A escolha do nome "manual" convoca a dimensão de "companhia assistida para uma ação solitária" que os manuais em geral proporcionam, mas desvia da sua eventual característica de receita pronta, a ser meramente seguida, ou de instruções técnicas cuja execução possa ser medida em termos de certo/errado. "Manual" ressalta, ao contrário, a inevitabilidade do erro enquanto errância, inerente ao gesto de pôr as mãos na massa, tocar na ferida e implicar-se no problema. Ressalta, então, a inevitabilidade do risco e, por isso, a importância de que se aumentar, proporcionalmente, também o cuidado. Nessa modulação é que procuramos oferecer um manual: assistir no sentido de prestar assistência, colocar-se a serviço, oferecer amparo - ante a tarefa interminável, talvez impossível e, por isso mesmo, urgente, de reparar (n)o Irreparável. "Manual", assim, chama para jogo as inflexões éticas do cuidado, da atenção distribuída, do manejo e do manuseamento, pelas quais o Modo Operativo AND se concretiza em gesto no fazer de cada ume, proporcionando vias de reconexão com sabedorias encarnadas. Composto por uma seleção das práticas criadas ao longo dos dez anos do AND Lab , este material, juntamente com um documentário da realizadora Inês T. Alves, funciona como objeto-memória do programa comemorativo Dez anos em Posição-Com e da edição 2021 da Escola do Reparar. Ambos, websérie de documentário, foram ser produzidos com a parceria institucional do Programa Garantir Cultura - República Portuguesa - Cultura, durante a pandemia de covid-19. PARA ASSISTIR: FICHA TÉCNICA Roteiro: Fernanda Eugenio, Pat Bergantin & Patrícia Araujo Direção, Fotografia e Montagem: Patrícia Araujo Assistência de Direção e Produção: Pat Bergantin Assistência de Fotografia: Larissa Ramos Texto: Fernanda Eugenio Vozes em off: Fernanda Eugenio & Patrícia Araujo Gravação off’s: Biel Basile Trilha Sonora: Xavier +trilha adicional de banco Finalização: Aterro Filmes Parceria Institucional: Garantir Cultura / República Portuguesa / Cultura Acolhimento: Fundaci Agradecimento: Pés no Chão Realização: AND Lab Filmado em Ilhabela, SP, durante o retiro LANDscape Brasil, parte da programação da Escola do Reparar 2021 QUANDO-ONDE? Opções disponíveis e histórico deste Programa no Calendário de Eventos & Agendamentos VER A PROGRAMAÇÃO DO CALENDÁRIO Close VISITAR A NOSSA 'BANCA DE ARTEFATOS' Go Eventos atuais e/ou anteriores relacionados no Calendário [se houver atividades atuais, elas aparecerão primeiro; rolar a lista para ver o histórico de atividades realizadas] páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum ANTERIOR PRÓXIMA

  • Guto Macedo | Equipa & Colaboradores AND Lab

    Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Guto Macedo Núcleo Rio de Janeiro, Brasil Participante do Coletivo AND Guto Macedo foi pioneiro no Ensino do Contato Improvisação no Brasil. Atua também como Professor de Dança Contemporânea e Moderna, Movimento Autêntico, Coreógrafo, Ator-bailarino, Músico, Cantor, Educador Somático e de Percepção Musical, Pesquisador do Movimento e Facilitador da Lei do Tempo. Pesquisador teórico-prático independente, membro participante e co-fundador dos coletivos CIMA e Corposições. Integra o Núcleo And Lab Rio e o AND Collective e colabora na Escola do Reparar. Formado em direção teatral (UFRJ/2006), Pós-Graduado em Neurociências (UFRJ/2016) e Facilitador da Lei do Tempo (Instituto Lei do Tempo/2017). Foi dançarino profissional integrante de diferentes grupos no Rio de Janeiro e em Nova Iorque. Desde 2003 pratica o Movimento Autêntico (MA) com a Introdutora do MA no Brasil, Soraya Jorge. Com ela criou o CIMA (Centro Internacional do Movimento Autêntico) e desenvolveu a pesquisa Afecção Entre o Movimento Autêntico e o Contato Improvisação. Seu trabalho circulou por diferentes países na América do Sul (Brasil, Argentina, Uruguai), na Europa (Portugal, Espanha, Áustria, Alemanha, Rússia e Grécia) e EUA (NY), tendo participado de diversos festivais e encontros internacionais. < Anterior Próxima >

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