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- Bernardo Chatillon | Equipa & Colaboradores AND Lab
Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Bernardo Chatillon Colaboração em Investigações e Práticas Bernardo Chatillon pretende imaginar novos mundos, colocando a hipótese de nos relacionarmos com os espaços que estão obstruídos, camuflados, ilegíveis, ignorados, invisíveis. Conviver com os corpos, as paisagens e os movimentos que estão presentes, mas não têm visibilidade, em articulação com o conceito de Pensamento Mágico aplicado à dimensão teatral. Estreou-se com os Artistas Unidos. Depois de completar o Chapitô integrou a Formação Intensiva Acompanhada no c.e.m e mais tarde a Escola Superior de Teatro e Cinema (Licenciatura Teatro / Actor). Entre 2012 e 2015 integra o casting da companhia do Teatro Nacional D. Maria II. Em 2016 muda-se para Berlim onde colabora em diversos formatos e projectos através de práticas artísticas, encontros e espectáculos com Marc Lohr, Sigal Zouk, Mineral Wasser Kolective, André Uerba, Peter Pleyer, Stephanie Mahler, Jeremy Wade , Benoilt Lachambre, Keith Hennessy, Joy Mariama Smith, Meg Stuart, Sandra Noeth, Natasha A Kelly, CA. Conrad, Sigmar Zecarias, Diego Aguillo, Sophia New, Fernanda Eugenio entre outros e completa o mestrado Solo/Dance/Authorship (SODA) pela Inter-University Center for Dance Berlin (HZT/UDK). Recentemente, criou os espetáculos Reindeer Age #0 , Uferstudios Berlin (2019), Teatro Do Bairro Alto (2020), Reindeer Age #1, P.T. 21 Espaço do Tempo (2021), O fazer do dizer , Centro Cultural de Belém (2022) , O que já cá está, Rua das Gaivotas 6 (2023). Em 2022 juntamente com Claudia Teixeira e Fernanda Eugenio começa a dar forma á criação da questão-tema “ politicas e praticas da amizade” para uma base de curadoria na programação do espaço Trust-Collective em Arganil. Em 2023 começou a lecionar na Escola Superior de Teatro e Cinema em Lisboa e entrou para a nova direção da associação R.I.Ju (Rancho Infantil e Juvenil de Coja) com o projeto Fôlego onde ensina, programa, experimenta e convive. < Anterior Próxima >
- Praticas-Colaborativas
Programas Colaborativos | AND Lab Next COMO? (Fazer Comum) ANTERIOR PRÓXIMA páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum Práticas MO_AND em Conversa Com Fernanda Eugenio & Múltiplas Colaborações Práticas originadas da linha de colaborações externas "MO_AND em Conversa Com...", que podem integrar eventualmente a programação do Calendário ou das edições anuais da Escola do Reparar. MO_AND & PERFORMANCE SITE-SPECIFIC Fernanda Eugenio & Gustavo Ciríaco City Labs Cidades são tão diversas quanto as camadas que as compõem. Não param de voltar a emergir, de se re-performar ao olhar e de nos envolver com as suas atmosferas imperiosas e inevitáveis, acidentais e náufragas, frágeis e fortes, banais e extraordinárias. São alquimias sempre em processo, que vão produzindo padrões por vezes conflitantes, ainda que osmóticos, de habitação, experiência sensível e (des)agregação social. Além disso, resultantes de muitos sonhos de arquitetura, da mistura espúria entre fantasias utópicas, soluções improvisadas, estruturas de poder e desvios locais contingentes, as cidades são simultaneamente formas concretas e territórios efêmeros. Nelas vivemos e morremos, nos encontramos e nos despedimos, mantendo a ficção diária que une os interstícios do panorama mais amplo dos fenômenos urbanos. City Labs são laboratórios temporários de atenção, mapeamento, criação e performance in situ , instalados em bairros e vizinhanças críticas de diferentes cidades, escolhidos pela ligação pertinente a questões políticas e afetivas locais. Com esta estrutura itinerante, Fernanda Eugenio e Gustavo Ciríaco têm viajado, desde 2009, pelas mais diversas ambiências urbanas, na América do Sul, nos EUA, na Europa e na Ásia, colecionando uma multiplicidade de acoplamentos e arranjos, situados entre as operações urbanas, e pesquisando a variabilidade performativa da forma-cidade. Nesta colaboração duracional, os protocolos da Etnografia como Performance Situada, de Fernanda Eugenio, entram em conversa com os procedimentos de criação contextual, que Gustavo Ciríaco emprega na construção das suas peças imersivas e relacionais, gerando proposições por vezes transportáveis para outros sítios, por vezes irrepetíveis, além de serem partilhados através das oficinas Práticas Site-Specific . Práticas Site-Specific Orientadas por Fernanda Eugenio em colaboração com o artista contextual Gustavo Ciríaco, foram criadas a partir da experiência angariada com o projeto colaborativo City Labs, que vem sendo alimentado desde 2009, com a instalação de laboratórios temporários de pesquisa artística em espaços públicos de países tão diversos quanto o Vietname, os EUA ou o Brasil. Algumas edições da oficina incluem também a partilha e/ou o re-enactment de excertos de peças contextuais, de Gustavo Ciríaco, e de jogos-performances da Série Re-Programas, de Fernanda Eugenio. A proposta é praticar um conjunto de proposições perceptivas para experimentar (com) o lugar e para investigar a performatividade das cidades. Misturando os protocolos da Etnografia como Performance Situada com abordagens vindas da arte contextual, a primeira parte do trabalho envolve uma jornada exploratória pelas vizinhanças geográficas e sociais do lugar que acolhe a própria oficina, exercitando o reconhecimento das materialidades e operações que perfazem a experiência urbana e a atenção ao diminuto e ao rarefeito que dão acesso à dimensão poética do cotidiano. Com a matéria sensível recolhida, as pessoas participantes são então convidadas a experimentar criar pequenas performances in situ , individualmente ou em pequenos grupos, incidindo na zona limítrofe entre o que já lá está a acontecer e o contato mais ou menos efêmero com um “possível alargado”, jogando com a fantasia do que podem ser os lugares. As Práticas Site-Specific geralmente são oferecidas em oficinas, com a duração de uma semana, que tomam lugar durante a Primavera ou o Verão de Lisboa, momento do ano mais favorável para passar longos períodos ao ar livre. As oficinas também acontecem (inter)nacionalmente no âmbito de festivais, residências artísticas ou a convite de estruturas artísticas e culturais. MO_AND & MOVIMENTO AUTÊNTICO Fernanda Eugenio & Soraya Jorge Neste projeto de investigação colaborativa, apostamos no potencial político e na urgência de constituir um campo de troca, de coabitação e de criação de procedimentos cruzados entre práticas ético-estéticas e práticas somáticas. Práticas de Reparagem & Testemunho A partir da colocação em conversa e da aproximação entre a prática da reparagem/reparação (MO_AND) e a prática do testemunho (MA) , unimos forças na direção da constituição de um conjunto de táticas para o cuidado de si e o cuidado do entorno. Ao mesmo tempo, tentamos que as duas práticas possam complementar-se reciprocamente e funcionar como ‘anticorpo’ uma da outra. Embora formalmente muito distintas, é explícita a correspondência entre as práticas. Ambas partilham um mesmo afeto-questão: o compromisso com a afinação da escuta sensível e com a constituição de uma sensibilidade (micro)política, através de uma investigação de cunho experiencial, relacional e situado. O Movimento Autêntico (MA) é uma prática somática relacional para o desenvolvimento da consciência encarnada/corporificada, chamada de somafulness por Soraya Jorge, responsável pela introdução deste trabalho no Brasil e em Portugal, e criadora, há mais de vinte anos, de uma abordagem singular para a sua prática e partilha. O fundamento da investigação proposta pelo MA é a estrutura posicional movedor-testemunha: é a partir do estabelecimento de uma relação de confiança e reciprocidade entre as posições de ver e ser visto que se instaura um campo de forças seguro para a contemplação do corpo e seus estados e para a prática da escuta direta da sensação. A (re)conexão com o plano da sensação funciona como chave para mapear, mover e curar padrões reincidentes, tendências reativas e feridas emocionais, a partir do desenvolvimento gradual da chamada testemunha interna: uma consciência em movimento, capaz de acompanhar sem julgar, comunicar sem acusar e responsabilizar-se pelas narrativas e interpretações que cria. É notável o potencial político expandido da conjugação das ferramentas do MA com as do Modo Operativo AND, que partilhamos nas diferentes modalidades de oficinas colaborativas Práticas de Reparagem e Testemunho, orientadas por Fernanda Eugenio e Soraya Jorge, em dupla e/ou em articulação com os parceiros, e também integrantes desta pesquisa, Guto Macedo e Naiá Delion. Por um lado, o MO_AND contribui para a expansão da consciência encarnada proposta pelo MA, num compromisso não apenas com o autoconhecimento, mas com o engajamento e a participação no plano coletivo. Por outro lado, o MA convoca explicitamente a estender também ao plano do ‘acontecimento individual’ os exercícios de fractalização da percepção, de acolhimento do acidente e de tomada de posição suficiente, propostos pelo MO_AND. Empregando diferentes recursos, tanto o Modo Operativo AND quanto o Movimento Autêntico investigam, a partir de uma prática no terreno e no corpo, as modulações entre presença e ausência, dentro e fora, percepção e apreensão, afeto e partilha, foco e distração, instante e memória, singularidade e coletividade, desejo e responsabilidade. As oficinas MO_AND+MA começam com um ou dois dias dedicados à introdução, primeiro, a cada uma das práticas separadamente. Nos dias seguintes, parte-se para algumas proposições que exploram modos de combinar as ferramentas do MA – as posições movedore e testemunha e campo de potência para somafulness que se instaura entre ambes – com as do MO_AND – a ética de incorporação do acidente, a desfragmentação de si e a prática da re-paragem através do (contra)dispositivo do jogo quê-como-quando-onde. As oficinas têm durações e formatos variáveis e adota(ra)m diferentes títulos, consoante a modulação específica que se deseja explorar ou mover. https://www.youtube.com/watch?v=A3QbKDTHJqg Práticas de Reparagem e Testemunho: Modo Operativo AND e Movimento Autêntico MO_AND + DANÇA & COREOGRAFIA Fernanda Eugenio & Sílvia Pinto Coelho Práticas de Atenção Das muitas e variadas práticas que temos para nos colocarmos em estado de escuta ativa, de investigação e de criação, esta oficina procura ativar como hipótese a possibilidade de isolamento sensorial, delimitando uma zona temporária de atenção. A curiosidade da percepção e a criação de nexos em estado incipiente constituem o lugar privilegiado de pesquisa. Habitar um campo constituído envolve um processo de ajuste delicado e re-situado, em cada etapa, para encontrar uma implicação. Qualquer coisa como olear e afinar a máquina enquanto a usamos, num cuidadoso trabalho de sintonização. Por vezes, este processo já coabita conosco há muito tempo. O trabalho pode, nesse caso, passar por reconhecer o que já se encontra em andamento, para o explorar com a atenção, a imagem e a imaginação geradas. As Práticas de Atenção são o nome dado por Sílvia Pinto Coelho a um conjunto de proposições que têm vindo a desenvolver a partir de alguns métodos de olhar para as coreografias do cotidiano. No âmbito do AND Lab, estas práticas de atenção aliam-se às (também) práticas de atenção propostas pelo Modo Operativo AND, compondo uma oficina que propõe diferentes exercícios para inventariar o que já lá está, naquela difusa zona a que chamamos de ‘antes de começar’, observando se (e como) continuamos a(o) começar e pesquisando táticas de preparação e pré-paração. Tanto Fernanda Eugénio como Sílvia Pinto Coelho têm vindo a debruçar-se sobre vários modos de olhar para o processo como uma dramaturgia de decantação: tudo ‘pode’ (acontecer), mas entre aquilo que ‘pode’ (acontecer), o que é que se torna possível, o que é que se revela e é relevante, tanto individual como colectivamente? Esta oficina costuma ser oferecida no âmbito das edições anuais do AND Lab (atualmente a Escola do Reparar) constituindo o nosso modo de pré-paração para cada dia de trabalho. É também, por vezes, oferecida como módulo autónomo. MO_AND + TERNURA RADICAL Fernanda Eugenio & Dani D'Emilia Práticas de Des-Imunização Partem do campo de afinação entre a política de co(m)passionamento, experimentada por Fernanda Eugenio com o Modo Operativo AND, e a prática da Ternura Radical proposta pela artista Dani d’Emilia, no âmbito da performance e da pedagogia radical, para pesquisar, no plano da corporeidade, possíveis percursos para a ativação de modulações não-hierárquicas e disseminadas do amor e do amar, experimentando a sua liberação de conformações pré-definidas e a sua operatividade enquanto força de strangership : sintonização com o impróprio e o alheio, capacidade de prescindir da lógica da (des)identificação e do (des)entendimento para abrir-se em disponibilidade, comparência, escuta, engajamento e presença. Esta colaboração ancora-se no desejo de experimentar procedimentos relacionais e práticas político-afetivas encarnadas para a trans-formação social, explorando a dobra entre o íntimo e o político: entre os modos da vinculação proximal e aqueles que poderão operar, por emergência, mudanças sensíveis no coletivo. Criar as condições para o exercício desta política outra para a constituição situada do viver-juntes envolve acolher o risco e comprometer-se com o cuidado recíproco, a fim de sondar caminhos para a retomada de territórios afetivos imunizados pelos mecanismos da indiferença ou pelo fechamento identitário. Des-imunizar ao outro ( cum , o outro; o além de mim), experienciar a relação como dádiva ( munus ). Fazer no/do corpo coragem e franqueza para se implicar, a cada vez, no (re)fazer comum. Os procedimentos e as proposições vivenciais que vão sendo criados na relação entre es artistas são, periodicamente, partilhados sob a forma de diferentes oficinas experienciais abertas à participação de qualquer pessoa com disponibilidade e desejo de pesquisar o território vasto – e sempre ainda por inventar – dos modos como vivemos as nossas relações e distribuímos os nossos afetos. As oficinas propõem a cada vez um conjunto diferente de práticas emergentes da contaminação-afinação entre as políticas do co(m)passionamento e da ternura radical, sempre partindo do plano da corporeidade para investigar outras disposições sensíveis – menos dependentes da identificação e do entendimento – e modos de criar, frequentar e praticar formas disseminadas do amor. As proposições procuram criar um ambiente de confiança, acolhimento e franqueza – no qual o cuidado possa crescer na proporção do risco – e envolvem circuitos sensoriais e micro-scripts performativos para serem vividos em duplas, trios ou em pequenos grupos, circunscrevendo zonas temporárias de intimidade com o desconhecido e o desconhecível e convidando a experimentar estados de vulnerabilização deliberada e de elasticidade variável da (im)permeabilidade e do (des)conforto. Práticas de Dis-solução De Fernanda Eugenio e Dani d’Emilia, são parte da pesquisa colaborativa des artistas à volta da elasticidade das capacidades de vinculação íntima com o desconhecido/desconhecível e de possíveis percursos para a ativação de modulações politizadas, não-hierárquicas e disseminadas do amor. Apostando na sintonização com as valências da (dissolvência) como meio para pesquisar possíveis "foras" do regime hegemônico da solução, as Práticas de Dis-solução trabalham com a matéria íntima/pessoal para atravessá-la. Através de rituais psicosSOMAgicos, miram sintonizações com o infra e o transpessoal que permitam repousar no tecido da inseparabilidade, descansar no sentir distribuído e percorrer todo o espectro das sensações até a sua borda se (des)integrar no fora/dentro. Colocando em conversa o Modo Operativo AND e a Ternura Radical , esta colaboração iniciou em 2018 com as Práticas de Des-Imunizacão, focando em modos de retomada dos territórios afetivos imunizados pelos mecanismos de fechamento-proteção-indiferença característicos das relações entre humanes num enquadramento hegemônico-colonial-capitalístico. Com a pandemia e a demanda emergencial por imunização biológica, comprometeram-se as condições de proximidade que permitiam trabalhar na des-imunização afetiva à alteridade, ao mesmo tempo em que se tornou ainda mais urgente a sintonização com o fundo comum da Vida - feito não só do entrelaçamento com outres nomeáveis como "semelhantes", mas também da imbricação de cada ume com o corpo da Terra, com a vastidão ilimitada da vida para além e aquém das formas. Emergiram assim, em 2020, as Práticas de Dis-Solução, procurando fazer da ‘falta de contato físico’ entre humanes uma brecha para a coletivização do sentir, alargando as experimentações na direção de um repertório de intimidade relacional mais vasto, capaz de vibrar em amorosidade com outras formas de vida, mais-que-humanas. Experimento Re-Fusing Emerge na sequência de uma trajetória de investigação sobre como estender nossos modos e campos de intimidade entre e além do corpo social, de modo a incluir relações metabólicas mais amplas pelas quais somos constituídes e com as quais estamos continuamente entrelaçades. Movides pelo anseio e pela necessidade política de novas formas viscerais de respons(h)abilidade e pertencimento, temos vindo a investigar práticas que ativam a inseparabilidade e nos ajudam a sintonizar com ela enquanto uma experiência no sensível. Essa jornada começou em 2018, quando, colocando o Modo Operativo AND em conversa com a Ternura Radical , Fernanda e Dani criaram as Práticas de Des-imunização. A segunda fase dessa jornada deu lugar a outro campo de procedimentos relacionais, as Práticas de Dis-solução, por meio das quais emergiu uma série de Rituais PsicosSOMAgicos. Agora, com este primeiro experimento, circunscrevemos um novo campo de pesquisa na operação re-fusing - que sintetiza num só-multiplo movimento os gestos de recusar e refundir. Este é o desdobramento mais recente dessa pesquisa de longa duração, no qual, em conversa com Sarah Amsler, propomo-nos a estender mais amplamente abordagens queer ao plano das relações multiespécies, dando continuidade a esse trabalho dedicado a expandir formas de intimidade e a interromper, em si, inscrições sistêmicas que perpetuam a separabilidade. Iniciando um movimento mais direto de colocação em conversa das pedagogias do AND Lab e do coletivo Gestos Rumo a Futuros Decoloniais , o experimento encarnado Re-fusing propõe um protocolo simples para comparecer a encontros ume-para-ume com entidades mais-que-humanas, ativando modulações de relacionalidade cuir que permitam explorar em ato como co-sentir em vez de consentir - e, assim, pesquisar vias para reabrir e reorientar categorias e formas (passando do 'kind' ao 'kin'), sustentando a questão: 'o que é preciso recusar para re-fundir?' QUANDO-ONDE? Opções disponíveis e histórico deste Programa no Calendário de Eventos & Agendamentos VER A PROGRAMAÇÃO DO CALENDÁRIO Close VER AULAS E OCUPAÇÕES DO ESPAÇO AND LAB Close VER A BANCA DE ARTEFATOS PUBLICADOS Close Eventos atuais e/ou anteriores relacionados no Calendário [se houver atividades atuais, elas aparecerão primeiro; rolar a lista para ver o histórico de atividades realizadas] páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum ANTERIOR PRÓXIMA
- Fazer-Comum
Programas Colaborativos | AND Lab Next COMO? (Fazer Comum) ANTERIOR PRÓXIMA páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum Ocupações do Espaço AND Lab Coordenação de Luís Filipe Fernandes Fazer Comum é um programa de habitação do Espaço AND Lab, que tem como principal objetivo contribuir para a dinamização do tecido artístico e cultural de Lisboa, proporcionando espaço para trabalho, diálogo, encontro, pesquisa e partilha de práticas inseridas no âmbito de trabalho AND Lab - Arte, Política, Comunidade. São acolhidas práticas de (auto)cuidado e de expressão-criação extensivas, como aulas/sessões regulares, workshops pontuais e residências artísticas. OCUPAÇÕES DO ESPAÇO AND LAB Convida-se a comunidade artística local, agentes culturais e o público em geral para se mobilizarem juntes no fazer (do) comum , alastrando-o a partir do entorno mais imediato e pesquisando, pela frequentação, formas de infiltrar e sustentar modos comunitários de convivência no quotidiano urbano, aliando (auto)cuidado, partilha de fazeres artísticos e co-participação responsável no plano coletivo. MODALIDADES DE ACOLHIMENTO Residências e ensaios Aulas regulares Encontros periódicos Workshops pontuais OFERECEMOS Utilização do Estúdio AND Lab, localizado a 5min a caminhar da estação do metro Cabo Ruivo (Linha Vermelha). Possui um estúdio com 74m2, com piso vinílico preto, apropriado para práticas de movimento. Dispões de ar condicionado e aquecedor; Coluna de Som com conexão por Bluetooth ou Cabo Projetor de Vídeo; Copa com microondas, frigorífico, cafeteira, jarra elétrica e tostadeira, em sala adjacente. Apoio à divulgação: inclusão da atividade na newsletter mensal, website AND Lab, cartaz da programação mensal do espaço e demais comunicações da programação. Possibilidade de elaboração de e-flyer. Possibilidade de realização de apresentação/partilha pública, integrada nas mostras de processo AND Hap. HORÁRIOS Residências & Ensaios - por turnos: manhã (10h-14h) | tarde (14h-18h) | noite (18h-22h) OU diárias (10 às 18h); Práticas Abertas & Aulas Regulares - horários matinais 8h às 9h e 9h às 10h | horários pós-laborais 18h30-19h30, 19h30-20h30, 20h30-21h30 | Possibilidade de outros horários, consoante disponibilidade do espaço; Workshops & Eventos Pontuais - dias e horários a definir, consoante a proposta e a disponibilidade do espaço. CUSTOS (para atividades que contam com apoios financeiros e/ou que vão gerar receitas): Residências & Ensaios: 20€ por turno (4h) ou 35€ diária (6h). Valor negociável para acolhimentos com duração superior a 3 dias. Práticas & Aulas Regulares: 7.5 €/hora Workshops & Eventos Pontuais: 10 €/hora ACOLHIMENTOS GRATUITOS Atividades de investigação-criação sem financiamento: acolhimento gratuito de 1 residência por mês, tendo como orientação uma política de equidade e representatividade, na qual serão priorizados projetos propostos/protagonizados por pessoas negras e/ou trans/travestis. Duração de 5 ou 10 dias (turno a definir, consoante disponibilidade do espaço) + realização de partilha final CLICAR PARA SUBMETER UMA PROPOSTA Espaço AND Lab Av. Infante Dom Henrique 334, Edifício Expresso, piso 3, salas 3.08-09-10, 1800-224 Lisboa, Portugal. Mais informações sobre o Espaço AND Lab, aqui . PARA VER AS OCUPAÇÕES ATUAIS DO NOSSO ESPAÇO, IR A PÁGINA DO CALENDÁRIO QUANDO-ONDE? Opções disponíveis e histórico deste Programa no Calendário de Eventos & Agendamentos VER A PROGRAMAÇÃO DO CALENDÁRIO Close VER AULAS E OCUPAÇÕES DO ESPAÇO AND LAB Close VER A BANCA DE ARTEFATOS PUBLICADOS Close Eventos atuais e/ou anteriores relacionados no Calendário [se houver atividades atuais, elas aparecerão primeiro; rolar a lista para ver o histórico de atividades realizadas] páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum ANTERIOR PRÓXIMA
- Praticas-AND-Collective
Programas Colaborativos | AND Lab Next COMO? (Fazer Comum) ANTERIOR PRÓXIMA páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum Práticas do Coletivo AND Foto: Amanda Morais Fernanda Eugenio & Coletivo AND Estas práticas podem integrar eventualmente a Programação do nosso Espaço, e algumas estão também abertas no nosso Calendário para pedidos de agendamento de sessões experimentais online. PRÁTICAS DE CUIDADO Fernanda Eugenio, Iacã Macerata, Ruan Rocha & colaborações de Mariana Ferreira As Práticas de Cuidado consistem na investigação vivencial das aplicações do MO_AND na Clínica com a Subjetividade e, reciprocamente, na explicitação da dimensão de cuidado e do sentido clínico inerentes ao exercício do MO_AND. Desdobram-se a partir do interesse em investigar os efeitos de cuidado e de produção de subjetividade presentes nas práticas do MO AND, experimentando a potencial modulação da materialidade dos funcionamentos subjetivos, bem como performando uma abordagem sensível e situada da subjetividade enquanto corporeidade. Posicionando-se na injunção entre a etnografia, a arte, os estudos da subjetividade, a psicologia, a saúde coletiva e a clínica psicanalítica, o MO_AND constitui-se como recurso conceitual e metodológico para a produção do cuidado. A partir da reciprocidade entre MO_AND e práticas de cuidado, buscamos conceber, formular e propor dispositivos de operação e produção coletiva do cuidado. A possibilidade do uso clínico transversal das ferramentas do MO_AND forja uma noção de cuidado que faz desviar a noção de cura da sua habitual função de restabelecimento da ordem, ao ser capaz de (re)performar, a cada vez, a sintonização entre o si e o seu entorno, entre o próprio e o outro, entre o singular e o comum, entre o individual e o coletivo, entre o íntimo e o político. Além disso, desloca as práticas de cuidado da ação técnica do especialista - do saber formal anterior à relação, re-situando-as como ética implicada do e no comum, ou seja, como uma modulação das políticas de convivência. Tal noção de cuidado portanto engloba e inocula a cura como prática de curadoria, colocando em um mesmo plano de reciprocidade o contínuo e sempre situado manuseamento das formas coletivas do acontecimento e das forças infinitesimais do desejo. Trata-se de uma rede de agenciamentos que (se) faz (n)um espaço relacional ou território de relação, constituído por três planos mutuamente implicados: o entre-si, uma relação de si para si, em cada vivente envolvide; o entre-nós, uma relação entre nós, viventes envolvides; e o entre-muites, uma relação entre viventes e artefatos, paisagens, elementos inumanos. Tradicionalmente usadas para produzir sentido-significado, as práticas de cuidado são aqui re-generadas para produzir um sentido-direção de criação e de co-implicação, entre o cuidado de si e o cuidado do entorno geográfico, social e político. Na medida em que emergem como uma modulação do viver juntes, (re)performam de modo co-emergente o si e o entorno, concretizando-se enquanto política de reciprocidade na relação com o acontecimento: descentram a narrativa do sujeito que explica ou é explicado, permitindo uma transferência de protagonismo para o acontecimento. As Práticas de Cuidado, portanto, reposicionam o sujeito desde o plano do explicável para o plano do inexplicável, logo para o plano da implicação. No âmbito do AND Lab, as Práticas de Cuidado são pesquisadas de diversas formas, subdividindo-se entre práticas regulares e duracionais com membres e praticantes assídues do MO_AND, e aquelas pesquisadas com participantes de atividades e proposições do AND Lab ao longo do ano. Actualmente estão em curso em 6 zonas de atuação: 1. Inter-reparagem (entre membres do AND Cuidado) Reuniões-pesquisa entre membres do AND Cuidado que se dedicam a inventariar os efeitos analíticos e de reposicionamento subjetivo emergentes das práticas de cuidado com o MO_AND. Constitui-se numa rede alargada de suporte e testemunho, que cuida do cuidar, acompanha o acompanhar, assiste o assistir, frequentando afetos vividos longitudinalmente às atividades, oficinas, reuniões, cursos e workshops do AND Lab. Nesses encontros pesquisamos também a explicitação de um plano transversal, colocando em relevo as implicações e co-incidências entre o AND Cuidado e a constelação AND Lab, frequentando questões, possíveis formulações e proposições-intervenções in situ . 2. Inter-reparagem (com a Direção do AND_Lab) Trata-se de uma pesquisa-proposição-intervenção junto à Direção do AND Lab em cujos encontros exercitamos coletivamente o Reparar (n)as múltiplas modulações entre o AND Lab, seus membros e membras, e as atividades que desenvolvem, frequentando temas informantes da sustentabilidade, planejamentos e sensibilidades estratégicas, e cuidados reparadores. 3. Encontros do Coletivo AND Quinzenalmente pesquisamos os efeitos e intervenções de curadoria in situ no âmbito do Coletivo AND, acompanhando processos que envolvem os núcleos do AND Lab no Brasil e membres assídues do AND Lab. 4. Jogo-Escuta Individual O Jogo-escuta individual é uma prática de pesquisa e tem se constituído simultaneamente como dispositivo de cuidado que adota o Modo Operativo AND como modulador da escuta, a partir do desdobramento de uma experiência de jogo. É voltado para praticantes regulares ou esporádicos do MO_AND, desde que tenham tido contato prévio com a metodologia. O Jogo-escuta se inspira na metodologia da entrevista cartográfica de modo a co-produzir em ato uma experiência sensível com base numa vivência de jogo. Adota o Reparar (n)a vivência, explorando o Quê, Como, Quando-Onde do vivido. O Jogo-escuta consiste num jogo de posição-com a matéria subjetiva mobilizada em jogo. Pode ser iniciado a qualquer momento por qualquer praticante do MO_AND. 5. Jogo-Conversa O Jogo-Conversa se trata de um dispositivo de investigação vivencial que adota o Modo Operativo AND como modulador da Conversa, fazendo da mesma o plano de jogo. Resulta do desdobramento do plano do tabuleiro para o plano da conversa, sendo o seu limite não mais traçado fisicamente por uma fita, mas sentido pela tangibilidade da fala e da escuta. O Jogo-Conversa visa à pesquisa frequentada das diversas modulações do falar e do escutar, e como elas concorrem em ato na constituição da conversa como plano do viver juntes. No Jogo-Conversa, a fala se performa como tomada de posição, e o escutar, como Reparar, fazendo da conversa o plano do versar-com, o plano comum . Como prática de pesquisa, inscreve-se como dispositivo de cuidado em grupo e pode ser praticado junto das proposições do AND Lab, em cursos, oficinas, workshops e laboratórios. 6. Pesquisa interinstitucional com a Universidade Federal Fluminense – Rio de Ostras / Brasil Pesquisa realizada entre o AND-Lab e o Departamento de Psicologia do Instituto de Humanidades e Saúde da Universidade Federal Fluminense, intitulada “A dimensão de cuidado do MO_AND: contribuições para uma clínica de território”, onde se investiga a experiência da prática do MO_AND a partir da abordagem enativa de Francisco Varela. A pesquisa busca validar a prática de jogo do MO_AND como prática de transformação, produtora de cuidado e de formação para o cuidado, circunscrevendo a relação entre o Modo Operativo e a experiência subjetiva. https://www.youtube.com/watch?v=ZCnNtWhtjgM A dimensão de cuidado do MO_AND - II Bienal Jogo e Educação 2020 https://www.youtube.com/watch?v=VawkPuF1T8Q MO_AND como Jogo de Competência Ética Práticas de Re-mediação Fernanda Eugenio, Manoela Rangel e Pat Bergantin Constituem-se enquanto campo de investigação sensível de vias de (re)conexão entre práticas artístico-somáticas, uma espiritualidade politizada e uma política espiritualizada. Enquanto gesto político de reconectar o que o pensamento dual inscreveu como separado, as Práticas de Re-mediação fazem-se práticas de en/incorporação da des-cisão , (a)firmando a ligação com outros campos e integrando os planos que o pensamento moderno cristalizou como 'natural' e 'sobrenatural'. Isto será o mesmo que lembrar sensivelmente que tudo que está fora está dentro, e vice-versa, num exercício de des-identificação radical e de transicionalidade do Eu. Partindo dos recursos e ferramentas que compõem os jogos com o corpo-território do Modo Operativo AND, em especial das práticas de (auto)etnografia sensorial, ANDbodiment e Jogos de Comparência, as artistas propuseram-se a acompanhar-se reciprocamente 'movendo forças', de modo a investigar mais de perto manifestações da ordem do etéreo que vinham se tornando frequentes sempre que tais jogos eram ativados em workshops e labs do MO_AND. Com o desejo de re-conhecer (conhecer de novo) o que (não) sabemos - este plano em que espiritualidade, natureza e ancestralidade formam um todo indiviso -, a pesquisa se ancorou na dupla valência da operação da re-mediação: re-mediar é voltar a juntar o que estava desligado e é, também, curar, dar jeito e/ou remédio . Esse duplo sentido comparece quando damos passagem a três desdobramentos contemporâneos ao acontecimento: o corpo que é atravessado (forma-imediata), o corpo que atravessa (força-afeto), e o corpo travessia (forma-força-canal). Em estado de travessia-atravessamento-atravessade, os eventuais pontos que pareciam estar desconectados podem se re-ligar e a cura da re-mediação, até então, tem se manifestado em também três modulações: a cura através do corte , a cura através do antídoto , e a cura através da dádiva . Propondo pesquisar, em nossos próprios corpos-territórios, o espectro das frequências vibracionais que nos atravessa e constitui, as Práticas de Re-mediação interrogam, através da vivência, a possibilidade de sintonizarmos com a multidimensionalidade co-participativa da Vida, de dar passagem à sua manifestação, e de estarmos lá para ela, com uma capacidade ativa de senti-la, honrá-la e reconhecê-la. As práticas são partilhadas, em sessões individuais ou coletivas, através da ativação de um circuito que vai das 'águas da terra' - o Lago, o Mar e o Rio - às 'águas do céu' - as Chuvas, convidando as pessoas participantes a experimentarem operar micro-gestos de re-mediação em seus próprios campos energéticos. Três meios percorrem os exercícios: os meios de liberação - localizando e desbloqueando chaves de acesso para construir o corpo de travessia; os meios de canalização - exercitando-se enquanto canal transpessoal e constituindo campo para a aparição da questão a ser curada; e os meios de serviço - desobstruindo curas possíveis e disponibilizando caminhos para gestos de reparação que, através da concretização no ínfimo, possam, quem sabe, aos poucos reverberar mais vastamente. Ancorar Flora Mariah Ancorar é uma prática de pesquisa do corpo focada em investigar mais especificamente a pelve, que vem sendo desenvolvida por Flora Mariah como um desdobramento do projeto RABA POWER, numa tentativa de organizar e aprofundar todo material levantado desde 2018. Nossas ancas carregam camadas e mais camadas de história, nossa e de nossos ancestrais que são passadas de geração em geração. É uma zona do corpo historicamente marginalizada, o que faz com que partilhemos encarnações de violências e silenciamentos. A aposta desta pesquisa é que, através de um trabalho focado na pelve, podemos acessar memórias, liberar tensões e traumas e nos reconectar com aquilo que nos dá suporte tanto mecânico, quanto emocional. Trabalhar nossa base e entender sua conexão estrutural com o corpo como um todo nos garante o suporte necessário para apoiar nossas escolhas, nossas direções e nossos desejos na vida. Mergulhar nesse mar e mover essas águas tão profundas é um movimento de resgate de si mesmo, mas não só, é também parte de um processo coletivo de cura e descolonização de nossas corpas. Um mergulho que exige coragem para tocar naquilo que dói, naquilo que nos foi escondido, ou silenciado, que não conhecemos e tememos, naquilo que não podemos controlar, e tampouco nomear. Mas é também com coragem que entendemos que no mesmo lugar onde encontramos nossa dor, encontramos também nossa força, pois é dentro da própria ferida que achamos a sabedoria para curá-la. Portanto, as práticas do ANCORAR são um convite a abrir novos espaços, ancorar potências e liberar tensões desnecessárias, resgatando o prazer em habitar nosso próprio corpo. Foto/Photo: Biel Basile Corpo Antena Pat Bergantin Corpo Antena é uma prática corporal que aborda o corpo enquanto um dispositivo de conexão, que tem a potência de captar, transmitir, transduzir, modular e sintonizar. Atuando no campo das micropercepções, aguça os sentidos para o que move (em) nosso corpo aqui-agora, reativando circuitos que antes pareciam bloqueados ou apagados. Descolar para deslocar. Frequentar frequências. Mover e ser movida com aquilo que está pedindo passagem, acolhendo a vibratilidade visível, invisível e imprevisível daquilo que nos move. Para ser canal, meio, mídia é preciso sintonizar a percepção de corpo-campo, reconhecendo que não existe atravessar sem ser atravessada e que essa travessia é um jogo de forças. A continuidade da prática encaminha para uma integração tanto de aspectos físicos, mentais e emocionais, quanto sociais, ancestrais e espirituais, e é indicada a qualquer pessoa que se interesse pela proposta, independente de sua experiência com dança. Foto/Photo: Amanda Morais Corpo Multidimensional Guto Macedo A proposta do Corpo Multidimensional é criar corpo no entrecruzamento do visível e do invisível, do dentro e do fora, do que toca e é tocado no soma (corpo de si), transpondo limites entre o perceptível e o imperceptível. Nessa abertura perceptiva, cada ume com suas próprias multi-imagens de corpo, tece devires, onde o tempo cruza o espaço, o passado ressoa no presente e novos esquemas somáticos emergem. Dança Microscopicopolítica Milene Duenha Partindo da premissa de que as transformações na dimensão coletiva se referem a uma lógica recíproca de transformações que se dão nos corpos que a compõe, essa prática de ativação microscópica se volta ao cultivo das potencialidades sensíveis do corpo. A partir reconhecimento de que não sabemos tudo o que pode um corpo e pela provocação de uma modulação da atenção às vibrações de existências microscópicas, busca-se o refinamento perceptivo para as emergências, como potência de vida, que se dão nas inter-ferências entre os corpos do ambiente. Essa prática é operada por uma ética das relações que envolve um redimensionamento da atenção para as velocidades e intensidades do menor e seus aspectos de ingovernabilidade. Foto/Photo: Amanda Morais Práticas de Ajuntamento Mariana Pimentel Práticas de Ajuntamento experimenta as poéticas do aglutinar-se. Ativa práticas de reciprocidade através da presença meditativa, de pequenas danças e do fluxo livre de movimento entre umes e outres. Reúne vivências que convocam o corpo coletivo e expressão de sua presença nos diversos espaços e camadas que compõem a corporalidade. Práticas de Sintonização e Inventário Naiá Delion As Práticas de Sintonização tomam como ponto de partida a relação entre corpo e gravidade e propõem dedicar tempo para o mapeamento dos apoios do corpo no chão, dos apoios no ar ou em outro corpo, em pausa ou em movimento. Trata-se de acessar tecidos ósseos, musculares, elásticos e pele para investigar a fractalidade e a multidirecionalidade do movimento, dispondo o corpo para relacionar-se com o imponderável. As Práticas do Inventário tomam como ponto de partida algo que foi vivido. O mapeamento dessa experiência vai se afinando de fora para dentro até poder novamente incluir a relação do corpo com o campo gravitacional. Através do convite a este inventário singularizado, a proposta é que se possa abrir espaço para uma apropriação das vivências que permita disponibilizá-las como ferramentas para a investigação de cada ume. Práticas de Tra[d]ição Manoela Rangel Trair - A que sabe suspender o que sei sobre como me movo que caminhos percorro quem penso que sou ato voluntário de abrir fenda no tempo - Eu me desterritorio me desconheço sou movimento que toma formas cambiantes nômades - o que me move talvez seja um falso enigma - interessa o estado continuado de não saber a respeito do que sei de mim acompanhando o que deste sistema a que chamo Eu vai sendo feito - trair me e criar nova tradição trair me é criar outra tradição o que me move enquanto Eu descanso circuitos do sistema nervoso da rede de fáscias ser movida não mover >> o que se move através de mim e comigo quando algo em mim / me move - diminui o volume do que conheço de eu-agente >> aumenta o volume de agentes-outras [múltiplos de/em mim?] diminui o volume do desejo-objeto aumenta o volume da disponibilidade-desejo e assim des canso. QUANDO-ONDE? Opções disponíveis e histórico deste Programa no Calendário de Eventos & Agendamentos VER A PROGRAMAÇÃO DO CALENDÁRIO Close VER AULAS E OCUPAÇÕES DO ESPAÇO AND LAB Close VER A BANCA DE ARTEFATOS PUBLICADOS Close Eventos atuais e/ou anteriores relacionados no Calendário [se houver atividades atuais, elas aparecerão primeiro; rolar a lista para ver o histórico de atividades realizadas] páginas de programas do MO_AND páginas da escola do reparar páginas do programa de artefatos páginas do programa fazer comum ANTERIOR PRÓXIMA
- Manoela Rangel | Equipa & Colaboradores AND Lab
Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Manoela Rangel Assistência à Direção Artística Participante do Coletivo AND Manoela Rangel nunca sabe o que vai fazer. Sua pesquisa é sobre sair da própria frente permitindo que o caminho se faça menos pelo protagonismo da agência e mais pela emergência do que a situação pede. Durante a graduação em teatro se tornou acrobata dos aparelhos aéreos de circo. Concluída a universidade se tornou professora de inglês e em seguida de ashtanga yoga. Junto às aulas de yoga atuou num espetáculo de dança, um filme, uma peça de teatro infantil, fez performance numa banda de música, coreografou e dançou um show queer, criou seu solo de circo, dirigiu um trabalho de dança, escreveu e deu voz aos textos em projeto de arte sonora pop e há alguns agoras investiga como viver junto em parceria com o AND Lab. Não estabilizar identidade \artística/ e mestiçar linguagem para mediar fala é sua \deslocada/ posição de jogo. [Graduada – UDESC 2005. Artista circense – Acrobáticos Fratelli 2009-12. Professora de inglês – Wizard 2005 e de yoga – Yoga Shala de Camila Reitz 2006-08. Bailarina para Volmir Cordeiro – Prêmio Klauss Vianna 2008. Atriz para Carla Candiotto - Prêmio PROAC - indicação melhor atriz FEMSA 2013. Performer – banda o Teatro Mágico 2014-17. Coreógrafa show queer Shanawaara - Projeto Brasil tour Alemanha / Portugal 2016. Solo circo – prêmio PROAC 2015. Criação / direção em dança – prêmio Cultura Inglesa 2018. Projeto sonoro pseudo pornô em parceria com Dudu Tsuda – Fusion Festival Alemanha 2019. Integra o AND Lab São Paulo e o AND Collective desde 2020]. < Anterior Próxima >
- Guilherme Mayer | Equipa & Colaboradores AND Lab
Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Guilherme Mayer Núcleo Brasília, Brasil Guilherme Mayer Santos é músico, sonoplasta, ator, bacharel em interpretação pelo Departamento de Artes Cênicas da Universidade de Brasília. Atualmente é mestrando em Processos Composicionais para a Cena pelo Programa de Pós Graduação em Artes Cênicas da Universidade de Brasília, pesquisador-artista do Grupo Momentâneo de Teatro e Pesquisa - vinculado ao Grupo MOVER CNPq - e o grupo Vocalidades e Cena CNPq. Nesses espaços laboratoriais pesquisa, de maneira geral, as sonoridades como dispositivo de relação com o espaço, tempo e o outro. Integra o Núcleo AND Lab Brasília. < Anterior Próxima >
- Thaise Nardim | Equipa & Colaboradores AND Lab
Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Thaise Nardim Núcleo Palmas, Brasil Thaise Nardim é artista em arte da performance, professora e pesquisadora. Reside em Palmas, no Tocantins (Brasil) desde 2010, onde atua como professora no curso de Teatro da Universidade Federal do Tocantins (UFT). É Doutora em Artes da Cena, Mestre em Artes e Bacharela em Artes Cênicas pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), especialista em Arte, Educação e Tecnologias Contemporâneas pela Universidade de Brasília (UnB) e realizou estágio pós-doutoral em Educação pela UFT. Como artista da performance, apresentou-se em diversos festivais e espaços nacionais e internacionais, como MIP - Mostra Internacional de Performance (Brasil, 2021) e La Juan Gallery (Espanha, 2016), além de ter participado de residências como Drift Project com Zecora Ura Theatre na Gasworks, em Londres (2017). Foi organizadora do Festival de Apartamento, evento autogerido de arte da performance que totalizou 15 edições. Em Palmas, realiza o “Função - Festival de Performances Urgente” e o festival de performances urbanas “Escala 1:1 - ações humanas para espaços monumentais”. Esses últimos eventos são parcerias entre a UFT, onde leciona, e o Coletivo Flácido, gestor do ponto de cultura Casa Flácida, que acolhe as ações do Núcleo AND Lab Palmas. Como pesquisadora, publicou “Rabiscar língua com cacos de floresta - escrever e performar em pesquisa-docência-criação” (EDUFT, 2020) e organizou “Artes e Mídias: um panorama por pesquisadores da Amazônia brasileira” (EDUFT, 2021). Como poeta, publicou “Aranhas pensam com a teia” (Editora Urutau, 2022). < Anterior Próxima >
- Iacã Macerata | Equipa & Colaboradores AND Lab
Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Iacã Macerata Participante do Coletivo AND Iacã Macerata é psicólogo, supervisor clínico e professor do Departamento de Psicologia do Instituto de Humanidades e Saúde da Universidade Federal Fluminense. Mestre e Doutor em Psicologia pela Universidade Federal Fluminense e professor adjunto do Departamento de Psicologia do Campus Rio das Ostras da UFF. Trabalhou 11 anos em políticas públicas de cuidado com pessoas que moram na rua em Porto Alegre e no Rio de Janeiro, onde desenvolveu a proposição “clínica de território”, que consiste em perspectivas, diretrizes metodológicas e dispositivos para a construção de políticas públicas e redes de cuidado multidisciplinares no espaço urbano. É pesquisador, utilizando a cartografia como direção metodológica, na linha de uma pesquisa intervenção-participativa de perspectiva cartográfica. Faz parte do grupo de pesquisa “Enativos: produção de conhecimento e cuidado” e do projeto colaborativo do AND Lab 'MO_AND + Clínica e Cuidado', junto com Fernanda Eugenio and Ruan Rocha. Integra o Núcleo AND Lab Rio de Janeiro e o AND Collective. < Anterior Próxima >
- Naiá Delion | Equipa & Colaboradores AND Lab
Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Naiá Delion Núcleo São Paulo, Brasil Participante do Coletivo AND Naiá Delion formou-se em Comunicação das Artes do Corpo na PUC-SP em 2002, com habilitação em Dança. Tem como formação paralela à graduação universitária, o Núcleo de Improvisação coordenado pela bailarina Zélia Monteiro. Ainda na universidade, realizou pesquisa científica sobre a relação Brasil-Japão nas artes, orientado pela Profa.Dra. Christine Greiner. Como bailarina, formou-se no Curso Técnico da Escola e Faculdade Angel Vianna e participou de diversas residências artísticas no Brasil e no mundo. Entre elas o coLABoratório, em 2009, onde conheceu Fernanda Eugenio e iniciou sua parceria com o AND Lab. Na mesma época, criou o solo "Use o assento para flutuar" em parceria com Volmir Cordeiro, contemplado pelo Prêmio Funarte Klauss Vianna. Como educadora do movimento, formou-se na Escola Ivaldo Bertazzo (2003), e como instrutora de pilates (2013) e de Gyrotonic (2019). Atualmente, faz parte do Processo Formativo do Movimento Autêntico, dirige o Estúdio de Pilates e Gyrotonic AMANA, integra o Núcleo AND Lab São Paulo e o AND Collective, e colabora com a Escola do Reparar. < Anterior Próxima >
- Henrique Antão | Equipa & Colaboradores AND Lab
Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Henrique Antão Participante do Coletivo AND Henrique Antão é artista, engenheiro, educador e investigador do movimento, do som e do corpo. O processo fisiológico do movimento embrionário e dos primeiros anos de vida surge na sua investigação enquanto ponto de encontro e de partida para questionamentos transversais à ecologia humana, movidos pela possibilidade de uma boa convivência. Da pesquisa experiencial em práticas de escuta sensorial em movimento, procura pensar contextos educativos que re-centrem a sensibilidade, o jogo e a criação artística enquanto forças motrizes de um bem-estar em transformação, apoiado numa ética reparativa das relações. Mestre em Engenharia Electrónica e Telecomunicações pela Universidade de Aveiro em parceria com a Technische Universität Hamburg (2014), prossegue a sua formação académica com frequências em estudos de som e imagem no mestrado Sound/Vision na Hamburg University of Applied Sciences (2017), estudos curatoriais e pensamento crítico com Prof. Dr. Bonaventure Soh Bejeng Ndikung no mestrado Spatial Strategies na Weißensee Academy of Art Berlin (2022) e completa recentemente uma formação profissional em Pedadogia Somática para a Infância e Adolescência, no programa C.A.R.E. pela Somatische Akademie Berlin (2023). Enquanto artista do som, teve a oportunidade de criar espaços sónicos para a conferência The Live Legacy Project: Correspondences between German Contemporary Dance and the Judson Dance Theater Movement (Düsseldorf 2014), DanceKiosk-Hamburg (2016), Ponderosa Unfestival (Brandenburg 2020), SAVVY Contemporary (Berlim 2020). Vive na Alemanha entre 2011 e 2023, onde tem a oportunidade de contactar e ressoar com o trabalho de professores, pensadores e artistas do movimento destacando Tex Hobijn, Pauline de Groot, Angela Guerreiro, Bernardo Chatillon, Eva Karczag, Ka Rustler, Adalisa Menghini, Bonnie Bainbridge Cohen, Trude Cone, Peter Pleyer, Sigal Zouk, Joy Mariama Smith e Mark Tompkins. Recém-volvido a Portugal, reside actualmente em Lisboa. Integra a equipa do AND Lab a partir de março de 2024, após alguns anos a seguir o trabalho em oficinas e retiros da Escola do Reparar. < Anterior Próxima >
- Ana Corrêa | Equipa & Colaboradores AND Lab
Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Ana Corrêa Participante do Coletivo AND Licenciada em Biologia Vegetal Aplicada e doutorada em Ecofisiologia. Trabalhou em investigação até 2013. Em 2009 mudou-se para Granada, Espanha, para fazer um pós-doutoramento, onde começou a sua formação em dança com o colectivo Enclave. Recebeu formação em dança contemporânea, dança teatro, clown, butoh, teatro físico e outras técnicas de performance e movimento. Estudou e trabalhou com Ana Buitrago, Luis Biasotto, Aitana Cordero, João Fiadeiro, Vera Mantero, Loic Touzé, entre outros. Em 2013 deixa a investigação científica e dedica-se a criação em dança e performance, tornando-se parte do colectivo Enclave. Em simultâneo, trabalha em tradução, com um foco em tradução cientifica e algumas incursões em poesia e arte, nomeadamente colaborando com João Fiadeiro. Em 2014 colabora com Horácio Macuacua numa nova criação. Em 2014-2015 frequenta a FIA- Formação Intensiva Avançada, no C.E.M.-Centro em movimento, em Lisboa. Em 2017 cria e apresenta Blow , na Zaratan e Traça (Lisbon), é seleccionada para o festival Nordic Fringe (Estocolmo, Suécia) com I will not tell you our love story , e cria e apresenta Tanzen, com Beatrice Cordier e Marta Correia. Em 2019 cria e apresenta Procedimentos para encontrar-se, com Julia Salem (São Paulo-Lisboa). Presentemente divide o seu tempo entre ciência, investigando sistemas simbióticos, e arte, nomeadamente em colaboração com Fernando Pelliccioli and Carlos Osatinsky (Argentina-Berlim), Kim Baraka (Beirute-Amsterdão) e Mafalda Miranda Jacinto. Em 2022 tornou-se membro do colectivo Rabit Hole (Lisboa-Berlim). < Anterior Próxima >
- Milene Duenha | Equipa & Colaboradores AND Lab
Pessoas da Equipa & Colaboradores | AND Lab Next EQUIPA (O AND La b) Milene Duenha Núcleo Curitiba, Brasil Participante do Coletivo AND Milene Duenha é artista com atuação nas intersecções entre dança, performance e teatro. Interessa-se por questões ligadas ao corpo ingovernável e seus modos de estar/fazer como potência de afeto. Pesquisa a noção de composição nas artes presenciais e as relações entre ética, estética e política. É professora colaboradora no curso de Dança da UNESPAR, integra o Núcleo AND Lab Curitiba e o AND Collective e colabora na Escola do Reparar. Desenvolve uma pesquisa artística no Coletivo Mapas e Hipertextos desde 2012 e integra o Projeto Corpo, Tempo e Movimento desde 2014. Possui graduação em Artes Cênicas pela Universidade Estadual de Londrina (Brasil) e pós-graduação em Artes Visuais / Arte-Educação pela mesma instituição. Doutora e mestre em Teatro pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Brasil). < Anterior Próxima >



















